segunda-feira, 16 de maio de 2016

Ai tão caro!

Primeiro

Bom dia. São dez e cinquenta e sete. Assoei-me não há nada de tempo a um lenço de papel que continha pingos de sexta-feira passada. Até aqui sem vírgulas. Ah ah. No entanto vai ser diferente nada de tempo depois disto.

domingo, 15 de maio de 2016

Único

Boa noite. São vinte e duas e trinta e seis. Sou uma mulher impaciente, qual tirar os talos todos aos agriões, qual quê. A grafómana tem precisado de viver, é mais isso. Isso dos únicos. Isso.

sábado, 14 de maio de 2016

Único

Boa noite. São vinte e duas e trinta e seis. Gostava que meiinhas não estivesse mal escrito. Gostava que meinhas não estivesse mal escrito. Gostava de ter um rato que não me consumisse os textos quando os seleciono. Cemitério de textos não há, creio. Tirei todos os eus porque acho que fica chato de ler.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Isto é um diário

O meu diário é tão pouco diário. E tão pouco manuscrito.

Ponto da situação

Não tive tempo para me dedicar com cabeça ao bloquinho infantil, digitalizá-lo, procurar os posts que escrevi apoiando-me nos tópicos que lá registei, pronto, esse tipo de coisas. Ainda por cima não debitei todos os tópicos no blogue e isso é algo que quero fazer. Fica então para a semana, está bem. Vai ter que estar.

Lanchinho

Banco hater

Sentei-me no banco hater com um propósito especial: registar por escrito, antes que se me abalasse o pensamento, um parzinho. Duas octogenárias de braço dado, uma é aquela que parece a avó chica da Rua Sésamo, a outra não se parece com ninguém senão com ela mesma, o que no fundo é o mais desejável, falo disso de ter carisma e tal. Conheço uma e outra há que tempos mas nunca as tinha visto tão juntinhas.

Lugar (que também pode ser) da musa

Tinha espalhado no balcão toda uma série de moedas que somariam o preço do café. Quando dei por mim tinha um par de olhos muito abertos e muito atentos e muito diretos e muito merdas assim todas muito destemidas e o raio. É que nem olá nem boa tarde nem porra nenhuma, a menina d' hoje não prima pela educação, nem pensar. Soltei um 'olá, boa tarde' bem aceso mas despropositado, porque logo que olhei pareceu-me a menina d' ontem, que das três que conheço até agora é a que está mais de acordo com a postura de balcão, isto cá na minha ótica, claro, que cada um pode ser e fazer e falar como lhe der nos cornos e isso inclui, obviamente, a pessoa espectacular que escreve neste blogue. Mas vai que nos últimos dias tenho andado a comparar as meninas comigo, desculpando-as e tal, que isto do balcão nem sempre é fácil, a gente vem para aqui aborrecidas e mostrar sempre mas sempre, sempre, boas graças é difícil que se farta, mas que se vai fazendo como se pode, uns dias assim e outros não sei e mais isto e mais aquilo, e afinal olha, pumba e coiso, encontro uma menina que não se parece nada comigo. Nada. Eu nunca ficaria pasma a olhar para um cliente esperando ordens e/ou pedidos sem previamente introduzir a saudação.

Planos doces para o fim-de-semana

O plano doce para o fim-de-semana só pode ser tarte de maçã! E hoje é Dia da Tarte de Maçã, e o que eu adoro aquilo, oh céus, gosto mais do crumble mas também gosto muito da tarte, óié.
Afinal ainda existe o 'Dia de' na Radio Comercial, que bom. Na hora do almoço, como sempre faço, visitei o Instragram e lá estava o anúncio e a foto, e foi a meio da espera do coelho que está no post anterior que decidi:
amanhã farei uma tarte de maçã, óié!

Almoço

Coelho estufado. Há sempre piadas em volta do coelho, mesmo que atualmente haja outros nomes a governar este retângulo. Ah ah, comeste o coelho, ah ah. Pois comi. Quero dizer: parte do coelho, que não comi o bicho sozinha.

Lembrete

É impreterível os metálicos ficarem hoje no caixote de lixo da rua mais bonita de Lisboa.

Post alterado a posteriori: esqueci-me completamente, este post devia chamar-se esquecimento.

Cores

Verde; Azul; Amarelo; Vermelho.
É a pilha de caixas de ovos, vazias, mais ou menos na mesma perspetiva, que isto de estar sossegada tem muito que se lhe diga, olha eu a segurar ao alto uma pilha que pesa para aí quê, uns cem gramas. É difícil, o que é que julgam?





Não vão já embora que há mais coisas.
Ontem disseram-me assim: ó Gina, no sábado escusas de vir, eu já me arranjo. Oh céus, tão bom, voltarei a ter os sábados de volta, assim como que dentro da minha normalidade, vá. Tão bom, ó pá tão bom, tão bom. Isto aconteceu já depois de eu ter escrito o post das caixas de ovos, vazias, lembrando: isto ontem, e aquando da feitura desse post ainda eu julgava que vinha cá amanhã. Mas não. Portanto já não vou ver o homem dos ovos. Vou ter ovos fresquinhos e amarelinhos na mesma, sim senhores, mas.

Máquina fotográfica

Eu estava numa bomba de abastecimento, zanzando, de máquina fotográfica na mão, vestida ao rigor dos motards, mas não tão rigorosamente assim, que havia retirado o capacete, e zanzava e clicava, eu tiro fotografias a tudo, é um facto, quando um senhor me interpelou e gentilmente me convidou a tirar fotos aos bichinhos que ele levava na sua carripana. Espreitei e vi que eram bácoros. Coitadinhos, tão fofinhos e tão fedorentos. Tirei-lhes fotos mais para descansar o homem do que para outra coisa. O homem aproveitou para fazer publicidade do seu estabelecimento, obviamente trabalha com porcos e queria aliciar-me com o produto vivo, deu-me um cartãozinho e tudo. Este senhor desconhece, creio, como funciona a mente das pessoas citadinas, é que a gente não pode ver bichinhos vivos sabendo que alguém os vai degolar e a seguir os vamos comer, é demasiado para nós, 'migo. Sério. Bom, acho fantástica a facilidade que algumas pessoas têm em encetar conversa, seja com quem for, seja onde for, e neste caso com o propósito de publicitar o negócio e pronto. Fantástico. E agora ponho mas é para aqui uma foto, não é. Não. E é não porque nenhuma ficou bem.

Sexta-feira, 13

Medo nenhum disso da 'sexta-feira, 13' e o caneco, os azares ocorrem imprevistamente, são independentes dos trezes e das sextas-feiras num mesmo dia. Nem sei como na Radio Comercial não têm debatido este assunto e daí surgirem montes de comentários via fuçasbuque e afins: ai os azares: o autocarro explodiu, o prédio ruiu, a velhinha foi atropelada, ai o gato preto, ai o escadote, ai entornar o sal, ai partir o espelho. Que aborrecido.
Olhem, já agora ficam mais coisas neste post, está bem. Vai ter que estar. Fica neste post o quê, não é. É. Isto:
A Radio Comercial é a estação que ouço habitualmente, desde há anos, há tantos que ainda nem por lá se sonhava – acho eu - em serem líderes de audiência, quanto mais... não serem. Gosto de quase todos os locutores que habitam as ondas dessa Radio, quase, e felizmente, daqueles que efetivamente ouço, gosto de todos, e isto está confuso, já sei, mas quando me meto a – querer – dizer coisas bonitas fico assim, a rodear e a usar as vírgulas. A Vanda Miranda foi embora e é um facto que as Manhãs da Comercial ficaram mais pobres, diferentes, tudo bem, mas pobres. A Vanda Miranda era – é...? - uma presença viva, equilibrante, marcante e tem uma voz excecional. Sempre achei isso, não estou para aqui a elogiá-la só porque se foi embora. Não. Sempre disse que aquela mulher tem um modo de articular palavras tão vivo e capaz que tudo o que diz, repito: tudo, se percebe.
Ora agora parece que o 'Dia de' foi embora, ainda não deu para perceber se foi mesmo, mas parece que sim, e o que eu tenho pena... Oh. Eu que neste blogue tinha criado etiqueta e tudo. Bom, paciência. Agradeço à Vanda Miranda os tantos posts que me rendeu, e o que eu gosto – gostava...? - de os escrever. Agradeço também tudo o mais, que isto de comunicar vocalmente, como não é bem, bem, bem comigo, pois que a admiro ainda mais.

Primeiro

Bom dia. São nove e trinta e nove. Ena, ena! Ainda mais cedinho que ontem. Ontem fiz de propósito, vim para aqui logo que pude, sem preparos prévios e mais não sei o quê, hoje fiz de propósito, vim para aqui antes do que vim ontem e sei mais o quê, que é mais nada e acabou a conversa.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Ir fazendo

O ir fazendo é o melhor que há. Ir construindo o blogue, ir gravando vídeos. Assim nunca se me acaba o fazer.

Silêncio

O livro do momento ('Estranha Ternura', Miriam Toews) mostra o silêncio como aflitivo, portanto gritante. O silêncio é uma coisa desejável, o som do silêncio não.
Ando há que tempos para escrever do som do silêncio que há no blogue. Dói. Não dói sempre mas dói muitas vezes. Dói principalmente porque sou eu que não só o desejo como o procuro, sendo decerto muito boa nisso uma vez que o alcanço facilmente, mas, vai-se a ver, não o suporto. É portanto o meu silêncio o que me dói, é o que é.

Leitura

Recomecei a ler. Um livro. Ena. Contente estou. 'Estranha Ternura', Miriam Toews. Fiz vídeo.



Mas...

Este 'mas...' aconteceu ao final dum post da semana passada. Ficou algo por dizer porque não tive tempo para mais, porém tenho hoje, portanto pumba e coiso.
Não me sinto bem a tirar fotos à árvore amarela, falta-me vontade para isso. Há uma crença popular - que desconheço de que ponto do planeta vem – que diz tirar a alma às pessoas se as fotografarmos. Às tantas semeei a ideia na minha cabeça e agora não lhe acabo com a raiz. Sei lá, fico assim como que meio coisa por expor a árvore amarela, vejam lá. Mas exponho. Hoje enchi-me de coragem e tirei-lhe fotos. Pus o pensamento no sol que lhe dava em cheio e por trás dela, mas lá ao fundo, nas nuvens escuras a contrastar, tentei portanto esquecer que estava a tirar-lhe a alma. Publico apenas uma das fotos, não é a melhor perspetiva, eh pá, pronto, este post pedia a foto que tirei com uma vista mais abrangente, mas essa não faz jus à majestosa árvore amarela porque, lá está, ao tirar fotos estou-lhe a retirar algo, e esse algo pode muito bem ser a sua majestade. A árvore amarela por ora é verde, ok, é verde, no outono é que.