quinta-feira, 13 de julho de 2017

Foto do passado com post do presente




Andava-me aqui esta foto que alude à procura de um novo lugar da musa.
Andava-lhe eu sem saber o que fazer-lhe.
Publico?
Não publico?
Publico.
Terá perdido o interesse?
Não.
Terei eu perdido o interesse?
Não.
Sei como escrever o que quero escrever acerca de?
Não.

O meu sofá

O meu sofá é uma merda. O que percebo de estofos/ergonomia é distante do muito, de maneiras que tenho andado toda uma vida julgando tratar-se um mal de encosto, este mal do meu sofá. Au eva, hoje de manhãzinha, num repente, formulei o pensamento seguinte: ó pá, se calhar este sofá é uma merda por conta de ter um problema de assento e não de encosto. E foi então que a minha vida melhorou consideravelmente, percebi que ao invés de ter o mal nos dorsais, tenho-o no cóccix. Mas não. Ai não, não. O que me dói é as costas... não o.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Muito vos agradeço


Estou grata aos leitores que comentaram o post que publiquei aquando do meu aniversário. Nesse dia, e repetindo parte do post anterior, fui feliz, muito, e tanto com as minhas coisinhas e as minhas coisinhazinhas, que são, em suma, o meu viver, ai credo tanta vírgula, como com a vossa companhia.

Muito vos agradeço.

Ó Gina, conta lá acerca do teu dia de anos, vá

Às sete e picos da manhã ouvi dizer na Radio que era dia de ligar à sogra. Ora acontece que me senti logo livre de o fazer, pois quem me ia ligar de certezinha era a minha sogra, que eu fazia anos italital. E ligou. Ligou também a minha mãe e o meu pai por junto. Ligou, ainda, o rico filho. De resto mais ninguém precisava de me ligar, que dormem na mesma casa que eu. Foi chegar a manhã e ouvir 'parabéns mãe', vindos da rica filha, e 'parabéns minha linda', vindos do Luís. Ah, e o bicho-cão deu-me a desmesurada atenção, quando ainda na cama. Eu, claro, eu na cama e o bicho-cão no chão, claro, patinhas dianteiras em riste e linguínha sôfrega. O costume da gente as duas, portanto, costume esse que está longe do parabenizar.

Fiz um bolo montes de bom. Ó pá, a sério, fiquei maluca com o sabor conseguido. É que há dias comprei uma manteiga daquelas todas apaneleiradas e que é realmente muitaa boa em sabor, aspeto, textura, cheiro... ó pá, em tudo. O bolo, a bem dizer, fi-lo jogando-me ao mais básico que há na matéria → 4x4, ou seja:
200 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar
4 ovos
200 gramas de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
A partir daqui pode fazer-se os mais variados bolos, vai daí escolhi fazer o meu com:
4 talos de erva-príncipe
2 colheres de sopa de coco ralado
100 gramas de pinhões
200 gramas de chocolate branco
100 mililitros de natas
50 gramas de açúcar
100 mililitros de água
Enquanto a manteiga e o açúcar andavam aos rebolões na minha batedeira montes de espectacular, retirei as folhas de fora à erva-príncipe e piquei-a finamente com o coco (a picadora foi o melhor caminho para a finura que eu pretendia). Quando a manteiga e o açúcar estavam homogeneizados, juntei os ovos, um a um, não juntando nenhum sem que o anterior estivesse bem incorporado. É nesta altura que, quem faz bolos esporadicamente, se admira com a consistência da massa, é que nesse ponto parece tudo menos uma massa boa e capaz, e isso acontece porque os ovos afinal não se incorporam tão bem assim, o que torna a massa numa mistura líquida e por vezes talhada. A esperança de uns (os inexperientes e/mas otimistas) e a certeza de outros (os experientes) é que aquando da adição dos secos tudo se transforme para o bem abraçar e resultar numa massa ímpar... Bom, adiante. De seguida é hora de juntar a erva-príncipe e o coco, tendo já e entretanto, a farinha e o fermento em pó peneirados, que se juntam também à festa. E aí 'migos, ai 'migos aí, ai ai... a massa parece capaz de resultar num bolo tremendamente... capaz de tudo.
Com as folhas de fora da erva-príncipe, os 50 gramas de açúcar e os 100 mililitros de água fiz uma calda, que ferveu durante dois minutos e que deitei por cima do bolo cozido e esburacado com um palito.
Com os restantes ingredientes fiz a cobertura: parti o chocolate enquanto as natas aqueciam no fogão, quando quentes joguei-as por sobre o chocolate, misturando-os ao depois de o chocolate derreter, derramei a mistura por sobre o bolo esburacado e húmido da calda fervente e, finalmente!, lancei os pinhões tostados.

Gravei dois vídeos, os quais, pelas minhas contas, serão publicados lá longe no tempo, uma vez que tenho a edição dos ditos atrasada que se farta, é que ainda nem os das férias estão no canal, quanto mais os que se lhes sucederam.

Fui feliz. Muitos leitores me desejaram um dia feliz, e podem crer que o foi. Obrigada.

O bolo de que falo acima é este, ó:






terça-feira, 11 de julho de 2017

49 comentários

Faço anos, diz que a gente pode pedir coisas estapafúrdias, esperar presentes especiais, exigir atenção e mais não sei o quê, de maneiras que o meu desejo é ter 49 comentários na caixa deste post.








segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ó Gina, que andaste a fazer no fim-de-semana?






A descaroçar cerejas, 'migos, a descaroçar cerejas.





Sablé

Se fiz as bolachas amarelinhas?, fiz.
Se fiz como manda a receita?, não.

É que masqueceu que o ovo era para ser substituido por duas gemas.

Não ficaram mal, mas ficariam melhor?, não sei.
Então?, vou ter de repetir.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lugar da musa

Considerações e mais considerações acerca dos elegíveis a lugar da musa.
D' ontem
Aquele café com cheirinho a canela está excluído. É que ontem, ao depois da toma, senti-me enfartada e acabei por concluir que tinha algo a ver com o produto alterado... ou adulterado, pronto, eu não queria usar este termo mas é o que é. Lamento a exclusão principalmente devido à simpatia da senhora que atende. O espaço é muito bonito, lembra Paris só por dizer que não tem nada a ver. Eu explico: tem expostas peças de louça da boa e bibelôs bem longe da fancaria.
Paris.
Paris, né?, é.
O asseio é muito e os doces são do mais característico que há em Portugal. Eu bem disse que não tinha nada a ver com Paris... Sentei-me frente a um espelho de onde pude ler ao contrário: sericaia, trouxas d'ovos, Dom Rodrigos, rebuçados de Portalegre. Pude ver também a minha cara, quando a levanto do que estou a escrever. Credo. Não admira que ninguém me venha perguntar o que escrevo.
Bon, allez.
D' hoje
Regressei ao sítio claro de cores e de luz, aquele que pode vir a ser o novo lugar da musa, muito embora essa ideia ainda me custe aceitar, caraças pá, há lá agora mais algum lugar da musa que possa ser o lugar da musa?, não sei se notaram que o que o secundou, eu nunca deixei de chamar lugar (que também pode ser) da musa.
Novo lugar da musa... Hum, a ver se, então.
O copo em que vem o café é um copo, pois, com uma tira de borracha à sua volta de modo a não queimar as mãos das pessoas, o pires é um quadrado de rocha escura e achatada. É assim como que um serviço modernaço e coiso. É bom, o café, muito bom, mas também é caro pra caraças. Ó pá, não sei que faça, se procure mais lugares inspiradores, onde me deixem estar a escrever as merdas do costume e a pôr tudo em cima da mesa e a ler sem estar ler e sem saber como se lê e a escrever por entre a leitura que afinal não leio e a espreitar o telemóvel para medir o tempo que ainda me resta para essa movimentação toda. Este elegível a lugar da musa tem uma grande janela, de onde hoje avistei um desenho-cão, e um comprido balcão preenchido por cartões com números, que julgo serem usados pelo pessoal de serviço para gerir pedidos e assim, e um vasinho com um lucky bamboo. É tão bonito, este espaço, vendem-se artigos de mercearia, ou assim, ainda não percebi bem, e produtos diferentes, como pão com legumes, quiçá espinafres, é que era verde, o pão que a menina estava a cortar para servir. Ainda não consegui tirar mais conclusões dali, quando sentada ao comprido balcão, virada para a rua, dou as costas ao interior. Há mesas baixas e confortáveis, mas à hora que lá vou estão ainda ocupadas pelos clientes do almoço. Fica para outro dia, mas antes disso quero ainda experimentar mais um ou dois lugares elegíveis.

Máquina fotográfica

Tenho-me esquecido de trazer a máquina fotográfica não tão espectacular assim.
Há que fotografar o estojo metálico, que não vê lentes há mais de um mês, e está diferente, oh se está, encontrando-se por ora meio escondido por velhos pés de cadeira. Já pensei desistir desta demanda, com os paus a tapar os meus pertences... Às tantas ponho-os mas é no mural despedinte e pronto. Agora imaginem um tesouro, por ora, meio escondido, que foi, por mim, largado no lugar escondido. Está mesmomesmomesmo escondido.
Há que fotografar o coração na calçada junto ao banco hater. Olhem, nem queiram saber, no outro dia não encontrei o meu coração no chão, não sei que raio se passaria comigo que não o encontrei, mas depois, num outro dia, vi-o e fiquei descansada. Numa próxima vistita, é uma questão de descansar antes de procurar o coração. Sento-me. No banco hater. Perscruto a calçada sem que o bão-bão do coração se me acelere, a ver se acho o coração. O outro. Que também é meu. Ora, quero lá saber, alguém vem tirar-mo? Dizer-me 'ah, salta mas é daí, que o coração não é teu?, não vem nada.

Dia de (disseram na Radio)



[já coloquei o dito na lista de supermercado, em dois sabores e cores e texturas]

{por falar em texturas → penso que são diferentes pela espessura, se, por exemplo, derretermos um e outro, vamos ver que o chocolate de leite é mais espesso, logo → na boca, derrete mais devagar e é mais cremoso, ao branco foi-lhe conferida uma maior crocância... porquê?, não sei}

Mãozinha do estaminé


De repente pode parecer uma foto dedicada a alguma cor política ou assim, mas não, é apenas uma mãozinha de bater às portas de casa. 
Presumo que vinha assente numa barra do mesmo material, latão, mas acerca da qual não conheço paradeiro. 
É que me caiu a mãozinha aos pés e acabou-se a história. 
Isto de a mãozinha cair aos pés era uma história do caraças, soubesse eu, agora, escrevê-la.

Pequeno-almoço

Nada como um iogurte biológico, né? Mas atenção: não recomendo a quem não se sinta bem ao depois de ingerir produtos lácteos, é que se nota mesmo o leitinho.



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Leitores

Há muito, muito tempo, era eu uma criança, que ando a ponderar, já se vê que pondero desde novinha, se devo vir para aqui apregoar que tenho leitores novos e, já se vê também, que me decidi pelo sim.

De há umas semanas para cá, noto novos leitores → 4 ←

Não estranho ter leitores, ora essa, isto é um blogue, mas estranho que tenham aparecido por acaso e não pela curiosidade nascida de um comentário que a gente deixe em blogue alheio. Qualquer blogger sabe que a melhor 'publicidade' que se pode fazer é deixar um comentáriozinho aqui e outro ali, mas nem todo o blogger sabe que não sou disso, não gosto, arrepia-se-me a nuca se imagino o meu comentário soando a:
olha!-vem-de-lá-ler-o-meu-blogue!
ó-pá!-vais-curtir-me-pra-caraças!
sou-tão-engraçada-não-sou?
hoje-estou-tão-triste-comenta-vá...
Ora acontece que estes leitores apareceram do nada, e eu queria muito que se notasse o quanto estou estupefacta e/mas maravilhada com isso. Porque estou. Mesmo.

Árvore amarela

Daqui a nada vou vê-la. Não é bembembem saudades, é que ontem, por conta de afazeres, não pude vê-la e ocorre que me havia lembrado que era para lá de uma maravilha eu vê-la sob um céu embrulhado em nuvens, como ontem e assim está hoje, igual.

Já lá fui. Olhem: afinal desapareceram algumas nuvens e o sol apareceu, se eu queria, e quero, ver escuridão nas folhas verde-escuro, não vi, vendo o costume de um vulgar dia de verão.

Sonho

Sonhei que por entre os meus papelinhos e as minhas coisinhazinhas, um pequeno papel
– cá no blogue, um papelinho é meu, um pequeno papel é teu -
que fora amachucado e alisado, contendo a rubrica João Victor manuscrita a lápis.

ó pá tóin xiru!

há mais cores
mas não
há mais modelos

ensaios de gente miúda

À moda antiga

O estaminé recebeu uma carta anunciando uma tal de Noite Branca que vigorará por Lisboa nos dias não sei quantos. E eu pensando que a Noite Branca era só com os Anjos e a sua canção de Natal, pá...

Já me deixei disso

Este bblogue... ai perdão, é que estou um bocado tremeliques. Quero dizer que este blogue conta com um ano e meio de vida e, desde aí, não deve chegar nem aos dedos de uma mão as vezes que comecei o dia de escrita sem o título 'Primeiro', vindo depois o postzinho a dizer 'bom dia, são não sei quantas horas italital', o que me apetecesse. Deixei-me disso há dias, que esotu... ai perdão, estou cansada do meu sistema. Não sei se sabem, mas se não sabem eu gosto de vocês na mesma, canso-me facilmente das minhas criações, e esta trouxe-a de longe, arrastei-a até estes dias, quero eu dizer.