sábado, 11 de fevereiro de 2017

Primeiro

Boa noite. São vinte e dois.
Tenho a receita do bolo-rei a postos para passar ao blogue. Mas antes, as fotos que lhe pertencem.




Ora bem, então é assim: já falei no blogue acerca deste bolo uma catrefada de vezes e blás, e que é rápido de fazer e que é muito bom e que faz lembrar realmente o sabor do bolo-rei tradicional e que em textura não é igual mas. Copiei então daqui e fiz assim:


Bolo-rei rápido

350 gramas de farinha
30 gramas de açúcar
80 gramas de manteiga derretida
250 gramas de iogurte natural
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de vinho do Porto
1 limão (raspa)
1 laranja (raspa)
200 gramas de um mistura de frutos secos e frutas cristalizadas a gosto

Juntar todos os ingredientes numa taça e misturar só até formar uma bola. Passar a massa para um tabuleiro forrado com papel vegetal e moldá-la com a forma de bolo-rei. Pincelar com ovo batido e levar ao forno a 180º durante mais ou menos 40 minutos, ou até ficar dourado.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Algures

Hum, não sou lá muito grafómana, não, no estaminé tenho sempre a caneta perdida.

ok, vá, eu sou grafómana, mas...

Recheio

E agora, nada como tratar de estender todo o recheio do estojo metálico.
Botões dourados
Como foi aqui que os despreguei da camisola bórdô às bolinhas brancas, foi aqui que ficaram. Vinham pregados junto ao cotovelo, havia também uma tira de tecido que saía dali e se abotoava ao botão, transformando assim as mangas compridas em mangas a três quartos. Nunca uso as mangas assim, sei lá, não me dá jeito, ou está demasiado frio ou demasiado calor, e foi por isso que despreguei os botões. Tratei disso aqui no estaminé porque comprei a camisola à hora do intervalo grande, logo ao começo do passado outono, e os botões para aqui ficaram. Lembro de fazer um vídeo com a camisola vestida, onde lembrava que vinha aí o frio e anunciava que estava prontíssima para isso porque tinha uma camisola nova.
Tampa caneta
Pertence a uma caneta que veio num grupo delas, acerca das quais já falei várias vezes no blogue, a verde, a vermelha, a azul e a preta, que escrevem grosso e molhado (são de gel). Mas não vieram só essas, vieram por junto duas outras (uma escreve a preto, outra a azul e são de linhagem corrente). A tampa pertence à que escreve a preto. Está partida, a tampa, é que vinha colada à caneta. Enfrentei um problemão, sério, não se movia dali, eu a querer saber se a tinta era da mesma cor da outra, bom, uma demanda do caneco. Não sei quantos dias depois meti-a entre os dentes, coisa que jamais se devia fazer, mas eu fiz, queria tanto desatarrachar a tampa do corpo da caneta, empenhei-me tanto que a parti com os dentes. Depois, como tenho apego aos objetos porque sou um bocado parva, deixei-a ali estar até hoje.
Amostra de pele
É genuína, a amostra, e é de pele genuína, a provar que as últimas botas adquiridas foram fabricadas com aquela pele, que é genuína. E toda eu sou feita de pele genuína. Acho estes pedacinhos interessantes, lembram os tapetes feitos de peles que se retiram do bicho e se deixam curtir. Depois, é ostentá-los assim, rústicos, no chão de uma sala amadeirada e parcamente iluminada. Ok, no parcamente pensei na lareira e coiso, mas sala amadeirada e lareira... hum... torço o nariz e já quase me cheira a queimado. Pronto, quero dizer dentro do estilo rústico, vá, aquelas casas serranas e assim, onde a gente pode até ver os nós nos móveis e chão de madeira.
Lima dobrável; Corta/Puxa peles; Corta-unhas
Nesta parcela de texto trato de três componentes de uma vez por estarem confinados ao mesmo tema. São objetos que se dedicam ao bem estar das mãos. Não. Ao embelezamento das mãos e ao bem estar de toda a extensão da minha pele, que toda ela está sujeita a ser inadvertidamente arranhada. De vez em quando dou-lhes uso e passo a enumerá-los dos mais usados aos menos: corta-unhas; corta/puxa peles; lima dobrável. Só mais uma minudência: o corta/puxa peles, originalmente tinha um tampa em cada extremidade, uma tapava o corta, a outra o puxa, mas como entretanto perdi uma das tampas, agora acontece que tapo a parte do puxa porque dá-me mais vezes vontade de cortar as peles do que de as puxar, então assim já está a jeito de.
Berlinde
Apareceu no chão do estaminé e guardei-o. É tão bonito que não o deito fora. É também perfeitinho, sem mazelas, embora ligeiramente rugoso, quiçá dos trambolhões que deu até chegar aqui. Sou um bocado parva por guardar este berlinde, mas isso, a bem dizer, já está exposto aí acima, e não sou menos parva por escrever posts como este.

Resolução

Não vindo a tempo do tempo das resoluções de ano novo, a verdade é que a este ano ainda só se lhe esgotou pouco mais de um duodécimo (jamais perderia a oportunidade de usar esta palavra longe de assuntos patronais), portanto pumba e coiso, e ademais, como julgo que sabem... não sabem?, ok, tudo bem, gosto de vocês na mesma, ponho neste blogue o que quero e agora quero pôr cá a minha resolução de fim de ano, que consta do seguinte:
A partir de 1 de janeiro último não mais escrevi
dum/a, doutro/a, dalgum/a, dalguém
De certeza que desta não sabiam vocês, mas como sabem... sabem, sabem, sabem que eu gosto de vocês na mesma.
A abolição custou um bocadinho, a bem dizer o pensamento e os dedos ainda escorregam para esses lados, só que não, agora uso
de um/a, de outro/a, de algum/a, de alguém
com a convicção e o prazer de sempre.

Brancura de post, este

Não estou certa por entre coisinhazinhas ou coisazinhas. Inclino-me mais para coisinhazinhas porque estou certa das folhinhazinhas que (sim, ainda) compõem o bloquinho (não, não é bloquinhozinho) rudimentar, o que, vamos lá a ver, copiando a ideia, é coisinhazinhas. E porque não enfiar o livrinhozinho que é a leitura do momento no saquinhozinho branco com cordão e assim fica tudo da mesma corzinha? Vou já tratar disso. Ó Gina, tu leste? Não. Ó Gina, tu tens lido? Sim. Ah, bom, assim está bem. Tu lê mulher, tu lê, olha a tua solidão nos mares das letras. Mais e melhor: no Oceano Literário.

Nota: a leitura do momento é 'Romance de Cordélia', Rosa Lobato de Faria

Lugar (que também pode ser) da musa

Hoje esventrei o pote das bolachas com o olhos. Saem-te lâminas dos olhos, ó Gina? Não, é poesia, 'migos, mera poesia. E não, não foi por gulodice que lancei um atento olhar às bolachas, nada disso, é que me pareceram de plástico, tanto a massa como os smarties e as pepitas de chocolate que lhes colaram antes de entrar no forno elétrico uns parcos três minutos, que a indústria faz render o tempo com mestria e competência, daí o aspeto fabricado. Deu-me vontade de desistir do bolo-rei e fazer bolachas de manteiga, a ver se esqueço a imagem que ainda recordo. Por falar nisso, ainda que nada tenha a ver, o senhor que habitualmente lê o jornal hoje lia uma revista, a Evasões. A postura era porém a mesma, muito compenetrado até ao momento da entrada de alguém no espaço, aí logo levantava o olhar sem desmanchar o ar, mas depressa se fartava de ver a pessoa que chegara e voltava à leitura... como?, isso mesmo, com o ar compenetrado de sempre.

Entretanto

Entretanto, a tarde em pleno nas vidas de toda a gente que mora neste lado do Oceano Atlântico, constato que despachei uma tarefa que não havia colocado na lista. Trata-se da tomada horária, o item que não coloquei na lista. Elencar. Chama-se também elencar a isto de construir um muro de itens escritos assim como que na vertical, portanto também se pode chamar itens escritos assim como que na vertical. Ah... Mas pronto, a tomada horária também já está despachada, só não está na lista. Elencada. Muro de itens escritos assim como que na vertical.

Planeando o fim-de-semana

A comprar, dentre outros géneros:

Coentros
Salsa
Limas
Tomate

Já tenho as batatas-doces, os abacates e as chalotas por modo a preparar uns acepipes do caraças.

Atualização

E pronto, entretanto já esta que escreve neste blogue cumpriu mais umas tarefazinhas. É notar as diferenças, em querendo.



Post retificativo

Ontem levei daqui uma lista espectacular onde constavam as tarefas a realizar no estaminé, sendo que depois fui uma escrevente do caneco, procurando no programa do pêcê do estaminé (este onde escrevo noventa e oito por cento das merdas que apresento no blogue) uma fonte que imprimisse símbolos e assim, isto por querer alindar o meu texto com um 'feito!' em forma de V na linha das tarefas concluídas e um 'não-feito...' em forma de X na linhas das tarefas não concluídas. Vai daí, o dito programa não se deu bem com o senhor Blogspot, desenhando meros quadrados de linhas finas no meu blogue ao invés dos símbolos que eu escolhera. Ora bem, podia ter deixado tudo em rascunho e publicar só hoje o texto e mais não sei o quê mas não quis, assim, quem sabe alguém venha a perguntar:
Eh pá, ó Gina, então que é lá isto, quadradinhos...?
Mas não creio. Então decidi publicar o post na mesma, com quadrados em vez de vês e xises e acabou a conversa. Não acabou nada, ontem à noitinha, aquando da publicação, magiquei logo que havia de fazer a imagem que vem a seguir e agora é que acabou a conversa.


Olá, o meu nome é Gina e eu tenho dois canais no Youtube

Voltei a publicar no meu antigo canal do Youtube. Sabem o que é?, é que percebi que pesquisando Gina G, o Google destaca um vídeo onde retiro géneros do meu frigorífico, o limpo e recoloco tudo lá dentro, não sem ir falando e expondo tudo aquilo em que ponho as mãos. Ok, vá, fiz o vídeo porque quis e a ideia primordial era habituar-me à câmera, mostrando a cara, coisa que até essa data (setembro/2015) pouquísimas vezes tinha feito. De resto, é ver o vídeo que encima agora o meu antigo canal.



Bebida

O nepalês da frutaria perguntou-me o que era ponche e eu fiquei perdida. Não fiquei nada, antes de mais respondi categoricamente que ponche é um licor very sweet, you know?, for ladies...? Ah pois, claro que sabia, como não? E foi então que fiquei a pensar que se o ponche não será antes uma coisa que se põe numa taça enorme, assim like sangria, you know?, e é claro que sabia!, da sangria sabia ele, and then you tiras com a concha, you know? Pronto, foi very nice, oh I'm so cute a dialogar whith the nepalês da frutaria usando o meu inglês incrivelmente bem pronunciado e ao momento deste post não descortinei ainda que tipo de bebida, que sei ser alcoólica, é o ponche.

Pão & Bolo

O senhor padeiro pergunta sempre só um? quando lhe é pedido um de qualquer coisa, seja pão, seja bolo. Pronto, já arranjava outra piada, que o público feminino, dentre outras coisas, é cá de uma exigência...

E continuando no tema anterior, este também é um...

Post bem dispostinho

Chamarei hoje 'Post bem dispostinho' a todos os posts?
Não.
Inda malembrei ah e coiso vou mas é ser munta bem disposta e fazer de conta que todos os posts são bem dispostinhos, que na verdade são quase todos, afinal isto de escrever traz ao cimo uma parte alegre, e que é minha também, e não fora a escrita no blogue quem sabe não ma vissem e não sapercebessem da psoa chepetaclar quê sou.
Não.
E se eu estiver triste daqui a bocado?, assim não consigo manter o intento.
Não.

Primeiro

Bom dia. São onze e dois.
Tenho fotos de um lugar de sempre mas de perspetivas diferentes. Vá, vejam estas que depois há mais depois destas.





E depois destas tenho mais fotos que são estas e destas o que tenho a dizer é que pintei e fotografei e melhorei estas todas igualmente e cortei todas estas do mesmo tamanho.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

81

São 81, os subscritores do meu canal no Youtube. Nunca me deslumbrei com os números anunciados nas netes, não que descreia na fiabilidade dos cliques, mas descreio no total visionamento dos vídeos e, para mim, quem não veja um vídeo (ou não leia um texto no blogue) até ao fim, não conta. Ora acontece mais ou menos a mesma coisa com o número de subscritores, que é disparatado se comparado às visualizações. Tenho porém visto um rápido crescimento de subscritores nos últimos meses e presumo que isso se deva àquela coisa chamada algoritmo, quantos mais cliques num vídeo e/ou canal, tanto mais destaque dá o Youtube e tantos mais subscritores serão atraídos.
Há um vídeo meu, publicado com um mês de presença nas netes, cujo título é 'o melhor creme de pasteleiro do mundo, ah ah'. Bem sei que fui pretensiosa, arranjando um título gabarolas: olhem lá, eu faço o melhor creme de pasteleiro do mundo, olha eu tão boa a fazer isto, ó. E sou mesmo boa no creme de pasteleiro, só por dizer que nem tanto a fazer vídeos... Presumivelmente este título atrai cliques, e atrai tanto que tenho o surpreendente número de 10393 visualizações nesse vídeo. É. Há vídeos que me deram um enorme prazer fazer e editar, outros deram principalmente muito trabalho, quase me fazendo desistir de os concluir, mas concluí, e se afinal ninguém os viu até ao fim sinto que não valeu a pena tanto esforço e empenho. Já o creme de pasteleiro... Pois. A gente sabe lá, né?, as pessoas gostam do que gostam e veem o que veem e acabou a conversa.
Tenho com o canal uma relação estupidamente diferente da que tenho com o blogue, o canal parece-me vão e inútil se não for visto e comentado, o blogue também, mas em raras vezes, muito raras mesmo. Ressalvo que raramente o blogue me parece vão e inútil se! não for lido e comentado, não o blogue por si só, que isso parece todos os dias, mas! raramente por não ser lido e comentado. Afinal de contas ando aqui a fazer o quê...? NADA! E sim, já quis deixar de escrever e já tentei várias vezes. Nunca resultou, mesmo que me tenha empenhado seriamente. Uma coisa é não me apetecer escrever (coisa raríssima!), outra é não me apetecer publicar o que escrevo (coisa também rara, mas menos), outra, ainda, e bem diferente das anteriores, é ter apetite à escrita e recalcar as ideias, e eu já fiz isso uma catrefada de vezes mas, como já referi, não resultou. Não vale a pena eu deixar de existir num blogue, não no meu caso, mas penso nisso todos e todos e todos os dias.

Pendentes

Como sabem... não sabem?, ok, tudo bem, gosto de vocês na mesma, sou um bocado depressiva e tendencialmente suicida, portanto penso amiúde no tempo em que estarei morta. Vai daí, hoje, num repente, enumerei mentalmente os pendentes que deixaria no estaminé se morresse hoje, mas mais daqui a bocado para dar tempo de terminar este post, e então construí a lista abaixo. Nem todos os itens dependem exclusivamente da minha atenção mas, seja lá como for, estão todos a meu cargo como tarefas que aguardam conclusão.

Cabo TV 
Herbicida 
Gel desentupidor 
Limpa-metais 
Cola extra forte 
Tábua passar 
Lâmpada halogéneo 
Apoio rodas 
Terminal borracha 
2ª via fatura 

Planeando o fim-de-semana

Vou fazer bolo-rei. É.

Vou fazer pastéis de nata. É.

A primeira decisão acontece por conta do que registei no blogue ontem mas mesmo assim copio:

Sim, já fiz esta receita. Sim, o papelinho anda ali ainda porque quero voltar a fazer e enquanto isso tirar fotos e/ou filmar, construir o texto a colocar no blogue e no dossiê especial, que da vez primeira não fiz nada disso.

A segunda decisão acontece porque este fim-de-semana tenho gente lá em casa e vai daí tenho de fazer mais umas coisinhas.

Dias de um Ginásio

Caminhar pelo Ginásio e sentir como que açúcar debaixo das solas é uma sensação estranha. Quem terá deixado rebentar o pacotinho de açúcar? Mais: quem terá trazido açúcar para o Ginásio? Mais: terá sido realmente açúcar a substância que pisei? Mais:





nada.






Sonho

Sonhei com meias até aos joelhos e pernas. Tanto umas como outras, são coisas que por ora não existem na minha vida. Sonhei que enfiava as meias nos pés e nas pernas, faltava dizer. Ah, não largo ainda o post, é que as meias de hoje são amarelas, as minhas, e curtinhas, e diz que amarelo é a cor da fome, isto por conta da palidez dos esfaimados, presumo, mas entretanto já ouvi dizer que é a cor da criatividade. Gosto mais da segunda opção, portanto opto por ela, afinal o amarelo é vivaz e se há sentimento presente no ato criativo é a vivacidade.

Primeiro

Bom dia. São dez e quarenta e dois.
Num primeiro plano, há mola de roupa, nos outros, há outras coisas.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Coisas

Tantas coisas, tantas coisas e não disse nada. Mas é que nada.

Hoje foi dia

Hoje foi dia para o blogue não conter a árvore amarela, o lugar (que também pode ser) da musa, a rua mais bonita de Lisboa, o banco hater (ou outro), o muro de pedra, ou tampouco algum dos personagens que por vezes venho aqui descrever. Mas amanhã será um dia muito especial, é que além de tudo isto, terá também o escritório do senhor doutor e os recibos e a janela que deita para o jardim. Pode ser que amanhã não refira nada disto no blogue, mas lá que vai acontecer na vida, vai.

Jacarandás

O segundo jacarandá que encontrei do lado esquerdo quando subia a rua dos quarenta e oito jacarandás, tinha na junção de dois troncos dois tufos de lindas plantas que são de igual espécie ao tufo que sai do cano sito no lancil da avenida. São plantas de folhinhas muito verdinhas, muito redondinhas, muito lisinhas, pareciam até desenho animado, de tão perfeitas eu as ter julgado, e visto, mas não são porque oscilavam por conta do vento.

Post d' encher

Vamos encher um rolo com um cabo?
Vamos! (amanhã)

dissemos os dois

quem é?
sou eu, e quem diz quem?
eu.
eu, quem?
quem disse eu.

Coisas

As pessoas são sujeitas a várias pressões, umas assim, outras daquilo, posteriormente dá-se um furo e, seja lá qual for o tipo de pressão, saem coisas. A umas pessoas dá-se umas coisas de uma maneira, a outras acontecem umas coisas de um modo. A mim calhou a fobia social. Escolhi o termo bonito, afinal de contas tudo leva a crer que uma fobia social, principalmente no meu caso, é uma grande pancada nos cornos. Quando fico verdadeiramente triste e/ou aborrecida, esse estado fica comigo, não é meu costume transpor as minhas fobias e tristezas para os outros, ou seja: encontro outra pressão. O que pode acontecer é, por exemplo, escrever no blogue, como agora. Para não se dar conta das minhas pancadas, escondo-me, não suporto - quando digo não suporto, é mesmo não suporto o que quero dizer - a ideia de estar em casa de alguém ou num recinto qualquer no meio de pessoas, principalmente quando as pessoas já assistiram a um dos meus amoques ou sabem que os tenho. Portanto tenho a minha vida social debilitada, aliás: anulada. Não existo, se afinal o mundo são as pessoas, o que me faz pensar que estou a perder a vida, o que me entristece porque me entristece não aproveitar de certo modo a vida e entristece-me que me entristeça com isso. Tenho fases em que julgo que isto tudo aconteceu – também - porque escrevo, se afinal, para escrever, é mister o isolamento e, mesmo sem querer, fui indo, fui indo, direito às profundezas da minha personalidade. Mas não, nada disso, fui sempre solitária, incapaz de grandes conversas ou convivência duradoura, nem quando criança fui muito diferente disto, o meu maior amigo era o cão, com o qual eu dava passeios ao redor da minha casa, na escola era com duas ou três meninas que convivia, um menino ou outro, poucos. Bom, na verdade recordo apenas um. E agora pergunta o atento - e paciente – leitor:
Ó Gina, mas tu tens uma profissão de contacto humano, como é que te safas?
Que eu respondo:
Não sei. Viram como a resposta saiu fácil e rápida? Na verdade não sei, sei porém que me distraio a escrever, mesmo que a muralha aqui também exista, é mais fácil transpô-la e ver o outro lado, ou, em dias menos bons, pôr-me em bicos de pés e espreitar. É através da minha profissão que conheço muitas pessoas, muitas, muitas pessoas mas somente um número pequerrucho sabe das minhas pancadas, o que me torna a vida bem mais leve. De resto não sei.

Recheio

Na bolsa do caderno azul há toda uma catrefada de coisinhazinhas que passo a explanar.
Há dez receitas a experimentar:
Primeira: Um arroz doce diferente do meu. Encontrei esta receita no livro que leio ao momento – Romance de Cordélia, Rosa Lobato de Faria – o que foi incrível porque até então nada faria prever que o livro contém explicitamente uma receita. E já que me gabo de o meu arroz-doce ser o melhor do mundo, então eu que me mexa.
Segunda: Umas filhóses dos pobres. É um papel manuscrito apressadamente por mim, ao ditar da minha sogra. São fritos e levam açúcar quando ainda quentes, tal e qual como as filhóses dos ricos, só por dizer que são feitos com uma massa muito básica. Pobre. É.
Terceira: Uns scones acerca dos quais se diz serem maravilhosos. Simplesmente. Devo anunciar que já experimentei esta receita e que entretanto rascunhei um novo papelinho por o anterior se encontrar amachucado por demais. Já experimentei mas não fiquei a admirar estes scones tanto assim. Primeiro porque fui preguiçosa na medição do leite – ah e coiso, duzentos mililitros deve ser uma chávena de chá com menos um bocadinho, porque é certo que as chávenas de chá podem conter duzentos e cinquenta mililitros e tal e tal. Só que não. Então consegui uma massa muito seca, o que me levou a acrescentar leite até achar que sim. Segundo porque não estendi a massa, limitei a fazer bolinhas, achatá-las e a dar-lhes a forma de cilindro. Depois também me pareceu que amassei demasiado, esta massa existe plenamente se apenas formos até à mistura dos ingredientes. Estão misturados os ingredientes? Então deixa-a estar. Só que não. Por conta da suposta falta de leite, acabei por lhe mexer muito. Demasiado. Ora aconteceu que os scones não cresceram. E a receita anda ali porque quero refazê-la.
Quarta: Um bolo rei que é bom que se farta e que encontrei no canal mencionado no item acima. Sim, já fiz esta receita. Sim, o papelinho anda ali ainda porque quero voltar a fazer e enquanto isso tirar fotos e/ou filmar, construir o texto a colocar no blogue e no dossiê especial, que da vez primeira não fiz nada disso.
Nota para aí a meio do post, por modo a não me repetir: daqui para a frente, todas as receitas que descrever foram encontradas nas revistas Continente Magazine que adquiri nos últimos meses.
Quinta: Um bolo de chocolate e merengue. Trata-se de um bolo que a gente faz e a meio da cozedura se retira do forno por modo a se lhe espetar com o meregue e se mete lá dentro até que. É um bolo tão diferente que me é difícil contornar e esquecer. Não dá. Tenho um lembrete manucrito por mim, lembra que não me esqueça de converter os cups em gramas. Sabem o que é?, é que quando, por exemplo, tenho que encher um cup de manteiga, acho aborrecido, que na manteiga me safo a olho, muito embora presuma que três quartos de cup de manteiga seja para aí cem gramas. Mas.
Sexta: Um bolo de creme de chocolate e avelãs feito na caneca. Isso. Este tipo de bolo, que não tem lá muitos anos de inventado, tenta demasiadamente as pessoas que não querem engordar. É que fazer um bolo numa caneca, no microondas, em cinco minutos... é uma enorme tentação. Bom, mas quero experimentá-lo. Tenho porém um dúvida persistente: os ingredientes preenchem quatro canecas ou apenas uma...? Não sei. Lá está, estão a ver?, experimentando esta receita, desfaço a dúvida.
Sétima: Um tiramisù em modo torta. Esta receita mantém-se nos meus 'a fazer' por conta da novidade, ou da reviravolta que se dá ao tradicional tiramisù, afinal a torta contém todos os ingredientes de um. Ainda que eu tenha uma malapata com tortas, que em todas as vezes que empreendi a feitura de uma, pois que não saiu torta nenhuma, acabando a gente por comer um bolo numa tigela, ou assim. Ok, vá, não se deita fora, não é isso, é que eu queria dar-me bem com tortas, então experimentarei esta receita um dia desses. Destemidamente.
Oitava: Uma pavlova de romã e uvas açúcaradas. Na verdade não quero saber da romã e das uvas que compõem esta receita, o que eu quero é usar o montão de claras que me enche o congelador e também fazer uma pavlova com açúcar em pó, ao invés de açúcar branco granulado, bom como o limão em substituição do vinagre. É que eu já tenho feito pavlovas... Só por dizer que não ficam bonitas, contudo não me desatina tanto como as tortas.
Nona: Um pão que leva couve. A receita manda couve kale, que desconheço tanto mas tanto que nem sei se já algumas vez a vi. Portanto fui pesquisar. Ah, grande Google, presença amiguxa dos ignorantes, né?, é. Pareceu-me uma couve frisada e rígida, pareceu, vai daí conto usar a couve portuguesa ou assim, quando fizer este pão, que leva também queijo feta e bacon. Devo dizer, já agora, porque não?, que no sábado anterior e no sábado anterior a esse, comprei couve portuguesa por pretender fazer mesmomesmomesmo este pão, só que não fiz, e então fiz sopa. Há portanto duas vezes seguidas que a sopa lá em casa é de couve portuguesa.
Décima: Uns brioches. Ora bem, então é assim, tenho no meu dossiê especial uma receita de massa brioche que não me deslumbra. É boa, daí constar no dito dossiê, mas. Então quero experimentar esta por ser bem mais fácil e também mais rápida de preparar.
De resto... pois, ainda não acabou, há mais coisinhazinhas. Duas.
Uma: A caderneta para colar os selos adquiridos mediante um valor gasto no supermercado, no sentido de angariar copos aquando o total estipulado estiver colado nessa caderneta. Copos. Copos disto e copos daquilo. Escolhi os de água, que me são mais úteis. Note bem: ao momento deste post tenho quatro copos na minha prateleira e uma caderneta completa, o que me lançará brevemente aos seis copos de água. Não são lá muito bonitos ou apetecíveis, tipo assim 'ah, eu queria tanto ter estes copos...!, não, mas como vêm gratuitamente. Sim, gratuitamente, eu gastaria este dinheiro no supermercado, mesmo não havendo cadernetas ou selinhos a colar.
Duas: Os talões de desconto, a descontar em artigos definidos por uma máquina que os senhores do supermercado mandam que se baseie nas compras anteriores e assim serem eles a escolher para que lado tombarei. Presumo que seja assim que funcina esta coisa dos descontos e pondero se estenda os talões... Estendo, pois, ó:
35% em toda a marca Vileda. Ena, isto é que vai ser uma limpeza. Não, obrigadinha, qu' eu cá dou atenção a várias marcas.
25% em pizzas sem glúten, ultracongeladas, da marca tal e da tal também. Não, obrigadinha, sou nada amiga de pizzas frias, quanto mais ultracongeladas, ainda que nada tenha contra o glúten, e felizmente.
25% em limões, note bem: frescos, da marca lá deles. Não, obrigadinha, que agora o meu fornecedor de limões é o rico filho.
25% em batatas fritas embaladas. Não, obrigadinha, é coisa a evitar na minha despensa, e se por vezes por lá aparece, é por conta do desejo da única pessoa magra que há lá em casa.
25% em iogurtes sem lactose. Não, obrigadinha, sem lactose, não. Aliás: sem lactose nem devia chamar-se iogurte.
1€ numa compra superior a 5€ na marca Área Viva. Hum, a ver vamos, por vezes adquiro umas coisitas assim como que saudáveis e isso.
25% em ervas aromáticas frescas e embaladas. Bom, talvez vá na conversa, afinal é meu costume comprar ervas aromáticas e frescas, porém em vasinho, mas sim, vá.
25% em conservas de peixe. Sim! Sim! Sim! Oh sim!. Na minha despensa há sempresempresempre atum em conserva. Atum é peixe, não é 'migos?
25% em natas da marca lá deles. Não, obrigadinha, e perentoriamente, que não curto nada as natas lá deles.
25% em cremes para rosto e corpo, tanto de senhora como de homem. Sempre achei desigual as mulheres serem senhoras e os cavalheiros serem homens, não sendo todavia por isso que não me acho capaz de usar este desconto, é mais porque relamente a gente não precisa, obrigadinha.
25% em vestuário de senhora. Não, obrigadinha, e nem é pela desigualdade, é porque não.

Imitei para comer
Deu-me para fazer assim
Planos para comer

Às vezes não sei organizar o meu próprio blogue, o que decerto se deve à inerente desorganização. Aquando da criação deste blogue dispus-me imediatamente a criar algumas etiquetas que nos blogues anteriores sentia que faltavam (título). Isto porque é frequente eu...
Ver e rever (TV) e ler e reler (revistas de culinária) a confeção de algumas receitas e depois fazer igualzinho ao que vi e/ou li - Imitei para comer
Inspirar-me nos mesmos programas e revistas e acabar por alterar umas coisinhas numa ou noutra receita e acabar por sair um prato/doce à minha maneira - Deu-me para fazer assim
Inspirar-me numa receita qualquer, imitar-lhe um passo e/ou um ingrediente, alterando o que resta da receita, e usar o blogue para registar esses planos - Planos para comer
Ora isto traz confusão à minha cabeça por conta de o segundo e o terceiro itens serem demasiado parecidos em bastidores. Já para não falar do título que dei ao terceiro item se confundir facilmente com os planos salgados e/ou doces a fazer no fim-de-semana e que apresento frequentemente no blogue.

Foi a 30 do 11 do inventado ano 2016

Foi o dia em que mudei, alfim, de bilhete de Metro. Havia no bilhete anterior uns pozinhos a transferir, bilhete esse que estava caducado há meses e meses. Ora como se pode constatar... não pode?, ok, tudo bem, não ando muito de Metro. Então ocorre que, alfim, dei-me ao trabalho de fazer a tal transferência na data já exposta no título deste post. E usei o bilhete ontem, 07/02/2017. É. Foi. Ora como julgo que já se pode constatar... ainda não pode?, ok, tudo bem, gosto de vocês na mesma, o meu bilhete de Metro já não se encontra como chegou ao mundo.

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e seis. Ontem passei por uma parede de prédio e estava lá o vinte e seis e também o 26. É. Numa esquina, um, noutra, outro. Ai tantas vírgulas. O que faz isto é as saudades que eu tinha de escrever, qu' ontem, como se sabe... não sabe?, ok, tudo bem, não escrevi coisinhazinhas no blogue. Portanto, e de modo a que a posteridade entenda perfeitamente o que quero dizer, é então que:
Ontem, sete de fevereiro de dois mil e dezassete, o blogue não se escreveu.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

+ do que

muito bom é ser o suficiente e mais um bocadinho

Sim
Sim
Sim

, vale a pena escrever a vida
, vale a pena filmar a vida
, vale a pena fotografar a vida

Ah, então é isso

O cavalheiro do carro xis é o senhor do carro verde. Ah... Era a (não) publicar: Escrever. Não posso deixar de. Mas. Era para não publicar que não posso deixar de escrever, quero eu dizer, e o cavalheiro, ainda que exista, bem como a sua viatura de cor estranha, fui eu que o forcei a pertencer a este post. São coisas imensamente especiais que acontecem quando me ponho a escrever sem norte, vá.

#coresmesmas

O papelinho era verde
A caneta era verde
Deu para escrever e ler
Porque é (são) tom(ns)

Crime passional

Não chores, banco nadois, em vindo o verão, ou antes: o calor, todos te desejarão tanto que por ti se matarão uns aos outros.

Dezoito

O placar anunciava dezoito graus à uma e meia da tarde. Desatei o nó do cachecol, sem que o número no placar pesasse na decisão e nem era que o cachecol me abafasse muito o pescoço, mas um nó é um nó.

Almoço

Almocei sozinha. Senti falta do meu colega em duas frentes, na conversa e na partilha do meu prato. É que, ele estando comigo, eu ter-lhe-ia colocado no prato o maior pedaço de entrecosto. De modo que, assim sendo, comi toda a chicha e desliguei-me, ainda mais, do arroz. Já os feijões, caíram-me todos no bucho. E idem para os coentros.

aniG
n
i
Gina
i
n
a

Dia de , disseram na Radio. Hoje, 6 de fevereiro, é dia das pessoas que não gostam do seu nome. E eu que gosto tanto do meu, daí a ausência de alcunha nas netes, não tenho portanto parte com este dia.

No título era (é) suposto estar (e está):

aniG
n
i
Gina
i
n
a


E consegui esta proeza auxiliada pelo sinal maior que e menor que e as letras b e r no entremeio de um e de outro.

Primeiro

Bom dia. Faltam quarenta e seis minutos para o meio-dia.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Hoje li

Leste?
Sim.
«Faltam treze dias para sair e, por uma vez na vida, quero deixar completo algo de bom.» Romance de Cordélia, Rosa Lobato de Faria, página 162
Li treze páginas e já cheguei à parte em que finalmente soube porque é que a personagem principal está na prisão. Fui espreitar a última palavra deste livro: «madrugada». Boa noite e depois bom fim de semana.

O post bem dispostinho d' hoje não é o último

Na rua mais bonita de Lisboa

Encontrei uma razão para os senhores que andaram a fazer melhoramentos naquela zona se terem dedicado a alindar somente as árvores que estão do lado direito de quem desce a rua mais bonita de Lisboa. Quando digo alindar digo que o tratamento que lhes fizeram se assemelha ao corte das pontinhas na longa (e espigada) cabeleira de uma mulher, ou seja: cortaram ramos tristes e velhos e podres às árvores que estão do lado direito e blás porque é desse lado que se encontra o estacionamento, vai daí tapava a visibilidade e riscava as viaturas, penso eu. As pobres e guedelhudas que permanecem no lado oposto... pois que lá continuam, inclusive a tal que chamo de arredondada, e chamo porque o é. Não quero que a cortem (alindem) por egoísmo, que lhe faria um bem enorme, mas.

Folhinhazinhas de outra espécie

É demasiado cedo para andar de nariz no ar perscrutando os ramos da árvore amarela. Não há ainda nem vestígios de folhinhazinhas, que é lá isso, é que nem o cheiro a nova estação, quanto mais.

Novidade na minha secretária

Estive algum tempo de roda do meu novo caixote do lixo de secretária, que eu própria alindei, desta feita com calendários recortados e repartidos desordenadamente. Consegui um caixote do lixo difícil de consultar e portanto um bocado parvo. Para não rasgar badanas soltas com o uso, pois que todas as badanas prendi com fita-cola larga, a despachar. Ah, e debaixo dos pedaços de calendário, tinha já forrado toda a caixinha com folhas de uma tabela antiga. Ainda não disse que o meu caixote do lixo de secretária é feito de cartão. Falta ainda algo: uns pedaços de calendário estão bem posicionados, outros não. Ó pá, nunca mais me vou embora deste post, ainda cá venho dizer que o anterior caixote tinha um dos lados decorado com fotos antigas dos ricos filhos que passei do digital para o vulgar papel (impressão um bocado parva, portanto, mas quimporta isso, né?) e que não consegui rasgá-las e jogá-las no lixo, mesmo não sendo o papel adequado e os pixeis estejam bem guardados e portanto cheios de hipóteses de imprimir quantas cópias eu quiser. Acabei por colá-las na espécie de parede que o estaminé tem.

Palavra do dia

A palavra do dia é chafurdar e creio que está nos blogues sob uma ou outra forma verbal. Vou ver...


Gosto de visitas. Pode não parecer, sei que não parece, mas gosto. De fazer o bolo e de preparar tudo atempadamente. Sei que não parece nada. Tenho a marca de não ser. Depois sinto-me um bocado sozinha. Não sou sozinha. Não sou. E vou passear sozinha e gosto de andar sozinha, eu gosto é de andar sozinha, procuro andar sozinha. E entristeço, e sou triste sem querer sê-lo, que parecê-lo não pareço, tenho a marca de não ser. Parecer, quero eu dizer. E descrevo vidas. Tenho o blogue, um blogue faz-de-conta que é companhia, canso-me das vidas que crio e volto ao umbigo. E ando para aqui a chafurdar nos pensamentos e chego à morte e às coisas do medo e não tenho medo nenhum. Estranhamente. Não tenho, não. Se eu estiver a escrever não tenho medo nenhum. Tenho medo de escrever mas se estiver a escrever não tenho medo nenhum. Porque quando estou a escrever acho que não sei escrever. Porque tenho medo de escrever quando acho que o sei fazer capazmente. E não tenho amigos mas eles vêm cá a casa almoçar. E não me são iguais. Eu não tenho medo e digo coisas da morte. Eles não me entendem, ou pior: não querem entender. Não quero morrer. Ou seja, quero morrer mas não me quero suicidar. Eu disse que não tenho medo de dizer coisas. Eu não quero morrer porque se o inferno existe então eu vou lá parar, sou ruim. Eu não quero esse conhecimento. Quando sabemos os segredos não ficamos melhores, antes piores. Piores. E não é pouco. O conhecimento traz aflição. E não é pouca. Gosto de visitas. Conhecidos ou isso, que eu cá não tenho amigos. E acho que me estou a repetir, como no post anterior. E acho que estou a escrever no mesmo tom. Estilo. Tom. Tom é mais bonito. E coisas daqui, sem me repetir, é difícil. |24 maio 2013|

A caminho

Tenho fotos do caminho, daquelas tão ao estilo 'ó pá tóin xiru!' como as de ontem. Tirei muitas e muitas e das que publico, não me consigo despegar, mesmo sabendo do ramerrão.




É sexta-feira

Gosto que seja sexta-feira e gosto da empolgação que resulta da ideia de um fim-de-semana próximo. Acontece porém que dois dias depois há uma segunda-feira, o que me esmorece, mesmo que o não queira. Digamos que encaro o fim-de-semana sem sonhos ou romantismo, não o vivo aereamente, vá, porque hoje é sexta-feira, está muito bem, mas na sequência há uma segunda-feira, o que não está nada bem. Alguém concluiria 'então se há um fim-de-semana porque não o aproveitas e esqueces o resto?' que eu responderia 'porque este é o meu modo de ser, prefiro não exultar com as alegrias para não adoecer com as tristezas.' Fui realmente sempresempresempre assim, contudo, nos últimos anos, tenho-me agarrado a esta essênciazinha cumó caraças. É a porra da essência. É, é.

Primeiro

Boa tarde. É meio-dia e vinte e dois.
Ontem fiz um menu com o jantar. É portanto um menu de quinta-feira à noite.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Post bem dispostinho

Post que não é meu

Ei Bieber, agora tu:


Everybody gets high sometimes, you know
What else can we do when we're feeling low?
So take a deep breath and let it go
You shouldn't be drowning on your own


Fonte: vagalume.com

Post verde azulado
Post azul esverdeado


Vede lá bem se não é o máximo que mesmo estando decorridos mais de seis meses sobre aquela glória toda de sermos campeões da Europa em futebol, em que a festa na alameda foi de rebentar a escala, aparecerem na minha vida dois papelinhos daqueles que fizeram a festa rebentar em verde e em vermelho. Não é mesmo o máximo? 
O verde azulado acontece assim por conta das intempéries de desde então.

Post preto

Não sou muito amiga de andar vestida de preto, muito embora me calhe de vez em quando apelar parcialmente à viuvez ou fazer de conta que gosto pra caraças do look dos góticos ou dos punks, mas como apresento o preto por partes mais parece que tenho mas é vergonha de me assumir ou assim. E não, não sou amiga de me vestir de preto... Contudo, de manhã vesti duas camisolas pretas, umas calças de padrão preto&branco, um casaco cinzento escuro, calcei umas botas pretas e armei-me da mala preta.

Latim

Sim, para ir ver o latim costumo ziguezaguear desnecessariamente.


300

O novo bloco obsoleto ao nível profissional renderá 300 folhinhazinhas. Ui, encontrar uma média com base nos 77 dias que levei a dar conta de 400 folhinhazinhas é que é do caraças. Gosto bués de números, sério, mas sou efetivamente mais presente e capaz com as letras. Ah... divide-se os 300 por 5...? Claro! Então vou levar 60 dias para dar cabo de 300 folhinhazinhas. E nem precisei de calculadora!

5.1948051948

Foram então 5, as folhinhazinhas que gastei por dia e em média, isto contando outra vez por baixo.





Tinha que deixar esta conta no lbogue... ai perdão, blogue, desta feita bem feita. No momento em que publiquei o post em que a conta não chega sequer a estar mal feita mas mal apresentada, eu já havia percebido como a apresentar, mas quis aguardar uns dias antes de publicar este post que agora ledes porque quem sabe entretanto eu percebesse também porque raio expus o problema como expus, quem sabe estivesse com outra ideia qualquer, espectacular, pois claro... só que não. É que nem ideia nem espectáculo nem porra nenhuma. 

2017

Aqui há anos, sei lá em que inverno mas lá que era inverno era, registava amiúde a temperatura e as horas que via no placar da praça de Londres, aquando da minha passagem quase diária. O percurso mantém-se mas deixei o registo e este post não existe para fazer anúncio dos lugares que percorro, antes para lembrar um post onde um dia me fartei de anunciar horas e graus, por serem sempre os mesmos, que as horas eram sempresempresempre 13 e/ou 14 e qualquer coisa e estávamos numa altura em que estava sempresempresempre 13 ou 14 graus àquelas horas. Ora isto tudo combina maravilhosamente com os graus que estavam e as horas que eram hoje, de maneiras que vou-me copiar a mim mesma, e este tipo de copianço devia ter um nome pomposo ou assim mas julgo que não tem. Então vá:

Lisboa; praça de Londres; 02/02/2107; 14:37; 17º graus

Almoço

Cozido à portuguesa.
farinheira
chouriços
pé de porco
entremeada de porco
carne de vaca
couve lombarda
cenoura
nabo
batata
arroz
feijão
E eu a ouvir o Zé dizer aos fregueses mal arrimando às suas mesas:
olha sem enchidos!
olha sem cartilagens!

As horas que são

Boa tarde. São quinze e oito. Eis-me então chegada ao estaminé para fazer montes de coisas, sendo o único interesse:






escrever







Planeando o fim-de-semana

No próximo fim-de-semana vou fazer Bolo de Limão, Alecrim e Polenta. Já tenho o limão, o alecrim e a polenta. Achei melhor comprar mais farinha de milho, não esteja o meu olhar incrivelmente certo em termos de quantos gramas terá o meu frasco... Pois, sei lá, né? Não sei, vai daí já comprei a polenta. Achei melhor... pois foi, também achei melhor comprar uma embalagem que dissesse polenta em si mesma, mesmo sendo mais cara que a sêmola de milho. É que na prateleira havia das duas e eu desconhecendo se é a mesma coisa ou então não, decidi-me pelo preço e principalmente pelo nome. Sim, comprei a embalagem mais cara. É. Foi.
Tenho comigo um limão enorme, não sei se já viram este limão...





Então agora já viram. Veio do quintal da vizinha da vizinha Gislena e é enorme, como já viram. E a vizinha da vizinha Gislena ainda não tem nome no blogue, portanto, mesmo parecendo que me enganei a escrever, aviso já que não. Foi este limão que me levou a decidir que vou fazer o bolo que vou fazer, só não sei ainda se o vou usar no bolo ou uso os do quintal do rico filho, logo vejo.

Eu explico

Há anos que consta na minha vida um papelinho com uma receita que apontei manualmente mediante o ditar da minha sogra e há algum tempo que publiquei essa receita no blogue mas como sou uma pessoa especial vou falar deste assunto outra vez e aviso já que digo/escrevo filhóses porque é à alentejana, à algarvia e à saloia, zonas que me têm acompanhado a vida inteira com os seus costumes e acabou a conversa. Trata-se então de uma receita de filhóses dos pobres, segundo a menção e o saber da minha sogra, que quero mesmo experimentar, mas por circunstâncias que vão desde o tempo quente à falta de vontade de fritar coisas, ainda não experimentei. São filhóses dos pobres porque, como julgo que se percebe, é uma simples massa de rissóis que depois se frita e polvilha de açúcar quando ainda quentes da fritura. É uma daquelas receitas que se faz com vontade aquando de uma tarde chuvosa em algum domingo de outono, quando já cheira a Natal, mas usada também em natais nada gloriosos, os dos pobres, isso mesmo, algo tristes, vá, mas sendo Natal as pessoas ultrapassam de alguma maneira a tristeza e a pobreza com o quê...? Comida. A comida traz conforto não só ao estômago mas também à alma, então alguém se lembrou de fazer umas filhóses que não levam ovos, laranjas ou aguardente, isto baseando-me nas filhóses da minha mãe.
As ressalvas (que são obviamente da minha sogra) para esta receita são as seguintes:
  • A água é menos um dedal que a farinha
  • Estende-se a massa usando óleo e nunca farinha

E agora o papelinho, velho que eu sei lá, né?


Pedicura

Há pedaços de pele comichosa e é prazeroso um alicate cortá-las.
Há pedaços de pele quente e é prazeroso uns dedos frios por sobre.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia dos maigos... ai perdão, amigos. Sou demasiado escondida para ter amigos, ó:

Escondida
:
Se o sou
Se me faço
Se me escondo
?
É porque sim
Ou é porque é
...
No estaminé sou pequena
Na doença sou sorrateira
Na dor sou silenciosa
Na vontade sou fraca
Na vida sou transparente
Nas pessoas sou ausente

Nota especial: foi ontem que escrevi o texto atapetado de poema, mal sabendo que hoje seria dia de 'os amigos', mas considerando que tem a ver, então junto tudo e não deito fora.

Depois do adeus vamos ser então muito felizes

Já chega de 'A rosa' isto e aquilo. Quem matou a rosa fui eu. Quem ontem matou as folhas que faziam de marcador no livro que ando a ler, fui eu. Eram três e não era preciso serem tantas, à Terra o que lhe pertence. As minhas histórias não são eternas, noto até que por vezes as estendo demais, daí cansar-me deste ou daquele tema e ansiar novidades e surpresas, mesmo sabendo que neste caso conseguiria arranjar mais algumas dezenas de perspetivas e de títulos para 'A rosa', já não arranjo mais.


Primeiro

Bom dia. São dez e quarenta e oito e acabou a conversa. Não acabou nada, tenho fotos ao estilo 'ó pá tóin xiru!' com cores ou então sem cores que tirei no caminho.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Depois do adeus vamos ser então muito felizes

Duzentos e cinco gramas de gengibre

O morango que faltava

O limão enorme

Post d' ontem:
Aos 31 de janeiro de 2017...

Contei por baixo porque tanto aconteceu escrever posts e tópicos que não publiquei ontem, como aconteceu linhas de uma dúzia de pontos finais a fazer de lembrete de linques ou de fotos. Ontem não resisti ao registo de quantos caracteres consigo digitar e quantas palavras consigo pensar e alinhar, digo não resisti porque sinto esta vontade amiúde, e hoje não resisto ao registo no blogue.



Virgular

Põe uma vírgula no entremeio dessas duas palavras e verás que o texto melhora consideravelmente. Este é o segundo post em que nem uma.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia do hino nacional e eu tenho uma foto das quinas de toda uma bandeira portuguesa mas assim como que em desenho inanimado e impressas numa carica que foi mandada para o chão.


Provérbio do mês passado

«Janeiro fora, quem bem contar, uma hora lhe há-de achar.»
Aos trinta dias, a quinta segunda-feira desse longo mês, notei e bem a claridade às seis da tarde. Às seis já se diz 'tarde'.

Hoje tenho duas fotos para apresentar 'A rosa'

A primeira foto tem dois dias.
Já pisei este chão milhares de vezes mas nunca tinha visto um buraco-coração, talvez se tenha vindo a assemelhar a um coração nestes últimos dias pelo bater das chuvas, mas também pode ser pela perspetiva em que eu estava quando olhei para ali. Não sei, mas sei o quanto lamento que a foto não indique tão bem a ideia de um coração como a mim indica quando o olho, mas paciência.

A rosa e o coração...




A segunda foto é...
Sei lá, é porque me deu a ideia que:

A rosa quer limpar a boca...




Três

Há álcool e cânfora na minha secretária. É mezinha caseira. Há alguma dorzinha a tratar...?

Há Escola nos arredores

Primeiro

Bom dia. São dez e quarenta e três. O mês de fevereiro tem portanto dez horas e quarenta e três minutos. De nada, ora essa.