sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Algures

Hum, não sou lá muito grafómana, não, no estaminé tenho sempre a caneta perdida.

ok, vá, eu sou grafómana, mas...

Recheio

E agora, nada como tratar de estender todo o recheio do estojo metálico.
Botões dourados
Como foi aqui que os despreguei da camisola bórdô às bolinhas brancas, foi aqui que ficaram. Vinham pregados junto ao cotovelo, havia também uma tira de tecido que saía dali e se abotoava ao botão, transformando assim as mangas compridas em mangas a três quartos. Nunca uso as mangas assim, sei lá, não me dá jeito, ou está demasiado frio ou demasiado calor, e foi por isso que despreguei os botões. Tratei disso aqui no estaminé porque comprei a camisola à hora do intervalo grande, logo ao começo do passado outono, e os botões para aqui ficaram. Lembro de fazer um vídeo com a camisola vestida, onde lembrava que vinha aí o frio e anunciava que estava prontíssima para isso porque tinha uma camisola nova.
Tampa caneta
Pertence a uma caneta que veio num grupo delas, acerca das quais já falei várias vezes no blogue, a verde, a vermelha, a azul e a preta, que escrevem grosso e molhado (são de gel). Mas não vieram só essas, vieram por junto duas outras (uma escreve a preto, outra a azul e são de linhagem corrente). A tampa pertence à que escreve a preto. Está partida, a tampa, é que vinha colada à caneta. Enfrentei um problemão, sério, não se movia dali, eu a querer saber se a tinta era da mesma cor da outra, bom, uma demanda do caneco. Não sei quantos dias depois meti-a entre os dentes, coisa que jamais se devia fazer, mas eu fiz, queria tanto desatarrachar a tampa do corpo da caneta, empenhei-me tanto que a parti com os dentes. Depois, como tenho apego aos objetos porque sou um bocado parva, deixei-a ali estar até hoje.
Amostra de pele
É genuína, a amostra, e é de pele genuína, a provar que as últimas botas adquiridas foram fabricadas com aquela pele, que é genuína. E toda eu sou feita de pele genuína. Acho estes pedacinhos interessantes, lembram os tapetes feitos de peles que se retiram do bicho e se deixam curtir. Depois, é ostentá-los assim, rústicos, no chão de uma sala amadeirada e parcamente iluminada. Ok, no parcamente pensei na lareira e coiso, mas sala amadeirada e lareira... hum... torço o nariz e já quase me cheira a queimado. Pronto, quero dizer dentro do estilo rústico, vá, aquelas casas serranas e assim, onde a gente pode até ver os nós nos móveis e chão de madeira.
Lima dobrável; Corta/Puxa peles; Corta-unhas
Nesta parcela de texto trato de três componentes de uma vez por estarem confinados ao mesmo tema. São objetos que se dedicam ao bem estar das mãos. Não. Ao embelezamento das mãos e ao bem estar de toda a extensão da minha pele, que toda ela está sujeita a ser inadvertidamente arranhada. De vez em quando dou-lhes uso e passo a enumerá-los dos mais usados aos menos: corta-unhas; corta/puxa peles; lima dobrável. Só mais uma minudência: o corta/puxa peles, originalmente tinha um tampa em cada extremidade, uma tapava o corta, a outra o puxa, mas como entretanto perdi uma das tampas, agora acontece que tapo a parte do puxa porque dá-me mais vezes vontade de cortar as peles do que de as puxar, então assim já está a jeito de.
Berlinde
Apareceu no chão do estaminé e guardei-o. É tão bonito que não o deito fora. É também perfeitinho, sem mazelas, embora ligeiramente rugoso, quiçá dos trambolhões que deu até chegar aqui. Sou um bocado parva por guardar este berlinde, mas isso, a bem dizer, já está exposto aí acima, e não sou menos parva por escrever posts como este.

Resolução

Não vindo a tempo do tempo das resoluções de ano novo, a verdade é que a este ano ainda só se lhe esgotou pouco mais de um duodécimo (jamais perderia a oportunidade de usar esta palavra longe de assuntos patronais), portanto pumba e coiso, e ademais, como julgo que sabem... não sabem?, ok, tudo bem, gosto de vocês na mesma, ponho neste blogue o que quero e agora quero pôr cá a minha resolução de fim de ano, que consta do seguinte:
A partir de 1 de janeiro último não mais escrevi
dum/a, doutro/a, dalgum/a, dalguém
De certeza que desta não sabiam vocês, mas como sabem... sabem, sabem, sabem que eu gosto de vocês na mesma.
A abolição custou um bocadinho, a bem dizer o pensamento e os dedos ainda escorregam para esses lados, só que não, agora uso
de um/a, de outro/a, de algum/a, de alguém
com a convicção e o prazer de sempre.

Brancura de post, este

Não estou certa por entre coisinhazinhas ou coisazinhas. Inclino-me mais para coisinhazinhas porque estou certa das folhinhazinhas que (sim, ainda) compõem o bloquinho (não, não é bloquinhozinho) rudimentar, o que, vamos lá a ver, copiando a ideia, é coisinhazinhas. E porque não enfiar o livrinhozinho que é a leitura do momento no saquinhozinho branco com cordão e assim fica tudo da mesma corzinha? Vou já tratar disso. Ó Gina, tu leste? Não. Ó Gina, tu tens lido? Sim. Ah, bom, assim está bem. Tu lê mulher, tu lê, olha a tua solidão nos mares das letras. Mais e melhor: no Oceano Literário.

Nota: a leitura do momento é 'Romance de Cordélia', Rosa Lobato de Faria

Lugar (que também pode ser) da musa

Hoje esventrei o pote das bolachas com o olhos. Saem-te lâminas dos olhos, ó Gina? Não, é poesia, 'migos, mera poesia. E não, não foi por gulodice que lancei um atento olhar às bolachas, nada disso, é que me pareceram de plástico, tanto a massa como os smarties e as pepitas de chocolate que lhes colaram antes de entrar no forno elétrico uns parcos três minutos, que a indústria faz render o tempo com mestria e competência, daí o aspeto fabricado. Deu-me vontade de desistir do bolo-rei e fazer bolachas de manteiga, a ver se esqueço a imagem que ainda recordo. Por falar nisso, ainda que nada tenha a ver, o senhor que habitualmente lê o jornal hoje lia uma revista, a Evasões. A postura era porém a mesma, muito compenetrado até ao momento da entrada de alguém no espaço, aí logo levantava o olhar sem desmanchar o ar, mas depressa se fartava de ver a pessoa que chegara e voltava à leitura... como?, isso mesmo, com o ar compenetrado de sempre.

Entretanto

Entretanto, a tarde em pleno nas vidas de toda a gente que mora neste lado do Oceano Atlântico, constato que despachei uma tarefa que não havia colocado na lista. Trata-se da tomada horária, o item que não coloquei na lista. Elencar. Chama-se também elencar a isto de construir um muro de itens escritos assim como que na vertical, portanto também se pode chamar itens escritos assim como que na vertical. Ah... Mas pronto, a tomada horária também já está despachada, só não está na lista. Elencada. Muro de itens escritos assim como que na vertical.

Planeando o fim-de-semana

A comprar, dentre outros géneros:

Coentros
Salsa
Limas
Tomate

Já tenho as batatas-doces, os abacates e as chalotas por modo a preparar uns acepipes do caraças.

Atualização

E pronto, entretanto já esta que escreve neste blogue cumpriu mais umas tarefazinhas. É notar as diferenças, em querendo.



Post retificativo

Ontem levei daqui uma lista espectacular onde constavam as tarefas a realizar no estaminé, sendo que depois fui uma escrevente do caneco, procurando no programa do pêcê do estaminé (este onde escrevo noventa e oito por cento das merdas que apresento no blogue) uma fonte que imprimisse símbolos e assim, isto por querer alindar o meu texto com um 'feito!' em forma de V na linha das tarefas concluídas e um 'não-feito...' em forma de X na linhas das tarefas não concluídas. Vai daí, o dito programa não se deu bem com o senhor Blogspot, desenhando meros quadrados de linhas finas no meu blogue ao invés dos símbolos que eu escolhera. Ora bem, podia ter deixado tudo em rascunho e publicar só hoje o texto e mais não sei o quê mas não quis, assim, quem sabe alguém venha a perguntar:
Eh pá, ó Gina, então que é lá isto, quadradinhos...?
Mas não creio. Então decidi publicar o post na mesma, com quadrados em vez de vês e xises e acabou a conversa. Não acabou nada, ontem à noitinha, aquando da publicação, magiquei logo que havia de fazer a imagem que vem a seguir e agora é que acabou a conversa.


Olá, o meu nome é Gina e eu tenho dois canais no Youtube

Voltei a publicar no meu antigo canal do Youtube. Sabem o que é?, é que percebi que pesquisando Gina G, o Google destaca um vídeo onde retiro géneros do meu frigorífico, o limpo e recoloco tudo lá dentro, não sem ir falando e expondo tudo aquilo em que ponho as mãos. Ok, vá, fiz o vídeo porque quis e a ideia primordial era habituar-me à câmera, mostrando a cara, coisa que até essa data (setembro/2015) pouquísimas vezes tinha feito. De resto, é ver o vídeo que encima agora o meu antigo canal.



Bebida

O nepalês da frutaria perguntou-me o que era ponche e eu fiquei perdida. Não fiquei nada, antes de mais respondi categoricamente que ponche é um licor very sweet, you know?, for ladies...? Ah pois, claro que sabia, como não? E foi então que fiquei a pensar que se o ponche não será antes uma coisa que se põe numa taça enorme, assim like sangria, you know?, e é claro que sabia!, da sangria sabia ele, and then you tiras com a concha, you know? Pronto, foi very nice, oh I'm so cute a dialogar whith the nepalês da frutaria usando o meu inglês incrivelmente bem pronunciado e ao momento deste post não descortinei ainda que tipo de bebida, que sei ser alcoólica, é o ponche.

Pão & Bolo

O senhor padeiro pergunta sempre só um? quando lhe é pedido um de qualquer coisa, seja pão, seja bolo. Pronto, já arranjava outra piada, que o público feminino, dentre outras coisas, é cá de uma exigência...

E continuando no tema anterior, este também é um...

Post bem dispostinho

Chamarei hoje 'Post bem dispostinho' a todos os posts?
Não.
Inda malembrei ah e coiso vou mas é ser munta bem disposta e fazer de conta que todos os posts são bem dispostinhos, que na verdade são quase todos, afinal isto de escrever traz ao cimo uma parte alegre, e que é minha também, e não fora a escrita no blogue quem sabe não ma vissem e não sapercebessem da psoa chepetaclar quê sou.
Não.
E se eu estiver triste daqui a bocado?, assim não consigo manter o intento.
Não.

Primeiro

Bom dia. São onze e dois.
Tenho fotos de um lugar de sempre mas de perspetivas diferentes. Vá, vejam estas que depois há mais depois destas.





E depois destas tenho mais fotos que são estas e destas o que tenho a dizer é que pintei e fotografei e melhorei estas todas igualmente e cortei todas estas do mesmo tamanho.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

81

São 81, os subscritores do meu canal no Youtube. Nunca me deslumbrei com os números anunciados nas netes, não que descreia na fiabilidade dos cliques, mas descreio no total visionamento dos vídeos e, para mim, quem não veja um vídeo (ou não leia um texto no blogue) até ao fim, não conta. Ora acontece mais ou menos a mesma coisa com o número de subscritores, que é disparatado se comparado às visualizações. Tenho porém visto um rápido crescimento de subscritores nos últimos meses e presumo que isso se deva àquela coisa chamada algoritmo, quantos mais cliques num vídeo e/ou canal, tanto mais destaque dá o Youtube e tantos mais subscritores serão atraídos.
Há um vídeo meu, publicado com um mês de presença nas netes, cujo título é 'o melhor creme de pasteleiro do mundo, ah ah'. Bem sei que fui pretensiosa, arranjando um título gabarolas: olhem lá, eu faço o melhor creme de pasteleiro do mundo, olha eu tão boa a fazer isto, ó. E sou mesmo boa no creme de pasteleiro, só por dizer que nem tanto a fazer vídeos... Presumivelmente este título atrai cliques, e atrai tanto que tenho o surpreendente número de 10393 visualizações nesse vídeo. É. Há vídeos que me deram um enorme prazer fazer e editar, outros deram principalmente muito trabalho, quase me fazendo desistir de os concluir, mas concluí, e se afinal ninguém os viu até ao fim sinto que não valeu a pena tanto esforço e empenho. Já o creme de pasteleiro... Pois. A gente sabe lá, né?, as pessoas gostam do que gostam e veem o que veem e acabou a conversa.
Tenho com o canal uma relação estupidamente diferente da que tenho com o blogue, o canal parece-me vão e inútil se não for visto e comentado, o blogue também, mas em raras vezes, muito raras mesmo. Ressalvo que raramente o blogue me parece vão e inútil se! não for lido e comentado, não o blogue por si só, que isso parece todos os dias, mas! raramente por não ser lido e comentado. Afinal de contas ando aqui a fazer o quê...? NADA! E sim, já quis deixar de escrever e já tentei várias vezes. Nunca resultou, mesmo que me tenha empenhado seriamente. Uma coisa é não me apetecer escrever (coisa raríssima!), outra é não me apetecer publicar o que escrevo (coisa também rara, mas menos), outra, ainda, e bem diferente das anteriores, é ter apetite à escrita e recalcar as ideias, e eu já fiz isso uma catrefada de vezes mas, como já referi, não resultou. Não vale a pena eu deixar de existir num blogue, não no meu caso, mas penso nisso todos e todos e todos os dias.

Pendentes

Como sabem... não sabem?, ok, tudo bem, gosto de vocês na mesma, sou um bocado depressiva e tendencialmente suicida, portanto penso amiúde no tempo em que estarei morta. Vai daí, hoje, num repente, enumerei mentalmente os pendentes que deixaria no estaminé se morresse hoje, mas mais daqui a bocado para dar tempo de terminar este post, e então construí a lista abaixo. Nem todos os itens dependem exclusivamente da minha atenção mas, seja lá como for, estão todos a meu cargo como tarefas que aguardam conclusão.

Cabo TV 
Herbicida 
Gel desentupidor 
Limpa-metais 
Cola extra forte 
Tábua passar 
Lâmpada halogéneo 
Apoio rodas 
Terminal borracha 
2ª via fatura 

Planeando o fim-de-semana

Vou fazer bolo-rei. É.

Vou fazer pastéis de nata. É.

A primeira decisão acontece por conta do que registei no blogue ontem mas mesmo assim copio:

Sim, já fiz esta receita. Sim, o papelinho anda ali ainda porque quero voltar a fazer e enquanto isso tirar fotos e/ou filmar, construir o texto a colocar no blogue e no dossiê especial, que da vez primeira não fiz nada disso.

A segunda decisão acontece porque este fim-de-semana tenho gente lá em casa e vai daí tenho de fazer mais umas coisinhas.

Dias de um Ginásio

Caminhar pelo Ginásio e sentir como que açúcar debaixo das solas é uma sensação estranha. Quem terá deixado rebentar o pacotinho de açúcar? Mais: quem terá trazido açúcar para o Ginásio? Mais: terá sido realmente açúcar a substância que pisei? Mais:





nada.