quinta-feira, 16 de maio de 2024
Lisboa, Lisboa
Passando de largo pareceu-me um coração desenhado no banco hater. Aproximei-me para tirar a foto e dei com um V por meio, ou por três quartos, vá. Era 9 de Maio.
quarta-feira, 15 de maio de 2024
Lenços de assoar
Trouxe um maço de lenços de assoar, uma nova coleção, são seis, mas isso já é o costumeiro número de pacotes em cada maço.
Dois têm um parzinho debaixo de um chapéu-de-chuva. Vêem-se da cintura para baixo porque o chapéu lhes corta o resto. Ah, estão de costas. O chapéu é azul, as roupas deles são: ela, calças azuis e camisola cor-de-laranja; ele, calças pretas e camisola vermelha. Compondo o cenário, e a fazer de pingos de chuva, estão corações em vermelho e azul.
Dois são com casinhas fofas e, de tão fofas, parecem de brincar. As formas são variadas, há inclusive torres. São todas diferentes, nenhuma casinha ou torre é igual a outra, há janelas com cortinas e até os telhados são diferentes uns dos outros, e há um que têm neve a escorrer e outro no bico do telhado.
Um tem um chapéu-de-chuva vermelho e amarelo em gomos alternados e um par de botas de borracha nas mesma cores, cuja sola é preta e tem um desenho no cano também em preto. Aqui a chuva parece-se com pingos, grosso que eu sei lá, não só nas cores do chapéu e das botas como em azul e preto.
Um tem chávenas e canecas. Dois parzinhos de chávenas, comparando o tamanho das demais presumo que sejam de café, há também uma dessas mas solitária - perfazendo assim três - uma caneca altíssima, duas com pé e chantili no topo - portanto é cappuccino - uma chávena almoçadeira, uma de chá - esta tem até a etiqueta pendurada do bordo, o que indica o repouso da saqueta - uma chávena para meia de leite e , finalmente!, uma caneca normalíssima, banalíssima, digo eu daquelas para beber leite simples ou um belo café com leite. O cenário deste pacote são meros cristais de gelo, em branco.
De resto, todas as cores são fortes. Todas. Até o branco. Sei lá, visto daqui parece um branco cheio de força e querer saber.
Post originalmente publicado aos 20 de Março de 2020. Há dias comprei uma coleção igual e vim espreitar o que escrevera em tempos acerca dos mesmos desenhos. Não pensei que tivesse sido há tanto tempo. Desta vez tirei foto, contrariamente ao costume desta leva de posts. Não encontrei foi o «branco cheio de força e querer saber», quiçá imaginação minha.
Sopa de Limão
Era sopa e tinha, também, limão. A acidez era intensa o suficiente para me levar a crer que tinha bastante sumo no caldo. Os legumes pelos quais dei foram lombardo e cenoura e só quando vi a foto notei os vemelhos. Aí julguei, e julgo, tratar-se de pimento. Longe de querer camuflar os legumes e a cor de que falo, a verdade é que gostei de ver isto tudo em negativo, daí a escolha desse filtro. A foto é de 7 de Maio último, já agora.
terça-feira, 14 de maio de 2024
segunda-feira, 13 de maio de 2024
domingo, 12 de maio de 2024
sábado, 11 de maio de 2024
sexta-feira, 10 de maio de 2024
quinta-feira, 9 de maio de 2024
a menina fez uma cópia
confabulação
nome feminino
acto de confabular
confabular
verbo transitivo e intransitivo
conversar
entreter-se narrando fábulas
dicionario.priberam.org
a menina fez uma cópia
profiláctico
adjectivo
relativo a profilaxia = PROFILÁXICO
que serve para prevenir doenças ou infecções; que previne (ex.: tratamento profiláctico; medida profiláctica) = PREVENTIVO
origem etimológica: grego profulaktikós, -ê, -ón.
dicionario.priberam.org
a menina fez uma cópia
latifundiário
nome masculino
dono de grande propriedade rural
relativo a latifúndio (ex.: burguesia latifundiária; propriedade latifundiária)
origem etimológica: latifúndio + áriodicionario.priberam.org
quarta-feira, 8 de maio de 2024
terça-feira, 7 de maio de 2024
segunda-feira, 6 de maio de 2024
domingo, 5 de maio de 2024
sábado, 4 de maio de 2024
Amoreira
A amoreira da minha praceta tem amoras muuuuuuito boas. Colhi-as, espantei-me e deliciei-me com elas, tudo pela primeira vez, aqui há dias. Não que seja farta em amoras, é uma aqui, outra ali, mas são mesmo boas. Tirei uma foto a algumas mas não ficou bem o suficiente para me encher o blogue. Nos últimos meses tenho andado mais fotógrafa do que grafómana, de maneiras que qualquer dia esgoto a capacidade disto aqui assim e depois tenho de ir de abalada. A menos que me resolva a grafar com mania - grafomania. Eu os dias continuo com eles, lá isso. «Dias duma Grafómana». Caneco.
Distâncias
Em primeiro plano surgem folhas da primeira árvore que encontra do lado direito quem sobe e rua mais bonita de Lisboa. Tapam quase completamente o tronco da que se lhe segue - vê-se ali um pontinha, pronto - porém outras há, a terceira e a quarta, às quais o tronco não foi tapado. Aqui o que fiz de propósito foi captar duas distâncias, mas esmiuçando a questão encontrei mais. A captação ocorreu aos 2 de Maio último, já o esmiuçar ocorreu hoje, dois dias depois.
sexta-feira, 3 de maio de 2024
quinta-feira, 2 de maio de 2024
quarta-feira, 1 de maio de 2024
a minha mãe; o meu pai
O Alentejo para sempre me remeterá às memórias dos meus pais. São as minhas vivências, as minhas experiências, as minhas questões. As fotos abaixo assemelham-se a duas que tirei em tempos, depois do funeral de cada um deles. No da minha mãe, que morreu primeiro, quando sai do cemitério, em Albernoa, terra natal dos dois, avistei um olival e logo pensei - «a minha mãe». A minha mãe é um olival porque um olival, para mim, é, na sua essência, alentejano. Então tirei um foto, publiquei no blogue (aqui) e intitulei de «a minha mãe». Quando o meu pai morreu calhou de já não estar a viver em Albernoa, por isso foi enterrado num outro lugar. A cerimónia terminada, quis homenagear o meu pai da mesmíssima maneira, então apontei a lente a uma árvore logo à saída do cemitério (aqui) e logo que pude fiz tal e qual, publiquei no blogue e intitulei de «o meu pai». Não é o Alentejo, não é Albernoa, porém, certo é que o meu pai ficou próximo daquela árvore. Não sou de visitar os cemitérios, tampouco de pôr flores, na verdade nunca regressei a nenhum dos cemitérios, nem ainda avistei Albernoa, é que nem de longe, os meus pais estão na minha memória, é aí que jamais os deixarei morrer. Corpos são corpos e memórias são memórias, mas estas prevalecem sobre aqueles.
O que as duas fotos abaixo têm em comum com as outras (links acima) é o olival ao longe e uma árvore (bom, na verdade são duas...) vista(s) de baixo - é a minha mãe e é o meu pai. Outra vez. No Alentejo. Desta feita junto à Fortaleza de Juromenha, aos 26 de abril deste ano, após ter tirado as fotos que constam neste post.
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