domingo, 21 de abril de 2019

sábado, 20 de abril de 2019

Clipe número 1

Rasguei da revista todas as folhas que contêm as receitas que quero experimentar. Dobrei cada folha em quatro. Notei que os nomes das receitas se posicionavam em maneiras de serem lidos sem ter que as desdobrar. Juntei-as com um clipe giríssimo que é um 1. As receitas são:

Pão-de-Ló Integral
Empada de Pato
Quiche de Salmão e Bimi
Pão de Trigo Sarraceno
Bolo de Noz e Maçã com Creme de Ovos
Mousse de Morango
Suspiros de Gelatina

Entretanto faço mais um registo porque o registo acima estava rascunhado: é que entretanto já experimentei o Pão de Trigo Sarraceno e só não digo que ficou uma merda porque não gosto de falar assim da comida. Mas olhem que ficou. E eu até considero desrespeitoso relacionar as coisas da boca com as do cu de maneira tão devassa mas é que. É que sabe mal, o pão. Na boca, quero eu dizer. Porra pá, quase dá vontade de bradar por socorro. Não façam. Deixem estar a farinha de trigo sarraceno, deixem-na estar.

Ovos de Páscoa e de Chocolate



Bom dia!


O vento mais a favor do que nunca
A nespereira com folhas novas
O portão vermelho mais esbatido
O café tão saboroso quanto sempre

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Restos mortais





Chamar restos mortais a este post, não só tem a ver com o motivo da fotografia, como com o dia em que estamos. E, antes que no futuro eu não malembre ca porra é esta que registo, hoje é Sexta-feira Santa. De nada, ora essa, ó eu mesma. Ah, já agora, registar, também, ca porra é a caparece na foto é, também, melhor: caroço e pedúnculo de tâmara. De nada, então. Mesmo.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Pen da Gina

Pen da Gina era como se chamava a pen que hoje se desmanchou em pedaços. Já sem a carcaça, inseri-a na ranhura para lhe sugar a informação contida e que era referente ao velho estaminé, coisas que é preciso manter guardadas, não vá haver necessidade de. Bom, à parte isto, era também a pen que eu usava para levar os escritos do dia para publicar no blogue à noite. Sim, a minha vida foi, é e será uma mistura de pessoal com profissional.

Post atrasado

Ontem a senhora do Banco, a que é do mais carismático que conheço, despediu-se-me assim:
Amiga, amanhã é até ao meio-dia.
Pronto, é assim a vida, né? Uns descansam porque é quinta-feira antes da Páscoa – não sei é chamada de Santa ou assim, não lamento não saber, antes lamento se deste não-saber de mim avança um melindre e que acerte em alguém – e o melhor é avisar os pobres que não.


Que não estamos a trabalhar.


quarta-feira, 17 de abril de 2019

Os últimos

O que aumenta consideravelmente com a chuva?
As filas no Banco
Os sons
A humidade
Decerto ninguém lembraria esta última.
Uma senhora na fila tinha um chapéu-de-chuva com o mesmo padrão que o meu, só por dizer que era um daqueles gigantescos, um daqueles que se fosse para eu andar debaixo dele... Coiso. Ia molhar a cabeça. Passados instantes desta conclusão, notei uma outra senhora com uma gabardine do mesmo padrão. Que giro. Há até um nome para aquele quadriculado. Vou pesquisar. Já fui, é xadrez burberry. Bendito glossário a que chamamos Internet. Pode até ser tudo mentira, mas. Mas não é a última.

Na última vez que aqui estive o sol dava-se a ver. Sentei-me num dos bancos que está na praça mai linda de Lisboa. Não me lembro qual o nome que em tempos lhe dei mas sei que é o último, aquele que está sempre à sombra. Quero dizer, à minha hora está.
Então e o poeta e mais não sei quê, já as folhinhas das outras árvores o tapavam?
Não. Não tapavam nem tapam.

Logo que vi a geringonça pousada no chão achei que era um banco de engraxador. Minutos depois percebi que era uma roçadora. As ervinhas da praça mai linda de Lisboa vão desaparecer todinhas. A propósito, junto à entrada de uma das lojas da avenida, a dona andava a retirar todas as ervinhas, como se estas fossem de má índole. Eu já tenho olhado para as da entrada do meu estaminé mas não me atrevo a eliminá-las, e nem é por as considerar más pessoas, nem nada disso. Sim, bem sei que ervas não são pessoas mas acho-as um bocado parecidas.

A árvore amarela tem cada vez mais folhinhas. Tanto é que já tem tantas... Se fosse uma pessoa, digo em termos de idade, a árvore amarela era para andar aí pela adolescência, lá para o mês que vem debutaria, ou coisa assim.

Último item. Lamento que nem todos contenham a ideia 'último', que assim sim, faria jus ao título que escolhi para este post, quando a sua construção ia a dois terços. Mas olhem, não é a última vez que escrevo coisas com lamentos, lá isso não, que amanhã cá tornarei.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Supermercado

Tudo quanto seja frutas e legumes a granel, é pesado pela caixeira. É obviamente necessário que saibam identificar os produtos, quando não...

Diga-me só o que é isto, perguntou a menina.
Espinafres, respondi simplesmente.

Albernoa às cores

Entradas, 14 de abril de 2019

crateras
vales

preto & branco
[ah, quão original fui ao ter-me lembrado de chamar preto & branco a este post]



Bom dia!
(era 23 de março e só hoje foi para o ar, tanto no blogue como no canal)



Bom dia!

Os óculos quase ficaram vermelhos.
Quase. Nada a ver, na verdade.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Efeméride com o registo em atraso



Pus-me em filtro para registar
os 13 anos de blogosfera que completei ontem.
Ainda pensei, pela primeira vez,
não assinalar esta efeméride mas,
como se percebe, não passei de largo,
ainda que tenha passado um dia...
ou umas horas, vá, sobre a data precisa.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

As minhas desculpas


… Desculpa, também, se repito o que ouves com a regularidade dos tiquetaques

Cortinado

No outro dia ouvi a pergunta «Então, já descortinou o cortinado?» e eu que «Sim, já está mais um bocadinho, mas olhe que não é descortinar, é escrutinar, que assim é um trava-línguas mais intenso.»
Observar as flores, numa próxima vez, registei mentalmente. Há muitos tipos de flores no tal cortinado que tenho vindo a escrutinar, concluí. No dia a isso destinado só memorizei que há flores em tamanhos vários, cujas pétalas terminam em bico. Talvez queriam imitar a forma das túlipas, vá.
Vai ser difícil continuar com este escrutínio. Por um lado, não sei se volto ao lugar de observação, por outro, estou cansada do tema e quando assim é apaga-se-me os modos de escrever.