segunda-feira, 14 de novembro de 2016
As horas que são
São quinze e dezasseis. Só agora passa na rua o barbeiro simpático. Vai muito atrasado, 'migo, ai-vai-vai. E, sendo assim, eu já recolhida no estaminé, nada de 'boa-tarde, minha senhora, como está'.
Lugar (que também pode ser) da musa
Quase não via as septuagenárias hoje. Era eu a sair e duas delas a entrar, a da camisola e a da cicatriz. Faltava portanto a da novela. Concordo com a sábia conclusão que qualquer leitor deste blogue tirará: atrasara-se. É.
Ando para aqui a pensar se elas, as septuagenárias, seriam mesmo quatro, isto aquando do verão, é que não malembra mesmomesmomesmo da cara da quarta septuagenária. Se não malembra da cara, nem de característica alguma, não vou descobrir-lhe um cognome sem que a veja.
Não vão já
Não vão já embora, fiquem para ver a caligrafia do rico filho. Oh que saudades, longe vai o tempo dos recadinhos entre nós, ainda sem canetas verdes nas nossas vidas.
Ela escreve a verde
O mês vai para a meio e ainda não atualizei a questão belamente-bela. Para já, registo-a porque sim. Para depois, registo-a porque esta é a derradeira oportunidade de o mundo inteiro ver o que escrevi a verde, mesmo não sendo esta a última vez que escrevi a verde. De nada, ora essa. Acho que vou pedir uma canetazinha verdezinha ao homem das janelas minhas. Hum.
Amigo
Amigo novo: pupururu-furupu. O sipipu não me tem dado atenção, de maneiras que arranjei outro. Arranjar amigos que não tenham vontade própria é do melhor que há, e este amiguinho é tipo um cão. Aliás, este aqui foi a minha cadela que mo apresentou, só por aí, já se vê.
Dos vídeos
Há para aí uma semana ou duas recebi um comentário inquiridor naquele meu vídeo onde preparo leite-creme. A pessoa queria saber se o (meu...?) creme de pasteleiro serve para cobrir ou rechear um bolo.
Fiquei naquela tipo assim: hum, tipo ok, vá, tipo... isto não será tipo engano...?!
Não era nada, ora essa, era claramente uma espectadora querendo saber se o (meu?!) creme de pasteleiro serve para isto e para aquilo. Claro que era. Não sei se era, ó pá então eu sei lá! Tenho dúvidas. Acho demasiado e, como sou pobre, desconfio.
Dos vídeos
Ao momento tenho 31 subscritores no meu canal do Youtube. Portanto: estou metida num 31. Há subscritores que não se deixam ver, o Youtube (bem como o Blogspot) dá hipótese de não se mostrar que se gosta ou que se vê os vídeos, bastando escolher essa opção. Não há muito tempo que percebi que eu própria tomei essa opção no Youtube, e tomei-a porque, assim, quem aceder ao meu canal vê somente a correnteza dos meus vídeos e não uma mistura de vídeos próprios com vídeos doutros em que eu tenha clicado um 'gosto'. Mas tenho 31 subscritores. É. Este trigésmo primeiro chegou-se-me ontem à noite – por falar nisso: ontem à noite, domingo, voltei a não pintar as unhas, desculpem lá, ó pá, não sei o que fazer, tenho a vida desfeitinha... – enquanto me divertia pelas netes. Quando a pessoa aterrou no meu canal e fez o clique no retângulozinho vermelho de letrinhas brancas, a coluna de som do pêcê fez buóque, igualzinho ao som do telemóvel daquela senhora que estava na fila comigo à frente dela – buóque, buóque, buóque, fazia o coiso dela. Mas o novo subscritor. Ora acontece que este subscritor consegue-se ver, sim senhores, é um daqueles youtubers que apresenta somente as suas preferências e as suas subscrições e os seus 'gostos', ou seja: não tem vídeos próprios. Entretanto, cuscando profundamente, notei que subscreveu canais que na maioria são de culinária, o que me espanta, pois se o meu canal é tão variado como o meu pensamento, como pode ser isso? Mas então eis que espanto o espanto logo a seguir, afinal tenho muitos vídeos alusivos à confeção de comida, poucos são os vídeos onde preparo receitas, sim senhores, mas a falar de comida, do que confecionei e de como confecionei e considerações daí advindas, de impressões acerca de utensílios, ui, são aos montes. Sê bem-vindo, 'migo. Sim, já pensei por diversas vezes dar as boas-vindas aos subscritores, mandando mesñsagem e isso assim, mas dá-me sempre vergonha, há grande hipótese de ficar fixada na mente dessas pessoas uma imagem de mim como que nhanhanha e nhanhanha e nhanhanha.
As fotos do fim-de-semana
Venho dizer do fim-de-semana. No sábado, quando saí, logo de manhãzinha, lembrei-me de levar a máquina fotográfica não tão espectacular assim, por modo a tirar fotos, que tinha saudades do sentir cliquecliqueclique. A ideia primária era depois publicar as fotos no blogue, ainda que fossem dezenas. Tirei efetivamente dezenas, aproveitando as que me pareceram dignas de publicação, número que julgo não chegar às duas dezenas. No domingo aconteceu a mesmíssima coisa, saí empunhando a máquina, fotos e fotos, dezenas, aí já sobraram várias dezenas depois do apuramento habitual. De tarde saí, fotos, apuramento, não sei se atingi as dezenas.
Depois disto tudo, à noite, conto sessenta e quatro fotos, que carreguei no blogue mas não publiquei nenhuma por não considerar de valor ter uma coluna para aí com um metro de altura no blogue.
Deixo, neste caso, uma reduzida quantidade de fotos, apenas uma de cada dia, com leve descrição logo abaixo. Tudo em poucochinho, portanto.
Foto de sábado
Parei assim que vi a tira de sol por cima da tira de tinta. Quase faz uma cruz. Quase, o interesse pode estar também num quase.
Foto de domingo
Apoiei a mão e gostei de a ver em primero plano, bem como a roupa em segundo e, ainda, o vale em terceiro.
Nota:
Conto que dentre estas dezenas de fotos, apresente ainda algumas, outras, claro está, nos próximos dias.
Foto de sábado
Parei assim que vi a tira de sol por cima da tira de tinta. Quase faz uma cruz. Quase, o interesse pode estar também num quase.
Foto de domingo
Apoiei a mão e gostei de a ver em primero plano, bem como a roupa em segundo e, ainda, o vale em terceiro.
Nota:
Conto que dentre estas dezenas de fotos, apresente ainda algumas, outras, claro está, nos próximos dias.
As horas que são
Dez e quarenta. Uma das maçãs não sei quê que comprei no nepalês da frutaria não sabe a porra nenhuma. O aspeto da casca não falou comigo e devia tê-lo feito.
Primeiro
Bom dia. São dez e três.
Bom dia senhor oculista, sabe que qualquer dia tenho de o visitar, que uma das hastes dos óculos está-se-me a abanar por demais?
Bom dia senhor brasileiro, vem encolhido com frio porque é brasileiro?
Bom dia senhor que trabalha em questões das netes e que possui uma empresa com um nome que não se encontra no mercado, poderia ser doutra maneira?
Bom dia senhor nepalês da frutaria, comprei-lhe mil e quinhentos mililitros de água mineral, setecentos e noventa e cinco gramas de banana, seiscentos e quinze gramas de uva branca, quinhentos e cinco gramas de maçã não sei quê, não foi?
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Último
Usei a estratégia para publicar este como último post, afinal todos reconhecemos que o primeiro (neste caso o último) post é o cartão de visita dum blogue. Por isso cá está então uma foto que tirei às dez e picos da manhã, no lugar escondido, tendo como primeiro plano as plantas que nasceram este outono e que já registei num outro post. Ora então, e antes de mais, vamos à foto d' hoje:
E agora vamos ver como as plantas estavam mais baixinhas há dias:
Grande interesse
Interessa-me que vou no novecentos e cinquenta e seis daquele bloco especial. Interessa-me para muitas coisas. Interessa-me para saber que já dei conta de vinte folhinhazinhas do bloquinho rudimentar. Interessa-me que me falta inutilizar, ainda, trezentas e oitenta folhinhazinhas. Interessa-me para eu parecer uma pessoa muito ajuizada porque geralmente tenho dificuldade nisso. Olha a ironia, não a deixes escapar. Interessa-me para comprovar que escrevo muito porque geralmente tenho dificuldade em arranjar assuntos. Olha a ironia, não a deixes escapar.
Sonho
Há pessoas que passam despercebidas. No outro dia sonhei que alguém me dizia que escondo a minha personalidade e que é por isso que as pessoas não gostam de mim. É sonho.
Ai o amor...
O amor é egoísta. Idem para o abraço, a carícia e o beijo. Isto se o desejo partir de mim. Posso contudo escutar o avesso da questão. Depois já todos sabemos o que acontece, mas eu registo na mesma:
em modo fofinho acontece aconchego, partilha e cumplicidade
em modo abrutalhado acontece calor, mistura e explosão um bocado molhada
Dois verbos
O falar com o ouvir não se dão lá muito bem, é que nunca em simultâneo, pá. Quero eu dizer que não coabitam pacificamente.
A mulher exagerada
Estar triste sem saber porquê é também costume da mulher exagerada. A voz exterior diz-lhe que não ligue e a voz interior responde que não liga, não, ligando estaria no manicómio ou então no cemitério.
pessoas
acho mal que algumas pessoas não queiram
ou então não deixem
as pessoas chorar por si
se afinal o que as pessoas mais querem
é que as pessoas se preocupem com as pessoas
ou então não deixem
as pessoas chorar por si
se afinal o que as pessoas mais querem
é que as pessoas se preocupem com as pessoas
Afazeres comestíveis para o fim-de-semana
Tenho montes de receitas para experimentar este fim-de-semana.
Bolo de marmelada
Quero fazer bolo de marmelada, copiando a receita da revista Continente Magazine do mês passado, aproveitando ainda a marmelada que a dona Madalena me ofereceu com tanto gosto. Sim, eu também fiz marmelada, como já referi há dias, mas, tal como referi há dias (ai, redundância, já pequei na escrita...), ficou-me assim muito mole e tal, de maneiras que, para a receita em questão, não vai dar, que a marmelada é para colocar aos cubinhos por cima do bolo, quando na forma e imediatamente antes de entrar no forno.
Sumo de ananás e pêra, com hortelã
Quero fazer sumo de ananás e pêra, aromatizado com hortelã. Lembrei-me até de fazer gelatina ao invés de sumo, afinal tenho em casa o tal do agar-agar, que urge usar devido à longevidade, mas depois logo vejo.
Salada quente
Quero fazer uma salada quente que contém batata-doce, grão e espinafres. É sempre bem-vindo um acompanhamento diferente, se ademais o outono o que pede é comida quente e reconfortante.
Costeletas com ananás
Quero fazer costeletas com ananás, grelhados. Tudo bem, é comida de verão, mas é tão bom. Posso ir mais longe e fazer um arroz de coco, até comprei uma caixinha com pedaços de coco e tudo. Esta ideia surgiu-me aquando da preparação deste post.
Faltas de supermercado
Acabei por ir ontem às compras, portanto a foto que mostro abaixo acaba por não corresponder à verdade do momento. Mas, tanto queria mostrar ao mundo inteiro os meus rabiscos coloridos, que tirei uma foto antes de atualizar a lista. E agora vou divulgar somente o que afinal não comprei:
frutos vermelhos
spray limpa-móveis
nachos
abacate
cebola roxa
farinha (saco 5 kg)
agrião
Os frutos vermelhos não comprei porque o que não me falta na despensa é itens aptos a resultarem em doces e/ou bolos extremamente saborosos, já para não falar das caixinhas de framboesas, que ao momento são nove, de cento e vinte e cinco gramas cada uma.
O spray limpa-móveis não comprei porque ainda tenho um restinho. O que se passa para figurar nas faltas, uma vez que tenho um restinho, é isso mesmo, o restinho, ora se é um restinho, está de resto e, se está de resto, um dia acaba, de maneiras que fica mas é já nas faltas.
Os nachos não comprei porque os nachos são para outro fim-de-semana qualquer que não o próximo. Pronto, é assim: em casa anda-se com vontade de os morder, mas acontece que ou não está um ou não está outro e os nachos é coisa boa para comer quando há muita gente, vai daí, olhem, fica para a próxima semana, quem sabe. Já agora fica neste parágrafo o abacate e a cebola roxa, que aparecem na lista por conta dos nachos.
A farinha não comprei porque não havia a farinha em sacos de cinco quilos da marca que costumo comprar, então comprei um quilinho e pronto. Gosto de comprar a farinha às sacadas porque uso muito, principalmente desde que me meti naquela coisa a que chamo o-pão-faço-eu-mesma. Mas, seja lá como for, comprar farinha às sacadas é um modo eficaz de alimentar a minha bruteza e amenizar a ideia da mesma. Sei que esta questão é complicada de perceber, explicá-la-ia até me derreter toda eu no teclado, mas este não é um post sentimentalóide.
O agrião não comprei porque comprei os espinafres. Era-me necessário um legume de folha verde e macia, aliás: vai-me ser necessário um desses legumes para fazer um acompanhamento este fim-de-semana.
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