É o drama, é a desgraça, concluí, logo que li a mensagem - a pessoa escreveu isto na parede e a seguir atirou-se daqui abaixo. Se estou certa, este escrito nem foi o grito de alerta nem nada. Depois fotografei, perdurando o tema, assim, pois prazer tenho eu nisso.
sábado, 31 de julho de 2021
Os dois primeiros
Exceptuando os dois primeiros posts deste dia 31 de Julho de 2021, os seguintes, e daí em diante e até ver, já foram debitados auxiliada pelo PC doméstico. Há uma frase que sempre lembro quando chego de férias e ponho a uso o PC:
'ah... o conforto de um teclado gigante...'
E pronto, cá estou eu, no PC doméstico, digitando no melhor teclado que alguma vez possuí - pequeno, com o espaço ideal por entre teclas, silencioso mas presente, que eu bem me ouço. E estou, não só para dizer quão sensacional pode ser, para os dedos, digitar, mas também para os ouvidos. Tão bom.
Bom. Então.
Este post é também para dizer ao mundo que durante as férias vivi com um digitar indesejado. Há semanas atrás falei no blogue acerca de clicar nas etiquetas relacionadas com o que escrevera e que vinham aos packs de duas porque estava um calor que não se podia. Pois bem, descobri que não é nada disso, é mas é o meu telefone que já acusa desgaste, está assim como eu, já não é jovem mas ainda anda por aí, vivendo, fazendo uso do que é. Então, durante as férias, mediante a chatice que é retirar etiquetas indesejadas, não só pelo tamanho das letrinhas como porque aquela porra não fica centrada e é um problema acertar onde quero, resolvi marimbar para as etiquetas e colocá-las em chegando a casa. E foi o que fiz hoje, logo às primícias do tempo que dedico ao blogue. Presentemente tenho-o bem bonito e muito aprumado. Se discordarem destas resolutas afirmações não faz mal, eu gosto de vocês na mesma.
Frio
Percebo que percebam o frio que tenho como sendo desarrazoado, se afinal estamos no pino do Verão. Tenho frio por dentro ou tenho frio de fora. Durante as férias o frio estava todo por dentro, hoje, em casa, o frio vem de fora. Lá, diverti-me na mesma. Cá, a divertir-me estou. Tenho no telefone algumas fotos que não cheguei a publicar mas que quero publicar, como a que se segue. Se outras virão, sei lá, mas agora quero que venham. Construções fora do tempo, é o que serão, em vindo, acrescendo contudo que serão publicações na mesma. Deixo já uma dessas, afinal redigi este texto com o apoio desse momento.
Parece-me
Isto de o barulho dos restaurantes ser uma tormenta não é novidade nenhuma, qual quê, mas é cada vez mais sentido. Acho que vou ser uma velhinha sem saídas. Devo combater com afinco esta questão, fazer que não é, que não há, parece-me. Parece-me porque me parece que não vivo, parece que o normal é o divertimento e o divertimento está onde não estou. Parece-me.
Cozido de grão
No cozido de grão apareceram uns três bem escurinhos. Pensei que esmagá-los com os dentes seria impossível, então testei com o garfo e. Pensei que não se davam cozidos, afinal dão.
sexta-feira, 30 de julho de 2021
quinta-feira, 29 de julho de 2021
No areal
No areal... Até parece que vivo aí, e vivo. Bom. Então. No areal, um homem escrevia à mão, num papel de carta. Pareceu-me um desses, pelo menos. Aparentava uma concentração do caraças e é óbvio que não conheço o tema da missiva, embora tenha sentido a tola e comum curiosidade de voyeur. Mas o giro disto é que ainda ontem vim contar de mim, que rabisco publicamente, e hoje é que me lembrei que não há muitos dias vi parecido a mim. Quando assim é sinto uma espécie de companhia. Digo espécie porque estou sozinha na mesma.
éme e, ou, éme
Não revelo a qual dos émes pertence a minha autoestima - se uma maravilha, se uma merda - mas a verdade é que por estes dias não lhe tenho dado grande uso, uma vez que, ou fixo o chão ou dou atenção à dita. Então, à conta do carradão de pedras que há no areal, opto por fixar o chão, caminhando de cabeça baixa. E, mesmo assim, pisei fortemente uma pedra com o calcanhar e consegui uma pequena fissura num dedão. O calcanhar doeu horrores, o dedão, pronto, pá, coiso.
Perguntinha
Quando se encontra um bom lugar no areal mas ainda assim se pergunta à companhia:
Aqui, de verdad, non¿
Aqui, de verdad, non¿
Os viajados
Os viajados, quero eu dizer: as limas e os limões, estão de resto - duas limas e meio limão. Há claramente uma preferência pelo limão. Com o acrescente do pão, não quis desonrar o poder cítrico, quis preencher o espaço e escolhi o pão.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Filtro
O filtro de realce ou nitidez pode chamar-se, apenas de, impacto. Eu queria ver os peixinhos sem desconfiança de que o não sejam, e pus o meu telefone a impactá-los. Em vendo estas fotos em grande, no PC doméstico, guardo com muitas reservas a hipótese de o impacto me desiludir, mas pronto, entre deixar já publicada esta ideia, bem como as fotos que lhe pertencem, ou arrastá-la até casa, opto por despachar já a questiúncula em foco neste post, a qual, em resumo, é: o filtro impacto do meu telefone contorna e, mais, define o cardume¿ (vai com ponto de interrogação à espanhola e tudo)
#semfiltro2021 |
com o filtro 'impacto' |
Insolência crocante
Gosto de sentir a areia debaixo dos pés, principalmente quando desfaço a fina camada que encima uma parte que ainda não secou. É uma crocância feita de propósito para os pés. Os meus, acrescento, insolente.
À noitinha de ontem
Em sangria, ou algo do género, sou de beber de enfiada. Não descirno se porque gosto muito, se porque sou sôfrega, se porque desliza bem, se porque, e simplesmente, adivinho que, esperando, bebericando, acalmando a voracidade e tal e tal, derrete-se o gelo e aquela maravilha perde vida.
Havia flamenco a animar - dança e canto. O dançarino era muito jovem, porém, artista suficiente, para já. Não que eu perceba muito destas coisas mas sei o que sinto daquilo que vejo. Havia muita gente. Demais. Senti a ansiedade crescer. Apaziguei-me rabiscando notas no bloquinho rudimentar, admirando o mar, ou o dançarino. As esperas dão-me conta da cabeça. Caraças. Enquanto rabiscava as coisinhazinhas um homem observava-me interessadamente. É sempre agradável surpreender as pessoas. Eu havia escolhido o bloquinho rudimentar para a distração porque, rabisco que é rabisco, aponta-se rapidamente.
Bom. Então. La ensalada de pulpo estava temperada à maneira e la tarta de queso foi a melhor de todos os tempos. Eu não faria melhor, gosto sempre de comer a comida que eu não faria melhor.
Havia flamenco a animar - dança e canto. O dançarino era muito jovem, porém, artista suficiente, para já. Não que eu perceba muito destas coisas mas sei o que sinto daquilo que vejo. Havia muita gente. Demais. Senti a ansiedade crescer. Apaziguei-me rabiscando notas no bloquinho rudimentar, admirando o mar, ou o dançarino. As esperas dão-me conta da cabeça. Caraças. Enquanto rabiscava as coisinhazinhas um homem observava-me interessadamente. É sempre agradável surpreender as pessoas. Eu havia escolhido o bloquinho rudimentar para a distração porque, rabisco que é rabisco, aponta-se rapidamente.
Bom. Então. La ensalada de pulpo estava temperada à maneira e la tarta de queso foi a melhor de todos os tempos. Eu não faria melhor, gosto sempre de comer a comida que eu não faria melhor.
terça-feira, 27 de julho de 2021
Limas e limões
Limas e limões, trouxe eu de casa. Concretamente: quatro limas e sete limões. As limas comprei há para aí duas semanas porque achei que ia fazer algo com elas nesse fim-de-semana, e já se está a ver que não fiz, os limões, ah, os limões foram oferecidos pelo Gualter. Quer portanto isto dizer que os limões são mais viajados do que as limas. Actualização em rodapé: ao momento tenho três limas e três limões.
segunda-feira, 26 de julho de 2021
Menu
O menu era gigantesco - uma placa de uns cem por oitenta centímetros que assentava num cavalete e que era movido conforme os clientes iam abancando. Que giro. É medida antivírus, fica a nota para que no futuro eu perceba este gigantismo.
Toalhas novas
a dois tempos
depois de publicar a foto que está no post anterior é que percebi que havia captado alguns dos nossos dedos dos pés
ora, como quero isto tudo muito bem explicadinho, usei setas e nomes
ora, como quero isto tudo muito bem explicadinho, usei setas e nomes
Pequeno-almoço
O pequeno-almoço, em questão de líquidos, é café. Não trouxe chás, ainda que me tivesse passado pela cabeça trazer dois ou três tipos. Mas, não usando chás de saqueta, que não uso, o acondicionamento era, ou pesado - se usasse frasquinhos de vidro - ou frágil - se usasse saquinhos de plástico. Mas o café. Ocorre então por estes dias que não há aquele miminho do café expresso após o pequeno-almoço porque já me encontro como que dispensada de mais cafeína.
Primeiro
Ouço os papagaios e o mar. Se bem que a uns e outros lhes seja dado fazer mais do que sons, por ora e por aqui, está bom assim.
domingo, 25 de julho de 2021
Vamos à praia 🏖
Uma menina vinha pela mão da mãe, quando as ultrapassei, a menina perguntou-me:
Vais a la playa?
Respondi prontamente:
Sí!
A mãe chamou a atenção da menina, mais em tom de desculpa para mim do que em ralhete para a menina, mas infelizmente não percebi nada. Engraçado como, não só os tons da fala podem indicar o teor do discurso, como há reações deveras expectáveis, inclusive a minha, que pela espontaneidade me saiu mesmo à portuguesa:
Ora essa, não tem mal nenhum.
Vais a la playa?
Respondi prontamente:
Sí!
A mãe chamou a atenção da menina, mais em tom de desculpa para mim do que em ralhete para a menina, mas infelizmente não percebi nada. Engraçado como, não só os tons da fala podem indicar o teor do discurso, como há reações deveras expectáveis, inclusive a minha, que pela espontaneidade me saiu mesmo à portuguesa:
Ora essa, não tem mal nenhum.
Hábito
Mesmo estando de férias, reciclo o plástico. E nem é por as visitas à praia serem recorrentes, o que me prova (recorrentemente) como os mares estão 'plastificados', é principalmente porque estou habituada fazer a separação do lixo.
sábado, 24 de julho de 2021
Cheirinhos
Trouxe uma embalagem de detergente e outra de amaciador, ambos para a roupa, cujo uso dispensarei porque, na verdade, é presença desnecessária para estes dias. Fui ao supermercado horas antes da vinda para férias e havia deixado estes dois itens para a próxima leva, mas esqueci-me. Então pronto, vieram e estão onde estavam. Posso dizer que viajaram comigo. E que viajarão. Estou a lembrar-me que estão até a ser úteis desde já - a dar cheirinho à bagageira.
sexta-feira, 23 de julho de 2021
almoço e jantar
Tomate en rodajas con melva, de almoço. Quando vi que as rodelas do tomate não mantinham a mesma espessura umas e outras, fiquei agradada. Orégãos e azeite a rematar, e bem. A empregada de mesa fez espanto por eu dispensar bebida a acompanhar e insistiu num vasito de agua. Aceitei. Não chegou a chegar, porém, e é bem dizer que não lhe senti a falta. Ao jantar houve melão e, antes, espargos e ovos. Só coisas boas, portanto.
eu bem disse que tenho o cabelo curto... bom dia! 😁
Levantei-me cedo e segui viagem. Não que a imagem seja d' hoje, mas como tem a minha cozinha como cenário, olha, condiz com o pequeno-almoço.
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Um certo empoderamento
Há mulheres que ficam extremamente felizes quando mudam o corte de cabelo, quando levam uma massagem, quando lhes embelezam as mãos. Eu é quando visto um sutiã novo.
10154
É a falar que me posiciono e me dou a conhecer, id est: existo. Gostava que houvesse um mundo onde fosse dispensável falar, mudava-me para lá. Muda (va-me), que graça. Normalmente não me sinto desencorajada acerca do teor dos assuntos, antes nos motivos para os expor. Pá, é aquela (minha) velha questão: alguém quer ouvir?!
Esviscerar
Esviscerar é procedimento de cirurgião e de peixeira. Ouvi numa série televisiva, mas, ao que parece, podia ter ouvido, e até visto, na banca de peixe do mercado.
Graminhas na barriga
Quando fui para pagar o que comprara no nepalês da frutaria, levantei a camisola porque tinha entalado o porta-moedas com o cós das calças. Estava calor e o suor faria de cola, e fez. Foi aliás o que disse ao nepalês quando ele desatou a rir. Muito riu ele. É de riso fácil, já aqui o tenho dito. Friso bastante esta questão porque não me vejo com graça suficiente para tanta risota. Bem sei que ainda ontem publiquei um vídeo onde me digo engraçada logo no título, e sim, sou, até me faço rir a mim, mas fazer alguém rir presencialmente faz-me duvidar de a vontade ter aparecido por conta de alguma obra gestual, ou vocal, desta que escreve. Já nos vídeos, então sei lá eu, né, não vejo as pessoas a verem os meus vídeos.
Simultâneo
Penso, resolutamente, que não mais procurarei ajuda médica para as minhas tontices. Este sentimento parece-me uma desistência absurda e uma luta vencida em simultâneo, o que é ter tudo amontoado na mesma.
Diário cabeludo
#14julho2021
Pedi à Isabel que me cortasse o cabelo e vai que ela se dispôs a cortar aos bués. Fiquei arrependida de lhe ter revelado que a franja me anda a fazer impressão. De maneiras que, pronto, estou de cabelo bem curto. De momento sinto uma certa leveza ao redor da testa – hum, ok, vá. Não me reconheço, só não estou mesmo arrependida porque não há nada que possa fazer, tirando esperar que o cabelo cresça. Pode ser que leve dois ou três dias a gostar verdadeiramente deste corte, mas creio firmemente que levo, no mínimo, quinze dias.
#15julho2021
Por trâmites que dispenso publicar, hoje calhou de ir ao salão. Logo a Isabel perguntou: Então, acharam-na muito 'cortada'? E eu: Oh, isto cresce! Pronto, como já ontem referi, é a modos que chocante este meu aspecto de garota com o cabelo à rapazinho.
#16julho2021
Pouco a acrescentar. Aquilo de o capacete quase não fazer mossa no penteado é uma insignificância, afinal foi facto que nunca impediu. Bem certo é que nunca impediu porque não deixei que impedisse, mas.
#17julho2021
Hoje foi o primeiro dia que alguém me notou a diferença. E gostou, já agora fica a opinião e, já agora, fica a opinião em concreto: parece uma miúda.
Agora estou aqui em cuidados com este diário. Os quinze dias vão passar pelo decorrer das férias na praia. Ainda que me não faltem assuntos que juntem cabelos e água salgada, o certo é que estou a apontar todos estes itens no documentozinho que habitualmente uso para construir a maioria dos posts que o meu blogue contém. Ora acontece que esse documentozinho não é suportado pelo meu telefone. O que posso fazer, e me parece que vou efectivamente fazer, é copiar para um post no blogue o que tiver escrito até à partida para férias, deixar essa parte em rascunho e continuar com o diário num documentozinho no telefone e, vai daí, chegada a casa, junto tudo e pronto. Sim, sou um génio, lá isso. Uma génia. Génio não ter género feminino é ultrajante.
18julho2021
Pois que hoje, num repente, apareceu-me o cabelo oleoso. Hum? Quê?! Sei o que é – falta o comprimento ao cabelo, aquele comprimento onde se encontra a parte seca da sua existência, é por isso.
19julho2021
Então Gina, já te habituaste à diferença que vês no espelho?
Não Gina, ainda não.
Hum.
Pois.
20julho2021
Estou aqui que não posso, ora pois. Já me habituei à imagem com que o espelho me define. Acho que aconteceu o que acontece com qualquer corte de cabelo, seja muito ou pouco:
Corta-se o cabelo e o peso fica diferente, vai daí, o cabelo sente essa falta e comporta-se diferentemente, ondula menos, ou mais, acachapa mais, ou menos. Estes 'mais ou menos' existem nesta ideia porque ser 'mais', ou então 'menos', depende do próprio cabelo e do corte que lhe foi feito. Eu sei, eu sei, isto está aqui um post de categoria! Oh-oh, oh se está!
Ora dizia eu logo ao início deste pedaço de texto que já me habituei, o que significa que sinto que o ideal ao momento era parar já hoje com toda esta interessante trama. Mas não me apetece. Id est: agora apetece-me continuar a estender o assunto, considero valoroso vir deixar recado de como se porta o meu cabelo aquando das visitas ao Mediterrâneo, vulgo água, sal e sol. Só não sei é se estando lá terei realmente essa vontade. Mas pronto, fica a vontade de continuar. Olha, faço assim: se este post acabar aqui, então é porque decidi que pararia com isto hoje.
22julho2021
Ontem não vim cá dizer coisas. E pronto, estou habituada ao meu novo corte de cabelo, qual quê nisso de levar quinze dias até. Nada. Nem a uma semana chegou, já que anteontem registei a habituação. E páro hoje com este diário. Sim, é melhor.
Segunda dose
A segunda dose da vacina, aquando dos sintomas e porque os senti como que impostos, vi-me totalmente afastada de qualquer tipo de inteligência ou equilíbrio, se afinal estava bem e fui pôr-me mal. Não parece mesmo uma enormíssima estupidez, isto? Pois parece.
quarta-feira, 21 de julho de 2021
Sonho
Sonhei que me rebentavam as pernas e a cama se enchia de sangue. Pá, então, né, é aquela.
nota: o sonho descrito acima, quiçá por ser parecido, lembrou-me que ainda não havia registado o do post anterior
Sonho
Sonhei que vomitava coisas nojentas. No sonho eu estava mais a vomitar do que a enojar-me. Agora, na vida real, estou só a enojar-me, e bem mais do que no sonho.
terça-feira, 20 de julho de 2021
Isto de ter o blogue tem isto de bom.
Conheci a rua mais bonita de Lisboa quando fui entregar uma amostra de pele (digo assim para ficar bonito) para esses lados. É coisa para ter acontecido há muitos anos. Não duvido que na altura não tenha notado a correnteza de árvores, bem como não duvido que as tenha notado, sim, pois que sei lá eu. Esta pessoa na altura nada registava por escrito em lado nenhum e acontece que, não estando na memória nada alusivo à descoberta de tão belo cenário, nada sei. Isto de ter o blogue tem isto de bom.
Lisboa, Lisboa
O prédio lilás tem moinhos coloridos, muitos, e plantas que descem pelo varandim. Mas eu bem que andava à cata do prédio cor-de-rosa. Vi alguns, mas não aquele. Entretanto, a juntar ao lilás já referido, vi outros de outras cores: azuis e verdes.
Pode ser
Eu espero aqui fora, avisou a cliente, e ouvi-a bem, o que me espantou e me trouxe a certeza de que algumas vozes sobrepõem-se ao som da lixadora. Pode ser uma particularidade das vozes graves, e 'poder ser' não alcança a certeza.
Os peritos
Olá, sou a CCF4.
Há peritos que dizem que sou uma chave igualzinha à CCF1, que a única diferença é a minha pequenina saliência que contrapõe a meia-lua dessa companheira, o que, portanto, não constitui diferença nenhuma ao nível dos cortes. Mas a Gina opõe-se, diz que sou rechonchuda e ela é esguia.
Os ensinamentos
Olá, sou a IB1.
Venho mostrar que consigo parecer alguém desfiando itens da sua existência. Foi comigo e, principalmente, por minha causa, que a Gina viveu o seu primeiro ensinamento, que ocorreu logo que ingressou neste mundo de chaves – olha que vai parecer-te a VI80, mas vê bem, não é, vês este canal aqui, é mais fino, toma atenção.
O gato
O gato do post anterior fez-me lembrar do gato roxo, que, percebi ontem, nem é só roxo, nem nada, é verde, e, na verdade, é mais verde do que roxo, oh vê lá tu. Acrescento também mais (ai, adoro redundâncias, id est: gosto mesmo de escrever) informação: puseram-lhe o amarelo a fazer as sombras no focinho. Bem giro, isso de o amarelo fazer de sombra.
Dia de (disseram na Radio)
Hoje é dia dos amigos.
Às vezes acontece-me ter quem por momentos prove a amizade que me tem.
Hoje é dia da lua.
Hoje é dia da lua.
Não sei o que dizer. É misteriosa. Tudo o que é mistério envolve uma parcela de medo, que se elimina com a curiosidade. A curiosidade matou o gato, diz o povo, e eu digo que mata o medo, pronto.
Lisboa, Lisboa
Seguiam dois turistas à minha frente e de um ouvi:
Pas deux minutes. Même pas un minute.
Consultavam o percurso no telemóvel, depois é que notei. Ah... Pois é, as aplicações do género prevêem as horas de chegada aos destinos, daí a referência... Hum.
Pas deux minutes. Même pas un minute.
Consultavam o percurso no telemóvel, depois é que notei. Ah... Pois é, as aplicações do género prevêem as horas de chegada aos destinos, daí a referência... Hum.
Can you buy me a kebab?
Ouvi eu de um pedinte que se pôs à porta do estaminé. Neguei o pedido e ele olhou para o chão. Não foi desilusão, foi contenção.
bolo d' anos
o meu bolo d' anos foi o red velvet
ficou não tão red assim porque decidi que aquela porção de corante era basta
ficou não tão velvet assim porque usei iogurte em vez de leitelho
mas, e, ficou tao bom...
ficou não tão red assim porque decidi que aquela porção de corante era basta
ficou não tão velvet assim porque usei iogurte em vez de leitelho
mas, e, ficou tao bom...
clicar nesta frase para ver o bolo visto de cima |
segunda-feira, 19 de julho de 2021
Cusca ao balcão
Debruçar-me sobre a balança do estaminé pesa-nos oito quilos e setecentos. Fosse à janela e era o mesmo, só por dizer que aí não há ponteiro que nos meça. Estou acompanhada, enquanto escrevo este post, como presumo que se presuma.
O caroço e a moeda
Ir com um caroço de ameixa e uma moeda de dois euros na mão, certo é que, querendo lançar no lixo o caroço e só o caroço, antes lance a moeda. Este é portanto um post de pessoa pobre.
Do balcão avisto
Mr. Flanders passa para lá, a favor do almoço. Mr. Flanders passa para cá, melhor será não presumir, mas é isso, é, vem almoçado, vem. Melhor seria, portanto.
Senhores
Senhor Gervásio mais sua senhora vieram perguntar se o meu colega lhes arranjava um candeeiro. Pronto, pôr fio novo e, já agora, substituir a pêra de passagem, se ele fazia, ai será que faz. E eu que sim senhores, tragam-no lá. Podem até vir os três, penso agora, enquanto aponto esta coisinhazinha.
Vida social
Eu estava aqui a pensar na minha vida social que, mesmo reduzida que é, com esta questão de ter desistido de comer isto ou aquilo dificultei ainda mais, precisamente, a minha vida social. É aquela questão de ser diferente. Eu até nem gosto nada de me anunciar como diferente, é que nem no blogue, sei lá, fico-me a parecer ainda mais distante, mas desacompanhada, menos demais, ou então a mais, por ser o menos.
Dias de um Ginásio
Não me apetecia nada treinar. Talvez não me apetecesse porque a aula ia dar-se online. Mas, enfim, tinha eu mostrado à professora o meu entusiasmo por boca, alta voz, espevitada, maravilhada com o novo horário, e depois não ia? É bom garantir presença com estes empurrões que me dou. Enfim, por ora quase não há aulas de grupo no presencial desta vida.
Suposição
Supondo que a viatura já não existe, olha só a relíquia que encontrei no estaminé. Terá sido obra, digo: a linda caligrafia, e pertença, digo: a carripana, do senhor Canastrinha, antigo proprietário deste espaço comercial? Sinto que sim. Quando sinto que sim, é que sim. E é que sim, é que tenho certezas que ninguém defrauda. E é que sim, defraudar sem conhecer é inviável.
Nascente
O nariz era uma nascente e arranhei-o. Numa das vezes em que me assoei o pingo era tanto que os dedos escorregaram e foi aí que percebi que disso não me protegeu a máscara.
domingo, 18 de julho de 2021
Das fotos
há dias, concretamente: aos sete do mês corrente, tirei uma fotografia às florzinhas da dentinhos, que republico
nos dias seguintes fui observando as flozinhas e tirei-lhes outra fotografia quatro dias depois, concretamente: no meu dia de anos, a qual publico agora
dois dias depois já se me apresentou menos viçosa
e hoje, passados que estão mais cinco dias, encontra-se assim meio que apagadinha dos brancos de si
oh...
Dentinhos
O Luís chama-lhe 'a dentinhos', porque parece que os tem, e às vezes dá-lhe paparoca já morta - e, até, amanhada, por assim dizer - mas ela ignora a presença de semelhante tal no seu receptáculo. Lá no seu viver de planta deve aparecer assim: só como o que caço, ora essa.
A minha mãe
A folha que caiu
Pensei que a folha que caíra de uma árvore lourense era igualzinha às da árvore amarela. Guardei-a para me certificar. Depois esqueci-me sucessivamente, só me lembrando quando ia dar com ela e a encontrava já seca e encarquilhada. Foi a secura da folha que me fez ver que não é igual às da árvore amarela de que tanto falo no blogue. Mas é sério quando falo dos encontros sucessivos, aconteceram meia dúzia de vezes antes de vir, finalmente, apontar a questiúncula no blogue.
sábado, 17 de julho de 2021
Aquela caneta verde
Aquela caneta verde, pois que não a devia ter comprado. Tenho para mim como certo que tudo quanto apontar nos cadernos com essa caneta, um dia se desvanecerá. É demasiado clara. Seja lá como for já é certo que a tinta aclara, o papel rouba-lhe a cor. Tenho escrito muito pouco com essa cor, portanto.
Normem
Tudo bem, porém, não normem. Não, não normal. Sim, normal. Chata pra caraças, a normalidade. Ansiei mas controlei.
desta fotografia
desta fotografia faltou dizer:
a borboleta ultrapassou-me pouco antes de pousar no arbusto
a borboleta posou para mim, ou eu é que gosto de pensar assim
a borboleta não ter fugido com a minha aproximação surpreendeu-me
a borboleta ultrapassou-me pouco antes de pousar no arbusto
a borboleta posou para mim, ou eu é que gosto de pensar assim
a borboleta não ter fugido com a minha aproximação surpreendeu-me
Terceira janela
Amanheceu. O abacateiro é sacudido pelo vento forte. Está tão crescido, chega agora à terceira janela do prédio cor-de-rosa.
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Supressões na linguagem
'Como está mia siôra?' foi o cumprimento de um visitador do estaminé. Desconheço porque suprimiu os 'nhes' e obviamente é tudo quanto desejo saber. O que vale é que daqui a nada apaga-se-me o desejo e nunca mais malembra de semelhante tal.
Desenhos daqueles
Daqueles desenhos no chão ao redor do estaminé, indagavam duas meninas assim:
É um cão?
É um dinossauro!
Não é um cão?
Não, é um dinossauro.
E eu continuo conhecedora somente do enormíssimo sol. Não, espera lá, conheço um gato. Enormíssimo (combinando, portanto...). Roxo.
É um cão?
É um dinossauro!
Não é um cão?
Não, é um dinossauro.
E eu continuo conhecedora somente do enormíssimo sol. Não, espera lá, conheço um gato. Enormíssimo (combinando, portanto...). Roxo.
'vamos', vão
Manobra de automóvel em cujo tejadilho assentavam três bicicletas, vi eu aos primeiros sóis deste dia. Vai daí: 'vamos' de férias, ai vão.
quinta-feira, 15 de julho de 2021
nem alta nem frondosa, qual quê, simplesmente desaparecida
não, nada disso, eu é que pensei que o cantinho onde vira há dias a árvore que desejei ver alta e frondosa era precisamente este
mas não é, ainda que se encontre na mesmíssima rua lisboeta
este post não existiria se eu não tivesse carregado a foto sem antes me certificar se o... não é canto, é pedaço, e pedaço de parede, qual canto, qual quê (oh, olha outro canto)
então pronto, cá está um post nascido de um descuido, de uma impreparação
(e voltei atrás para registar o pedaço e tudo)
mas não é, ainda que se encontre na mesmíssima rua lisboeta
este post não existiria se eu não tivesse carregado a foto sem antes me certificar se o... não é canto, é pedaço, e pedaço de parede, qual canto, qual quê (oh, olha outro canto)
então pronto, cá está um post nascido de um descuido, de uma impreparação
(e voltei atrás para registar o pedaço e tudo)
aspirateur
ia dizer que canto por cima de l'aspirateur mas pensei mais, e melhor, concluindo então que trauteio mas é, qual cantar qual quê, e, ainda por cima, por baixo de
quarta-feira, 14 de julho de 2021
terça-feira, 13 de julho de 2021
Clínica Veterinária
Lá porque é uma clínica veterinária não quer dizer que não encontre cadáveres de insectos nos caixilhos.
Mr. Flandres
Mr. Flanders estava à porta da sua barbearia. Sorriu-me. Fumava. Pausava, portanto. Sinto que o meu sorriso foi uma coisa ínfima, obviamente imperceptível, se ademais a máscara mo-los tapa. E, se notei o sorriso, foi porque Mr. Flanders estava liberado do uso da máscara. Continuei o meu percurso perguntando-me há quanto tempo escrevo eu de Mr Flanders. Decidi logo ali que pesquisaria. Agarrei no telefone e gravei um áudio para não esquecer. Vou agora nessa demanda. Palpita-me que é presença no meu blogue há para aí dez anos. Hum, deixa lá ver...
Ora bem... Cá está!
Mr Flanders, alindando o meu blogue desde dois mil e carcuje, cu de cu, je de je. Não há dez anos, mas há oito, é ver aqui. E agora não malembra se costumo colocar Mr. Flanders de etiqueta 'Lisboa 2021'. Seja lá como for é em Lisboa que vejo Mr. Flanders. A barbearia de Mr. Flanders é em Lisboa. Lisboa, Lisboa. Olha: coloco. E na etiqueta 'Estaminé'? Seja lá como for é por conta do estaminé que vejo Mr. Flanders e a sua barbearia. Olha: coloco.
Coisas, coisas, coisas.
Esta caneta pertenceu a um cliente e se se encontra na minha posse é porque ele a esqueceu em cima do balcão. Para aqui vai escrevendo, coisas de estaminé, coisas em caderno, coisas em bloquinho rudimentar. A maquilhagem fui eu que lha fiz. Precisava de furar três saquinhos para que fios os atravessassem. Caneta furadora, esta, portanto. É uma caneta babosa, por isso é que consegui esta maquilhagem toda muito perfeitinha. E assim também vou conseguir que se esgote mais cedo.
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