pus a pá do lixo a lavar na máquina da louça
deve ser por estas e por outras que não tenho amigos
domingo, 17 de dezembro de 2017
bicho-cão lindo de sua dona
gosto tanto da minha cadela que tenho vontade de lhe apertar o pescoço
mas se dou vazão a isto ela morre
mas se dou vazão a isto ela morre
Lista de supermercado
Na minha lista de supermercado não constam ainda muitos itens de Natal, por ora pouco passa dos camarões e do bacalhau. Mas, o que não pode faltar-me na despensa, oh céus, que toda eu me arrepio só de pensar em tais faltas, é:
leite
natas
farinha
manteiga
açúcar
E isto já para não falar dos vários tipos de cada um dos géneros, que ele é farinha para bolos, farinha para pão, natas boas, natas más, crème fraîche, manteiga para bolos, manteiga para pão, açúcar fino, açúcar granulado, açúcar em pó, açúcar amarelo, açúcar moreno, açúcar mascavado. Eu sei, eu sei, a minha vida é uma complicação e decerto que ao ler este lindo post o mundo ficou tão mas tão triste.
Planos comelícios para o Natal
Não sei que faça. Ah!, que estranho, né?, e eu que sou sempre uma mulher francamente (eu escrevi frannncamente) decidida nestas coisas.
Bom, então.
Quero fazer ferrero rocher caseiros
Quero fazer bolo-rei rápido
Quero fazer bolo de chocolate
Quero fazer cheescake de nutella
Quero fazer sonhos
Quero fazer camarões ô puã
Quero fazer bacalhau je ne sé quá
Bom, então.
Quero fazer ferrero rocher caseiros
Quero fazer bolo-rei rápido
Quero fazer bolo de chocolate
Quero fazer cheescake de nutella
Quero fazer sonhos
Quero fazer camarões ô puã
Quero fazer bacalhau je ne sé quá
sábado, 16 de dezembro de 2017
Coração nada difícil de partir
Assim que me soou o título deste post, lembrei-me logo desta canção, o que, agora, já não me parece que uma coisa tenha a ver com a outra.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Vida animal
Pois que não custou nada, não senhores. Ao princípio, o Kildo não me largou as bainhas das calças, e miau e miau e miau, acho que queira biscoitos, mas eu nada disso 'migo. Não muito tempo depois, considerou que eu fazia muito banzé e bazou. Já a Karen, pois que, não fosse eu assustar-me (mas menos do que ela estava com a minha presença no seu lar e lugar, quero eu crer) não descansei enquanto não soube exatamente onde é que ela estava. E eis que estava debaixo da cama, tendo já o tapete arrastado para lá também. Descansei, é aí que a 'miga está?, então está bem. Em certa altura, não soube do paradeiro de nenhum deles, mas como não tinha tanto tempo assim, andei na minha vidinha até que, ó pá, não é que fui dar com dois enchumaços por baixo do edredão?! Era lá que estavam quando me vim embora. Quero dizer: foi lá que os deixei.
Pizas, Pizzas
Anda aí nas prateleiras dos estaminés uma farinha própria para fazer pizas, pizzas. Aquilo é que foi curtir o amasso, pá! E curtimos também as pizas, pizzas. A gente gosta bem mais de as fazer!, iei!
Bom, agora a sério.
Atualmente, as pizas-, pizzas-de-loja, onde as fazem supostamente bem, desgostam-me e não é pouco. Sabem todas ao mesmo, independentemente dos ingredientes que escolhamos, e o sabor, o tal que é o mesmo, ainda por cima, não é assim tão bom, que é lá isso. Então, haverá algo melhor do que ser eu a fazer a massa e a decidir a cobertura?, não, e vai que descobri uma farinha composta, que vem com a levedura e tudo o mais, é só juntar água, amassar, deixar descansar, estender, cobrir, cozer. Ah!... Muito bom, recomendo com montes de vivacidade.
Lentilhas
Aqui há coisa de umas quantas semanas cirandou pela blogosfera* uma certa sopa de lentilhas vermelhas, que na verdade são cor-de-laranja, e nem após cozidas se lhes chega o vermelho, mas prossigamos. A sopa em questão na verdade é um creme e é extraordinário, tanto pela cremosidade quanto pelo sabor, de maneiras que, eu, se queria experimentar, e queria, e se queria estrear-me com a cor das lentilhas, e queria, comprei-as logo que a ocasião se proporcionou.
O creme, como já referi, ficou ameizingue, au eva, ine de ádar dei, experimentei fazer lentilhas vermelhas como quem faz ervilhas verdes e não curti a cena. Hum, ok, vá, ervilhas não são lentilhas, nem - umas ou outras - são espadilhas, de maneiras que pode acontecer as lentilhas serem efetivamente uma leguminosa do camandro, mas não se darem com cozeduras ervilhosas. Ficaram com os bordos desfeitos e uma textura grumosa. Não, lentilhas vermelhas a fazer de ervilhas verdes, não.
*neste post dá pra perceber tudo, mas, se não perceberem nada, não faz mal, eu gosto de vocês na mesma
Os frascos
É em cima do microondas que estão. São três, de florinhas e bonecada, onde predomina o vermelho, e as tampas são igualmente vermelhas. São velhos que se farta, são bonitos, têm um significado sentimental, portanto são importantes, mas estou cansada deles. Contudo, foi aqui há dias que os transferi da despensa para o cimo do microondas, lembrei-me que ficariam bem, e ficaram. Mas agora ocorre que esse é o espaço que em tempos era ocupado pelo rádio de cozinha, que sou mulher de ouvir música enquanto me movo por ali e, como se sabe, numa casa, é a cozinha o espaço mais percorrido em área e ocupado em tempo, e eu gosto de sons exteriores à minha vidinha doméstica e quês, e vai que rádio dos 'dantes' morreu e no entre dos tantos já arranjei substituto. Mas estou com pena de tirar os frascos dali... Ó pá, logo agora que estão tão giros. Um tem os feijões de ir ao forno com as bases de tarte; um tem os paralelepípedos intensificadores de sabores (que raramente uso, deixei de os apreciar) e o outro... bem, o outro, pasme-se!, tem palhinhas!, maiores que o frasco!, vai daí a tampa não enrosca!
mas fica giro
Se malembrar, amanhã tiro uma foto ao lugarzinho que estou a ver se descrevo com a minha escrita inclassificável.
Façam massa folhada
Isso, façam, ainda que a minha não tenha ficado maravilhosa nem eu tenha ficado maravilhada com ela. É, já experimentei a massa folhada, sim senhores, apoiando-me nesta receita mas sem seguir a recomendação que lá se ouve e lê, os 340 gramas de manteiga, antes me fiquei pelos 250. Não tanto por querer fazer à minha maneira, mas porque tinha apenas um pacote em casa, de maneiras que resolvi copiar o resto, tal como os dois tipos de farinha, a água e o outro pedacinho de manteiga - medidas ao mililitro, uma, e ao grama, outra - e o sal, que não medi, quis lá eu saber, foi a olho. Contudo, em termos de sal, conclui que exagerei, quiçá por a Danielle usar aquele sal apaneleirado e o caraças – koscher salt, 'migos -, o qual, quiçá, salgue menos, ou então sei lá eu, porquanto e afinal, que sei eu?
Bom.
De resto, fiz tal e qual. Quero dizer: quase, o tratado era intervalos de quatro horas por entre os três grupos de duas voltas desta maravilhosa massa e eu fiquei-me pelas duas horitas...
Bom.
A massa não ficou exageradamente salgada, e ainda bem, mas numa próxima vez retiro um pouco, ficou folhada, e ainda bem, mas creio que os ingredientes em questão me gritam: ó Gina, tu deixa lá mas é a massa descansar como mandou a youtuber, ok?
Isto porque...
Esta receita dá para muita massa, mas muita massa, de maneiras que, julgando eu que o processo estava concluído, fiz os meus folhados de carne e tal, e sobrou-me outro tanto de massa, que guardei no frigorífico até ao dia seguinte. E eis que no dia seguinte os folhados de carne e os torcidos de sementes estavam bem melhores, penso eu que por conta de a massa ter descansado mais um dia inteirinho.
E agora fica a faltar-me experimentar outras receitas de massa folhada, com outros racios, com mais ou então menos tempo de espera por entre voltas e vindos de outras youtubers. É que eu ando nesta pesquisa há meses. Sério. E estou contente de já ter experimentado fazer a bendita massa e, não estando um ganda espectáculo, ok, vá, até não me saiu mal de todo. Sério. Sabem aquele som do folhado a ser trincado pela vossa dentadura?, então pronto, é isso, eu consegui esse resultado na minha massa.
Façam scones à americana
Ou então não façam, nesta iguaria estou indecisa, é que eu tenho uma receita de scones à inglesa, que apurei de tanto os ver fazer, e, na verdade, ai as vírgulas, não é assim tão diferente nos ingredientes, sendo, isso sim, vírgulas-olá!, diferente na forma. Os scones ingleses são bolachas redondas e altas e os americanos são triângulos, também altos. Pois. No entre dos tantos, acrescento que a grande diferença é o que nuns é iogurte, nos outros é natas. Ó pá, então, os ingleses são meninos de natas, os americanos metem o sour cream em tudo o que é bolo.
Não façam croissants brioche
Não me saiu lá muito bem. Não, quero eu dizer: aquela receita que eu fiz, e que, tal como no post anterior, não digo de onde a copiei. Ora eu que tenho duas receitas tão fixes de massa brioche... Mas que sei lá eu se dá para fazer croissants. Este bolo franciú é dado a voltas, logo: fica grosso, após: custa a cozer, ultra: tem uma ciência do caraças. Mas pronto, indo ao ponto, a receita em questão não me satisfez, não repetirei.
Não façam tarte de frutos vermelhos
Não façam, não, não a que eu fiz, que a receita da base só pode estar incorreta, esparramou-se-me toda, escorregando pelas beiras, indo introduzir-se nas frutas. Ademais, o sabor que ficou era muito amanteigado. Manteiga a mais na receita, pois foi. Não peçam, não, não peçam que não revelo onde encontrei aquele erro de proporção. Bom, é a não repetir e acabou a conversa.
Façam couscous de cenoura e couve-flor
A primeira vez que fiz este couscous, detive-me na couve-flor, sim senhores, mas pus-me logo a pensar se cenouras não ficaria igualmente bem. Felizmente, sim, ficou.
Ora bem, esta é uma receita de couscous que não é couscous nenhum, qual quê, mas tem essa aparência, daí o 'nome'.
Ora bem, esta é uma receita de couscous que não é couscous nenhum, qual quê, mas tem essa aparência, daí o 'nome'.
Leva-se os legumes, neste caso, couve-flor e cenouras ao processador, não sem antes os cortar, em floretes a couve-flor, em rodelas as cenouras, e aciona-se o aparelho até que as lâminas os desfaçam em pedacinhos. Crus. É por serem legumes robustos mas também por estarem crus que acontece a magia dos couscous. Leva-se ao lume azeite e alho esmagado, a que se deixou a pele por modo a não esturricar, e não se espera muito até se juntar o couscous para cozinhar, o que não leva muito tempo. Atenção: convém que o lume esteja esperto, para fritar, quando não, coze, e a não esquecer, é o sal, pois claro.
Posta-restante
Entretanto experimentei com bróculos (e cenoura). É igualmente bom, ao que acresce o colorido facto de os bróculos serem verdes, então, à conta da lâmina do meu potentíssimo processador, os olhinhos das florinhas separam-se uns dos outros, quero eu dizer que as flores deixam de o ser. É um couscous verde, pronto.
Nota:
Quem me ensinou a receita de cima e, sem saber, acabou por dar o mote para a de baixo, foi a Cátia Goarmon, do programa 'As receitas da Tia Cátia', 24 Kitchen
Nota:
Quem me ensinou a receita de cima e, sem saber, acabou por dar o mote para a de baixo, foi a Cátia Goarmon, do programa 'As receitas da Tia Cátia', 24 Kitchen
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Ovos
Já não tenho produtor especial de ovos. Não digo produção de primeira mão, porquanto os ovos não saíam do senhor que mos entregava, se bem que as galinhas não tenham mão, mas pronto. Não tenho então os 'meus' ovos daqueles amarelinhos e verdadeiramente frescos, fresquinhos. Quero dizer: frescos e fresquinhos, excetuando aqueles que eu encontrava podres, mal-cheirosos, liquidificados. O senhor - a quem vou chamar Óscar - contou-me o porquê: aquilo são galinhas criadas à vontade, que portanto cirandam sem reservas e põem os ovos onde querem, ocorrendo, então e por vezes, o Óscar não cirandar por onde tinha cirandado alguma galinha poedeira, deslizando daí outra ocorrência que consiste no intervalo por entre o pôr da galinha e o retirar do Óscar ser over-coiso.
E, ainda assim tipo mais ou menos a propósito de ovos, há pouco vi, na montra de uma loja de antiguidades, uma espécie de prato com pega e com seis concavidades na disposição de albergarem meia dúzia de ovos. Albergarem, não, que ali o albergue chega-lhes pela metade, imaginem um meio buraco... Ah, ok, um meio buraco é coisa que não existe. Bom, vou mas é bazar e acabou a conversa. Não vou nem acabou nada. A loja estava em hora de almoço, ninguém visível lá dentro, mas amanhã conto passar pela mesma rua um bocado mais tarde, o que traz esperança de encontrar as pessoas já comidas e aparecidas, e assim eu possa comprar o prato redondo com uma pega e seis buracos.
Laser de Natal
Nas imediações do estaminé, há (também) espectáculo laser. Sério. Luzes a fazer uma história refletida na Fonte (já de si, em certos dias) Luminosa, que ainda não vi por completo, oh, mas que recomendo, é deveras encantatório. Pronto, se comparada à linda dança de luzes (que há, ou havia, ou vai haver) na Praça do Comércio, pois que perde em encanto e em magnitude, sim senhores, mas é o que se arranja.
Como um presente de Natal
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