quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Luzes fundidas
As luzes da minha árvore de Natal fundiram-se, oh. Sabem o que é?, é que a iluminação é a primeira coisinha a colocar na árvore, cá no meu modo, é, de maneiras que, a retirar o fio de luzinhas, terei de retirar tudo – tudo - para amanhar a dita. Posso, obviamente, fazer de conta que o fio com cem lâmpadas não está lá. Mas está. Ademais: as luzinhas por cima dos enfeites não tem qualquer pilhéria, ó pá... aquilo vai ficar tudo retorcido. Bom, vamos mas é experienciar o Natal noutras vertentes, vá.
Vem aí o Natal
Este ano terei a companhia do rico filho e da rica nora na Noite de Natal. Situação invejável, bem sei, e sei há quantos anos não tinha visitas nessa noite, só que não vos digo.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Carrossel
Aqui assim nas imediações do estaminé, anda um carrossel às voltinhas mediante moedinhas. Diz que é só para crianças até aos trinta quilos. E eu, pronto, já se sabe que, neste caso, estou excluída em duas frentes.
Árvores
O vendaval instalou-se, diz que se chamava Ana, de maneiras que Lisboa e Loures, que são as cidades que mais percorro, estão repletas de folhas e ramos. Hoje dei com um ramo caído de um dos plátanos que se encontra junto ao muro de pedra. Tantas mortes naquele bocadinho de calçada... Entretanto, em Loures, na minha praceta, isto há dias, cortaram uma árvore sem mais nem porquê. Que mal faria a bichinha ao passeio?, é que nem estava doente, nem nada, estava até assente um redondel murado. Talvez tenha sido cortada pelas as raízes que levantavam o chão, mas será isso motivo? Ó pá... sabem o que é, é que essa árvore, não sendo a árvore amarela, não senhores, não sendo a árvore arredondada, não senhores, não sendo a oitava árvore que encontra do lado direito que desce a rua mais bonita de Lisboa, não senhores, era uma árvore, senhoras e senhores, uma árvore cujas folhinhas despontavam em janeiro. Em janeiro! E em janeiro não vai acontecer tal evento na minha vida!
Agora a Ana, o furacão que é mulher e que dá mesmo vontade de efeminar o «ão», só que não. Ora bem, ontem esteve no estaminé uma Ana, que dizia ela estar indignada, logo se tinham lembrado de chamar Ana ao dito furacão e ela era tão calminha, que não tinha nada a ver com aquilo e mais não sei o quê. Claro que era uma brincadeira, eu percebi.
Ora bem, a rica filha é Ana, mas como a gente lhe chama o nome composto – Ana Cláudia, que fui eu que escolhi – nem consigo comparar o verdadeiro furacão que é a rica filha ao furacão Ana.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Sonho
Sonhei que ela encontrou uma placa com um texto escrito em cores garridas. O texto era meu, a mão escrevedora foi a minha. Eu morri... não, eu havia morrido... não, eu morrera e ela encontrou aquilo de mim, tipo assim do nada, e como sendo um pedaço de arte admirável. Era vê-la (nos sonhos, mesmo mortos, a gente pode ver reações) a elogiar-me a semântica e a poesia.
Como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, abomino a ideia do póstumo como sobrevalorização daquilo que se foi. O póstumo é menino para remeter tanto para o esquecimento quanto para a glória, ok, tudo bem, mas é uma completa nulidade para os mortos, que aí chegados a gente já não vê nem sente senão em sonhos. É chato.
Cheirinho
Cheirinho, quando digo, digo do bom cheiro.
Cheirinho foi o que se me entrou no nariz numa das primeiras espreitadelas à rua mais feia de Lisboa. Sabem aquele cheirinho de fevereiro, quando algumas árvores já despontam folhinhas, um cheiro verde, novo?, pronto, é esse, só por dizer que estamos em dezembro. Pois. Folhas são folhas, verde é verde. Clorofila, é o que é.
domingo, 10 de dezembro de 2017
listinha
rolinhos folhados ⇉ quaedam
folhados de carne ⇉ dubium
sopa de lentilhas ⇉ quaedam
tarte de amêndoas ⇉ ipsum bonum
folhados de carne ⇉ dubium
sopa de lentilhas ⇉ quaedam
tarte de amêndoas ⇉ ipsum bonum
Boas Festas
Estou estreada, em termos de votos de 'Boas Festas' via netes. Boas Festas para vocês também, 'migos. Isso.
sábado, 9 de dezembro de 2017
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