sábado, 16 de novembro de 2019
Lá isso
Conforme vai tendo uso, a caixa de fósforos vai dilatando as suas juntas. Lá isso é verdade.
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Clientes
Acabou de sair daqui aquele cliente da voz bonita e que, ainda por cima, cheira bem. Pronto, nem sempre a vida me pode correr mal, o cliente anterior assobiava e tinha mau hálito.
Do dia frio
Sim, está frio. Tanto (frio) que me lembrei de vos dar a conhecer dois lugares de Lisboa que em dado horário se encontram bem quentinhos:
Rua Ângela Pinto, ao meio-dia
Avenida Manuel da Maia, às duas da tarde
Rua Ângela Pinto, ao meio-dia
Avenida Manuel da Maia, às duas da tarde
Nudez
Sonho
Sonhei que tinha a barriga muito inchada, o que muito me desiludiu. Foi uma coisa proporcional, portanto. O sonho desceu de ontem à noite ter comido uma laranja, é que só pode.
quinta-feira, 14 de novembro de 2019
Nova temporada
Está aberta a temporada de correr para casa dos clientes. Eu explico. Quando chega o frio e o trabalho se prolonga dia afora, quero eu dizer até e durante a noite, para aquecer quando a caminho do recesso do lar dos caríssimos clientes, corro e incito o meu colega a correr mais eu. E ele corre, mas sob um protesto fingido: 'e agora obriga-me a correr!'
Lanchinho
O meu colega sentenciou que ao lanchinho a gente ia andar à pêra porque havia uma só pêra na caixa da fruta. Entretanto, em jeito de posta-restante mas sem mudar de parágrafo porque não me apetece, venho anunciar que quem comeu a pêra fui eu, e nem andámos à bulha nem nada. Não foi preciso, ele abalou para tratar de umas coisas e eu pumba. Mas antes de a comer tirei foto, ó:
Eis outra posta-restante, esta com outra roupagem, já comprei frutinha para compor a vazia caixa, e ouvi novamente o nepalês dizer bénanas, querendo dizer bananas, como acho que é fácil de prever. À despedida desejou-me um bueno dia e eu disse que assim não, que bueno dia es en catellano, cariño, em português é bom dia.
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Vi-me e desejei-me
Como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, sou mulher para ter rascunhos e ideias no bloquinho rudimentar, e até no caderno, que depois transformo em posts com o intuito principal de engordar o blogue. Esse rascunhar é apressado e deveras resumido, acontecendo então que alguns desses rascunhos não consigo traduzir. É. E venho contar que me vi e desejei para lembrar que raio queria eu dizer com:
esfregona, podia ser um sítio mais grácil ou senhoril, mas não, é ali
E já me lembrei, pois claro, e é por isso que ponho este post diante de vós, precisamente um mês depois de a ideia ter aparecido. Foi então assim:
Cá por coisas, eu tinha uma nódoa negra na dobra da mão que acontece onde o polegar e o indicador se juntam, e que é, oh vejam lá, o ponto onde a esfregona assenta. Era só isto. Ou é mais: eu ia escrever que a minha enorme nódoa negra, que me doía aos bués sem nada lhe tocar, doía mais ainda se tinha que segurar na esfregona, que é coisa longe de grácil, e para cumprir uma tarefa nada, mesmo nada, senhoril.
Este assunto podia
Este assunto podia ficar no post anterior mas não quero, assim jamais assumiria a importância que lhe quero oferecer. Trata-se da pasta de dentes e do fio dental que anda no meu actual viver. O fio dental... ai perdão, dentário (ui...) não tem cera. Comprei-o assim a seco na sequência de muito me espantar com o baixo preço. Pudera, falta-lhe molho. Nas primeiras utilizações ainda fiquei montes de contente por conta de não me saltar nenhum pedacinho de comida dos dentes que aterrasse no espelho. Só que entretanto isso começou a acontecer também. Tenho portanto dois males existentes na minha vida, 1 , o fio dentário sem cera, que dói que se farta, 2, o espelho da casa-de-banho pejado de pedacinhos de comida. Já a pasta de dentes, comprei também recentemente, atentando igualmente no preço, uma vez que estava em promoção e é uma daquelas de especialidade, pois que um dos componentes é carvão, o qual, em pasta de dentes, e incrivelmente, oh vejam lá, é presença que branqueia. Sim, o carvão branqueia os dentes, só não me alongo nos quês desta contrariedade porque não estudei o suficiente. Ah, é verdade, a pasta sabe a flores, o que contende com o sabonete que está no post anterior. Eu assim ao princípio ainda pensei, ah e coiso, isto é mas é o sabonete que é tão bom que o cheiro anda pelo ar e mete-se no tubo da pasta. Mas não, ora essa, isso já era fantasia a mais e eu sou sempre tão certinha, tão em conformidade com o capazmente. Grata, deveras grata, por terdes lido este post.
Lar meu
Tenho aqui no estaminé uma lâmpada que terá lugar no contentor da reciclagem brevemente, essa e três pilhas daquelas com três ás. Acabou-se-lhes a energia aos quatro. Oh. Sim, é verdade, o mundo precisava mesmo de saber isto. Mas há mais. Há um lugar lá em casa onde coloco coisas a fazer de bibelôs, só por dizer que não o são, sendo, antes, recicláveis, ou, ainda, ai a porra das vírgulas, peças a ser aplicadas em dias vindouros, as quais posso listar: um punho de torneira, um tubo do carro, um pedaço de veda-portas. Com tudo isto e por junto, esse altar contém outrossim, oh vejam lá, um daqueles espécimes do antigamente, composto por dois potes para tinta, duas abas para receber correspondência por entre, e uma espécie de caminha para receber a pena. Sim, podemos levar, ou elevar, a questão para o plano sexual. Quero dizer: eu já elevei. Mas a pena. Se calhar a caminha é mas é para uma caneta, que às tantas aquilo não é assim tãããããão antigo. Contém, ainda, um abre-cartas, rombo que se farta, uma vez que toda a peça não passa de um fingimento a fazer de ser útil mas não se acabrunha nada, qual quê, e faz de enfeite. De volta aos recicláveis, havia um tinteiro de impressora, que é coisa para fazer uma ligação fantástica com o espécime do antigamente exposto acima, e que derramou tinta. Desgraçadamente. Oh. Agora até estou a lembrar-me que os potinhos de tinta do antigamente, portanto: os verdadeiros, também foram coisa para se ter derramado vida afora, uns e, ou, outros. E eu nunca mais acabo este post... Bom. Então. A tinta desse tinteiro derramou-se à vontadinha em cima do móvel, manchando, não só a tal lâmpada, como um sabonete muito cheirosinho, muito bonitinho, que estava dentro de um saquinho muito levezinho. O tinteiro está no lixo porque a pessoa gosta de reciclar mas não quer a casa manchada de tinta preta e penetrante aos bués. A lâmpada está onde já referi. O sabonete pu-lo de utilitário na saboneteira da casa-de-banho. É muito bom, muito cheiroso e cremoso, mas lá por ser de classe elevada não quer dizer que se não utilize, né? Ah, e não, não estava manchado com a tinta. A curiosidade em saber se havia sido é que me levou a pô-lo a uso, dispensando o que, por acaso, até já estava de abalada.
Lençóis
Os anos já são tantos que os lençóis me andam todos desfasados. A juntar aos tingidos por sei lá o quê, há os que já se romperam, o que leva a que outros sobrem e há que os conjugar ao menos por aparência de cor. Há também os que herdei e que já vinham desfasados de outro lar tão velho e baralhado como o meu. De maneiras que o conjunto, por assim dizer, que tenho ao momento na cama é meio flanela meio algodão, com as fronhas a condizer com a flanela. Não está mal de todo, isto se considerarmos (estou na segunda pessoa do plural para me convencer que tenho companhia num post deste calibre) que estamos na fase de transição, acabámos de chegar de um Verão (frio, mas pronto), aterrando num Outono já bem fresquinho. Portanto: este ano é que estou a fazer uma transição mesmomesmomesmo transição, pois que, aos mais anos, era a flanela de rompante e de uma vez e pronto e acabou a conversa. Não acabou nada → Olá Outono. Está tudo bem contigo?

Um dia e meio
Hoje é quarta-feira de manhãzinha e a cada movimento de abertura de qualquer um dos braços lembro a professora de Pilates de segunda-feira à tardinha. Isto de a gente estar em prancha e querer tocar no chão antes de mais com o peito e forçar até ao máximo para que não seja a barriga a ganhar o chão antes do peito... É do caraças. É bem verdade que eu agora tenho as mamas mais elevadas do que a barriga, o que conta como mais-valia, mas não me chega. Ou chega, chega primeiro o peito.
Bolachinha
Se eu tivesse tirado uma foto à bolachinha que um cliente me deixou, vocês iriam vê-la. E não, não é não querer tirar uma fotografia nem é não a verem por já a ter comido, é porque não e acabou a conversa.
Dia de (disseram na Radio)
Hoje é dia do doce da casa. O Doce da Casa, assim é que é. Há muitos, mesmo muitos, restaurantes que o têm e eu levei muitos, mesmo muitos, anos a fixar o que raio é, de tão básico → natas, leite condensado, bolacha e, eventualmente, doce de ovos. Sei lá, uma pessoa ouve 'doce da casa' e imagina que há-de ser algo maravilhoso, louco, preparado com muita antecedência, rigor, paciência, sabedoria e carinho. Mas não. Há contudo restaurantes que decidem marcar a diferença e arranjam-lhe nomes esquisitos e há até os que arranjam um doce da casa parvo, como uma vez encontrei um que era uma miscelânea de todos os doces que havia na banca frigorífica. Lá que lhe arranjaram um nome para lá de engraçado, arranjaram, mas agora não malembra qual. E pronto, o Doce da Casa é o doce da casa e acabou a conversa.
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