Mostrar mensagens com a etiqueta Palavra do dia.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palavra do dia.... Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Palavra do dia (disseram na Radio)

A palavra de há quatro dias era edifício
A palavra de há três dias era equidade
Vamos pesquisá-las?
Vamos!

Nota prévia à pesquisa: ainda que as palavras em questão não tenham sido expostas no dia corrente, não quis deixar de registá-las na minha vida de blogues, e isto por conta de não as usar regularmente, no entanto não estou certa de nunca as ter usado, então decidi pesquisar e...


Lugar da musa. O café hoje estava magnífico. Quadradinho de chocolate em vez da bolachinha. Quem dera me acalmasse as ânsias. Qual quê. Nada disso. Há desenhos pendurados na parede. São cadernos, não folhas simples, presos por grampos, que por sua vez estão presos por fios invisíveis. Quero dizer, não são invisíveis, que eu vi-os. E esses cadernos estão refletidos sobre a mesa de vidro em forma de meia-lua. Crescente ou minguante, depende em que ponta a gente está.
Levantei-me para ver os desenhos. Reconheci a fonte da Alameda, o monumento do Areeiro, o edifício da Igreja, o Café Império, o Jardim Fernando Pessa.
Os ditos cadernos são de material e tamanhos diferentes, uns desenhos feitos a carvão outros bem coloridos, e estão expostos de modo a parecerem obras inacabadas, toscamente naturais, meros rascunhos de visões do artista, mas nunca sucedâneo. Isto é a minha conclusão.
Pus-me a ver melhor um desenho onde se vê uma perspetiva que raramente observo. A estátua do poeta Guerra Junqueiro (praça de Londres) de costas, quem desenhou estava naquele pequeno jardim mesmo no centro da praça onde raras vezes pus os pés. Ao fundo a torre alta, o telhado em bico, esconso, só por dizer que o artista esqueceu o gigantesco símbolo da cidade de Lisboa (os corvos acompanhando a caravela conduzida por Dom Afonso Henriques) uma peça das mais lindas e monumentais que já vi ornamentando a capital. O artista esqueceu, deixou o seu desenho incompleto, que pena. |11 novembro 2013|


Estava uma senhora na recepção envergando um roupão branco. É bem, há um SPA e uma piscina no ginásio, o roupão é necessário para frequentar qualquer um dos dois espaços, e ela parecia faltar-lhe qualquer coisa, sei lá o quê, e ali estava esperando. Uma névoa branca na recepção de um ginásio. A recepção, o local de maior passagem de um edifício público... Roupão, recepção, roupão, recepção. Não, não combina. |28 junho 2010|

Pesquisar, pesquisei... E só rendeu edifício, com a equidade eu não quis nada.

A palavra de hoje é carrapito. E, dentro do mesmo espírito duvidoso de alguma vez na minha vida ter registado carrapito em algum dos meus blogue... Espreito e...

A do carrapito risível veio cá. Tinha as unhas pintalgadas de azul. Pintalgadas, pois, que não tinham beleza nenhuma. Se estivessem pintadas talvez as invejasse, mas assim… Não.
Pareceu contrariada em entrar e aliviada por sair. Nisso somos iguais. |12 julho 2013|

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Palavra do dia

A palavra do dia é chafurdar e creio que está nos blogues sob uma ou outra forma verbal. Vou ver...


Gosto de visitas. Pode não parecer, sei que não parece, mas gosto. De fazer o bolo e de preparar tudo atempadamente. Sei que não parece nada. Tenho a marca de não ser. Depois sinto-me um bocado sozinha. Não sou sozinha. Não sou. E vou passear sozinha e gosto de andar sozinha, eu gosto é de andar sozinha, procuro andar sozinha. E entristeço, e sou triste sem querer sê-lo, que parecê-lo não pareço, tenho a marca de não ser. Parecer, quero eu dizer. E descrevo vidas. Tenho o blogue, um blogue faz-de-conta que é companhia, canso-me das vidas que crio e volto ao umbigo. E ando para aqui a chafurdar nos pensamentos e chego à morte e às coisas do medo e não tenho medo nenhum. Estranhamente. Não tenho, não. Se eu estiver a escrever não tenho medo nenhum. Tenho medo de escrever mas se estiver a escrever não tenho medo nenhum. Porque quando estou a escrever acho que não sei escrever. Porque tenho medo de escrever quando acho que o sei fazer capazmente. E não tenho amigos mas eles vêm cá a casa almoçar. E não me são iguais. Eu não tenho medo e digo coisas da morte. Eles não me entendem, ou pior: não querem entender. Não quero morrer. Ou seja, quero morrer mas não me quero suicidar. Eu disse que não tenho medo de dizer coisas. Eu não quero morrer porque se o inferno existe então eu vou lá parar, sou ruim. Eu não quero esse conhecimento. Quando sabemos os segredos não ficamos melhores, antes piores. Piores. E não é pouco. O conhecimento traz aflição. E não é pouca. Gosto de visitas. Conhecidos ou isso, que eu cá não tenho amigos. E acho que me estou a repetir, como no post anterior. E acho que estou a escrever no mesmo tom. Estilo. Tom. Tom é mais bonito. E coisas daqui, sem me repetir, é difícil. |24 maio 2013|

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Palavra do dia (disseram na Radio)
e também
Dia de (disseram na Radio)

É tarte, a palavrita do dia, hoje. Não vou fazer o meu joguinho do costume, se pesquisasse 'tarte' nos blogues deparar-me-ia com uma escolha trabalhosa e chata, é que devo ter esse registo dezenas de vezes. Au eva, olha aqui duas fotos da última tarte que preparei:





Foi uma tarte especial porquanto me levou a inventar um bocado, tinha massa filo a findar-se-lhe o prazo e havia que usá-la, mas vai daí nunca tinha feito uma tarte com essa massa na base, e ai se não dá e ai se fica empapada e ai se fica toda desfeitinha... Mas não. Ficou mas foi estaladiça e saborosa. Pois.

Já o 'Dia de' é dedicado à tarte... Ah! Ok! Pois! Mas não só, é também o dia de escrever à mão. Ora bem, é coisa que faço diariamente, não só profissionalmente como pessoalmente. Mas, tanto numa como noutra situação, a verdade é que não manuscrevo lá muito, não. Ultimamente, por conta de uns dói-dóis nos dedos, é-me difícil e a bem dizer há vezes, nas vezes do pessoalmente manuscrevendo, que tenho desistido da parte diáriómanuscrevente, mas nunca da parte resumida, aquela dos tópicos que aponto nas folhinhazinhas e coiso e tal. Essa. Essa, não.



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Palavra do Dia

Repelente, é hoje a palavra do dia. Não vou pesquisar repelências nos meus blogues por conta de ter por lá espalhadas umas quantas e serem todas minhas – olarila – o que me entristece deveras.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Assuntos do exterior

Ando a esquecer os posts da Palavra do Dia e do Dia de. Nuns dias até ouço as rubricas na Radio Comercial, noutros não, mas ando esquecida de registar as que ouço. No caso do Dia de, é um facto que a Vanda Miranda lhe dava um destaque do caraças, mas já não há Vanda Miranda na Radio Comercial.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Palavra do dia (disseram na radio)

A palavra hoje é palmilha. Decerto já depositei a(s) palmilha(s) na blogosfera. Pesquiso singular e plural para uma pesca mais farta. Pesquisei, escolhi e ó:

Era uma vez dois pares de palmilhas tamanho 34. Coloquei um par dentro dos sapatos e recortei um pé do outro para compor o resto. Sobrou um pé. Notei que era um material perfurado, fofinho, num lindo tom azul. Usei-o para pregar os brincos pequenininhos que sempre andam aos rebolões dentro da caixa de bijuteria. Um dia tiro fotos. |23 setembro 2014|

Palmilha anti-odor;
cartaz anti-derrapante;
placa termo-isolante.
Não-ficam-tão-bonitas-as-palavras-hifenizadas?
|27 julho 2011|

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Palavra do dia (disseram na Radio)

Ontem a palavra do dia na Radio Comercial era 'estaminé' e fiquei logo pesarosa com a escolha que teria que fazer e esmoreci tanto que não pesquisei 'estaminé' nos blogues. Sei lá, achei que a pesquisa e a escolha seriam exaustivas, porém hoje acordei com o oposto na ideia. Ó pá, é assim: repesco a primeiríssima vez que publiquei a palavra 'estaminé'. Vou já tratar disso.


Caros clientes:
Tenho o verniz das unhas ainda susceptível de ser riscado e todo o trabalho artístico feito pela Henriqueta será deitado por terra se eu hoje sair daqui com um risquinho no esmalte.
Pedido:
Não me peçam: vasos, alguidares, bichas de espécie nenhuma, cabo d'aço, duplicação de chaves, ou qualquer artigo que tenha de ser retirado de dentro das caixas.
Advertência:
Mas não deixem de cá vir! Peçam-me outras coisas, vá... Toda a classe de embalagens, vassouraria, pincelaria, plásticos e louças. Coisinhas que seja só retirar da prateleira e introduzir no saquinho. E, efectivamente, comprem-nas, sim?
Apresentação e agradecimento:
A humilde e momentaneamente gestora deste estaminé, agradece: Obrigadinha!
|17 março 2011|

Eu de novo, a Gina d' agora, é só para mostrar espanto por só ter começado a escrever estaminé cinco anos depois de ter blogue. Por esta é que eu não esperava.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Palavra do dia (disseram na Radio)

Amiúde, a palavra d' hoje, ah ah, amiúde, ah ah. É que já escrevi a dita montes e montes e montes de vezes em qualquer blogue que tenha possuído até hoje, vai portanto ser difícil escolher por entre a pesquisa... Olha, vou mas é só pesquisar o blogue mais antigo de todos.


Ultimamente, quando quero escrever, a palavra estrondosamente aparece amiúde na minha cabeça. Coisas de quem escreve amiúde, presumo. Presumo que o ato de escrever me devolva as últimas palavras que usei, o que não ocorre estrondosamente, devo dizer. Escrever estrondosamente é diferente, presumo…
E agora como é que insiro novamente o amiúde no texto?!
(Gina Maria, para de escrever presumíveis estrondos amiúde, vá!) |30 abril 2012|

Hoje é sábado, estou no local misterioso, aqui a musa desce amiúde e mais intensamente do que em qualquer outro sítio. Portanto, contrariando os últimos sábados deste blogue, e com vossa licença, daqui escreverei. 26 maio 2012|

Sabemos que temos filhos crescidos quando começamos a ouvir amiúde:
- Sim, mãe. Não te preocupes. |9 setembro 2009|

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Palavra do dia (disseram na Radio)

Hecatombe a palavra d' hoje. Já usei, já, e também a mim me deu para fazer um trocadilho com o 'eh ca tombo!', tal como os senhores fizeram na Radio Comercial. Pois foi. Ah ah. Vejam lá que nem é preciso ir pesquisar para me lembrar do 'eh ca tombo!' Ah ah. Mas vou na mesma. Ah ah.


Treze do um; eh ca tombo. O hecatombe iniciou neste dia, há cinco anos. Ficarei diferente, há esperança no porvir. Morro. Pois.
Agora a sério: não creio que algum dia melhore extraordinariamente das minhas coisinhas parvas.
Agora muito a sério: hecatombe tem que ver com o número cem, sacrifiquem-se cem bois ou algo do género, portanto em parte alguma contende com o número cinco. Paciência.
Cem é múltiplo de cinco. Está feito. |13 janeiro 2015|

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Palavra do dia (disseram na Radio)
e também
Dia de (disseram na Radio)

A palavra d' hoje é miaúfa, que significa medo. Eu às vezes uso... aliás: presumo que já usei cagufa nos blogues e também presumo que nunca usei miaúfa. Deste modo o que o que vai acontecer é que nem sequer vou gastar tempo com pesquisas pelos meus blogues. Au eva, aproveito este post para registar um facto relacionado com este tema e que é o seguinte: as pesquisas que faço são unicamente pelos blogues que já abandonei e não por este, este não conta. Decidi assim, nem sei muito bem porquê, mas palpita-me que é uma maneira subtil de avivar o que está inerte, uma vez que ambos os blogues estão fechados ao público. Outro facto que vou registar é que doravante não vou mais dar uma atenção diária à palavra do dia, ou seja: vai ser tema dispensável, uma vez que pode não me apetecer fazer o registo ou coisa assim, vou portanto deixar-me levar puramente pelo apetite. É aliás assim que faço com o tema 'Dia de', só faço o registo quando me dá na cabeça e todos os dias ouço a rubrica. Mas hoje vou fazer... Ai vou, vou... hoje é muito giro... ai ai ai... Hoje é dia de andar sem sutiã. Só que não. Façam o dia de andar sem cuecas e eu penso nisso, pondero sobre a ideia, vá, agora sem sutiã, não.


A vida é-se tão avessa a si própria que eu não ando na rua sem sutiã. Pois. É que ia perceber-se que não tinha sutiã, prefiro que se perceba que tenho sutiã, percebem. Claro que sim, mas não é por isso que termino a prosa aqui.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Primeiro

Bom dia. São dez e trinta e nove. A chuva chegou ontem à noite, perdurando hoje o tempo nublado, o que faz jus à expressão: 'está de chuva', embora não esteja a chover ao momento. A palavra do dia, a que disseram na Radio, é berbicacho. Vou pesquisar nas minhas coisinhas escritas, está bem. Vai ter que estar.

Cliente quer uma lanterna, tem o marido idoso e algo dependente no átrio do prédio às escuras, esperando a luz que ela há-de levar.
Droguista avia-a o melhor que pode mediante a rapidez solicitada.
Cliente está muito ansiosa, o marido ainda se mete escadas acima.
Droguista explica (mediante a rapidez solicitada) como funciona o pequeno objeto.
Cliente anui, acalma-se um pouco.
Droguista vai buscar as pilhas, insere-as no compartimento e... Tcharam, faz-se luz.
Cliente ainda quer uma esponja de banho macia para lavar o marido.
Droguista mostra o que há.
Cliente escolhe, pede desculpa por estar tão apressada, agradece imenso, estende a nota.
Droguista responde 'deixe lá isso, não há problema' e busca o troco.
Cliente com gestos imprecisos prepara-se para sair mas deixa cair no chão a lanterna cuja tampinha lhe salta o que faz com que já não acenda. Marido à espera, 'ai meu deus que ele vai por ali acima e noutro dia caiu, veja lá'.
Droguista segura na lanterna, meio atarantada, clica no sítio que supostamente faria aparecer a tão desejada luz e percebe que mantendo o dedo ali a luz também se mantém.
Cliente diz que não faz mal nenhum, mete o dedo ali e pronto, para agora, para já, para este momento serve bem, ir ter com o marido que a espera ou estará na iminência de se mover escadas acima é prioritário. Despede-se, então.
Droguista retribui o adeus e logo depois dá por falta de uma esponja, há pouco mostrara dois tipos à cliente... Certamente com a pressa a cliente pusera tudo de rompante dentro do saco. Espera-se então até amanhã, a ver o que dá.
O amamnhã chega e é encontrada no chão uma rodela em acrílico, o que faz lembrar esta droguista que é bem capaz de aquela coisinha ser da lanterna da dona Marta. E era, horas depois lá vem ela, ao chegar a casa, depois de sossegar, com calma, verificou que levara uma esponja a mais inadvertidamente. E já agora, se não haveria pelo chão uma chapinha ou algo assim...
E agora falo eu: ou seja, ontem não quisera saber ou esperar, estava muito bem assim, resolvia e tal, e hoje, depois de acalmar os ânimos lá vem ela toda lampeira para eu lhe resolver o berbicacho.
Não sei porque é que as pessoas correm. Mas correm. Corremos todos. Se há recompensa no final...? Também não sei. |30 novembro 2012|

Posta-restante:
Começou a chover às onze e sete, hora que sempre me faz lembrar o meu aniversário. De nada, ora essa.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Palavra do dia (disseram na Radio)

É lampeiro/a, a palavra do dia, hoje. Hum... Será que há registo nos blogues...

A rica filha fez uma comidinha que pela primeira vez não regou com natas em demasia, abuso de que já tinha sido advertida diversas vezes, não para se abster de colocar natas nos pratos que confeciona mas para não usar tanta quantidade. Então: um dia desses aí, diz ela toda lampeira:
«Olhem, eu hoje fiz massas e pus só um bocadinho de natas.
Mãe: tu podes escrever isto no teu blogue.
Pai: tu podes contar isto a todos os teus amigos.»
Eis duas das mais banais e díspares formas de divulgar a vidinha de qualquer um. Hoje em dia temos a divulgação virtual e o diálogo vivo e presencial ao dispor.|5 fevereiro 2014|

O meu carro fez plim! Desceu aos quatro graus centígrados. Que horror, que desconsolo...
Poça!, diz um senhor de nariz vermelho e olhar húmido ao passar por mim. Dizer poça é pouco para o frio que está!, digo eu toda lampeira.
Ai, caraças!, queixa-se um careca. Encostara o cucoruto à parede gélida. Ainda bem que tenho cabelo!, respondo eu.
Indaguei acerca do seguinte: fazer chichi de luvas postas dispensará a higiene nas mãos? Ninguém me respondeu nada de concreto.
Descobri recentemente que ter as mamas grandes está intimamente ligado à grossa camada de roupa que trago vestida. Não é outra coisa, não, é a roupa. |17 dezembro 2010|

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Palavra do dia (disseram na Radio)

Olhem, fica já aqui a seguinte ideia:
Na passada sexta-feira não cheguei a ouvir na Radio qual era a palavra do dia, vai daí, no sábado, dia não mais desafogado em tarefas, que é lá isso, mas com acesso fácil e rápido às netes, pesquisei e descobri que era trungalhunguice. Entretanto, no saite da Radio Comercial, vi por lá outras palavras estranhas, invulgares e montes de felizes, tudo isto em simultâneo, que foram lembradas e jogadas noutros dias, como por exemplo, e dentre outras, nicles e afinfar. Bom, é que estas são as que ao momento me lembro, muito embora rebolasse de alegria se me lembrasse de todas, óié, mas não. Ora bem: não vou pesquisar trungalhunguice nos meus blogues porque jamais escreveria tal palavra, uma vez que desconhecia a sua existência até ao passado sábado e, ademais, pelo vídeo que a Radio deixou no saite, não consegui perceber o seu significado. Não me jogo ao afinfar porque também creio firmemente que nunca me espojei nesse conjunto de letras, mas, já o nicles, pois que sim senhores, espojei, ó:




Esta é a etiqueta do meu casaco novo. Não sei se já tinha anunciado no blogue que tenho um casaco novo.
Já, não já?
Já.
Pois, bem me parecia. Então pronto, é isso, a foto mostra todas as propriedades do meu casaco novo, que isto não é só vir para aqui dizer vezes sem conta que tenho um casaco novo e não debitar pormenores acerca do mesmo.
Enumero as características, ainda que mostre imagem, porque acho que este assunto é fantástico para embelezar o blogue.
O meu casaco, novo, é então composto por:
Trinta por cento de mohair, que se escreve mohair numa série de línguas, portanto está escrito exatamente do mesmo modo quatro vezes;
Dez por cento de lã, que é lana em castelhano, laine em francês, wool em inglês e wolle em não sei quê, que não reconheço, mas às tantas é em italiano;
Sessenta por cento de acrílico, que é acrilico em castelhano, acrylique em francês, acrylic em inglês e polyacryl em não sei quê, que não reconheço, mas quase de certeza que é em italiano.
(E assim se conclui que português, a língua mais linda do Universo, nicles-batatóides.)
Depois há ainda estas informações:
É made in Italy... - Ah não resisto, meide ín Ítali;
Não pode ser lavado a mais de trinta graus;
Tem de ser passado a ferro com pouca temperatura;
Tem um P envolto por um círculo que não sei o que quer dizer;
Não pode ir à máquina de secar.
|terça-feira, 24 de novembro de 2015|


Das palavras inexistentes, sem significado, sílabas inventadas, coisas que a cabeça tem necessidade de dizer. Nicles. Não há. Sou pobre, qual síndrome qual quê, tenho uma grande pancada nos cornos e acabou a conversa. |terça-feira, 29 de julho de 2014|

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Palavra do dia (disseram na Radio)

E agora venho fazer ressalvas à ideia que me surgiu e apresentei ontem. Os meus blogues continham para aí uma meia dúzia de posts com a palavra chinfrim, contudo republiquei apenas dois. É que achei demasiado, o post ficaria pesado pra caraças, senti que desencorajaria o leitor. Pronto, então vamos fazer assim: republico não todos os posts que contenham a palavra do dia, mas apenas os que na hora sentir que devo republicar e acabou a conversa. Não acabou nada, falta dizer que são onze e cinquenta e dois e ainda não ouvi qual é a palavra do dia d' hoje. Agora é que acabou a conversa. Não acabou nada, falta dizer que pode acontecer eu não ter a palavra do dia em nenhum blogue, creio que ontem descurei essa importantíssima questão. E assim acabo a conversa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Palavra do dia (disseram na Radio)

Há umas semanas que a Radio Comercial designa uma palavra como sendo a do dia e depois joga-se a um jogo. Vai daí, a malta querendo fazer uso das regras que os locutores instauraram para se jogar, insere a palavra
(que é sempre especial, gira que se farta - eventualmente fofinha, ah ah - e como não fazendo parte do vocabulário corrente)
numa conversa. Tenho andado tristinha com o facto de não ter ainda encontrado uma maneira de usar a palavra no blogue, desafios de escrita não são o meu forte, queria uma maneira de meter a palavra num post sem me sentir desafiada, o que, como já disse, não me atrai, não me provoca, não me espevita. Entretanto, hoje, num repente cá dos meus, lembrei-me: ah!, pesquisarei nos meus blogues quando e quantas vezes usei a palavra do dia, é isso!, é isso mesmo! Bom, logo depois amainei o fulgor, eh pá, então e naqueles dias em que chego tarde a casa e sem pachorra para pesquisas? Simples, ó Gina
(sim, falo muito comigo, se falasse muito com muita gente punha a palavra nas conversas quiçá muitas vezes... porque se eu falasse muito, possivelmente falaria tanto quanto falo no blogue, só por dizer que quando falo, falo pouco, mas se falo, falo como falo no blogue, por exemplo: quando falo nos vídeos, o que falo, falo igual ao que falo no blogue, só que com gaguezes e pausas para pensar)
nos dias em que não há tempo e/ou pachorra deixas para o dia seguinte, se no dia seguinte também não, deixas para o dia seguinte, se no dia seguinte ao dia seguinte... bom, já se percebeu. O qu' é qu' achas? Acho bem, ó Gina, acho muito bem. Mas notem por favor, e ainda, e muito bem: pode acontecer eu nunca ter usado a palavra, olarila, é que sendo grafómana, que sou sim senhores, não impede o não-uso ou então o total desconhecimento da palavra escolhida. Ora então vamos lá, a palavra d' hoje é chinfrim. Tu queres ver que começo logo com uma palavra que nunca escrevi em blogue nenhum...? Escrevi, escrevi, ó:

Os papagaios verdes na alameda fazem grande chinfrim. Acho que já fiz este registo algures no blogue mas é que hoje está de chuva, Ora, chuva, humidade e trópicos (papagaios) tem tudo a ver, só por dizer que nos trópicos não há esta porra deste frio.
A alameda tem um tapete esverdeado toda ela. Tudo lindo, tudo brilhante, tudo encharcado. |6 de dezembro de 2012|

Duas senhoras passeavam na livraria do bairro. Muito compostas, de braço dado. Mãe e filha, presumidamente. Presumo eu, quero dizer. Mas não presumi que conheço uma delas, a mais nova. Conheço-a, efetivamente. É a senhora doutora do cão, aquele cão que corre pela casa fazendo um chinfrim desgraçado, que o chão é de madeira corrida e muito polido, o bicho escorrega em cada passada e cai em muitas escorregadelas. O cão é giro... E a 'mãe' da senhora doutora também:
– Comissão das lágrimas?! Ai minha nossa senhora!
Exclama ela muito espanta ao ler o título do novo livro de António Lobo Antunes, que se encontra em lugar de destaque, estrategicamente colocado para quase esbarrarmos nele. Que o compremos, é o desejo da gerência, e aqui volto a presumir.
Não deve vir a ler este livro, a dita senhora, presumo uma vez mais, e é a última vez que o faço neste dia na forma escrita.
A 'filha' sorri-me, como que a desculpar-se do grande drama da 'mãe', mas não me reconheceu. |7 de novembro de 2011|