quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Eis-me de manhãzinha






Onde é que eu estou, onde é que eu estou, onde é que eu estou?

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Junto à praça do Chile, em Lisboa, óié.







terça-feira, 8 de agosto de 2017

foto d' eu a tirar foto d' eu

Estou habituada a um pátio para tirar fotografias

Abraço

A mulher do longo abraço que demos agarrou no martelo e com saudosismo disse assim:

Olha!, este martelo ainda martela?

Tu gostas?

Este é um post dos não-gosto dos ricos filhos/rica nora/futuro rico genro em termos de comidinhas doces cá das minhas, seja cremes de colher, bolos e tortas. É que não há meio de fixá-los, pá... Aproveitando o post vou colocar na mesma lista, não só o que eles realmente não gostam, como aqueles alimentos que, não lhes sendo insuportáveis, são-lhes dispensáveis. É que, juntando tudo, ficava uma divulgação confusa. Quem sabe, num dia em que eu tenha vagar para posts confusos (ah ah, até parece que não os ponho aqui todos os dias, ah ah).

A rica filha não gosta de:
coco ralado
frutos secos

O rico filho não gosta de:
limão
fruta em pedaços
frutos desidratados

Rica nora não gosta de:
chocolate escuro
bolo de bolacha

Futuro rico genro não gosta de:
… hum, eh pá, ainda não cheguei lá, até agora tem sido de boa boca, ou então ainda não lidámos o suficiente para ele deixar o 'parece mal dizer que não' de lado.

Divisão

Balouço:
Umas pessoas gostam
Outras não

+

E mais???

…

+++

...

???

Mais nada.

Olá darlingues!

Venho comunicar-vos que fui convidada e estou apta e fui convidada porque me consideraram apta e, portanto, apta estou a publicar coisinhas e coisinhazinhas em blogue alheio, o que é como quem diz: ser participante em blogue que não criei, o que é como quem diz: nunca tal aconteceu na minha vida.

Até agora só participei uma vez, copiando deste blogue um pensamento, que não passa de uma dúvida que tenho e que persiste, vai daí ocorreu-me que poderia quiçá por ventura eventualmente despertar colaboração dos leitores de lá. Mas não. Em querendo, é ver aqui, ó.

Eis-me de manhãzinha

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

De quando eu lia, e era uma leitora do caraças

Mais do que para passar o tempo, mais do que tentar esquecer que me encontro num lugar que não suporto, mais do que rebuscar o amor na impessoalidade dos objetos, aqueles meus posts em que me ponho a enumerar freneticamente o recheio da minha secretária, aqueles em que registo as faltas da minha despensa, ou os planos doces para o fim-de-semana e ainda todo um rol de minudências que aponto diariamente, servem, mais conscientemente do que quero e preciso, para ver até que ponto alguém se mantém na disposição de ler este blogue.

Geralmente não me dou ao trabalho de encontrar encaixes entre episódios da minha vida e motivos para isto ou aquilo ter acontecido como aconteceu, sou mais de deixar a vida fluir porque entendo que só assim sucede o inesperável, portanto é particularmente interessante que as frases que apresento a seguir (do livro do momento, 'Olhos verdes', Luísa Costa Gomes, páginas 112 e 120 respetivamente) tenham sido encontradas não muito depois de ter escrito o texto acima.

«O que se seguiu nem é preciso contar em pormenor.»
«Se era isto verdade ou ilusão, o futuro o dirá.»




|5 novembro 2015|




De quando eu lia, e não era lá grande leitora...

Não posso dizer que esteja a adorar o livro do momento (Olhos Verdes, Luísa Costa Gomes). Os personagens são estranhos, o tema é turvo, não incide, anda ali de roda do misticismo, lago onde, como se sabe, não há clareza. Mas gosto de o ler, e empolga-me qualquer coisa, só não sei claramente porquê. Lá está, claramente. Posso clarificar a coisa indo buscar a ideia ah e tal a autora escreve diferentemente, tem uma marca própria, que não se aparenta nada com a minha, e a impressão que me faz ler livros que parece eu a ditar-me coisas, oh caraças. Se calhar é por aí, isso de gostar de ler este livro. Mas não sei, ok, não sei.
Das quarenta e uma páginas do capítulo quinto não li senão duas e pouco, raríssimas vezes deixei que tal coisa acontecesse em alguma das minhas leituras. Mas foi o que aconteceu hoje, teve de ser, era aborrecido por demais, percebo que era preciso, funciona assim como uma achega ao tema com base numa personalidade que escreveu e viveu umas coisas, ou viveu e escreveu umas coisas, deve ser antes isso. O que acontece é que eu tendo saltado trinta e tal páginas encontro-me a pouquíssimas do fim da leitura.



|11 novembro 2015|


domingo, 6 de agosto de 2017

corzinha azul



isto aqui é um viva!





... mas ao contrário
é para aí um mergulho, vá
tipo assim eu a mergulhar no que escrevo
já que por ora está tudo pra baixo daqui, sabem?
se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma

...

não te magoa, a solidão da obra criativa?

entretanto




entretanto fui dar com isto:



é clique pra ter 3 anos, 9 meses e 9 dias

Em conclusão

Estive a ler uma entrevista à escritora Maria Teresa Horta, curiosa por tê-la visto citada no blogue 'Um Jeito Manso'. Com este trecho:

Em “Poesis” escreve: “Eu sou a minha poesia.”
Sim, eu sou a minha poesia, sou exatamente a minha poesia. Não faço o género da escritora que diz: “Ah, eu escrevo, mas é um sofrimento...” Não, é uma alegria.

... Concluí e retive, principalmente, isto:

sofro quando escrevo e alegro-me, também, a escrever


|não tem, portanto, nada a ver com eu|
|e era eu acrescentar horrivelmente ao sofro e tristemente ao alegro-me e eu atingiria um píncaro montes de idiota, eu|

tenho bolo



está bonito e já tirei foto, ó:










... e nada de corzinhas rebuscadas, a foto é virgem



estragadona

levei a lavar na máquina, dentro da mochila do ginásio:

quatro pensos higiénicos
dois tampões
um tubo de creme-pés

neste momento há, portanto, zero disso assim no lugar referido
e a mochila ficou muito bem lavadinha, sim

Manhã

São sete horas: olá nuvens, tudo vem com vocês?
Hoje são pequenas e transparentes, deixam ver o céu por entre, e o vento não é assim lá muito.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ca fotos mai lindas...!






Pronto, são assim para o escurinho para vos desejar uma boa noite.



Riqueza minha

Como nunca fui tão rica como hoje, comprei uma posta de espadarte e dois lombinhos de salmão. Estão agora ao lume, não sem antes ter feito uma boa base de legumes estufados, dentre eles: funcho e abóbora. A cozinha de tacho assenta sobre uma equivalência mas ao contrário... pronto, quero eu dizer que idealmente o que a gente tem a fazer é juntar sabores e texturas desiguais.
Ai o funcho é crocante e intenso?
Ai a abóbora é adocicada e permeável?
Juntemos-los!



Está tudo ao lume.



Daqui a nada dou-vos fotos, que é o que me resta deste dia especial, está bem? Vai ter que estar, 'migos, vai ter que estar.




Sabem aquelas pessoas

Sabem aquelas pessoas muito arrumadas por casa, tão arrumadas que as toalhas de rosto/banho são guardadas com dobras perfeitas e não sem antes terem sido meticulosamente passadas a ferro?





















Não encaixo.





Sala de cinema

Foi estranho estar numa reunião profissional onde em tempos vi filmes num grande ecrã, fui a festas escolares dos ricos filhos e assisti a cultos religiosos. Muito estranho.

Du céo

De manhã, sete e meia:
Olá, nuvens, tudo bem com vocês?, acho que sim, estão a mover-se...

|estava um ventinho bom|

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

por fazer

foto ao estojo metálico
foto ao coração na calçada
vídeo dos dispensáveis de cozinha
vídeo dos indispensáveis de cozinha

deste feitio tenho muitas, deste verde é que não

ó pá tóin xiru!

Planeando o fim-de-semana

Não sei o que fazer no próximo fim-de-semana, daí vir para aqui escrever planos inexistentes. Nestas semanas assim, a primeira ideia que se me chega é:

boa!, se não tenho planos posso fazer qualquer coisa!, iei!

É um facto que o vazio é para preencher e há pouca coisa tão boa – boa! - como preencher espaços que se tem, sejam lá de que ordem forem, o que significa, então, que vou fazer qualquer coisa e muito boa.

foto d' eu a tirar uma foto d' eu

terça-feira, 1 de agosto de 2017

&

Menopausa

A menopausa é deixar de ser bonita. Por mais que as boas línguas apregoem, veementemente, que a beleza irradia da parte de dentro, contagiando a parte de fora... Não.
… E que vou, todavia, continuar bonita, bastando-me ser um ser bonito... Não.
As boas línguas querem ver beleza. Escavando, é a beleza que conta.



dois pontos

no blogue e na vida:
fui ficando

Ó Gina, és boa naquilo que fazes?

Não, fiquei momentaneamente desmemoriada do código do petróleo de litro.

musical

larilolela, um som que é dela

Amizade


No sentido do desabafo, a amizade não é plenamente praticável.

Foco

Estive a observar um foco de luz daqueles de pisar. Quero eu dizer que pisamos quando apagados, já que, quando e se acesos, a gente passa de largo, oh que impressão pôr o pézinho em cima de uma luz. O foco estava apagado, era dia, sol aberto, alto, e considerei incrível e bom as bolhas de água que havia por baixo do vidro do foco. A luz aquece o lugar, o ar rareia, quer sair, não sai, faz bolhas de água. O que era ar agora é água. Foco. Sufoco. Hum... A pessoa quer sair de baixo da luz.

sufoco
debaixo
de
um
foco

Costume

Há tempo para escrever as merdas do costume, que é esse o meu costume – escrever as merdas do costume é o meu costume.

Doente

Estou doente, estou doente também em casa, ou não estaria doente, mas não há dúvida de que em casa estou menos doente. A ver se escrevo doente com letra muito bonita, ó:





Estou em casa, estou doente.
Isto é porque estou doente, né?
Se estou doente é porque estou doente.
Estou no estaminé, estou doente.

Dependência

Tenho de visitar a senhora doutora antes que se me acabe a droga. Pois. Não vá eu entrar em défice cerebral, nervoso, cognitivo, físico. Caramba, as merdas que podem acontecer. Não sei escrever. Não sei se a forma verbal do verbo poder é como escrevi (podem) ou então diferente (pode). É que 'as merdas' é plural, logo: podem acontecer, mas, se é para dar a primazia ao acontecer?, aí aplicar-se-á o singular. Não sei escrever. É que escrever assim, umas coisinhas, escrever por escrever, ó pá, está bem, sei, mas assim estas coisinhas técnicas é que não. Vou escrevendo, vá.
E vinha eu escrever sem saber o que escrever, muito embora não tenha escrito isso ao início, mas era esse o sentimento, e, vai daí, pus-me a escrever sobre escrever. Posso não saber nada sobre escrever... aliás: não sei, mas sei o que sinto e o que sou enquanto escrevo.

Anos

Anos que passam por sobre mim, habituaram-me a mim mesma, sem contudo aceitar-me por inteiro. Creio que jamais poderei aceitar-me toda, onde ficam as questões que não abonam a minha existência?

Uma coisa que

Uma coisa que eu acho que tu devias escrever era uma perguntinha aos leitores, olhem lá, escolham um tema por entre
o meu novo creme de rosto
e
a minha tendência para o suicídio

Gosto do creme novo que tenho tenho usado nos últimos tempos, há para aí um mês ou dois, sei lá, é doce, como já referi no blogue. Entretanto havia comprado também o contorno dos olhos da mesma linha. Não é doce. Aliás: sei lá se é doce, a língua não me chega aos papos. Faz comichão, mas isso é marca minha, não há porra de creme nenhum que não me dê comichão.

Perceberam que mudei de lugar?
Pois é.
Quando eu morrer vêm todos e todos e todos ler e vai parecer-vos que eu estava a falar com vocês.
E estava.
E estou.

Não é narcisismo, é arte

Lixo

Marió pediu-me um lixo para pensamentos maus. Pensei logo neste:





É lançamento difícil, pelo tamanhinho do recipiente, que mais não tem do que dois centímetros de diâmetro, e pelo tamanhão dos pensamentos, que medem bem mais que isso.

Isto aqui é tipo assim rodelas que saem da madeira que é cortada com uma broca craneana de vinte e nove milímetros, acerca das quais o meu colega diz «gosto tanto do cheiro que deitam estes pedaços de madeira, cheira mesmo a pinho»

(e cheira, oh se chaeira)

Todavia

Agora que não estão bonitos, gosto todavia de ver os girassóis que quase galgam o muro. Gostarei eu de, não estando todavia bonitos, vê-los preparando o salto? Decerto. Gostei dos girassóis quando eram bonitos. Gosto dos girassóis secos. E bonitos, afinal: bonitos. Gosto de os ver espreitar. Não gosto de imaginar que querem sair dali e não são capazes. Gosto de perceber que eles não querem sair porque não sabem que querem sair e que não querem porque não sabem o verbo querer e o verbo saber. Desconhecem. Eles até desconhecem o verbo desconhecer. Eu até curtia estar enganada e desconhecer o que os girassóis conhecem, porque, na verdade, nem os girassóis desconhecem, porque não conhecem, nem eu conheço, porque desconheço o que eles desconhecem. Mas acho-os

todavia

bonitos.

Dias de um Ginásio

Duas coisas que faço extremamente bem nas aulas de Pilates:

1. encher a barriga de ar, tanto e tanto até parecer um barril

2. olhar para o umbigo




(tnst, aeue)



Qualidade sem preço, que lho cortei

… Fossem todas iguais, e...?

Lanchinho

...

Obituário

não, não é a minha tartaruga, é um objeto que anda no estaminé 
O mês terminou ontem, bem como a minha tartaruga. E não é que o Luís foi dar com a bichinha inerte, luzidia e fedorenta? É. Deu pena, tadita, estava há vinte anos, dez meses e dezasseis dias connosco. Não é que lhe tivesse um amor desmesurado, sequer qualquer forma de carinho mais - ou menos, quero eu dizer menos- intenso, deu-me pena do bichinho abalar de casa. Morto. Ó pá... Agora é pôr – também – no lixo o aquário rudimentar que lhe servia de casa quase desde sempre, e aproveitar o cantinho para outra coisa. Cá pra mim é ali que vou passar a pousar a mala, aquando da chegada a casa. E olhem que sinto a ausência do bicho.