Há montras que mantêm os enfeites natalícios, coisa que até parece pertencer à tragicomédia. Bom, a vida por vezes é um bocado teatral, lá isso. No mesmo espaço comercial passei pelo lugar da musa. As cadeiras transparentes foram postas num canto, debaixo da escada que acede ao andar superior. Esperam dias com restrições não tão severas como as do presente. Ver as 'minhas' cadeiras transparentes fez-me sentir nostalgia, perda, desesperança. Foram sentimentos aparecidos por conta da existência do lugar da musa, não do tempo AP (Antes da Pandemia).
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terça-feira, 23 de março de 2021
domingo, 17 de janeiro de 2021
Dos áudios
Gravo áudios naquela de não me esquecer de uma coisinhazinha ou outra que queria passar para o blogue mas às vezes esqueço-me dessas gravações. Quando são coisinhazinhas intemporais, pois muito bem, quando lhes acedo, mesmo que muito tempo depois, paciência, escrevo nessa hora/data, mas se somente dentro de uma temporalidade específica ficam dignos de registo, então, pá, fica esquisito. Estive agora mesmo de roda dos áudios com a intenção de eliminar os que já passei para o blogue (e que havia esquecido de apagar, alguns tinham um mês) e, por entre, lá estava um, lembrando um modo giro de desejar um bom 2021 aos leitores. Não é que tenha perdido uma oportunidade do caraças de falar com vocês - ainda por cima em modo mais do mesmo: (ah e) que tenham tudo de bom este ano que aí vem (e) que seja cheio do que considerarem ser do melhor para acontecer nas vossas vidas em dois mil e vinte e um (e mais não sei o quê) – é que, pela primeira vez na minha vida de blogger, não terminei o ano deixando este tipo de votos aos leitores. Não quis. Não quis porque não me apetecia. Apeteceu-me no dia seguinte. Pá, cenas.
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
bolo-rei
(ainda vale, pois vale?)
Ouvi um diálogo na avenida, do qual só transcrevo uma das partes:
Oh, there's the bolo-rei!
De notar que o 'bolo-rei' foi dito numa pronúncia portuguesa. E, por sinal, contente e entusiasmada com o casual encontro.
sábado, 9 de janeiro de 2021
9 de Janeiro
Falo das fotos que tirei durante os dias em que emudeci. Portanto: contrario-me.
Esta foto aconteceu porque considerei ser de maior (sei lá o quê, qualquer coisa em maior, pronto) fotografar um dos meus manuscritos, nomeadamente um de que já tinha falado no blogue. No outro dia, num podcast, a entrevistada, ligada ao mundo da culinária vegetariana, contou que aquando da sua primeira publicação literária quis o livro com uma aparência limpa, optando por pouquíssimas imagens. Entretanto, na publicação seguinte, tendo percebido que o livro já editado lhe parecera pobre, nessa segunda vez incluiu mais imagens e percebeu que as pessoas gostavam bastante de ver o aspecto que a comida poderia vir a ter. Não é que a ideia para este clique tenha aparecido por conta do que ouvi naquele podcast, aconteceu foi que, precisamente por o ouvir é que me lembrei que o principal intuito deste meu clique foi proporcionar mais 'visibilidade' ao apontamento que fiz no caderno do momento.
Tempo de recomeço, é o que qualquer Janeiro é. Enfim, a malta viaja, junta-se, convive, ri – e come e bebe, já agora - durante quase todo o Dezembro e depois eis-nos no trâmites mais comuns dos nossos dias. Ora bem, passa o ano e o calendário, que geralmente se mantém por anual... Pá, cá no estaminé ainda não chegou nenhum que atravesse dois anos. Ou mais. Bom, seja lá como for, se queria a coisa nos conformes em termos de datas, e quis, desfiz o estandarte que mantive durante todo o dois mil e vinte. A foto mostra o 'Dezembro' livre de ímanes porque, a cada mês que passava, eu rodava-os em maneiras de libertar o mês que acabara de chegar. Ora, como isto foi uma parte importantíssima da minha vida e esta maneira de marcar o mês corrente é manifestamente original, então vá de fotografar para congelar tudo isto, permanecendo, assim, eternamente, ai a porra das vírgulas, na Internet. Ou enquanto a Internet for viva, pronto.
Este clique não pertence a este dia (6 de Janeiro), antes ao anterior (5 de Janeiro, óbvio), mas, como a minha mãe faz anos a 6, e uma das cores que sempre lhe vi na admiração é o vermelho, então pronto, fotografei uma manta vermelhona. Foi até ela que ma ofereceu.
Finalmente fotografei este trocadilho cheio de piada. Já havia duas ou três vezes em que por aqui passava e encontrava um piadão neste este dizer, se, para mais, inscrito num caixote de lixo. É que é mesmo irónico.
Fotografar este cenário não foi vez primeira, bem sei que o blogue já conta com umas quantas entradas. Contudo, jamais saberei se tenho esta perspectiva publicada no blogue, só por dizer que... P'ra qu' é qu' iss' int'ressa, né? É. Interessa-me é, e muito, que repita, aqui, neste mesmíssimo blogue, que os dois pinos estão alinhados. Tempos houve em que me dispus a contar quantos passos iam do banco hater até esse alinhamento, descobrindo que era ali assim para os lados do semáforo que nos remete para o Ministério. Isto se num todo, digo: nós, porque eu, já se sabe, remetia-me, e remeto, para a obra de arte que veio do antigo e extinto Teatro, ou então para aquela árvore que está descabelada, por assim dizer, de um dos lados. Parece que lhe foi raspada a folhagem devido a algum vendaval que soprou de um só lado, ou coisa assim. E olhem que esta contagem de passos não aconteceu no tempo deste moderníssimo telefone que agora mantenho, dantes não tinha à disposição esta paneleirice de contar passos, aqueles fui eu que os contei mentalmente. Se não tinha mais nada que fazer...? Pá, não. Que naquele momento me aprazasse tanto, não.
Tempo de recomeço, é o que qualquer Janeiro é. Enfim, a malta viaja, junta-se, convive, ri – e come e bebe, já agora - durante quase todo o Dezembro e depois eis-nos no trâmites mais comuns dos nossos dias. Ora bem, passa o ano e o calendário, que geralmente se mantém por anual... Pá, cá no estaminé ainda não chegou nenhum que atravesse dois anos. Ou mais. Bom, seja lá como for, se queria a coisa nos conformes em termos de datas, e quis, desfiz o estandarte que mantive durante todo o dois mil e vinte. A foto mostra o 'Dezembro' livre de ímanes porque, a cada mês que passava, eu rodava-os em maneiras de libertar o mês que acabara de chegar. Ora, como isto foi uma parte importantíssima da minha vida e esta maneira de marcar o mês corrente é manifestamente original, então vá de fotografar para congelar tudo isto, permanecendo, assim, eternamente, ai a porra das vírgulas, na Internet. Ou enquanto a Internet for viva, pronto.
Este clique não pertence a este dia (6 de Janeiro), antes ao anterior (5 de Janeiro, óbvio), mas, como a minha mãe faz anos a 6, e uma das cores que sempre lhe vi na admiração é o vermelho, então pronto, fotografei uma manta vermelhona. Foi até ela que ma ofereceu.
Finalmente fotografei este trocadilho cheio de piada. Já havia duas ou três vezes em que por aqui passava e encontrava um piadão neste este dizer, se, para mais, inscrito num caixote de lixo. É que é mesmo irónico.
Fotografar este cenário não foi vez primeira, bem sei que o blogue já conta com umas quantas entradas. Contudo, jamais saberei se tenho esta perspectiva publicada no blogue, só por dizer que... P'ra qu' é qu' iss' int'ressa, né? É. Interessa-me é, e muito, que repita, aqui, neste mesmíssimo blogue, que os dois pinos estão alinhados. Tempos houve em que me dispus a contar quantos passos iam do banco hater até esse alinhamento, descobrindo que era ali assim para os lados do semáforo que nos remete para o Ministério. Isto se num todo, digo: nós, porque eu, já se sabe, remetia-me, e remeto, para a obra de arte que veio do antigo e extinto Teatro, ou então para aquela árvore que está descabelada, por assim dizer, de um dos lados. Parece que lhe foi raspada a folhagem devido a algum vendaval que soprou de um só lado, ou coisa assim. E olhem que esta contagem de passos não aconteceu no tempo deste moderníssimo telefone que agora mantenho, dantes não tinha à disposição esta paneleirice de contar passos, aqueles fui eu que os contei mentalmente. Se não tinha mais nada que fazer...? Pá, não. Que naquele momento me aprazasse tanto, não.
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sábado, 2 de janeiro de 2021
2 de Janeiro de 2021
Quis dizer aquela piada de 'o ano ter tantos dias quanto orelhas tem um homem' mas troquei-me e disse que o ano tinha tantas orelhas quanto um homem. A partir daí disse a piada outras vezes mas a enganar-me deliberadamente. Não sei quantas vezes a repeti, mas foram mais do que duas orelhas.
2 de Janeiro de 2021
Vai o ano com dois dias e já me meto a meter coisas no lixo. É uma meia sem par, a de losangos amarelos e cor-de-laranja. Há semanas que a olho, tão sossegada, remetida ao canto do parapeito do meu quarto, e sem par. Esperava encontrar-lho. Sei lá, debaixo da cama, num canto da casa, no cesto da roupa suja, dentro da máquina de lavar. Enfim. Esperei o tempo que achei necessário. Não encontrei a meia e digo adeus à outra meia.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Resquícios de Natal
Decidi que, à mesa de Natal, teria uma oportunidade do caraças de revelar que há dias descobri que a primeiríssima, quiçá a mãe, de todas/os as/os influencers dos tempos tão interactivos, e online, que a gente agora tem é...
nem mais nem menos...
a cobra do paraíso
A rica filha espantou-se «olha, nunca tinha pensado nisso!»
O rico filho concluiu «isso dá ganda twitter, mãe»
Resquícios de Natal
Desde que saiu de casa, a rica filha não mais tinha regressado, de maneiras que não tinha ainda visto as mudanças que entretanto aconteceram.
Adorou.
Adorou a sala nova, aquela de quando as visitas se nos juntam para tomar refeições.
Adorou o meu quarto, que era o dela, agora com uma das paredes - assim digamos que – com muitos espelhos.
Fiz-lhe saber que tinha também 'herdado' dela a casa-de-banho, que pus lá as minhas cenas e isso. Não me lembro se adorou. Se clahar... ai perdão, calhar adorou mas não vocalizou.
sábado, 26 de dezembro de 2020
Prendas
O rico filho e a rica nota deram-me uma mala. Não é uma mochila, é uma mala de mão, muito embora possa usá-la ao ombro porque tem uma alça amovível. O rico filho, tinha para ele que eu ultimamente uso mochila, mas, por sua, vez, a rica nora considerou que é mala o que uso. Pois bem, não é, comprei até recentemente uma em amarelinho desmaiado e meio que a lembrar a mostarda. Contudo: tenho andado a pensar trocar de tipo de carregadora, portanto: vou mudar.
A rica filha e o rico genro deram-me um gel e um esfoliante faciais. Gostei. Estava a precisar. Ainda não usei mas nunca será tarde. Nem cedo. Ainda a propósito de dares-prendas-ofereces, lembrei o rico genro: ó Márcio, agora já podes dizer que tens uma sogra que te oferece meias pelo Natal.
vinte e cinco
Ontem, vinte e cinco de Dezembro, quando falei telefonicamente com o meu pai, ele disse-me que a noite anterior é que é uma noite poderosa, que é quando a maior parte das pessoas se reúne. Ao jantar. Que o almoço do vinte e cinco também é em grande mas que a noite de vinte e quatro é mais.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
Tábuas, principalmente Tábuas.
O Almoço de Natal é composto principalmente por Tábuas - uma Tábua de bacalhaus, uma Tábua de saladas, uma Tábua de pão, uma Tábua de queijos, uma Tábua de frutas, uma Tábua de bolos, uma Tábua de molhos doces, uma Tábua de cremes doces, uma Tábua de chocolates. Depois há também uma garrafeira em bar aberto. Ah, e água. E café! Oh porra que já me esquecia.
Esta é a
Esta é a imagem mais pirosa que alguma vez construí com a ajuda
das paneleirices do Instagram.
Depois, mesmo sabendo da piroseira, publiquei-a nessa plataforma.
Entretanto, pois já se está mesmo a ver, publico-a também no blogue.
E publico-a porque é uma foto de
'mais' - é a foto mais! pirosa de sempre.
esta foto foi primeiramente publicada aqui
se bem que com filtro, é bem que sem paneleirices
e, nesta mesmíssima em que estais pousando, copiei de lá o texto
das paneleirices do Instagram.
Depois, mesmo sabendo da piroseira, publiquei-a nessa plataforma.
Entretanto, pois já se está mesmo a ver, publico-a também no blogue.
E publico-a porque é uma foto de
'mais' - é a foto mais! pirosa de sempre.
esta foto foi primeiramente publicada aqui
se bem que com filtro, é bem que sem paneleirices
e, nesta mesmíssima em que estais pousando, copiei de lá o texto
Bem me parecia
Bem me parecia que mais ano menos ano havia de acabar com o papel de embrulho com motivos natalícios que vou armazenando...
A foto o que tem a ver com o texto é ser de Natal. É igual à de ontem mas com efeito espelho e o filtro 'impacto'.
A foto o que tem a ver com o texto é ser de Natal. É igual à de ontem mas com efeito espelho e o filtro 'impacto'.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
(melhor deixar já o Fleiz... ai perdão, Feliz Natal às pessoas, não vá a grafomania esgotar-me o tempo para as filhóses que não vou fazer ou para as visitas que não vou receber)
Feliz Natal!
Now, maybe there's a God above
As for me, all I ever learned from love
Is how to shoot at someone who outdrew you
But it's not a cry that you're here tonight
It's not some pilgrim who claims to have seen the light, no
It's a cold and it's a very broken Hallelujah
há dias pus-me atenta ao poema do tema Hallelujah de Leonard Choen e fixei-me na parte transcrita acima porque me é igual, entretanto considerei que não me é igual colocá-la no blogue, é-me diferente
As for me, all I ever learned from love
Is how to shoot at someone who outdrew you
But it's not a cry that you're here tonight
It's not some pilgrim who claims to have seen the light, no
It's a cold and it's a very broken Hallelujah
há dias pus-me atenta ao poema do tema Hallelujah de Leonard Choen e fixei-me na parte transcrita acima porque me é igual, entretanto considerei que não me é igual colocá-la no blogue, é-me diferente
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
Compras de Natal
Idealmente havíamos de ter as compras de Natla... ai perdão, Natal feitas, quanto muito, para aí em finais de Novembro. Mas concordo que por estes dias a oferta é mais variada e melhor apresentada, a variedade agita a mente e a apresentação induz a compra. E depois, né, atão, as pessoas é ao rés do Natal que sentem o espírito, até lá é uma ideia sem peso nenhum. É uma jigajoga, não sei se repararam, é que, vamos lá a ver, o espírito não tem peso.
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