A minha casa está cheia de coisas que não fui eu que comprei. Que recebi de oferta. Que herdei. Que recolhi. São demasiadas coisas assim com esses jeitos. Quase todas têm um 'não te quero cá' inscrito imaginariamente. Não me dizem. Aborrecem-me.
Há mais de uma semana que durmo no quarto que era da rica filha.
Até nem gosto assim tanto das paredes daqui. São cinzentas, cor que foi obviamente a rica filha que escolheu, aqui há atrasado, quando no tempo da remodelação dessa divisão. Digamos que é uma questão com dois anos, vá. Mas o cinzento. Bem sei que cores 'apagadas' são essenciais para realçar bibelots, têxteis, plantas e mobiliário, só que eu gosto das paredes coloridas. Gosto de cores em grande, vistosas. Sei lá, parecem-me vencedoras. Quentes. Sábias.
As fotos abaixo têm mais de um mês (17Out2020) mas não consigo deitá-las fora. São as originais de umas outras que vesti com o filtro 'impacto a preto e branco'. Na altura gostei muito dessa escuridão e escolhi publicar esses cliques assim. Contudo, nunca me dispus a deitar fora as originais porque gosto outrossim bastante delas. Portanto, ficam hoje e aqui e agora neste post. Tudo juntinho. Apertadinho. Lindinho. Ah, as fotos mostram a maquilhagem da rica filha, que actualmente está exposta e guardada em outros cómodos.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2020
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
As últimas... Sério...?
Mais quais últimas fotos de 2019, quais quê...
É que depois deste post já aconteceram mais!
E, precisamente, em 2019!
Pois!
Estive há pouco a passar por todas as fotos do telefone, não fosse esquecer alguma e encontrei uma lá longe lá longe, datada de 26 de agosto. Se bem me lembro, o que eu tinha em mente para o clique, era ver se aquela questão de entalar apenas um pouco da frente da t-shirt resultaria bem. No mais, sei que não venho (nem vinha) mostrar como estou magra, até porque naquele dia o meu corpinho pesava mais uns quantos milhares de gramas do que agora. O que venho mostrar é a foto transformada com os filtros que mais gosto do LunaPic, que são:
Fairy

Paper folding

Sadness

E, já que o tema é filtros, a original
Lisboa, Lisboa
A Rua Joaquim Bonifácio mostra Lisboa grande. Note-se que não é Lisboa em grande, é grande, pois, curiosamente, aqui e agora, na minha ideia, o 'em' não enfatiza nem, ou, espevita.

Ah, eu não gosto desta foto mas quero ilustrar a ideia e é a imagem de que disponho. Mais: tirei-a com o sentido na 'Lisboa grande', por isso é que não desisti de a publicar.
domingo, 29 de dezembro de 2019
Endireita-te
Em tempos que são idos há para aí três décadas, lidei com um fotógrafo amador que me mostrou uma fotografia que, num repente, havia tirado quando viajava no Metro, em pé - elevou a máquina, clicou e captou uma imagem oblíqua e, portanto, longe de bem acabada, via-se cabeças e os varões que servem de amparo aos viajantes. Como era ele que revelava as suas fotografias, teve um trabalhão a endireitar esta, lembro-me de a ver a preto e branco e de a achar linda! Eu, uma jovem que até á data mal possuíra máquinas fotográficas, achei aquilo o máximo, principalmente a possibilidade de se endireitar as fotografias - como era possível alguém poder fazer isso?!, mais: como era possível isso?! Lembrei-me desta pessoa e desta circunstância quando um dia estive num quarto cheio de papéis, livros, fotografias, móveis e móveizinhos, cristos e santinhos, enfim, toda a sorte de bonecadas e papeladas. Nesse dia tirei uma foto mostrando a prespectiva de onde me encontrava (não o quarto propriamente dito) e, por ter clicado à pressa, ficou uma imagem torta que, mesmo usando todos os programas informáticos e apps do telefone de que disponho, não endireito nem por nada.
Últimas fotos de 2019
Digo que são as últimas fotos de 2019 porque são como que restos de coleção, imagens e ideias que foram ficando no telefone, esperando, e diga-se que tão pacientemente quanto as fotos justamente presas no telefone conseguem estar. Sim, justamente, que injustamente é que não é, e já o ano passado fiz isto, que bem malembra. Bom, então, seguem as ditas por ordem de clicadas, com data e tudo (e local, exceptuando as primeiras duas, por questões de privacidade de outras pessoas):
1 de setembro de 2019
As primeiras são fotos que tirei a outras fotos dos ricos filhos e que estão expostas na casa dos meus sogros. Já não tenho presente que assunto usaria para as agregar, mas havia qualquer coisa que eu queria escrever, lá isso havia. Mas, como já ontem referi, há montes e montes de assuntos que não aparecem no lbogue… ai perdão, blogue porque se me evaporam. Deixo-as em pequerrucho porque apresentam um certo estado de miserabilidade, o que descombina completamente com a infantilidade dos ricos filhos, mas pronto, é o que é. Ah, ela primeiro, pois claro, até porque é a primogénita, e tinha seis anos, e ele cerca de um ano e três quartos. Isto até é giro porque parece que está ao contrário, uma vez que a foto do rico filho é de lá mais atrás, eles têm três anos de diferença. Ei-los.
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| #semfiltro |
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Lisboa, Miradoudo da Senhora do Monte, 21 de outubro de 2019
Neste post expus que não dava para ver o que o amante (e presumivelmente amado… pá, na verdade é o que espero) tinha inscrito no colorido cadeado, mas, numa data posterior, ampliei a foto e deu para perceber que é:
'amor é porta aberta, é parte incerta do sonho'
Desconheço se é de algum poeta super conhecido, reconhecido e isso. É, portanto, desculparem esta que vos escreve.
'amor é porta aberta, é parte incerta do sonho'
Desconheço se é de algum poeta super conhecido, reconhecido e isso. É, portanto, desculparem esta que vos escreve.
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Loures, 27 de novembro de 2019
Ora bem, eu cheguei a publicar uma foto tipo assim mais ou menos igual a esta, pintei-me a cara de preto para condizer com o que escrevi nesse post. Mas também gosto desta, tanto que não fui capaz de a largar e, agora, chegada à questão de querer como que livrar-me de fotos antigas, é pumba e vá.

Lisboa, 19 de dezembro de 2019
Tem um piadão o candeeiro a sair da rede, não tem? Foi o meu colega quem me chamou a atenção para isso. Na enga de realçar esse facto, o que espero ter conseguido, enfeitei a foto com riscos amalucados e véri véri véri contrastantes, porém: condizentes. Pá, se não consegui, na verdade, sei lá, pois, vocês gostam de mim na mesma, óbvio!
(afinal, destas também não revelo o lugar dos cliques pelo mesmíssimo motivo das fotos dos ricos filhos que já expus acima) 22 de dezembro de 2019
Presumo eu que dá para perceber o quanto gosto do filtro 'aguarela' presente no meu telefone. É muita giro. Tenho então dois cliques captados naquele dia do entulho - 1, a fazer uma selfie tolinha e descomprometida (pronto, que se há-de fazer? a tolice por vezes anda de conluio com os compromissos que temos para com a sociedade em geral e mais não sei o quê) 2, pintei cores por cima e, presumo, portanto e também, que dá para perceber que gosto de pintar por cima de mim, só que desta vez foi em cores.

A foto
À conta de ter tirado esta foto…


… Que não tem filtros, e ter ligado os dados móveis nas Salinas de Rio Maior, aconteceu o Google perguntar-me opiniões acerca do local e vai daí escrevi lá o que se lê abaixo.
É um espaço claro e arejado. E histórico. Pode comprar-se os mais variados tipos de sal e outras coisas. Há também comes e bebes. O estacionamento é existente, embora curto. Presumo que em dias de grande afluência não haja espaço, mas não quero desmotivar ninguém. Vão. Vão que é giro e o tempo que lá passarem será bem empregue.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
Lisboa, 27 de Dezembro de 2019
Deixei a Árvore de Natal desligada.
"Quando me perguntarem se o Natal foi bom vou responder que foi melhor do que o ano passado" pensava eu esta manhã. E não, ainda não dei essa resposta. Mas foi.
Tenho muitas saudades de escrever aos montes porque continuo grafómana. Mas isto das Festas. Pois.
Um cliente notou a! frase escrita numa trave do meu estaminé. Soube lê-la e, ainda por cima, gostou. Acrescentou que fez ontem seis anos que a escrevi e eu 'ah pois foi'. Pá, já não me lembrava da data, o que é giro que se farta, tendo em conta o teor da dita -
Sei. Porque tenho memória, sei.
Tenho uma foto em modo 'Lisboa, Lisboa', o que me remete para o meu comum estado de pessoa escrevente e com blogue. Sei lá, sou eu ou coisa assim.
"Quando me perguntarem se o Natal foi bom vou responder que foi melhor do que o ano passado" pensava eu esta manhã. E não, ainda não dei essa resposta. Mas foi.
Tenho muitas saudades de escrever aos montes porque continuo grafómana. Mas isto das Festas. Pois.
Um cliente notou a! frase escrita numa trave do meu estaminé. Soube lê-la e, ainda por cima, gostou. Acrescentou que fez ontem seis anos que a escrevi e eu 'ah pois foi'. Pá, já não me lembrava da data, o que é giro que se farta, tendo em conta o teor da dita -
Sei. Porque tenho memória, sei.
Tenho uma foto em modo 'Lisboa, Lisboa', o que me remete para o meu comum estado de pessoa escrevente e com blogue. Sei lá, sou eu ou coisa assim.
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
O porco

Quando enfeitei a casa, pus à porta um coração em tecido, adornado com botões e um remate peludo a toda a volta, que comprei este ano. Não sendo lá muito bonito, cativou-me na mesma, mas entretanto já se me abalou a boniteza que lhe via, principalmente porque vi um porco de pendurar (foto acima), onde a gente quiser, e vou pô-lo a substituir o já referido coração. É que assim toda a gente (vizinhança e mundo inteiro) vai saber que continuo amiga de presuntos, morcelas e farinheiras.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
domingo, 22 de dezembro de 2019
7243
As luzinhas estão na Árvore de Natal. Os enfeites estão pelas superfícies da casa. As luzinhas foram deliberadamente colocadas, fi-las passar por onde a outra série de luzinhas não brilhava. Os enfeites foram pousando aqui e ali, e usei de espontaneidade.

Ontem, quando a caminho do supermercado, o percurso durou uma canção e meia, ou seja: mais meia canção do que o costume. Já guardei os lençóis e já lavei a varanda. Já coloquei os presentes debaixo da Árvore,'because I care about the presents underneath the Christmas Tree' (piadinha com um verso de uma canção de Mariah Carey, All I Want For Christmas Is You, e que já o ano passado me deu na cabeça gracejar).
sábado, 21 de dezembro de 2019
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Pacotes de açúcar
Fui aos Correios na disposição de enviar - ou enfiar…? - uma carta mas, chegada ao pé da ranhura, noto que o envelope, para além de não estar fechado, não continha selo. Nem sei como tal, é que foi mesmo a tempo de. Sim, sou um bocado aérea mas, neste caso, tenho uma espécie de desculpa - o meu colega havia-me incumbido da tarefa sem ter concluído o despacho, muito embora, e neste caso ele também tem uma espécie de desculpa - quem costuma tratar da filatelia do estaminé sou eu, portanto vai daí. Entretanto, já antes de sair armada do envelope - aberto e despido, oh! poor thing... - o meu colega me tinha pedido encarecidamente que lhe trouxesse algo para comer. Fui ao café - que não é o do Zé - e comprei uma merenda feita com massa brioche. Lá- mesmo não sendo o café do Zé - notei que o recipiente dos pacotes de açúcar continha uma nova coleção, com mensagens natalícias e, ou, animadoras, e anunciei ao senhor – que não é o Zé - 'Vou tirar um pacotinho destes, está bem?' e ele 'Ó minha senhora, tire, tire!' Incentivou-me ainda a escolher vários, aproveitei e trouxe três. Tirei foto somente à frente, do verso, trato de transcrever. Então:
1
Onde semeamos amor, crescem sonhos.
2
Onde semeamos amor, crescem alegrias.
3
Onde semeamos amor, crescem encontros.
Entretanto já lacrei - leia-se fechei - e selei - leia-se colei o selo - o envelope e enfiei-o na ranhura. Sim, dobrei o passeio, só não consigo saber quantos passos dei a mais porque não havia levado o telefone em nenhuma das vezes. Pronto, sabem como é, a minha vida é cheia de problemas. Ah, e eis a foto, claro.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
domingo, 15 de dezembro de 2019
Cogitações depois do treino
Chama-se Esther, Esther com agá entre o tê e o segundo é. Pois, que entre o tê e o é só pode ser o segundo é. Bom. Então. Cá no meu conceito poder-se-ia pôr este agá em qualquer lugar que se leria Ester na mesma, exceptuando a seguir ao ésse, que assim ficaria algo como Echeter.
Levei o telefone para falar para ele, e falei, mas não o levei para tirar fotografias, mas tirei.

Dei mais de dez mil passos disse o telefone, mas contou com os da passadeira. Estas passadadeiras são todas xispêtêó, têm até uma caminha para deitar o telefone ou o ipad ou o tablet ou o que for, deite-se lá nada, até, que dará. Trazer o telefone teve também como motivo o querer escrever coisas, há milhões de pensamentos por apontar, os de estar em movimento no Ginásio são facilmente volatilizados, perdem consistência, perco-os, o que lamento e não é pouco. Mas isso de escrever no telefone fica para outro dia, esqueci-me dos óculos. Eu posso até escrever, tudo bem, mas dou tantos erros, clicando nas teclas erradas, que corrigir tudo leva um ror de tempo.
Devo dizer-vos que de onde estou se avistaria o Tejo não fora já noite cerrada. Quero dizer, eu avisto o Tejo, sim senhoras e senhores, adivinho onde está porque conheço a paisagem para lá de bem, só que está escuro. É aquela mancha escura ali, ó. (não, não está na foto)
Entretanto lembrei-me que este ano não decoraram os corrimões do corredor com muitas e muitas luzinhas de Natal. Oh. Nem puseram muitas e muitas Árvores de Natal, optando por uma só, em grande. Das luzinhas, aos mais anos, cada uma tinha a sua sequência de acender-e-apagar, fazendo com que dançassem sem par, sem norte. Olhem, pareço eu, na vida, é toda uma catrefada de coisas que posso ser e, ou fazer, sou e, ou, faço, mas não sei onde está a companhia e, ou, o norte.
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