Para que conste:
Este Natal não cheguei a ver as iluminações na Baixa.
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Coroa-jóia
Se encontrei a coroa da rica filha, é o que quereis saber?
É?!
Então está bem.
Encontrei, sim senhores. Num dia de sol, lá fui à caça da linda coroa, cheia de esperança num conhecido e aparatoso Centro Comercial de Lisboa.
Vinguei portanto na vida. Viva o Natal e aquilo da boa-vontade, da tolerância, do nobre desejo de satisfazer supostos e irrisórios e tolos prazeres. Viva. Vivamos. Há anos que cheguei a uma conclusão que alivia: o dinheiro traz felicidade, ok, que é efémera, ok, mas afinal não são todas as felicidades assim? Quero eu dizer as colinas, as ondas, o canto da passarada, as cores do arco-íris e das flores, o cheiro da terra. Não sentem que essa felicidade é também efémera, a um tiquinho do inútil?
Luzes
Do tal espectáculo de que falei neste post, registo agora que o vi todinho. Era luzes e mais luzes refletidas na Fonte Luminosa, eu nunca a tinha visto com tantas, às vezes os senhores que mandam lá naquilo põem umas iluminações ou dão uns banhos às estátuas, mas nada mais que isso. Olhem, foi lindo, mesmo, e fiquem sabendo que vi o espectáculo no último dia em que eu! podia ver.
Gosto de datar
Era 26 de dezembro de 2017 e eu viajava de carro até Albernoa. No caminho percorri parte do caminho pedestre da Barragem do Pego do Altar, ali para os lados de Alcácer do Sal. O que não faltava no chão das bermas baixas era medronhos. Eu, Gina Maria, provei, finalmente, medronho, esse fruto mítico, dada as anunciadas bebedeiras que se arranjam à conta do álcool que contêm. Será mito? Não sei. É, isso sei, um fruto lindíssimo, com as grainhas da parte de fora, qual morango alaranjado, à conta das quais passei montes de tempo a limpar as bochechas por dentro. Ó medronhos, lindos e fofos, adorei-vos. Pronto, vá, a polpa é mole como uma papa, não tem grumos ou fibras, a bem dizer o sabor é nada intenso, nada!, mas eu cá gostei, gostei bués e acabou a conversa.
Era 27 de dezembro de 2017 e a morrinha caía em Lisboa. Ah. Caminho sem cobertura. Um homem de barrete à Pai Natal traz chapéus-de-chuva para vender e mostra-me intencionalmente um. Nego com a mona húmida enquanto penso que tenho um chapéu-de-chuva no saco. Não quero, obrigadinha, 'migo.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Não sei o que faça
Não sei o que faça, dizia eu antes do Natal, que isto e aquilo, indecisa, mas contente italital
Quero fazer bolo-rei rápido
Quero fazer bolo de chocolate
Quero fazer cheescake de nutella
Quero fazer sonhos
Quero fazer camarões ô puã
Quero fazer bacalhau je ne sé quá
↸↸↸
Pois que ao bolo-rei deslindei-lhe logo o caso, que encontrara um vizinho pasteleiro com uma massa recheada de doce de gila e que bem me soubera a amostrazinha que provara e mais não sei o quê. Este não fiz.
Dos sonhos, ainda entonteci com a estrondosa ideia de substituí-los por churros, já que a massa não difere tanto assim, tal como a fritura e a cobertura, mas o dia 24 na cozinha levou-me a perceber que os ditos, os churros ou mesmo os sonhos, não fariam falta alguma na minha mesa.
Chego agora ao cheesecake de Nutella. Também não fiz. Aqui foi um não ter comprado a Nutella. Bem sei que a podia fazer, pois se fiz...
Fiz ferrero rocher caseiros! iei! Quero dizer, fazer ferrero rocher, não fiz, não singrei na última etapa deles, acabando por fazer bombons de chocolate e avelãs, os quais, a bem dizer, não passam de trufas com avelãs picadas e recheadas com uma avelã inteira. Falta só uma coisinha: na verdade nem todos os meus bombons tinham uma avelã no recheio e, os que não tinham, foram cobertos por avelã moída, que sobrara do picanço.
Caramba, é que nem o bolo de chocolate fiz! Porquê? Querem saber? Sério? Porque fiz bolachas, umas de chocolate, outras de gengibre. Porque num repente quis fazer um tronco de Natal, que não seria de chocolate, como o tradicional, a rica nora não curte choco-coisas, de maneiras que o fiz com recheio de mascarpone e sabores de canela (para a massa e o recheio inspirei-me aqui) e o cobri de creme de pasteleiro. Há, ainda, outra coisinhazinha acerca do tronco (fingido) de Natal, é que, senhoras e senhores, experimentei a farinha T45!, ó pá tóin bão! farinha essa que não é fina, qual quê, é finísima! A massa ficou especial, mas depois, creio, farei post com este delicioso tema.
Já os camarões ô puã e o bacalhau não sei quê foram efetuados. Os camarões estavam bem bons mas o bacalhau não, que precisava de mais tempo de mergulho, a ver se não salgava tanto a língua da gente.
Nota importantíssima:
A descrição acima não segue a ordem da lista. Quando dei por mim estava metida na escrevinhação e, tendo começado pelo meio da lista por ser o tal do bolo-rei o que saltou primeiro, olhem, continuei daí conforme ia pipocando a listinha. Entretanto, como a listinha é cópia de um post já passado, não quis mexer-lhe.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
domingo, 24 de dezembro de 2017
sábado, 23 de dezembro de 2017
As horas que são
São dezanove e quarenta. É muito bom estar em casa e gritar: alguém me diz as horas, por favor?, e alguém me responder. Muito bom. Ah, bai da uei: Feliz Natal.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Luzes de Natal
Já comprei, iei! São bolinhas mais pequenas do que as que se fundiram, a cor é a mesma – neutra – tem montes de sequências pisca-pisca, as quais vou desprezar por ser amicíssima da estaticidade em termos de luzes de Natal, sei lá, gosto de as ver quietas, cansa-me aquele frenesim todo.
Então e agora o que é que se segue?
Então e agora o que é que se segue?
Segue-se que vou cortar o fio da série de Natal (a das lâmpadas fundidas, que está na Árvore) aos pedaços, é achar pedacinho de fio aqui e cortar, achar outro pedacito piriri ali e cortar. No fim, não duvido que fique com vários pedaços pequerruchos de fio na Árvore, mas paciência.
… Segue-se...?
Que espalho a nova série Árvore afora o melhor que conseguir, enquanto espalho a minha alegria Natal afora, lar afora, gente afora.
Planos comelícios
Qual sonhos, qual quê, que malembrou dos churros. Pois. Os churros, a bem dizer, nada têm de diferente dos sonhos, o que ocorre por entre eles é que uns são pertença do Natal – ai são, são – e os outros são das feiras, das barraquinhas, das festas de rua, mas que se podem fazer em casa, olarila, e eu vou fazê-los, aos churros, e não fazê-los, aos sonhos.
Massa folhada
Fiz de novo a massa folhada, mas outra receita, que retirei daqui. A principal diferença está na não-adição daquele pedacinho de manteiga logo na bola de massa. Depois há mais, como por exemplo o facto de esta receita ser mais pequena, o que inclusive a Rita aconselha aquando de uma primeira vez, não vá a coisa sair menos bem e por conseguinte desperdiçar alimentos, o que não é porreiro. Mas não me saiu mal, não senhores, desta vez salguei a massa como deve ser, a textura está fixe, o sabor é fantástico. Não tarda estou perita. Já ando até a idealizar fazer, finalmente, pastéis de nata em que a massa seja também eu a fazer. Entretanto, registo ainda que, apesar de a quantidade de massa ser menor, sobrou e congelei. Tenho portanto dois restos de massa folhada à minha espera, uma assim para o salgadinho, que usarei em rolos de queijo ou de cereais, outra assim como que bem temperada, que usarei em pasteis de nata. Gostava muito de ter tempo de despachar estes dois restos na Noite de Natal, mas prende-se ao desejo certas questiúnculas como, por exemplo, se eu descongelar a massa e não houver o dito tempo de a usar, não poderei voltar a congelá-la, uma vez que perde propriedades aos montes. Portanto, se eu quiser sentir-me em segurança, o melhor é nem pôr as massas a descongelar, agora... se eu gostar do desequilíbrio ou do perigo, então que faça força aí.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Dicas de Natal
Catrapisquei duas folhas de uma revista da lavandaria, que é como quem diz roubei quatro páginas, quando duas, são as que quero. Vem com dicas de Natal (não anotei o nome da revista em questão, peço desculpinha, montes, a todos quantos a prepararam, mas realmente é que). Quis perceber, com ideias exteriores à minha vidinha, se até hoje me montei no Natal tipo assim como toda a gente.
A primeira dica aconselha a que se invista na preparação do Natal o quanto antes, por modo a desanuviar os dias mais próximos.
Não faço muito diferente disso, não sou de deixar compras ou outras tarefas para as últimas, mormente por ter tempo para isso, mas, creio firmemente que, tendo menos tempo à disposição, não faria ou seria muito diferente disto meu.
A segunda dica garante que a gente vestir-se de Mãe Natal é bom para sermos surpreendidas.
Pois... aqui é que já não é bembembem comigo, que geralmente passo a noite de Natal com a indumentária de andar por casa, a qual, vejam lá, é feia que se farta, está rota e manchada de lixívia. Depois, acontece que sou gorda pra caraças, onde é que eu ia arranjar uma farda de Mãe Natal que entrasse neste corpinho?
A terceira dica sugere que se faça presentes. Fazer tipo assim fazer, com as mãos, presentes personalizados.
Bom. Ó pá. Não malembra de alguma vez ine mai laife me ter dedicado a fazer um presente. Mas, como não tenho memória de porra nenhuma nem porra de memória nenhuma, não malembra e acabou a conversa.
A quarta dica relembra que é bom tirar uma foto de família.
Bom, isso já fiz, que malembra muitaa bem, não todos os anos, ok, vá, mas a ver se este ano há clique tão especial como este.
A quinta dica manda que eu recorde episódios divertidos de outros Natais.
Hum... 'Inda no outro dia pensei: ó pá, que percalços ocorreram na minha vidinha natalícia, percalços assim tipo muitaa giros?! Sei lá e não sei cá.
A sexta dica expõe-se de uma maneira gloriosa, ó:
«Surpreenda a família com uma sobremesa que não faz há muito tempo ou que considere ser uma das suas especialidades. Adoce a boca da família sem ser com os doces típicos.»
É que nem é preciso dizer mais nada, pois não?
A sétima dica remete sem rodeios que se dê atenção à família, que o amor é o grande foco, não os presentes.
Estar mais focada nos presentes, ao invés de na família e no amor, não é, seguramente, a minha cena.
A oitava dica remete para continuarmos atentando na família, que as pilhas de louça suja podem esperar.
Não é, então, muito diferente da sétima. E acho que não peco por aí, não senhores, e não é para não ser diferente eu também, não senhores.
A nona dica brinca com as pessoas, ah ah, ai que alegria, que se jogue jogos e coiso e tal.
Eu não gosto de jogos, por conseguinte: não gosto de jogar. É que nem na Noite de Natal me apanham nessas andanças. Quero dizer: podem até apanhar-me, mas.
A décima dica, a derradeira dica, a – no fundo, no fundo, no fundo – rebuscada dica, é →→→ dizer a todos os presentes por que motivos é especial para mim esta noite.
Hum, ok, vá, no outro dia, quando o rico filho me anunciou que passaria a opulenta noite connosco, fiquei tão radiante quanto posso ser, o que o levou a acalmar-me o entusiasmo: - Calma, mãe, sou só eu, não é ninguém assim tão especial. Ao que eu respondi: - Ora essa, homem, para o resto do mundo podes até ser 'só tu', mas não para mim.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
A jóia-coroa e a procura-jóias
Andei que tempos à procura de uma coroa de prata para oferecer à rica filha. Onde quer que visse uma montra de jóias, lá ia eu:
Olhe tem uma coroa para a minha filha?
|que não, não tinham|
E eu:
Oh.
E isto, dissemos em muitas, muitas ourivesarias. Numa dessas, passei da porta temente de não ter arcaboiço para o seu interior, porra pá, que luxo. Surpreendentemente, o senhor ourives era, também ele, um luxo – grátis! - a atender.
|e não, não havia a coroa da rica filha|
Planos comelícios para o Natal
Afinal não vou preparar o bolo-rei rápido, pois no entre dos tantos dei com uma pastelaria que se dá ao luxo de escangalhar os seus bolos-rei. Digo isto porque chama a esse típico doce natalício: Bolo-Rei Escangalhado. Querem saber porquê? Claro que sim, por isso continuo. No meio da massa, para além do tradicional, os pasteleiros de lá metem doce de gila, o que humedece o bolo-rei e lhe consegue uma maior durabilidade. Vai daí, encomendei um bolinho para constar, antes de mais, na mesa de Natal, e que, após o mais, é para comer.
Amigo Filipino
Diz ele, o amigo Filipino, ao ver o tal pedaço de platex das Festas Felizes...

... Que espera estar no grupo dos amigos. Acho que não fui muito natalícia na minha resposta:
Então, se normalmente não és cliente, só podes estar nesse grupo.
... Que espera estar no grupo dos amigos. Acho que não fui muito natalícia na minha resposta:
Então, se normalmente não és cliente, só podes estar nesse grupo.
domingo, 17 de dezembro de 2017
Lista de supermercado
Na minha lista de supermercado não constam ainda muitos itens de Natal, por ora pouco passa dos camarões e do bacalhau. Mas, o que não pode faltar-me na despensa, oh céus, que toda eu me arrepio só de pensar em tais faltas, é:
leite
natas
farinha
manteiga
açúcar
E isto já para não falar dos vários tipos de cada um dos géneros, que ele é farinha para bolos, farinha para pão, natas boas, natas más, crème fraîche, manteiga para bolos, manteiga para pão, açúcar fino, açúcar granulado, açúcar em pó, açúcar amarelo, açúcar moreno, açúcar mascavado. Eu sei, eu sei, a minha vida é uma complicação e decerto que ao ler este lindo post o mundo ficou tão mas tão triste.
Planos comelícios para o Natal
Não sei que faça. Ah!, que estranho, né?, e eu que sou sempre uma mulher francamente (eu escrevi frannncamente) decidida nestas coisas.
Bom, então.
Quero fazer ferrero rocher caseiros
Quero fazer bolo-rei rápido
Quero fazer bolo de chocolate
Quero fazer cheescake de nutella
Quero fazer sonhos
Quero fazer camarões ô puã
Quero fazer bacalhau je ne sé quá
Bom, então.
Quero fazer ferrero rocher caseiros
Quero fazer bolo-rei rápido
Quero fazer bolo de chocolate
Quero fazer cheescake de nutella
Quero fazer sonhos
Quero fazer camarões ô puã
Quero fazer bacalhau je ne sé quá
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