A apresentar mensagens correspondentes à consulta nepalês ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta nepalês ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Tamanhão

Venho por este meio rectificar um erro. Enormíssimo, claro. Era eu anunciando ao mundo que o novo nepalês da frutaria era nepalês mas pois pois que não. Um dia, à conta de lá me ter ido aviar em dia de o televisor estar a transmitir um jogo do Mundial, pus-me a pensar se o Nepal estará entre os participantes e perguntei-lhe se ele era nepalês, não fosse não sê-lo, e pois pois que não, é indiano. Entretanto fiquei sabedora de que a India não consta no grupo e agora já só me falta saber se o Nepal também não. Ou se sim. A juntar a esta valente temática deixo foto de lista de compras alheia, cuja vista melhorei com olhos que vos não deixo ver por ora, e sujeito à apreciação das gentes aí desse lado.

sábado, 12 de novembro de 2022

lai lai lai

castanho da Terra, castanho de terra
cogumelos sabem a terra
beterraba idem, e mais, muito mais, mas hoje só cá tenho os cogus
comprei-os ontem lá no nepalês da frutaria, que agora é outro, vai para largos meses, já aqui o havia referido, até, mas vinha agora pôr aqui ao fresco que este também já me acha montes de piada
não querendo que pareça presunção, mas não me libertando da capa, bem sei, certo é que pode, eventualmente, quiçá, porém, ser o riso uma questão de cultura, os nepaleses um povo de riso assaz fácil, as mentes deles abertas à alegria

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Verdes

Fui à frutaria do nepalês e ia já na enga de kiwis, tanto porque sim, como porque me apetecia, como porque queria mudar o paradigma coloral. Pois não, coloral não há. Oh. Todavia fica. Queria mudar de cores, que as melancias já não estão tão boas como tinham vindo a ser e pensei então aderir ao verde. Azar foi que os kiwis estavam de resto, o que me desiludiu. Não sei é se a ilusão pareceu desolação ao nepalês, que o que ele fez para melhorar os meus sentimentos foi dizer 'kiwi não tem, tem abacate', uma solução muito ao jeito do provérbio 'se não há cão caça-se com gato. E pronto, estão então os verdes do título feitos.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Lanchinho

Vim da frutaria do nepalês com um oitavo de melancia a fazer de bandeja e um cacho de bananas apoiado no ombro. Lanchei um dezasseis avo de melancia, há que dividir as posses com o meu colega. Resta portanto o cacho.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Indo eu

Pretendia alcançar a frutaria do nepalês e ia em cantoria baixa e, mas, contente, percorrendo a calçada que mais solas de sapatos meus viu até hoje. Tenho pena que não me lembre qual a melodia que trauteava mas oh, paciência. O certo é que este momento estava a ser tão especial, tão de prazer, entrega e partilha, quando percebi que me cruzava com o cantor. Soubesse eu e tinha ensaiado, oh oh.

terça-feira, 31 de maio de 2022

Férias

Tenho visto o nepalês da frutaria, o dos antigamentes. Dizia-se ele de férias mas, assim, até nem parece. Férias, parece-me, é a gente ausentar-se dias e dias do lugar onde trabalha por estar, precisamente, de férias. De aspecto está este nepalês assemelhado àquele boneco dos pudins, barbicha fina e comprida, longa cabeleira (são rastas, mas oh, é o que é), que o ar oriental já lho notava eu. Não que isto tenha algo a ver com férias, mas. Entretanto percebi que tenho saudades da alegria dele, da gargalhada. Dantes eu mirava as frutas e os legumes e ia debitando pareceres com vozes que eram para mim (o típico falar sozinha, pronto) e ele ia sorrindo, rindo e por aí fora. Então e agora? Agora não. Poi zé.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Graminhas e, malta, o turbante agora é cor de ferrugem.

Trezentos e noventa gramas de maçãs bravo esmolfe
Setecentos e sessenta gramas de maçãs golden
Mil cento e vinte cinco gramas de bananas rosy

E, malta, o turbante do nepalês agora é cor de ferrugem. Antes, não sei se tinha dito, era azul imperial.

sábado, 29 de janeiro de 2022

Graminhas

Mil duzentos e quarenta gramas de maçãs
Setecentos e vinte gramas de dióspiros

O nepalês da frutaria vai de férias para o seu país daqui por uns tempos e anda a ensinar as tarefas a um homem de turbante azul. Estou desejosa que passem muitos dias a ver se o turbante muda de cor.

mas porém e todavia e contudo pode o turbante mudar 
mas porém e todavia e contudo não mudar a cor

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Graminhas de Natal

Duzentos e sessenta gramas de limas
Quatrocentos e quarenta gramas de cebolas
Quatrocentos e sessenta gramas de anonas
Quatrocentos e noventa e cinco gramas de maçãs
Duzentos gramas de alhos
Quatrocentos e noventa e cinco gramas de batatas-doces
Quinhentos e vinte gramas de batatas brancas
Oitocentos e noventa cinco gramas de laranjas
Quatrocentos e quinze gramas de pimentos vermelhos
Quatrocentos e quinze gramas de kiwis

O nepalês da frutaria recomendou °come muito! come muito!°
(recomendação ao quadrado, portanto)

sábado, 6 de novembro de 2021

Chegou a porra do frio

«Tá frio hosse, nom?» Pergunta o nepalês da frutaria como quem comenta. Concordo por boca e ele adianta: «Eu nom gósseta frio. Oh my gooood!» À despedida vota: «Bom quintinho!» Respondo que temos a porta aberta, vamos ter sempre frio. Ele reage comumente: ri. Eu não chego lá, sorrio. Neste post falei bastante pouco. Ressalvo que este diálogo arrepiante não é d' hoje mas d' ontem e por cima disso ponho que a porra do frio também hoje se encontra mui presente na minha pele.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Sonho

Sonhei com o cortar da melancia da maneira tal ou então de outra qualquer. Melancia, melancia, melancia. Gosto de melancia e até já o nepalês da frutaria sabe disso. E note-se que esta parte não é nenhum sonho. Hoje perguntou-me se era o meu almoço ou então o jantar, ao que respondi vir a ser o lanche. Perguntou: «O lanche? Come só fruta?» E eu que sim. Quis ainda saber se não como carne. E eu: «Pouca, muito pouca.» «Pouca? Oh my god!» brincou ele. Não, não sei por que caso ou figura ele pôs a chicha na conversa, mas pronto, ele tem piada, lá isso tem.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Graminhas na barriga

Quando fui para pagar o que comprara no nepalês da frutaria, levantei a camisola porque tinha entalado o porta-moedas com o cós das calças. Estava calor e o suor faria de cola, e fez. Foi aliás o que disse ao nepalês quando ele desatou a rir. Muito riu ele. É de riso fácil, já aqui o tenho dito. Friso bastante esta questão porque não me vejo com graça suficiente para tanta risota. Bem sei que ainda ontem publiquei um vídeo onde me digo engraçada logo no título, e sim, sou, até me faço rir a mim, mas fazer alguém rir presencialmente faz-me duvidar de a vontade ter aparecido por conta de alguma obra gestual, ou vocal, desta que escreve. Já nos vídeos, então sei lá eu, né, não vejo as pessoas a verem os meus vídeos.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Graminhas

O meu colega mostrou-se desejoso de um quarto de melancia e eu dispus-me imediatamente a suprir-lhe a necessidade, pondo-me no encalço de tal coisa. Os graminhas dessa tal coisa foram dois mil novecentos e sessenta e lá vim eu, da frutaria do nepalês ao estaminé, exercitando os bíceps com saber e técnica. Eu e o meu colega rapámos toda a parte vermelha com vontade e prazer. Toda. Num repente conclui-se que cada um de nós comeu um quilo e meio de melancia, mas aprofunda-se a questão e sabe-se que não. Construiria um enunciado, sabendo como. Um dia que me lembre peso as cascas, que vai ter que ser as de uma melancia vindoura, e apuro um rácio.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Graminhas

Comprei uma beterraba com rama, de seu peso: duzentos e sessenta e cinco gramas. Comprei também morangos (quatrocentos e sessenta e cinco gramas) e alperces (duzentos e oitenta e cinco gramas), aos quais me apeteceu chamar cá por dentro 'alpareces' e agora está mesmo a apetecer-me pôr a gireza no blogue. Há dias, ao invés de 'querida', o nepalês da frutaria colocou o 'amor' (tudo explicadinho: chamou-me 'amor') na nossa relação puramente comercial. E eu bem sei que é também uma coisa lisboeta, isto do 'amor', da 'querida' e, até, da 'linda'. Entretanto, mais dias passados, sou tratada por 'princesa'. Não sei é se é uma escala ascendente de atenção e afecto, mas.

sábado, 24 de abril de 2021

Graminhas

Primeiro o nepalês, digo: antes dos graminhas. Ora bem, o nepalês já aprendeu aquele jeitinho lisboeta de tratar a clientela feminina por 'querida'. Embora lho tenha notado há semanas, ainda nada disse acerca. Fica no blogue, já que, aqui, falo, ainda, aos bués. E ai a porra das vírgulas, ah pois é. E agora sim, os graminhas:

quatrocentos e cinquenta e cinco gramas de maçãs
mil cento e quinze gramas de laranjas
duzentos gramas de pimento

domingo, 18 de abril de 2021

Cada nabo, um bolbo

No nepalês da frutaria comprei um grande nabo (quatrocentos e oitenta e cinco graminhas) e horas depois deu-se a casualidade de ler um artigo que em parte diz que um dos procedimentos para plantar nabos é tirar-lhes a rama porque as folhas já crescidas coíbem o aparecimento das novas. Que giro, tímidas, as folhinhas. Não sei se já havia reparado que as folhinhas podem ser tímidas, mas, seja lá como for, neste preciso momento está a parecer-me uma completa novidade, um caso bonito e nada perdido, logo que se corte as folhas encorpadas. Enfim, os mortos dão lugar aos vivos, os velhos aos novos, os vistos aos escondidos e afora. E, pois está claro, não havendo humanos mas havendo nabos, coelhos bravos tratariam então deste procedimento. Sim, sim. É que, notem bem: a Terra vive sem os humanos, já o contrário, pois que não se verifica.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Graminhas

O telemóvel do nepalês da frutaria emitia anúncios em inglês e ouvi a palavra 'pilow' metida aqui e ali. 'I want my pilow' ou 'get your pilow' ou lá que era. Ri-me da abundância e contagiei o nepalês. Presumo que ele sabe traduzir tão bem a pilow para a sua língua como eu para a minha mas, porém e contudo, presumo também que desconheça o trajecto nepalês → português e, cheia de atenções sinceras, revelei: «Em português, pilow é almofada.» Repetiu: «Al-mó-fá-dá.» Repeti, por minha vez, não só para o corrigir como para marcar na sua memória a parte fono-não-sei-quê da almofada. Repetiu, ainda, melhorando. Não é a primeira vez que lhe mostro traduções não solicitadas, nem me proponho para que tenha sido a última. Não é a primeira vez que, no seguimento de uma qualquer dianteira que eu tome, logo me ponha sozinha, tampouco aqui me proponho para que seja a última. Pus-me então sozinha e dispus-me a pensar na 'montagem' da almofada, decidindo-me por: pouso a cabeça e deixo a alma com a fada. Se pensar no pousar da cabeça para dormir, então a ideia fica a modos que com textura e sabor agradáveis. De nada, ora essa. E boa noite, já agora.

mil quatrocentos e quarenta e cinco laranjas
seiscentos e cinquenta gramas de batatas-doces
novecentos e cinco gramas de bananas
oitocentos e cinco gramas de cenouras
novecentos e cinquenta gramas de maçãs
duzentos e setenta gramas de abacate (singular, por ser um)

segunda-feira, 8 de março de 2021

Cortes & Graminhas

Enquanto cirandava pela frutaria, afastei tantas vezes a franja dos olhos que o nepalês me aconselhou fazer um corte de cabelo igual ao dele, o qual, se não é pente zero, não está nada longe. Revelei-lhe que às vezes penso nisso e que um dia ainda hei-de mandar fazer uma cabeça assim, que há-de ser um descanso. Dantes o nepalês tinha rastas e, ouvi o Xano contar que 'foi o médico que o mandou tirar aquela merda, estava a pô-lo cheio de doenças'. Bom, eu cá, em cabeça de rastas é que me não vejo, não.

mil quatrocentos e trinta e cinco gramas de laranjas
mil setecentos e setenta e cinco gramas de maçãs
oitocentos e sessenta gramas de bananas
cento e quarenta e cinco gramas de cogumelos
seiscentos e quarenta gramas de cebolas