domingo, 15 de maio de 2022

Fotos

Tenho, ainda, fotos das férias barra passeio (à nascente do Tejo) que fiz há duas semanas. São fotos demasiado insípidas para constarem nos arquivos domésticos mas, e porém e contudo, não são fotos que considere desinteressantes, por mais que me esforce. Pá, dá-me pena pô-las no lixo, pronto, são momentos meus, pontos com os quais engracei, sei lá, coisas assim.
A foto de cima é parte de um pinheiro e de uma cerca. O giro disto é que, antes, havia tirado uma foto ao pinheiro por inteiro porque assim que o avistei fiquei com vontade de regressar ao lugar (Cañas, Espanha) para o cobrir de enfeites de Natal. Obviamente isso é algo que dificilmente ocorrerá, ademais a foto ficou estranha, sem vida ou brilho, então escolhi esta perspectiva, que me agradou, a cerca e o pinheiro ficam partidos, há separação, lá isso, mas há caminho. 
A foto de baixo é um pedaço do Tejo em que a água é verde (Fuentidueña de Tajo, Espanha) e foi isso o que me levou ao clique.
A foto de cima é um «sorriso do sol» e a expressão não é minha, é do Luís. Foi tirada da janela do quarto onde ficámos alojados (Malpica de Tajo, Espanha), nesse dia amanheceu assim.
A foto de baixo foi captada no corredor do mesmíssimo alojamento. Gosto destes quadros assim... sei lá, físicos. Ou palpáveis, vá. Se bem que tenham um vidro à frente, de maneiras que a gente pode lá apalpar aquilo, né? Poi zé. Este quadro retrata uma parte de sala de estar de casa de pessoa arrumada. O telefone à moda antiga está giro, está, mas, giro giro giro é o livro, e agora é que estou a ver que podia, ou devia, ter mas era uma lista telefónica.
As fotos abaixo foram capatadas em Talavera de la Reina (Espanha, e agora percebo que era escusado pôr a Espanha em todos os parêntesis, uma vez que só venho deixar fotos tiradas em Espanha, mas pronto, olha, é o que é). Gosto particularmente daquela das placas, dos dizeres, do formato, da cor, do material. Não está na melhor perspectiva, podia melhorá-la, lá isso, mas não quero.
Por última, deixo uma daquelas fotos nada originais em tema ou perspectiva, mas como gosto de mostrar o meu capacete, olha, cá fica. Não é tanto pelo capacete, é porque, mostrando-o, digo ao mundo qual o meio de tranporte utilizado. Ah, e o lugar é o Templo los Mármoles. Onde...? Embalse de Valdecañas. Está bem, mas onde? Atão, em Espanha, claro!

sábado, 14 de maio de 2022

estas nuvens nunca mais vão acontecer

Sol

Gosto bastante do brilho que aparece nesta foto, a qual, a bem dizer, não é foto, é disparo feito num vídeo que gravei. É incrível como pode o cabelo reflectir o brilho do sol. Considero ser mais por conta do sol do que do cabelo, este brilho, e decerto ia ficar-me- mal dizer o contrário. Mas pronto, gosto mesmo da foto, ou do disparo, e calha de estar lá eu. Estivesse outra/o qualquer e acharia, não a mesma graça, mas uma muito parecida.


E a foto não tem filtro, ressalvo. Digo, ainda, que ao momento eu estava de visita à nascente do rio Tejo, temática que já bem povoou o blogue, ai já. E nem está tudo ainda dito, ah poi zé.

Lenços de assoar

Tenho mais um pacote com dez pacotes de lenços de assoar que têm desenhos que nunca antes vi. Estes são dizeres que incentivam la joie de vivre, sendo que cada grupo tem duas frases (in english, ah ah), uma no anverso e outra no verso. Dizem então assim:

choose happy / see the good

love and let love / be love

see the / be kind

Sim, uma das frases repete-se no anverso e verso de um dos grupos. Cá para mim, em outros pacotes há-de vir outros pares de frases.

Forno

No forno há duas pernas de pato a assar. Fiz-lhes uma selagem já com elas temperadas, pu-las no tabuleiro e juntei-lhes rodelas de limão e de gengibre. O gengibre foi mais para o gastar do que outra coisa, tem um tempão de casa.

Hoje ainda não fiz bolo nenhum, tanto por falta de tempo como porque o forno por ora está a uso das pernas supra citadas, acrescendo que há gelado de banana no congelador. Depois, olha, atão, tenho morangos, ananás.

Sabonetes

Comprei sabonetes daqueles bem cheirosos. Considerei que tinha o armazenamento em falta mas afinal já cá havia dois. Tenho portanto cinco sabonetes bem cheirosos armazenados. Comprinhas 2022, a etiqueta para este post, poi zé.

verdes são os campos, da cor de limão
assim são os olhos do meu coração
campo que te estendes com verdura bela
ovelhas que nela vosso pasto tendes
de ervas vos mantendes, que traz o Verão
e eu lembranças do meu coração
isto que comeis não são ervas, não
são graças dos olhos do meu coração

Esta manhã notei os fardos de palha no terreno que, afinal, este ano não chegou a pôr-se de amarelo e roxo. Entretanto, por esta hora a que escrevo, já os fardos foram encaminhados sei lá para onde, que eu bem vi o tractor e a camioneta. Isto lembrou-me que, durante a última viagem, passando por campos verdes (tantos!), ia cantando cá por dentro os versos de Luís de Camões, que entretanto decidi pôr no título. E, de fotos d' hoje, é certo que as tirei, tanto aos fardos como ao céu do momento, e deixo esta, onde há voo de pássaro e tudo (pelo menos parece), a outra não a deixo porque não está capaz, o zoom não lhe fez jus. 

sexta-feira, 13 de maio de 2022

cartas, não

senti-me rejeitada: passou o carteiro e não colocou cartas em cima do balcão, oh

cu tráfego cá aqui ni ressalvo que tou a ironizar (ma ressalvei na mêma)

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Lisboa, Lisboa

19:47

Lisboa, Lisboa

Encontrei agora mesmo, por entre o meu deambular - 19:26

39

Trinta e nove minutos para chegar a casa. Trinta e nove minutos para chegar ao trabalho. O meu telefone põe-se com estes anúncios, não duvidando eu que os tenha escolhido ver, e escolhi-os para ver o que é e como é, e então é só isto. Pus no título o 39 porque é o número de minutos que mais aparece, as vezes lá se põe no trinta e oito e, outras, vai aos quarenta e tal, mas são poucochinhas.

A minha imaginação

Às vezes imagino que alguém está sentado ao volante do automóvel que calha estar estacionado em frente à porta do estaminé, acabando por ver as macacadas que faço cá dentro. E digo que às vezes imagino porque foi coisa já ocorrida mais do que uma vez. Oh pobres, olha o azar.

Lisboa, Lisboa

'Tirando o que está mal, está tudo bem', é a habitual resposta do homem do restaurante à (mais habitual ainda) pergunta 'tudo bem?' 

Lisboa, Lisboa

Aquela mulher que brada desaustinadamente: 'go to desert!' era responder dois tons acima, conseguindo, claro, que: 'vou mas é uma porra!' , só que só consegui um sussurrante 'ah, eu já lá vou...'
São os loucos de Lisboa, a canção dos Ala dos Namorados já o vem dizendo há anos. 

Abertura

Está aberta a época de chinelos de enfiar nos dedos. Logo de manhã senti saudades. Tem é que ser quando me ponho em movimento, pois, quando não, há que ir buscar as pantufas, e vou.

a minha amiga árvore amarela

(e é Lisboa, Lisboa, é)

domingo, 8 de maio de 2022

Olá, o meu nome é Gina e sou a mãe do noivo.

Ah caraças, está o vestido quase escolhido. Falta o 'quase', sem necessidade de perdão p'lo cliché, ora essa. Obviamente o vestido não é o retratado abaixo, esse vem dizer que, por conta daquilo dos quilos, tenho vivido cenas hilariantes. Oh porra. Depois de se certificar que tamanhos tinham as peças que eu havia escolhido para provar, perguntava a funcionária (with a pocker face put on) se eu vestia o número mais pequeno. E eu, em sussurro, não fosse ofender ou coisa no género, respondi que «às vezes...»

déunes by Gina, no mais é Cher

I don't know why I did the things I did 
I don't know why I said the things I said 

(déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun)
Pride's like a knife, it can cut deep inside 
Words are like weapons, they wound sometimes

(déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun déun)

déun! déun! déun!
I didn't really mean to hurt you
déun! déun! déun!
I didn't wanna see you go
I know I made you cry, but baby
If I could turn back time

déun, déun, déun, déun, déun
If I could find a way
déun, déun, déun, déun, déun
I'd take back those words that have hurt you
And you'd stay
If I could reach the stars

déun, déun, déun, déun, déun
I'd give 'em all to you
déun, déun, déun, déun, déun
Then you'd love me, love me
Like you used to do

arroz de cogumelos e gelado de banana

  • há montes de tempo que sentia saudades de arroz de cogumelos, foi hoje
  • o gelado de banana não foi capaz de sair da forminha em contornos de ananás, comi de colher

Bonecada

Eu, a maior graça que acho nas revistas, é a bonecada. Esta retirei-a da revista Deco Proteste de Abril de 2022. Pena é ser um assunto chato, porém vivível, digo até normal, portanto fica.

Os principais rios de Portugal são cinco:
Douro
Mondego
Tejo
Sado
Guadiana

  1. O rio Douro nasce na Serra de Urbión, Espanha, a uma altitude de 2160 metros, e desagua no Oceano Atlântico, em Vila Nova de Gaia, Portugal. Percorre 897 quilómetros.
  2. O rio Mondego nasce na Serra da Estrela, Portugal, a uma altitude de 1525 metros, e desagua no Oceano Atlântico, em São Julião e São Pedro – Figueira da Foz (que nome a propósito, não...?), Portugal. Move águas em 258 quilómetros. 
  3. O rio Tejo nasce na Serra de Albarracim, Espanha, a uma altitude de 1593 metros, e desagua no Oceano Atlântico, em Oeiras, Portugal. Mede o seu leito 1007 quilómetros. 
  4. O rio Sado nasce na Serra da Vigia, Portugal, a uma altitude de 230 metros, e desagua no Oceano Atlântico, em Setúbal, Portugal. Estende-se este rio por 180 quilómetros. 
  5. O rio Guadiana nasce nas lagoas de Ruidera, Espanha, a uma altitude de 1700 metros, e desagua no Oceano Atlântico, entre Vila Real de Santo António, Portugal, e Ayamonte, Espanha. Tem de comprido 829 quilómetros. 


sábado, 7 de maio de 2022

Não entonteceu

Fiz bolo de laranja inteira, que não ficou estonteante. Não sei, se calhar é porque estou amorfa. Brilhar mediante apatia é impossível.

Nasceu

Publiquei no Instagram aquela foto da planta leve, levezinha. Branca. Que esvoaça ao mínimo sopro da natureza. Essa mesmo. Também fiz o registo de letras a dizer 'nasceu', como fiz aqui no blogue, só não acrescentei 'uma blogger' porque achei que ia confundir, e isto a quem não lhe passar despercebido, claro.

Sonho

Sonhei que para entrar no supermercado tinha que se pôr a mão (aquela parte arredondada e fofinha junto ao punho) num sensor para que se soubesse quem estava lá dentro. Quando se saía era também preciso pôr a mão, era assim que se sabia quem roubava.

a grafómana ideal, em sonhos sim

Abat-jour

Quando desenfiava o vestido de belas cores, de belas flores, de belos moldes, jogo o braço ao alto e pumba, abat-jour no chão. Abona a mim que o espaço seja curto, então. Era só isto, ora. Ah, e sim,: «olá, o meu nome é Gina e sou a mãe do noivo.» Eu até tenho foto, não do caso mas do vestido enfiado, que editei mas que não ficou tão bem quanto acho que deva. Ficava melhor o vestido, lá isso.

Lisboa, Lisboa

Cruzei-me com a filha da Paula na avenida, que me piscou o olho. Então, lá por causa disso não quer dizer que. Mas pá.

Lisboa, Lisboa

A placa, de tão estreita, às cedilhas e ao til foi-lhes imposto que se afastassem do meio das letras a que, ainda assim, pertencem. A placa, o que diz, é 'estação de serviço'.

Lisboa, Lisboa

«Cinco cêntimos», pediu o pedinte. Que pedido. Que contido.

Olá, és tu o Pedro?

Entrou uma jovem no estaminé que pediu para guardar uma encomenda que o Pedro depois vinha buscar. Pelo andar desta trama presumi que o meu colega sabia quem era o tomador da dita encomenda tão gentilmente ofertada. Mas não sabe. E eu idem. Entretanto já ambos alvitrámos sobre se seria esta ou aquela peça de xadrez que é este meu pedaço de calçada e inclinámo-nos bastante para um certo príncipe. Ah, decerto é aquele Pedro, a gente conhece-o por Miguel mas quem sabe uma parte lhe chame Pedro... Pois, não sei. O que sei é que o Miguel há pouco pisou este meu pedaço de calçada e não fez gestos de saber que uma encomenda provinda de uma simpática jovem o espera. Pode desconhecê-la, claro. Digo: a encomenda, já que a jovem algum Pedro a há-de conhecer. Se já fui cuscar a encomenda? Não. Eu nem meto o nariz nas caixas de vinho das quais sou fiel (e gentil também eu, já agora) intermediária, quanto mais. Nem pó.

Das viagens

Diz o estafeta, logo que me vê:
«Gina, a mulher das viagens! Ouvi dizer que gostas de andar de mota.»
«Pá, deixo-me ir. Se gosto do destino, olha, tenho que me aguentar...» Respondi eu, toda em harmonia com o momento, porque sou realmente uma mulher de viagens e, logo que ocorrem, sou delas, das viagens. Confesso que numa priemria... ai perdão, primeira mão intitulei este post de 'este homem não existe' porque notei um tipo de entusiasmo deveras raro.

Graminhas de fim de semana

quinhentos e setenta gramas de maçãs
setecentos e setenta gramas de cebolas
mil trezentos e sessenta gramas de laranjas
quinhentos e cinco gramas de tomates
duzentos gramas de cogumelos
duzentos e vinte gramas de pimentos
cento e vinte gramas de mirtilos
trezentos e setenta e cinco gramas de morangos

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Olá Luís 😁

Olá, o meu nome é Gina, sou a mãe do noivo, este é o muro das experimentações e...

Já experimentei quinze (15!) vestidos, três (3!) saias, três (3!) blusas, duas (2!) calças, um (1) blazer. Em vitória-tipo vence os vestidos. E o vestido da foto abaixo é o de que falo no post anterior. Achei que ficava melhor neste, pronto.

Muro das experimentações

Até agora ainda só um dos modelos que experimentei foi precedido por um avistamento arrebatador. Pareceu quase um susto. Caraças. Passei ao rés de uma montra e assustei me com a explosão de cor e com o feitio. A porra do vestido é lindo. A porra do vestido fica-me mal. A minha vida desmoronou. O vestido era aquele. Mesmo. O menos bom da conjuntura era a cor - rosa vivo [sim, neste post vou esmiuçar a peça] - mås tinha cá um feitiozinho... Compridão, aberto na frente em género camiseiro, mangas tufadas pelo cotovelo e aberturas às laterais da cintura. Era todo ele uma graça, este último pormenor dá-lhe um toque sensual mas gracioso. Mas pronto, lá por ser lindo não quer dizer que, a assentar mal como assenta, tenha que ser este o escolhido, ah poi zé.

passou do encolhimento à ostentação

cores em eu

cores em eu, a propósito do post anterior

A moda

Agora a moda está em recuperação. O confinamento foi o tempo da pouca roupa a uso, da contenção na compra. Agora, quiçá pelo alívio de voltar à vida de outrora, a moda é colorida que se farta - ele e misturar azul forte com verde forte e por junto o rosa forte e ainda se põe o amarelo por cima para brilhar até mais não. Eu gosto. Tenho até um circulo cromático - que trouxe do Pinterest - onde me certifico qual cor é oposta a qual, diz que sendo opostas não nadinha destoa de coisa nenhuma. Claro que a curiosidade em saber se, ou então não, é que me levou a reter a imagem no telefone.

pintura e lisura e belezura*

*conseguida, lá está 

A flor conseguida

A flor conseguida porque o aspirador liberta água logo que lhe retiro o depósito. Nota: não é a primeira vez que aparece no blogue uma flor assim conseguida, esta tem é menos pétalas do que a outra.

pacote e manteiga

'rastreabilidade da ordenha ao pacote'diz o pacote de manteiga
a manteiga o que diz é que' dá o sabor tradicional à torrada'

quinta-feira, 5 de maio de 2022

diz que não se posta

diz que não se posta cenas nas netes após as dezanove, que o algoritmo não assume, não mostra a ninguém o que a gente preparou com afinco e paixão 
eu, posta por posta, jantei sushi, vinha até rúcula no pacote, que também marchou
YAY! 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Findou

A caneta que veio dos euas findou. Digo: a que trouxe a amiga que não sabe o quanto gosto de escrever. Fez a sua vida pelo estaminé e não na minha mala.

(deve saber que estou doente)

o cliente despediu-se com o deveras comum 'adeus, boa tarde' mas logo que pisou a calçada voltou atrás para acrescentar 'e saúde!'

Oh

Estou menos vendedora do que outrora fui. O Xano encantou-se com set de discos 115 e não fui capaz e mesmo encantado pra caraças não quis comprar comprou. Oh.

Post com título

A música põe-me triste, ainda. Percebi isso agora, ouvi-a e ó, pus-me.

Tês de acrescentamento

Trompete! Também Temos 1 trompete! 

 (digo eu naquilo dos instrumentos musicais)

Calendário

As luas de Abril (já vamos em Abril) tenho e, ou, temo-las aqui e desde já. Contudo, não sem antes deixar dito que este mês as tem quase como que de sobra, que são cinco - ó pá tóin xiru!

a 1 Lua Nova; a 9 Quarto crescente; a 16 Lua Cheia; a 23 Quarto Minguante; a 30 Lua Nova

amarelos saloios

terça-feira, 3 de maio de 2022

não mais jamais

Cores

A primeira é porque gosto, também, de lugares de auto lavagens. No outro dia pus no blogue o gosto por postos de abastecimento e, incrivelmente, logo no dia a seguir percebi que posso juntar estes lugares. E foi as cores dos panos, bem como o estental improvisado o que me levou a perceber.
A segunda é porque gosto de papéis coloridos. Estes são tiras que destaquei pelo picotado e que depois desfiz em pedacinhos. Pertenceram a um bloco de facturas, obsoleto por ora.

Códigos

👀

Dona Rosa

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Lisboa, Lisboa

A senhora da loja das balas e anzóis fechava a porta por conta do buzinão de fim de tarde lisboeta. «Ai estes carros» queixava-se ela.

Lisboa, Lisboa

Experimentei gravar um áudio com o telefone no bolso. Resultou. Não é uma audição plena, mas chega o som, capta mais ou menos, vá, é questão de elevar o volume de som quando estou a ouvir. O mais giro é que se ouve eu a fechar o fecho, fica tipo assim uma, sei lá, fica completo, é a vida por inteiro, sem cortes. Acho mesmo giro.

E a minha casa, será que tem instrumentos musicais?

Sim. Aos bués. Que não são usados há buéda anos. Listo-os: um órgão, um adufe, uma pandeireta, um cavaquinho, uma viola, duas flautas. Tantas porras tocantes se tocadores não os há, é a pergunta que ouço e à qual respondo que já houve destes e, daqueles, todos permanecem. Bom, na verdade todos permanecemos, só que não há relações musicais. Já houve até um acordeão, mas esse não listei porque já não compõe número - não permanece, lá está - vendi-o por não lhe dar uso nenhum. Dos meus pertences musicais constam até manuais de solfejo e de tudo o que é aprendizado musical, livros de partituras e uma estante própria para apoiá-los enquanto tocadores tocam, tocavam, em tocantes.

Sou do tempo

Com um título destes pareço até uma pessoa com anos e anos, e sou, tanto que sou ainda do tempo (resolvi acrescentar o «ainda», precisava mesmo de enaltecer a expressão) em que qual computador no estaminé, qual quê. Nada disso. Os preços eram visitados/consultados em simples etiquetazinhas, que, não só continham o preço a pagar pelo cliente, como o que o estaminé pagara, mas este aparecia codificado, id est: os números viravam letras. Mesmo que já não se use esse código de letras, a verdade é que por vezes o uso em situações que nada têm a ver com negócio, como por exemplo no blogue, onde constam alguns posts com o tal código em contexto, não malembra é de nenhum. Vou pesquisar. Já fui e trouxe uma coisinhazinha. Em Fevereiro de dois mil e dezasseis, escrevi assim:
É com alguma regularidade que planto no blogue uma espécie de código que substitui números por letras. A ideia é que somente eu saiba descodificar o dito código secreto, por isso mesmo é que é secreto e o mantenho em segredo e essas coisas assim, e é, também, para só eu continuar a saber como descodificar este código. E é por isso mesmo que se chama secreto... ah, pois é, já tinha dito. Credo, que canseira que foi escrever esta introdução...
Está agora de volta a Gina do presente – Olá!
Este parlapié todo vai ter ao seguinte: atendi de seguida dois fornecedores e, no finalzinho das encomendas, por conta da eventual necessidade de consultar o pedido, saquei do telefone para captar uma imagem do que escreveram, isto cada um em seu bloco e obviamente com prévio pedido de autorização, e também anuncio já que é passo recorrente, e nem quero estar para aqui a dizer: «ai, sou tão inteligente...», não é esse o caminho, bem sei que não é novidade para ninguém, a gente quer fixar uma merda qualquer e toca de tirar fotos... E já estou noutro parlapié. Bom. Então. É que estas porras todas juntas ofereceram-me uma lembrança: tempos houve em que eu tirava mas era uma fotocópia ao pedido e, em tempos ainda mais remotos, logo ao início da relação comercial pedia ao fornecedor que não olvidasse de colocar o papel químico por baixo da folha, não fosse acontecer a tal eventualidade. Ah, dona Júlia, sô Gregório... Às vezes penso-os, lá isso.

Lilazinho

Durante o percurso de estrada avistei um extenso campo com flores lilases. Aconteceu como acontece sempre: ao longe as flores estão todas juntinhas e a cor é intensa, com a aproximação as flores vão-se distanciando umas das outras e a cor perde impacto. Não que seja menos bonito um campo próximo do que um longe, tampouco me apetece comparar o incomparável, mas esta é uma questiúncula que me apraz verificar. Repito que este campo era extenso, para aí quê, quinhentos metros - olha eu a fazer de ser boa a medir distâncias com os olhos - e com flores lilases e, se a minha mãe o visse, chamar-lhe-ia «campo lilasinho».

Abanar com pousar de pé

Este varandim estremecia ligeiramente mal lhe pousasse o pé, e não me afronta lá muito que um pedaço de metal e betão (a modos que suspenso, vá) estremeça à passagem, mesmo que em poucochinho. Mas sim, este varandim dizia-me: «olha eu aqui! vivinho!» mal lhe pousasse o pé e jamais me ocorreria fazê-lo intencionalmente. Não que em mim não more maldade, mas essa não mora, não. Ah, as águas são as do Tejo, aqui bem verdinhas. Também já as mostrei em azulinho, ontem, é ver aqui.

Baloiço invisível

Já deixei dito no blogue que andei de baloiço, só não pus foi imagens senão a da trave deitando as correntes que o seguram. Hoje e agora venho mostrar duas fotografias mui lindas, bem bem bem lindas... Quero dizer: eu gosto. São paisagens (mui lindas, bem bem bem lindas...) O que gosto nestas fotografias é:
    • a primeira, o ramo seco e arqueado que quis destacar e que, afinal, até parece que tapa as nuvens
    • a segunda, os brilhos que nem bem vi aquando do clique e que, afinal, vieram e estão comigo

Nasceu

É desde muito jovem que tenho este desejo de conhecer a nascente do rio Tejo, começando o interesse quando na Escola Primária aprendi a lista dos maiores rios de Portugal. Ora, sendo o rio Tejo o mais próximo de mim e conhecendo eu onde desagua, o mais natural nesta que vos escreve é querer ver o outro lado da questão - se desagua aqui, onde será que brota? E está então conhecida a nascente do rio que para mim é o mais marcante de sempre. Já dei conta deste evento no blogue, mas foi em poucochinho e quero estender o assunto. Acrescento então que a neve me surpreendeu, idem para o lugar por tanto destacar o rio mas, principalmente, a sua nascente - há todo um rol de obras (de tamanhão) expostas em altos pilares, um espaço aplainado (e cheio de neve, oh que boniteza) para se andar por ali só porque sim ou para apreciar demoradamente as obras ou cumprimentar as margens e as pequeninas pontes. Aos primeiros metros a água do Tejo é acastanhada, o que também foi uma surpresa, presumo que a cor é por conta dos degelos. A nascente propriamente dita é um brotar, faz barulho e tudo, como já expus anteriormente (link acima), assim como já expus que ficava horas a ouvir aquele borbulhar. Horas. Não duvido. Acalma. Alegra. Conforta. É mesmo bom ouvir. Eu já disse que ficava ali horas...? De resto: tenho fotos, deixando como última a que pertence ao post linkado acima e que editei com filtro e legenda - o filtro para marcar o dizer - «Origen del Tajo» e a legenda para definir onde está o borbulhar. Mas antes as outras ainda não publicadas, vá:

opinião impopular

👀

pizza é melhor que sushi

não, não é
sushi é maravilhoso
sushi é limpo
sushi é saciante, saboroso, é uma visita a todo um rol de sabores
não
se calhar pizza também se encaixa nesta descrição
mas sushi é bem melhor

domingo, 1 de maio de 2022

dia da trabalhadora

Banhos, de rio não.

Não me relaciono confortavelmente com fundos de rios e de mares, já com os das piscinas, pois que tudo bem. Se uns são misteriosos, certo é que as outras o não são – o fundo de uma piscina disso não passa, enquanto que o funod... ai perdão, fundo de rios e mares sei lá eu o quê e o que. Praias de mar, quiçá se por hábito, adentro sem pensar muito, praias de rio, quiçá se por desábito, adentro e esforço-me até mais não para não pensar em quês e ques. Por isso é que, mesmo que diante de azuis como os das fotos abaixo, vontade nenhuma me dá de dar banhos de rio a mim. Aprecio só com os olhos, pronto. E dedos de clicar no botão das fotos, já agora. É o Tejo, fique-te também o lembrete, ó Gina.

os paradoxos trazem-me um certo respeito pela doidice
de existirem

👀

os olhinhos acedem ao post onde deixei a frase que agora repito (título)
foi assim por conta de a ter lembrado logo que vi estas sombras e estes sóis
pois que uns e umas não existem sem as outras e os outros
entretanto, no mesmo lugar (visitado durante esta viagem que tanto tem engordado o blogue e blás e mais blás) , vi um aviso para se dar a mão às crianças por via de ser perigoso
o que me lembrou que me falta, faltava, faltaria a minha mãe
ideia que deixei também presente no blogue e que se pode visitar nos olhinhos a seguir 👀
sim, hoje é dia da mãe, e o post anterior já dá conta disso, cá na minha cabeça, dá
quando foi dia do pai não fiz referência nenhuma, não quis, mas hoje, talvez porque sou mãe, não deixo passar

o meu desejo é que os ricos filhos gostem de mim na mesma
e até sempre

Dias de um Ginásio

Tenho uns ténis vegan e laváveis na máquina sem medos nenhuns. Têm uma etiquetazinha em cada um e tudo. Pondero é se será para tirar...? Se consta da preparação e ao depois da compra actuam como mero aviso: 'olha, somos umas etiquetas, compraste os ténis, agora tira-nos daqui, vá'. Oh, uma pessoa sabe lá. Gosto de as ver ali, presas na primeira laçada, azul sobre branco, nuvens fofas em céu muito azul, há lá melhor combinação de cores, né? Poi zé.

Dias de um Ginásio

O professor chama-me miss Gina. Não é que esteja mal eu gostar, está é mal eu achar mal em gostar.