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terça-feira, 29 de junho de 2021

Quilometragem

No outro dia vi numa rede social alguém contentinho porque em dois dias havia feito seiscentos quilómetros num passeio de mota. Sou incapaz de conter montes de ironia, incapaz – há dois anos fiz seis mil e tal quilómetros em dezoito dias. Não sendo uma média assim tão diferente da deste cavalheiro, são contudo dias consecutivos, acrescendo coisas como cansaço, que porém é eficazmente atenuado por outras coisas como gozo e satisfação. Não vou listar as demais quilometragens com que já conto, nem deixo a imagem abaixo nítida, deixo é saber que é um print de um apanhado geral de todas as cidades que já visitei. De mota, pois claro. Capacete enfiado na mona e vento de todo o lado, sim sim.

sábado, 17 de abril de 2021

Albaricoque

Terminei agora mesmo o doce de alperce, cujo tempo de permanência nesta casa está nos sete meses, altura das últimas férias. Trago sempre coisas de mercearia, gosto de fazer compras em banais pontos de lugares aonde vou de longe a longe e, por isso, as mercearias não me são banais. Esta embalagem estava aberta há meses, não tantos como os que há que ocorreram essas férias, mas meses. O espanto está na ausência de bolor na camada superior. Há outros doces que compro e, se não marcham logo que abertas as embalagens, emboloram rapidamente, trazendo desperdício. Numa próxima oportunidade terei em conta esta questão para me decidir a trazer um maior número de embalagens.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Tâmaras

«Porque também leva mel e eu, sei lá, gosto.» Anotei eu no lbogue... ai perdão, blogue aos 4 fevereiro de 2020. Tenho, pelo menos desde então, uma receita para experimentar, de cujos ingredientes consta tâmaras. E mel, pois claro. Tenho, não, tinha. Este bolo é tão bom que vai ter a dita de constar no meu dossiê especial. Estou contente, sempre quis ter uma receita de bolo que levasse tâmaras (muito embora no registo linkado acima a elas tampouco tenha feito referência, mas), e já experimentei uma ou duas mas, como não me dei bem, fui esperando que um dia me chegasse às mãos a receita salvadora deste tão incomum desejo.
Ai pá qui zagero!
Pois é.
A massa do bolo sabe a café, peculiaridade que me intrigou tanto quanto me maravilhou. Depois, o bolo já cozido, arrefecendo na rede, era hora de tratar da cobertura que, oh vejam lá, leva café! Ainda ponderei saltar esse passo mas fiz-me que 'não!', teimando em seguir a receita na totalidade - o molho eleva o bolo de bom a extraordinário – portanto: ainda bem que teimei. A receita que deixo abaixo tem umas variantes, nomeadamente tâmaras da gama económica, farinha sem fermento, à qual, obviamente, acrescentei o dito, e também um poucochinho de canela em pó e um tiquinho de nada de noz-moscada. As tâmaras, pronto, pá, aquando das férias de Verão tinha visto no supermercado onde nos abastecemos que havia embalagens de tâmaras não propriamente bonitas mas deveras baratas. Comprei. Não são as melhores tâmaras do mundo, pois claro que não, decerto as Medjool (indicadas na receita original) farão um bolo ainda mais que mais (pronto, já sabem que adoro redundâncias e, ou, paneleirices despropositadas), quiçá mais húmido, quiçá lhe aprofunde o sabor, mas olhem, lá que as tâmaras baratinhas, com ar de terem atravessado o deserto de Marrocos e aportado ali assim em Algeciras resolveram, resolveram. Ah, registo ainda que encontrei este estonteante e diferenciador bolo na revista Continente Magazine.

Bolo de Tâmaras e Nozes

ingredientes para o bolo:
200 gramas de tâmaras
100 gramas de manteiga amolecida
150 gramas de açúcar moreno
3 ovos
200 gramas de farinha
100 gramas de mel
1 colher de chá de essência de baunilha
ingredientes para o molho:
½ cup de açúcar mascavado
¼ cup de água
½ cup de leite
½ café expresso
100 gramas de nozes pecãs

Cubra as tâmaras com água fervida e deixe repousar por 30 minutos.
Escorra-as, coloque no processador e pique-as até obter um puré.
Junte a manteiga e o açúcar e bata.
Adicione os ovos, um a um, até todos estarem incorporados.
Passe a mistura para uma taça e deite a farinha, o mel e a baunilha e misture tudo muito bem.
Verta a massa para uma forma (usei uma com 22 centímetros de diâmetro) untada e enfarinhada e leve ao forno por cerca de 40 minutos.
Prepare o caramelo levando o açúcar e a água ao lume. Deixe que o açúcar derreta e cozinhe até adquirir uma cor âmbar.
Retire do lume, junte o leite e o café e mexa bem, até formar um caramelo suave e castanho claro.
Volte a levar ao lume para misturar um pouco mais e e retire sem deixar queimar.
Regue o bolo ainda quente com esta calda e decore com nozes-pecãs.


não, não tenho fotografia, mas asseguro que ficou bonito, e, de saboroso, já disse o que disse aí acima

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Flor à esquina

Esta flor é um despojo da florista de rua. Largou o trabalho cedo e deixou esta beleza que, não tendo sido com o intuito de marcar a sua permanência naquela esquina, o certo é que o fez e, já que faço este registo, passa a marca indelével.


 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Faz hoje anos

Há precisamente dez anos que a árvore amarela apareceu no blogue. Queria ter ido vê-la no decorrer deste dia, só que não deu. Tenho, porém, um registo fotográfico, o de um papel que tem andado comigo, numa de lembrete e tal. Portanto: esquecer, esquecer eu não esqueci.


 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Planos

Tenho que arrumar as malas de usar de quando em quando, digo eu aquele 'de quando em quando' que são as férias. Tanto as férias como viagens e passeios e assim. Estavam dentro da outra mala, a que joguei no lixo e para ali estão. Também tenho que lavar chãos e superfícies, tratar da roupa e da louça. E até das compras.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Coisas

Não é uma nota de vinte euros nem é um limão. 
É uma pecinha de jogo ou brinquedo que imita uma nota de vinte e é um limão quando no estado recém-nascido. 
A primeira foi o meu colega que encontrou e mo mostrou e depois resolvi pôr em foto. 
O segundo veio do limoeiro do Gualter. Só não lembro se o arranquei da mãe mas estou em crer que sim.
Entretanto quis pôr-lhes filtros do LunaPic. 
O de cima é Fairy a meio do máximo.
O de baixo é Paper Folding a cinquenta por cento.

 



 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Coisas




A rolha existe na foto porque andei de volta delas, a encaixotá-las, e agrupá-las, a etiquetá-las. Na caixa destas rolhas até designei que são as rolhas 'chapéuzinho' (bem sei que não se vê porra nenhuma, mas gosto de escurecer as fotos até mais não) porque é o que pode parecer, em a gente querendo. Como caiu uma e não dei por isso, já tinha tudo arrumadinho quando a vi no chão e olha, pu-la para aqui. Chamei desde sempre 'chapéuzinho' a este tipo de rolha, deve ser em simplicidades assim que reside a minha pessoa normal.

O dizer 'frutos silvestres' é parte de um papel de rebuçado feito de uma miscelânea de textura caramelizada.

A fita foi comigo de férias, serviu para puxar facilmente a mini máquina de dentro do invólucro protector de humidades e poeiras.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Lisboa, 1 de Setembro de 2020

No princípio é o verbo – notai-o em minúscula – regressar. Neste princípio, regressei ao trabalho. Regressei de regressar.





Querendo-se, Setembro entra igual a Agosto – a gosto.
Setembro... Como estará a árvore amarela? Fui lá vê-la e vi-a um bocadinho amarela. Ainda é só um bocadinho.
Vi também o nepalês da frutaria, ó:

trezentos e trinta gramas de uvas brancas
mil trezentos e quinze gramas de bananas
quatrocentos e quinze gramas de maçãs
seiscentos e oitenta gramas de pêssegos


#semfiltro2020

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Exagerei no tempo de exposição solar.

«Não me apetece ir para o frio. Estou a caminhar ao sol e lá ao longe há uma sombra. Fria. Que não me apetece atingir. Mas, atingindo, acelero o passo, aquecendo o corpo. Era isso o que eu fazia para entrar nas águas, aquando das férias.»


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Lixo(s)

Afinal não ficou no local das férias, a caneta de tampa verde, decidi-me a pô-la no contentor dos plásticos, quer-me cá parecer que aquilo é material desse. E pronto, és mesmo especial, ó caneta de tampa verde, olha que não há muitas coisas a que dê tanta visibilidade, se bem que dou, ai dou, visibilidade a muitas coisas. E também a pessoas, mas a par, não menos, não mais.
Sem nada a ver - mas já agora e porque não? ora essa -, encontrei o contentor amarelo deitado ao chão por conta dos velozes ventos dos últimos dias, e logo caído de boca para baixo, impedindo a entrada aos materiais recicláveis, o que fez com que a (re)dita caneta fosse jogada no contentor cinzento.
Outra coisinhazinha: o malão que percorreu quase tanto mundo quanto eu também está no lixo e os motivos não são óbvios porque aquilo ainda ia dando. Podia agora inventar-me de pessoa minimalista mas mentiria conscientemente e isso aborrece-me.
Ulha! À conta do lixo lembrei-me de outra coisinhazinha! Há anos que não entrava um bebé cá em casa, o que aconteceu há umas horas. Essa visita especial fez com que
ponto número um
descobri que há chuchas reflectoras, aceleram a questão de as encontrar no escuro, é essa a maior vontade de qualquer progenitor/cuidador que acorde com o choro de um bebé
ponto número dois
descobri que há vídeos no Youtube que reproduzem sons uterinos, acalmam os bebés porque os transportam para a vida pré-natal, o mais engraçado é que o som é um horror, parece mais um aspirador desafinado do que outra coisa, mas a verdade é que vi que o bebé acalmou o seu choro sonolento em segundos
ponto número três
descobri três fraldas usadas no lixo... pá, pronto, eu disse que tinha que ver com lixo

post com título

así, así es que me gusta, ya tú sabes

café molido de tueste natural 50% y torrefacto 50%


1ª entrada: canção da JLo; 2ª entrada: pacote de café

sábado, 29 de agosto de 2020

Diz que é melhor não voltar a um lugar onde se foi feliz mas então como saber se o lugar é merecedor de uma terceira visita?!

Ó Gina tu leste?


Não.


Mas olhem que levei o livro - As Cidades Invisíveis, Italo Calvino.
Agora séria, vá:
Durante a estadia fora, em alguns momentos lembrei-me do livro e até, oh vejam lá, se ler. Não me apeteceu. Ocorre também - e isto não é desculpar-me parvamente - que afinal eu estava de férias e um dos princípios de quem as goza é fazer o que está nos apetites.

De tamanhinho

O pequenino pacote de sal fino diz ➡️ solo para ti, o que o faz ser para mi.

O bem maior (mas nem por isso grande) pacote de gnocchi diz ➡️ l'immagine ha solo scopo di presentare il prodotto.

Falta

De manhãzinha senti falta da cacofonia dos espanhóis e das águas que há na terra deles. Em vez disso tive, por exemplo, os sons das patinhas da minha cadela e o das máquinas de lavar.
Das águas (das quais me apossei há dias, chamando-lhe Mar Gina) não cheguei a contar-vos que, num dia ou noutro, houve peixinhos e peixinhozinhos. Aos peixinhos chamei peixões. Isto porque, como é consabido, a água é uma lupa das que avoluma consideravelmente. Na água da piscina havia golfinhos. A piscina é toda uma outra esfera, e isso também é consabido.

Desta vez não fui tão valente.

Ida
Loures ➡ Castro Verde ➖ 222 quilómetros
A-375 km 40 ➡ Ronda* ➖ 86 quilómetros





Vinda
Corvos ➡ E265 km 68** ➖ 37 quilómetros






o título é uma comparação com base no ano passado

*lugar da foto, já anteriormente publicada)

**por irresistir ao 68, tirei uma foto