sexta-feira, 13 de abril de 2018

Sexta-feira, 13, diferenças?, igual aos outros dias. Amanhã, sábado, 14, diferenças...?

Se não foi hoje que, finalmente, encontrei uma pessoa esquartejada na banheira da dona dos bichos-gato, então não sei para que serve isso do medo que.
Aconteça o horror em sextas-feiras, 13.
Era para ser em dia destes assim, sangue por todo o lado, veias e tendões saindo pelos membros desarreigados do tronco e, porque não?, uma orelha em cima do lavatório e outra no bidé. Não foi, continuo portanto tão estupidamente amorosa como antes, incapaz de me encontrar com um cenário horripilante, ou inventá-lo, sequer. E que tal dedicarmo-nos a descobrir as diferenças entre as duas fotos abaixo? Hum? É que diferenças por diferenças, diferenças são em todo o para-sempre. Então vá:


quarta-feira, 11 de abril de 2018

terça-feira, 10 de abril de 2018

Gizes

Há dois paus de giz na minha vida, e isto é mais uma novidade. Encontrei-os numa velha caixa de compartimentos de várias medidas, que continha, dentre outras coisas, ex-caixinhas de comprimidos com pregos, parafusos, molas, guias, anilhas. E eu a precisar tanto de gizes... E os gizes no meio do entulho. Preciso deles para escrever em etiquetas pretas, que nos dirão o conteúdo desta ou daquela gaveta. De todas, na verdade. Um dia vou ter um estaminé bonito, que em bom já ele é.

Avenida mais Antonico

Antonico subia avenida. De repente, mediante pasmaceira e hirteza, estacou. Caíra-lhe pingo de... água em cocuruto descabelado. Era água, era, pois de tal se certificou Antonico, passando mão em moleirinha e cheirando mão a ver se era e, por expressão que mostrou a Gina, não era.

A pessoa

A pessoa viu-se obrigada a deixar molhar as beiras das meias porquanto as botas estão usadas e deixam passar pelas biqueiras toda a gente que vem húmida. A pessoa foi à pedicure e toca de passar parte do dia sem meias porquanto esquecera em casa um par de meias lavado, e havia lá tantos. A pessoa anda com ténis e não descalça, é certo, mas sem meias por entre esses e os pés. O horror. A pessoa sente um desconforto tal que o melhor é ir comprar umas meiinhas.

A pessoa já chegou das compras. As meiinhas têm folhinhas cor-de-laranja a lembrar um outono vindouro e mais uns arabescos que a pessoa não percebe que raio é, será, ou será que é. Já sabe!, a pessoa já sabe: são arabescos indizíveis. A pessoa calçou as meiinhas, confortavelmente sentada num dos bancos da rua mais bonita de Lisboa, nomeadamente: a pessoa sentou-se naquele banco que é o segundo que encontra quem desce a rua (mais bonita de Lisboa).

A pessoa quer ainda dizer que a pessoa também comprou laranjas, precisamente: mil quinhentos e dez gramas. A pessoa está com imensa vontade de dizer ao mundo que por junto trouxe trezentos e dez gramas de cebolas roxas, seiscentos e vinte gramas de maçã gala e seiscentos e sessenta e cinco gramas de abacates.

Novidades

Tenho uma caixa de óculos nova. É colorida, como eu gosto, que gosto das coisas garridas, mas o fundo é cinzento e as cores estão nos losangos, triângulos e quadrados, e há ainda umas riscas aleatórias em preto.

Tenho uma capa de telemóvel nova. É paneleira até dizer chega – florinhas cor-de-rosa, bailarina com tutu da mesma cor e corpete de brilhantes e corpinho dourado, brilhos pequerruchos aqui e ali.

Revista Continente Magazine, os meses de inverno

Em janeiro deixei de amar tão ardentemente a revista Continente Magazine. Receitas cativantes ao ponto de as querer experimentar: duas. E em fevereiro? Poucas, também. Março, idem, se bem que um pouco mais. Nem sequer fiz os vídeos das revistas, por lhes ter tão pouco amor. A par disto há mais, há que o tempo é curto para experimentar tudo o que quero e há que o pessoal de casa é pouco. Então, por modo a fazer qualquer coisinha com as ditas revistas, pus-me a recortá-las e colá-las no caderno, coisa que aliás já vem de antes, só por dizer que estou a usar um caderno novo e que, inclusive, veio de oferta com a revista de dezembro. Tenho andado entretida, é o que é. Dantes usava o caderno diário, aquele onde registo as coisinhazinhas, mas já que tive esta oferta, que ademais é caderno liso, cai muito bem recortes. Quando comecei este trabalho ainda pensei: vou fazer os recortes com a tesoura que corta em recartilhado, mas ocorre que a mesma está perra que se farta, o que me massacra, de maneiras que optei pelo simples. Não fica tão lindo como poderia e deveria , mas pronto. Planeio fazer um vídeo na mesma, sim senhores, onde explanarei o caderno com os recortes lá colados, falando de cada um por sua vez. Notem, ainda, que dos recortes não constam apenas receitas, mas junto passatempos – por exemplo: 'descubra as diferenças' e suas soluções -, resumos de alimentos quando de nutrição vêm falando e bonecada que eu considere fantástica.

Olha o que chove! Em Lisboa! Está a chover! Chove tanto em Lisboa! Chove agora! Mesmo!




(chove em Lisboa e há nuvens que fazem sombra e tudo, portanto está também um sol do caraças)


segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como estou muito doente, fiquei em casa, de maneiras que...

... Este é o granizo de ontem. Comecei por ouvir um barulho enorme, coisas a bater nas janelas da minha casa, ventos fortíssimos. Pumba, granizo.






... Aquando do primeiro passeio com a cadela, notei que as folhas de umas plantas estavam mais avermelhadas que outras, ainda que da mesma espécie. Observei, não só com o olhar como também com as mãos. Eram bonitas por serem tão diferentes umas das outras, em cores e tamanho, cada uma sabia de si, mesmo fazendo conjunto e harmonia. Larguei as folhinhas das mãos e deixei-me estar de cócoras, olhando, ainda. As folhas voltaram ao seu lugar. Achei curioso. São seres vivos, querem estar na posição que querem estar (sim, era mesmo isto que eu queria escrever - as folhinhas querem estar como querem estar).



... Tirei fotografias ao sol em padrão de estore.






... Tirei fotografias ao sabão e a fungos. Em algumas usei filtros.






... No segundo passeio com a cadela, apanhei florinhas cheirosas, seguidamente houve mais fotos. Passaram pessoas que não me importei de ver, que não me importei que vissem as florinhas.






Tirei fotografias à parede azul.


domingo, 8 de abril de 2018

têm duas semanas, estão portanto velhas, mas boas

confetis

olha o que chovia!

boa tarde!

Negras

Tenho duas nódoas negras no dorso esquerdo e um no direito. Tenho três nódoas negras na coxa direita. Uns e outras, não vo-los mostro.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia das Tânias.
Para quando o das Ginas?

Hoje é dia de telefonar a um primo.
😶

bom dia!

z' olá!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Era uma vez uma mulher, que sou eu, que gostava muito de escrever e que achava os seus escritos algo do tipo coisum, portanto, ao ver-se habilitada a publicar contos em coletâneas, publicou...

O primeiro conto que publiquei numa coletânea satisfez-me o ego pra caraças. Pronto, ó pá, afinal sirvo para escrever para os outros, afinal percebe-se isto meu, afinal há quem queira ler, ai que alegria tão boa de sentir. Dos seguintes já não tive nem uma pequena amostra dessa satisfação, percebi que a editora aceitava tudo, quando digo tudo, não digo bom ou mau, que isso vai de cada um, mas não havia esmero em corrigir gralhas, publicavam tal e qual como lhes era enviado, sujeitando os autores a troça e desdém. Desgostei das lides. Entretanto, durante essa fase, fui ficando com rascunhos, tópicos e assuntos. Aos montes, claro, sempre fui grafómana. Com o passar do tempo fui publicando uns e outros. Neste dia e nesta hora tenho apenas um conto inacabado. Às vezes olho para ele e percebo que não sei escrever. Vai daí, para me esquecer desse castrador pensamento (o quê, eu não sei escrever? homessa! então escrevo mas é do que não sei e acabou a conversa), publico esse rascunho tal e qual como o deixei às 17:43 do dia 19 de setembro de 2014. Não sei se alguém reverá a Gina no que vai ler de seguida:



Adoce-se a vida

Era sexta-feira e a minha cabeça fervilhava com ideias para adoçar o fim-de-semana. Vejamos: no congelador havia um resto de framboesas, podia fazer aquele bolo maravilhoso que experimentei há meses, e havia umas quantas claras de ovo, podia fazer uma pavlova e usar as framboesas para o molho que escorre por cima. Hum, não sei, se bem que a ideia da pavlova, aquele círculo doce, ligeiramente caramelizado e coberto de um líquido vermelho e brilhante me tentasse, talvez me ficasse pelo bolo de framboesas. Confecionar sobremesas é tão entusiasmante que falei alto:
– Amanhã vou fazer um bolo de framboesas tão bom...
Disse eu, sonhadoramente. Ninguém me ouviu, nada disso, a solidão em que vivo azeda-me mas eu faço bolos para adoçar a vida.
Da parte da tarde fui à mercearia aviar-me de frutas e legumes frescos. Dependuradas nos varões estavam pencas de bananas, escuras de tão maduras. Estas são as melhores bananas para fazer bolos, pensei. Tirei o bolo de framboesas da cabeça e decidi naquele momento que faria lindos queques de banana e caramelo, a que juntaria umas avelãs. As bananas assim tão madurinhas são muito doces e dão um sabor imenso à massa, o praliné de avelãs é um tudo-nada trabalhoso mas faz-se. Estes queques são divinais, vale a pena cada passo, mesmo que longe da simplicidade.
Primeiro o praliné.
Larguei as avelãs dentro da frigideira e deixei-as aquecer tanto que a pele se lhes estalou. Passaram uns cinco minutos. No ar cheirava a avelãs torradas. Tudo bem, era isso que eu queria. Apaguei o lume e coloquei as quentes avelãs num pano limpo, que dobrei por sobre as ditas, esfregando-as vigorosamente. De vez em quando abria o pano e espiava, partículas de pele iam saindo, manchando o pano. Esfreguei até me cansar, ou até não sair mais pele. Agarrei nas avelãs, uma a uma, cuidadosamente, e depositei-as numa tigelinha bonita que só uso para esse fim.
Fui buscar o pote do açúcar branco e pesei cem gramas. Pus um tacho ao lume e mandei lá para dentro metade do açúcar. Esperei. O açúcar ficou dourado, mandei o resto do açúcar. Quando todo o açúcar derreteu desliguei o lume e juntei as avelãs inteiras ao caramelo. Logo de seguida despejei a mistura num canto da velha bancada de mármore e durante horas não lhe dei atenção.
Queques. Queques de banana. Queques podem ser do que eu quiser, mas estes iam ser de banana. Arranquei três bananas à penca que havia comprado, descasquei-as e esmigalhei-as num prato raso. Entretanto já estavam a bater os ovos com o açúcar, ia batê-los tanto que triplicariam de volume. Quando isso aconteceu juntei o óleo e mexi, juntei as bananas esmigalhadas e mexi novamente. Penerei a farinha, uma colher de chá de canela, uma pitada de noz moscada e uma colher de chá de fermento em pó e juntei à massa.
Papelinhos confettis, são como casquinhas de avelã pelo ar, depois de relatar a receita demonstrar a festividade que há numas cascas de avelãs, fui buscar o pano e abri a janela e atirei as casquinhas e coiso e tal……

No fim: eu estava em festa, sozinha.

Restos de coleção

Ao presente, o estaminé tem 5 escadotes e 2 escadas a uso. Eu explico. Do velho estaminé vieram 4 escadotes e 2 escadas. Dos primeiros, 2 escadotes, 1 alto e robusto e 1 baixo, eram usados no estaminé, os outros 2 escadotes, amolgados e ferrugentos, usava-se (isto de eu usar a forma verbal um tanto ou quanto abstrata é uma parvoíce, já que nestes 2 quem mantinha a exclusividade era eu, mas pronto) no armazém, aquele sítio que este blogue conhece como 'lugar escondido'.
Pequeno à-parte: um desses escadotes, está tão bambo que dá para dançar lá em cima
Das segundas, 2 escadas que permaneciam em certa parte e que nos permitiam aceder ao cimo das prateleiras sem andar com o alto e robusto (e também pesado) escadote de um lado para o outro.
Resultado: tenho o atual estaminé cheio de degraus. E até já me esquecia de 1 outro, vulgarmente conhecido como banco-escadote, já que também serve de banco, tem é que não se ser de uma grande baixa (olha, outra parvoíce) estatura, quando não, há desconforto no beque saide da pessoa. Esse 1 outro, para ali anda então, a somar degraus ao estaminé e à minha vida de comerciante extremamente equilibrada e competente.


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Sonho

Sonhei que estava constantemente a receber mensagens de email.
Iam aparecendo no ecrã difuso.
Agora, 2.
Agora, 3.
Agora, 4.
Parou no 4.

A mulher dos passos

Cheguei ao Ginásio e verifiquei que esquecera os ténis. Por comum, o Pilates faz-se sem calçado, de maneiras que o tempo excedente, aquele em que eu devia estar aos pulos na passadeira ou assim, estive a cuscar o Instagram. Ah italital, chegou a hora, treinei e coisum. Chegada à rua lembrei-me que emprestara o meu bilhete de Metro e, não querendo comprar outro, aproveitei a ocasião para me meter ao caminho. Até dava jeito, afinal há montes de tempo que quero ir à loja dos tecidos e mais não sei o quê.
Vamos lá então contar, não só os passos da mulher, como o tempo despendido nesta aventura que é andar pelos asfaltos e calçadas de Lisboa.
Do Ginásio à loja de tecidos dei 3149 passos e levei 32 minutos
Da loja de tecidos ao estaminé dei 4605 passos e levei 48 minutos

Vida animal

Nunca mais vim para aqui falar dos bichos-gato. Nem sei se já vos contei que Karen curte, na maioria das vezes, empoleirar-se no armário da cozinha, junto ao tubo do esquentador. Se ponho o aspirador a funcionar, ela introduz a cabeça no buraco da chaminé, quando o desligo retira-a. Mostra-me uns olhos tão assustados que eu própria quase tenho medo dela. É um misto de medo com pena. Dá-me pena a bichinha ter medo de mim. Entretanto, olhem, uma vez fiz um vídeo com eles. Kildo, que já se sabe como é, contracenou comigo maravilhosamente, cantei-lhe, falei-lhe, acariciei-o muito, brincámos. A dada altura queria enfiar-se no buraco do aspirador, isto foi vez primeira, já para não dizer que fez outra vez a figura de quem queria meter-se dentro do balde, quando cheio de água, e andou atrás da esfregona, como se um brinquedo fosse. Contracenar com Karen é que foi difícil. Ela no cimo do armário, eu a chegar-me a ela por meio do escadote, ela com o susto nos olhos, eu a fazer-lhe festinhas, ela a encolher-se ligeiramente, eu a falar, ela calada. Tudo coisinhas que andámos a fazer nas últimas semanas, como há semanas que nem um nem outro figuravam no blogue.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Como estou muito doente, fiquei em casa, de maneiras que...

... Hoje é quarta-feira.

... Ao segundo café da manhã observei o sol e o vento nas folhas das árvores e inteirei-me dos sons. Nota-se a ausência do burburinho das crianças. Mas, logo mais, vi um homem e uma criança, que suponho pai e filho, subindo em direção à viatura. Iam conversando, o braço do pai por sobre o ombro do filho. É tão bonito, também, o amor de pai.

... Almocei cores. Eu explico. Fiz um estufado de legumes, cada um de sua cor:
cebola e alho brancos
pimento amarelo
tomate vermelho
ervilhas verdes
couve roxa
batata-doce cor-de-laranja
Acompanhei com omelete de claras salpicada de uma mistura de orégão e tomate secos.
Aqui há dias usei parte da couve roxa a que hoje retirei mais duas rodelas. Foi para pôr na sopa, que nunca me tinha dado para tal. Não é mau nem é muitaa bom, é bom e pronto. Nessa sopa pus cebola, funcho, tomate, cogumelos, batata-doce cor-de-laranja, ervilhas secas (umas que comprei recentemente, cuja embalagem diz algo numa língua que parece grego, mas não sei se é, só sei que a tradução me disse que são ervilhas secas às metades e que levam meia hora a cozer) que são da cor do grão. Enquanto a sopa se fazia, fiquei a magicar qual das cores prevaleceria e apostei no roxo da couve. Não! Os cogumelos levaram a maior, resultado? sopa castanha.

... Fiz bolinhos de arroz. Um deles, resolvi não forrar o rolinho (de papel higiénico, é... é, é) com papel vegetal, não untar, não cortar em dois. Olhem, ficou tão giro, tipo torre, imaginem um bolo com o formato de um rolinho, fica um cilindro, né? Então foi isso. Já o comi.. Tão bom.

... À conta de uma circunstância inconsequente, esteve cá o rico filho. Mostrei-lhe a disposição da minha cozinha, que hei posto o microondas na despensa, fazendo companhia ao frigorífico e aos dois televisores (tenho lá outros eletrodomésticos mas enumerei estes porquanto me pareceram desfasados), que portanto hei andado numa fona e refleti: Ninguém cá de casa vai gostar do microondas aí, mas pronto, disse eu. Ele foi espreitar. Pois não, disse, e soltou uma gargalhada, curta mas gostosa. É tão bom ouvi-lo rir.

... Rico filho sai de casa de mãe com dois bolinhos de arroz ao colo. Rico filho foi passear cadela, que mãe lhe pediu desavergonhadamente. Que não custa nada, que ele chama e ela vem, que gostou.


... Z' Olá!





... De há uns tempos para cá, deixei de ser uma youtuber com potencial para ganhar a vida através dos seus vídeos. Oh, quanto lamento no meu coraçãozinho... Mister Youtube assim decidiu, mediante falcatruas que estavam a acontecer aos milhões por parte de youtubers medíocres, que, desprovidos de criatividade, iam buscar coisinhas alheias. Roubalhões, pá! Não se faz! Vai daí, pumba e coiso, a estirpe pobretanas da malta dos vídeos, à qual pertence esta que escreve, por contar com apenas 300 e não sei quê subscritores e menos de 4000 horas de visualizações nos vídeos em 1 ano... deram-lhe um pontapé. Oh, quanto lamento, o quanto, o quanto... Eis então que, olhem, já não enriquecerei através das leviandades que publico no Youtube. Oh, e talicoiso... Gina, a mulher que é youtuber na mesma... Pois. Vou ali dançar de cabeça ó contrário e ópois volto.





... O jantar é sopa. Pus na panela legumes vários, às cores, o resto do almoço, cheio de cores como já referi. Ferveu, triturei, provei. Aconteceu-me uma sopa mais líquida que o meu costume e um bocado insossa. Até parece comida de doentes.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Ponto da situação

Deixo a minha secretária num caos, que, com tudo e por todas vias, deslindarei rapidamente.

E agora vou

E agora vou daqui para o Ginásio. Outra vez. É. E o Tejo, ó Gina? Olhem, ontem à tardinha estava cinzento. Mas não o mesmo cinzento de outros dias em que o vim para aqui declarar dessa cor. Para já, a hora é outra, para a seguir, o sentido também. Podia ser que o sol se me pusesse ao contrário, né?, já que a hora é outra... se calhar põe. Esperem lá, então se tudo fica ao contrário, o sol e o caminho, fico na mesma, né...? Não. A hora é outra e sendo outra é outra luz.

Posta-restante:
E o Tejo, ó Gina?
Estava picado, com tiras de espuma aqui e ali.

Cafés → 3

Bebi 1 café de manhãzinha, em Odivelas
Bebi ½ café de manhã, no estaminé
Bebi 1 café depois do almoço, no vizinho João
Bebi ½ café de tarde, no estaminé

A mulher dos passos


Do banco hater ao estaminé dei de passos
1196
De casa a Marió, e dela a casa dei de passos
4920
Cabeleireiro, indo e vindo, dei de passos
2428

Dias de um Ginásio

Ah, pois é, querendes saber se realmente fui ao Ginásio ontem.
Fui.
Antes de mais estiquei-me no stretching. A certa altura vem de lá a professorinha com suas delicadas mãos, forçar o meu lombo a amochar, id est, a ver se a minha cabeça tocava nos joelhos, quando sentada de pernas esticadas. Mas não. Mas eu vou ao Ginásio na mesma.
Marchei então para a elíptica. Considerei ser de bom tom, inclusive arranjaria montes de amiguinhos, se não fizesse caso da cabeça para fazê-lo do corpo. Eu explico. O mais das vezes é à cabeça que dou ouvidos (esta expressão é estúpida), quando na verdade o corpo é que sabe o que lhe é benéfico, melhor seria então que. Que terminasse o que começara com entusiasmo. No fim senti-me satisfeita, terminei.
Sigui para a passadeira. Ó pá... esqueci-me do telemóvel para contar os passos da mulher... Paciência, não vou ao balneário buscá-lo, pensei eu. Ponderei fazer um tempo record, calorias record, inclinação record, velocidade record. Records meus, claro. Mas não. Fiz o que fiz. Cansei-me, que é o suposto, desejado, conseguido.
Terminei o treino com alongamentos, mas poucochinhos, que já me tinha esticado bués lá na aula de grupo. Bem sei que o contrário é que era bom, mas não há horário para essa minha conveniência.
No fim de tudo, quando sozinha, achei que finalmente enlouqueceria. Mas não.

Estradinha verde

A avenida tem uma lista verde em todo o comprimento, querendo dizer aos transeuntes que ali se anda, sim senhores, mas de bicicleta. Cheira a tinta fresca, ainda, apesar de já ter sido pintado há meses. Foi hoje o primeiro dia em que me pus ao lado da tira, a ver como me sentia, se sentia o de outros tempos, que era uma certa exaustão pela presença das pessoas. Senti um bocadinho.

A árvore amarela

Foi num repente que malembrei, pela milionésima vez, que tenho a porra dum telemóvel capaz de tirar fotografias capazes, coisa, já se vê, malembra quando não preciso de malembrar. Fiz as pazes com a câmara de filmar pequerrucha, que por acaso, vejam lá, também tira fotografias, só que más, como, por exemplo, ontem e raios partam as vírgulas que já minervam. Ora hoje vou eu por aí acima quando tcharan!, pela milionésima vez malembrou que tenho a porra dum telemóvel que tira fotografias com montes de qualidade, isto falando em pixeis. Agora só falta passar as fotos do dito para este computador. Quero dizer, falta passar o! resto das fotos, que o bicho só lhapeteceu passar as que já publiquei no Instagram, e que foram estas:





Eu agora vou ali assim ver se sei, ou então não, como passar o resto dos meus cliques, que, por um acaso muito lindo, têm duas horas. Portanto, já sabem, se este post terminar sem fotos ao término deste belíssimo texto, é porque não consegui passar os ditos cliques.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Café e Coisinhazinhas

Fui num instantinho ao meu habitual fornecedor de café e dispensei um regresso vulgar, indo antes dar a volta ao quarteirão. Queria ver as árvores da alameda, aquelas pelas quais nem sempre passo, que avisto mais vezes de longe do que ao perto. Têm folhinhas. Pois. Chegada ao estaminé, achando que tinha ainda pouca cafeína nos cornos, toca de beber outro cafézinho. Bom.

Bom. A Árvore amarela já tem as suas folhinhas verdinhas e pequenininhas e jovenzinhas. Parecendo que não, pequenininhas e jovenzinhas não são o mesmo. As fotos estão uma merda (não estão/são todas?), é que nem se veem as folhinhas, quanto mais, mas, mesmo lamentando, não me vou dedicar a isso, antes vos digo que meto as fotos na mesma porquanto a ideia era registar o momento da primeira aparição das folhinhas e a minha primeira passagem por elas.





Abaixo temos então uma foto
(clicada com clique de máquina diferente, melhor, boa)
da Fontana di Trevi, sita em Roma, Itália, Europa, Mundo, Universo,
que encontrei num velho livro que estava lá para trás, no estaminé.
(há cada relíquia, nem queiram saber, só lamento não ter tempo para tudo reportar, mas ainda assim, mais virão ao blogue, que estão no alinhamento do programa)
Trata-se então de uma fotografia, mesmomesmomesmo fotografia, só que tipo postal, isto no verso, onde se lê uma mensagem que não vou digitalizar/fotografar/transcrever por respeito a quem pertenceu, ainda que desconheça totalmente emissora e recetora. É pena a mensagem não estar datada, mas segundo as viaturas estacionadas, deve ser coisa para vir caminhando desde os anos '40. Caminhando. Sei lá eu o que esta antiguidade já caminhou na sua vida...





Tenho ainda um conjunto de afazeres pra hoje, entre eles figura a ida ao Ginásio. A semana passada fui apenas uma vez. Não se faz. Mas é que não deu. Há dias em que não vou porque não me apetece, tudo bem, mas outros há em que não consigo lá pousar. Hoje vou. Eu vou. Com o exercício tenho um compromisso, vai daí, se não vou sinto-me em falta. O interessante deste sentimento é que me sinto em falta para comigo, não para com o exercício. É giro, isto, não é? Mas, a bem dizer, se o exercício não é alguém, só posso virar-me pra mim.

A senhora do Banco quis saber como está tudo por aqui e mais coisinhas. A senhora do Banco fez igual a toda a gente que faz essas perguntinhas.
Se vamos conseguir meter tudo do velho estaminé, neste. Se vamos meter e vamos conseguir, sendo tantas e tantas coisas e mais coisas e coisas, então como saberemos onde estão os artigos quando no-los pedirem. Se vamos poder andar à vontade cá dentro. Se o senhor Joaquim vai continuar com a gente. Se o senhor Joaquim vai dar conta do recado, dada a idade avançada. Se vai/está a dar muito trabalho trazer tudo de lá e pôr aqui, ah faço ideia! (não faz nada, garanto que não)
Mas há mais estilos, ó:
Pois, estava na hora de o senhor Joaquim ir pra casa, descansar. Ah, aquilo já era demais para ele, coitado. Ai, a menina (eu) nem se via lá dentro!, tinham a loja tão cheia! Pois, vem para ao pé do seu marido, faz bem. Gosta de aqui estar? Ele não é muito chato? Dão-se bem? Não se fartam um do outro?

Qualquer dia vou à praia. Descalço-me e vou até à beirinha da água. Rio ou mar, tanto faz. E vou sentir um arrepio bom. Um arrepio bom é uma coisa de ser e não ser ao mesmo tempo. O arrepio é coisa que vem do frio, e eu não gosto dele nem um bocadinho, o bom é que refresca e revigora.

Tenho a secretária num caos, nem eu a percebo. Ou percebo, vá, mas complica-se-me a tola. Tenho também uma espécie de fileiras de caixas para arrumar aqui e ali, nem eu sei onde, e isso, deixando eu que a tola se me complique... eh pá, coisum.

Vou então trabucar, que já escrevi muito, isto comparativamente aos úlitmos dias. Escrever faz-me falta, quanto mais escrevo menos me importo se é bom ou mau, se interessa ou então não.