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sábado, 16 de novembro de 2024

Meio lençol

Meio lençol da dona Adelina, com barra por inteiro da dona Adelina, com bordado de não sei quem. Se em suma eu dirigir esta legenda, digo que faz parte do método 'lençóis sem serviço para sê-lo resultam em toalhas recicláveis'. Mascarei o retrato com um filtro bem clareador, que a contra-luz é isso mesmo: contra a luz, escuridão. Preferia que não porque o elemento destacado protagoniza este registo, queria-o sem máscara alguma, mas não se notava a barra, tampouco o bordado, e oh! O bordado menos ainda, lá isso, daí render-me ao efeito luminoso de uma máscara que diz chamar-se prairie. 
Nota: este clique é de 5 de Novembro.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

{{soubesse eu escrever Lisboa...

De Arroios, pois, de Arroios mais precisamente, da lisboníssima freguesia de São Jorge, 4ª bairro fiscal, ou, mais precisamente ainda, duma janela de infância voltada para uma igreja que já não há e para um largo de bêbados dormentes, saltitados por pombinhas maneirinhas.
Sou daí, desse largo e dessa janela, ficas a saber. Um pouco atrás (num quarto da Travessa das Freiras, segundo as biografias oficiais) é que o romancista Camilo, muito dado a amores de perdição, praticou os seus erotismos nortenhos com a Dona Ana Plácido; mais abaixo, fim da Rua de Arroios, ficava o cortiço onde o primo Basílio do respeitado Eça de Queiroz abelhou entre lençóis a despassarada Luisinha que andava fugida aos beirais, e por aqui já se está a ver como Arroios, um século atrás, era um verdadeiro folhetim de alcovas tresmalhadas que a História passou a escrito. Espero bem que, lá no largo, os bêbados dos meus anos de menino não soubessem de tanta devassidão, ressonando em inocência à sombra das palmeiras e dos gatos de telhado. 
José Cardoso Pires, Lisboa - Livro de Bordo, página 12


... poi zé}}

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

bons lençóis

gosto de estar em cima dos lençóis enrodilhados
sinto-me bem, feliz
 
sou portanto uma pessoa deveras especial

domingo, 29 de maio de 2022

A toalha

Naquela situação de os lençóis darem para fazer as vezes de toalhas, ando agora a usar o jogo de lençóis que era da rico filho e que têm como padrão Pokémons, oferecido pela minha mãe. Tirei foto e tudo, sempre fica.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

onze

Segunda-feira, 8:44
Estou numa casa toda forrada a cor de pinho. A colcha diz:
oxalis acetosella 
matricaria chamomilla
samolus vialerandi 
lysimachia vulgaris 
linum catharticum 
banunculus sceleratus 
carum carve
E eu só decifrei um pezinho de trevo aqui, outro ali. Com raiz e tudo. Havia também lençóis - branquinhos, branquinhos. Como na foto, vá. 

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Reciclar

Tenho mais um jogo de lençóis novos, com túlipas amarelas. É as túlipas, é os ramos, é as folhas, é o padrão à volta, tudo amarelo e com fundo branco. Agora já não preciso mesmo de outros lençóis acanhados em tamanho. Entretanto já tenho como reciclar todos os velhos e, portanto, inúteis lençóis. E acanhados. Oh pobres, tantos adjectivos dos ruins de se ser. Bom, estou a fazer a reciclagem do seguinte modo: toalhas de mesa. Pois. Cada lençol dá para duas, no mínimo. Rasgo, estendo, sujo, enrolo, deito no lixo. Este alívio, este em particular, é maravilhoso. 

Adenda:
Por ter procurado o post linkado veio este por arrasto, lembrando-me que afinal já em tempos fiz uma reciclagem do género. Nesse post não descrevo se a reciclagem foi do género usa-e-deita-fora-ai-tão-bom mas não duvido que tenha sido.

sábado, 15 de janeiro de 2022

Malta: tenho um colchão novo e venho mostrar-vos as suas cores.

O colchão é um bom bocado mais alto que o anterior, de modo que, pá, andei umas semanas em maus lençóis, acordávamos todos enrolados e mais não sei o quê e, entretanto, comprei um jogo de bom tamanho, compra essa que foi uma estreia porque quando casei já trazia lençóis, que não fui eu que comprei, foi a minha mãe, ciente que estava que eu havia de levar um enxoval farto. Outros lençóis que vieram depois também não fui eu que comprei, portanto: estreei-me nisso de comprar lençóis. Sabem lá, há toda uma catrefada de temas e de texturas e de composições e, como a funcionária não se acanhou em mostrar tudo o que tinha nas prateleiras, em certo ponto da nossa relação havia toda uma confusão de tecidos e cores em cima do balcão. Porém, dificuldade nenhuma tive na escolha, qual quê, vai estes aqui, 'miga, ó. Perguntou-me se eu queria um saco para levar e respondi «Deixe estar, levo-os debaixo do braço.» E lá vim eu, exibicionista que sou, mostrando a cor e a paisagem dos meus novíssimos e enormíssimos lençóis. E lindíssimos, já agora. Entretanto, quando os estendi, percebi que a vizinhança com vista sobre a minha varanda também os vai conhecer. Quiçá apreciar. Enlevar-se com a visão extraordinariamente bela. Isto da vida privada é afinal para meio mundo saber como é que são as coisas da outra gente, e este post está até a servir para mostrar as cores do meu colchão novo ao mundo inteiro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Sonho

Sonhei com o Miau tão pequenino e fofo como quando o conheci e não era amarelo mas cor-de-rosa. Encontrei-o enrolado em lençóis e cobertores. Há muito tempo que não vejo o Miau, agora terá decerto o tamanho de um gato adulto e pode até ser continue com partes cor-de-rosa, como um dia anotei no blogue. No sonho apareceu também a Lila, a cadela do corpanzil. Qual quê de não aparecerem os dois, nada disso.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Divisão

A praia divide-se em três grupos de pessoas ↩️
Os betinhos
Os riquinhos
Os familiares
Os betinhos junto à cerca do hotel, que fica ao rés do mar. Os riquinhos na praia da ponta, portanto: no extremo, junto à praia das camas de dossel com lençóis brancos. Os familiares no entremeio, a caminho de tudo, neste caso.

domingo, 22 de dezembro de 2019

7243

As luzinhas estão na Árvore de Natal. Os enfeites estão pelas superfícies da casa. As luzinhas foram deliberadamente colocadas, fi-las passar por onde a outra série de luzinhas não brilhava. Os enfeites foram pousando aqui e ali, e usei de espontaneidade.





Ontem, quando a caminho do supermercado, o percurso durou uma canção e meia, ou seja: mais meia canção do que o costume. Já guardei os lençóis e já lavei a varanda. Já coloquei os presentes debaixo da Árvore,'because I care about the presents underneath the Christmas Tree' (piadinha com um verso de uma canção de Mariah Carey, All I Want For Christmas Is You, e que já o ano passado me deu na cabeça gracejar).

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Lençóis

Os anos já são tantos que os lençóis me andam todos desfasados. A juntar aos tingidos por sei lá o quê, há os que já se romperam, o que leva a que outros sobrem e há que os conjugar ao menos por aparência de cor. Há também os que herdei e que já vinham desfasados de outro lar tão velho e baralhado como o meu. De maneiras que o conjunto, por assim dizer, que tenho ao momento na cama é meio flanela meio algodão, com as fronhas a condizer com a flanela. Não está mal de todo, isto se considerarmos (estou na segunda pessoa do plural para me convencer que tenho companhia num post deste calibre) que estamos na fase de transição, acabámos de chegar de um Verão (frio, mas pronto), aterrando num Outono já bem fresquinho. Portanto: este ano é que estou a fazer uma transição mesmomesmomesmo transição, pois que, aos mais anos, era a flanela de rompante e de uma vez e pronto e acabou a conversa. Não acabou nada → Olá Outono. Está tudo bem contigo?





segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Branco

Na luxuosa praia aqui tão perto, os lençóis que enfeitam as enormes camas com dossel são brancos. Lençóis ou então cortinas, sei lá. O giro é que a cor mais comum no traje dos veraneantes que por lá convivem é o branco e acho que a cor é sobretudo escolhida porque
1, repele o calor quase desértico deste lado do mundo
2, evidencia os dourados tons de pele que se conseguiram no Verão que à altura está
entradote
3, as pessoas em plena diversão mimetizam-se com meros adereços de decoração e isso é desejável porquanto não há nada melhor do que ser igual quando se quer união

sábado, 6 de abril de 2019

Lençolinho

Ao longo dos anos tenho dado cabo de toda uma catrefada de jogos de lençóis. De uns fiz recipientes de espuma, vulgo almofada, de outros, mais concretamente dos que iam ficando sem par, fiz toalhas de mesa e, de uns outros, fi-los parecerem quais jogos de lençóis aprumados e irmanados, lindos e fofos (só que não, mas vá) e, alfim, de outros uns, por tão coçados estarem, fiz coberturas de móveis, por modo a protegê-los de pingos de tinta aquando da pintura das paredes. Ora acontece que, num repente, me lembrei dos lençóis nupciais. É. Desde aí, poucas vezes os tenho usado, mas tenho, e houve um dia que decidi guardá-los, por serem especiais. Até agora. Pois é e digo eu: mas afinal do que estou à espera? Sério, de repente pumba e coiso, eis que se me deu o baque → espero o quê para usar as coisas, seja lá o que for? Estavam tão amarelados, os pobres, oh. Havia-lhes passado o ferro de engomar por cima, numa de portar-bem, de fazer-como-deve-ser. Um dia, há muitos anos, a minha mãe instruiu-me: Gina, não se passa a ferro a roupa que se vai guardar no malão. Desde aí, não é que tenha feito caso do ensinamento, o que aconteceu foi que deixei de passar roupa a ferro, e esse jogo de lençóis é do tempo em que ainda. Ora então vamos lá a ver: os lençóis deste post são macios e muito confortáveis, e eu que já nem malembrava disso.

Posta-restante:
A minha mãe diz lençolinho quando é de cama de bebé. Quando quis intitular este post foi do que me lembrei.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Nunca tinha pensado que a massa de um bolo estaria segura num forno quentinho. Mas, e, está. Estou contente de andar metida nesta releitura.

«Como é que eu chegara àquele ponto? Não era capaz de consolar o meu marido, de pôr a minha filha na ordem, nem de ajudar nenhum dos meus pais. Não era sequer capaz de decidir se era correcto deitar fora um par de ténis. Sentei-me na cama e senti um terrível nó na garganta. Então, no preciso momento em que pensei que ia desatar a chorar, lembrei-me de que tinha na despensa um enorme saco de pistácios. Não sei o que me levou a pensar neles. Comprara-os para fazer um bolo, cuja receita vira no Gourmet. Levantei-me como uma sonâmbula, deixando para trás lençóis e ténis. Tratava deles logo que metesse o bolo no forno.
O meu pai gostava de coisas exóticas. Havia de gostar do bolo. Era um receita iraniana. Peneirava-se a farinha juntamente com uma colher de sopa de cardamomo, o qual iria dar ao bolo um gosto quase apimentado. Fiquei de pé na cozinha a ler a receita, como os pistácios a magoarem-me as pontas dos dedos. Depois de descascados, friccionei-os nas palmas das mãos até brilharem como um punhado de esmeraldas. Tinha de os triturar. Tinha de untar o papel vegetal e o fundo da forma. Foram as várias etapas, as regras claras e simples de fazer o bolo, que me acalmaram.
Logo que o meu bolo de vinte por trinta centímetros entrou em segurança no forno a duzentos graus, o telefone tocou. Perguntei a mim própria se a pessoa que me telefonava tinha, de algum modo, pressentido que devia esperar.»

Comam bolos!, Jeanne Ray (capítulo 3)

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A foto

A foto tem um pedacinho da flor mais alta cortado, o que lamento, mas não vou clicar mais vezes, ficando portanto já com esta, por conta do lindo sol que entra ao seu lado direito.
Querendo, outrossim, atentar em dois dos frascos de químicos, os que têm uma linda senhora em pose e trajes sensuais, ficar-vos-ei grata, porquanto as quero realçar.
Conheço esta senhora há anos e sempre lhe encontrei interesse e graça – afinal a gente pode ser donas de casa e o camandro e manter um alto nível de sensualidade por entre o abanar do espanador, o passar do pano e da esfregona, ou mesmo a remoção das nódoas difíceis ou o amarelo dos lençóis.






terça-feira, 28 de agosto de 2018

Terça-feira

Estive a ver um filme. Normalmente não dedico muito tempo ao visionamento de filmes porque prefiro outras paragens, mas, quando tenho dias seguidos, a dado momento, percorro o histórico de um ou outro canal de filmes e toca de escolher. Não sou de escolher o filme pelo elenco, a não ser que perceba que este/a ou aquele/a actor/actriz não são dados a filmes violentos ou assustadores. Bom, o filme parecia lamechas, eu sou lamechas, logo: pumba e coiso. Foi giro. Basicamente a moça era doente, o moço estróina e vá. Ófim daquilo ficaram juntos, claro, ópois de sexo e sexo e sexo, ficaram juntos, ela doente, ele estróina e foram ser felizes noutro lado, quiçá num outro filme, pois se são actores... Ah, o filme chama-se 'O amor é o melhor remédio'. Bom, tenho outro filme para ver, talvez guarde para amanhã, não sei do que se trata (como deste também não sabia) mas sei que se chama 'Flores partidas'.
Ando a limpar armários a uma velocidade muito lenta. Às vezes cheira-me a sujo e a gordura, que é coisa recorrente numa cozinha e que jamais será exterminada, pois que lavo e limpo e sujo e engorduro ende sôu óne. Mas é assim a vida de uma pessoa. Nada (mais!) a fazer. Quando ando nestas andanças, mudo as coisas de potezinhos para lavar os potezinhos, que, já lavados e enxutos se põem a aguardar a vez de serem utilizados (também não têm nada que fazer, né?), coisa que ocorrerá ao estarem vazios de seus conteúdos, ou quando me der na mona fazer outra vez uma troca porque me cheira a isto e àquilo.
Mais logo tenho que fazer a cama de lavado. Logo de manhãzinha pu-los a lavar, na esperança de que sequem até à noite. Assim até é bom, nem os passo a ferro nem nada. O que vale a mim é que não passo lençóis a ferro. Sério. Mas a sensação de me enfiar nuns lençóis que secaram no próprio dia, sem os ter passado, é quase tão boa como a de me enfiar nuns lençóis que o foram, mormente se à data do calendário. Ah... Adoro a sensação de lençóis lavados, limpos, passados, é prazeroso, pois é, mas não os passo a ferro. É tipo aquela coisa que se diz 'perdoa o mal que faz pelo bem que sabe' mas ao contrário... ou diferente: 'perdoa o bem que não sabe pelo mal que me não fez'. Sim, passar a ferro faz-me mal. Hum, eu tenho mesmo o condão de baralhar tudo. Bom. E venho eu às vezes dizer 'ai o que eu gosto de escrever! descubro coisas! tão bom!' Bom.
Bom.
A minha vida, nos últimos dias, tem-se dividido por entre lavagem de roupa, tratar de limpezas daquelas semana-a-semana, limpezas de quando me cheira mal (aí tanto faz a periodicidade, é quando cheira mal e pronto), deitar fotos no lixo, editar vídeos, deitar vídeos no lixo, sacar os vídeos já prontos, e aquela parte de os arquivar na grande memória externa que há cá em casa, bem como no estaminé, ficará para daqui a duas ou três semanas, que é tipo assim quando a minha cabeça já não lembra pormenor nenhum das férias. Não é por mais nada que não por preguiça. Sim, eu tenho preguiça de ligar os discos externos, é uma seca do caraças, geralmente dá-lhes uma travadinha qualquer, custam a ligar, umas vezes não fazem pisca-pisca e têm que fazer. Ah, e sim, eu sou daquelas pessoas que acha bem ter dois discos, quem sabe nos gamem um ou assim. Mas também vos digo, a dada altura deixei de prestar atenção se estão iguais, perdi-me, ainda que tenha usado todo o meu saber e disciplina para seguir avante com a igualdade entre os discos externos desta que escreve.
Vou fazer um doce com sementes de chia, e não é por tê-las que vai ser um doce super saudável e super equilibrado e super livre de glútenes e sacaroses e lactoses, não, vai mas é ser um doce que me vai inchar tanto que vou parecer uma batata insuflável. Bom, às tantas, leitinho não tem, mas vá. Tenho no frigorífico um resto de morangos de lata, dois pêssegos meio murchos e duas limas que se encontram ainda jovens mas o melhor é usar, quanto mais não seja porque sim. Espeto com tudo no processador - quando digo tudo, digo o líquido da lata também, os pêssegos descascados e cortados em pedaços e o sumo das limas -, junto açúcar - ou mel - a olho, volto a processar, depejo em tacinhas e meto em cada uma uma (ui, isto ficou esquisito, mas...) colherzinha de café de sementes de chia. Daqui a não sei quantas horas as sementes estarão inchadas e gelatinosas. Vai ser tão bom.
Bom, já fiz o docinho que se me apresentou com uma linda cor avermelhada, que os morangos levaram a melhor na cor mas não no sabor, pois que sabe mais a pêssego do que a eles e até as limas emprestam mais sabor do que os ditos, quem sabe por serem de lata.
Há pouco, para me certificar do nome do filme que vi de manhã, na pesquisa surgiu um vídeo. que é um excerto do filme, e que num dos seus segundos a personagem Maggie Murdock dia: '... encontrar uma hora ou duas para alívio da dor de ser como é', o que me levou até ao meu 'ser como sou', que sou triste. O que muitas vezes faço para não ser/estar/parecer triste é exactamente isso de arranjar artifícios para me aliviar de mim, como diz a frase do filme. Artifícios sim, contornar ou controlar ou esmagar a tristeza é uma arte imensa. E dá cá uma canseira... Não, eu não cheguei a dizer 'eliminar', para eliminar a minha tristeza ainda não encontrei a arte.
Bom! então? e agora? que falta fazer? que falta escrever deste dia?
O jantar estava salgado. O doce estava muito doce. Há três dias que ando nisto de salgar e adoçar em demasia. Dizem por aí que isso acontece quando as pessoas estão apaixonadas. Hum, ok, vá.
Tenho fotos, as tais de que falei ontem, da viagem/estadia de férias que recentemente terminou. Então vá.


É um trecho de um dos livros que deixei no tal lugar a quem me lembrei de chamar: biblioteca/embutimento. Ups!, acho que não era assim. Sei lá, está a dar-me uma branca. Mas sei que o livro se chama 'Meia-noite todo o dia' e quem escreveu foi Hanif Kureishi. Na verdade não sei, pronto, fui pesquisar e acabou a conversa.




Em Corvos, há este poema todo bonito (foto acima) , num expositor todo bonito. Ups!, aquilo não se chama expositor. Aliás: não sei mas sei que está a dar-me outra branca. E no chão encontrei este prato tão tipicamente alentejano (foto abaixo). Devia tê-lo trazido comigo. Um dia compro um exemplar destes, traz-me memórias de infância. Na casa da minha Ti Bia comia-se neste tipo de pratos, de esmalte. São tão alegres. A ver se compro. Mesmo.






Gatinhos e mais gatinhos. Na foto acima achei piada a tantas cores claras. Pronto, o chão não conta. Na foto abaixo achei piada a tantos gatos de tantas cores. Estava em Mértola, aquando dos cliques.




Mas uma de  Mértola. Era tão bonito o sol por sobre as torre da igreja que não me escapou.





Este é o armazenamento de material de limpeza dos meus pais. Não, eu também não sei para que querem duas esfregonas. Pode ser uma para a cozinha e outra para a casa-de-banho. Hei-de certificar-me. Já os panos serem muitos não me intriga, quantos mais, melhor.









E agora chegámos a uma parte extraordinária dos apetrechos que o meu pai usa para regar a hortinha que tem no quintal.
Foto acima:
Vêem a mangueira atada ao braço do regador e mais um ferro, ou lá que é aquilo? Pois bem, é para regar o mais dentro da horta possível sem pisar a terra, não vá estragar as plantações. Zinhas, que a horta é hortinha.
Foto abaixo:
Para que o regador se mantenha no seu melhor quando pousado, não fosse o ferro e mais a corda e mais o que já naturalmente lhe pertence, o meu pai improvisou uns pesos a fazer de contrabalanço. Tem lá um peso daquelas balanças antigas, sim senhores, mas, não sendo suficiente, pôs pilhas, que é material denso que se farta.









Em cima temos então um passador feito com uma boca de garrafa de água mineral, mais umas meias da minha mãe, que por modo a não fugir, atou com fita de estore. Esta é mais uma utilidade que tenho que averiguar para que servirá. É que tirei as fotos e depois esqueci-me destas questões. E o meu pai ali ao lado.
Em baixo temos um arsenal inominável. Simplesmente. Pois. Então, são coisas. São coisas de velho, tudo bem, mas antes de mais são coisas.





Nota de rodapé:
Este post devia chamar-se 'Bom'

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Instagram, meu amor

Há sei lá quantos anos que tenho account no Instagram, mas o abuso do recurso tem acontecido nos últimos meses - e ele é fotos e ele é stories e ele é comments no feed de pessoas que I don‘t know who they are, o que nada me importa, que é lá isso. Gosto, e não é pouco, desta rede, daí abusar dela, de maneiras que no outro dia, toca de tirar uma foto logo ao acordar, aproveitando um quadro magnífico, que comportava o bicho-cão e o pé do Luís a espreitar de dentro dos lençóis. Vai daí, clique, pumba, Instagram. Não muitas horas depois veio a Carminho dizer que aquele pé estava a precisar de uma boa manicura. Estranhei que ela tivesse percebido tão bem que o pé não era meu, já que o feed é, e vai que ela respondeu prontamente que pudera!, atão nã havia de saber, ora essa! Depois pensei eu: os anos que há que ela mexe nos meus pés com uma, digamos que, minúcia e esmero profissionais, como não os conhecer e reconhecer, né? Pois é.

sábado, 16 de junho de 2018

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Frios de dormir com eles

A pessoa tem cenas na sua vida, de maneiras que uma das cenas é dormir sem nada nas pernas. É que a pessoa não suporta panos por sobre a pele senão o lençol. Mas, em época de frios daqueles bravos, a pessoa tem grande dificuldade em aquecer os pés ao depois de se enfiar na cama. É que os lençóis têm em si uma friagem que alto lá com ela. À pessoa, por vezes, parecem-lhe até estarem molhados, os lençóis, tal é a bravura dos frios daqulas noites.
Então o que é que a pessoa num repente se lembrou?
Desenfiaria as calças de andar por casa aquando do enfiamento nos lençóis da sua cama. Seria uma bela ideia, pensou a pessoa, claro que seria, àquela hora aquelas calças estão quentes com a quentura do seu corpo, se desenfiadas já dentro da cama, deixando os pés presos no rolo de tecido que são as duas pernas das calças, decerto os aquecerão.
É um facto! É o que tem acontecido nos últimos meses, salvo naqueles calores de abril último, que já a pessoa pensava que o calor estaria instalado até lá para novembro. Só que não. Oh. Contudo, eis que hoje o calor visitou os lisboetas e outros de ao pé deles.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Arroios

Boa tarde. São catorze e vinte e seis. É bem diferente percorrer Arroios ao meio-dia de um sábado, quando comparo, por exemplo, com uma quarta-feira às cinco da tarde. As pessoas com quem me cruzei estão de fim-de-semana, senti-lhes uma energia positiva. Se fosse uma dessas quartas-feiras, as pessoas estavam cabisbaixas pelo cansaço e apressadas pelo que ainda vão ter que fazer antes de se atirarem para aos lençóis. Nunca entendi muito bem esta coisa de sentir uma azáfama diferente por ser fim-de-semana, nunca a senti assim tão diferente, fui sempre ocupando os dias e as horas desses dias ditos de descanso, com azáfama. Não a mesma, é certo, mas é azáfama. A bem dizer nunca se descansa. O descanso é assim um pouco, talvez, como a felicidade, é coisa de vai e vem, não permanecendo mais do que o tempo em que nem damos por ele, pois quando se dá por ele - e aqui unicamente por mim falo – logo os deveres tomam a primazia. Custa tanto saber viver. Marió diz que eu tenho que querer aprender a viver e que tenho que crer que posso aprender a viver. Tantos ques. É difícil, principalmente – e lá estou eu a falar unicamente por mim – porque sou tomada por uma solidão enorme, é tudo eu e para mim e por mim e comigo. Mas como é que mantenho – ou tenho! - os amigos prontos a ouvir-me e a acompanhar-me se no fundo as coisas se passam somente dentro de mim? Se eu não gostar disto ou daquilo de alguém, é questão de mudar a minha! postura, não esperando que eles mudem. Vou mas é trabalhar mais um bocadinho e já cá venho. Olá. São agora outras horas e outros minutos. Já arrumei umas coisinhas, escrevi umas coisinhas em caixinhas, desencantei coisinhas e deslindei coisinhas. Já chega. Há pouco, naquele passeio pelas artérias de Arroios, na Pascoal de Melo, notei, pela primeira vez, vejam lá, que Fernando Pessoa viveu uns meses de mil novecentos e catorze num daqueles prédios. Fiquei logo a pensar 'olha, um dia vão gravar placas com as minhas moradas e fixá-las à porta correspondente, é certo'. Já me lembrei de listar o rol de tarefas que tenho por fazer aqui no estaminé, mas, como sabem, e se não sabem, não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, o tempo despendido para tal coisa fará encolher o tempo de que disponho para escrever outro tipo de coisas, não menos importantes, que é lá isso, mas mais dignas de registo, de presença na posteridade. Comprei duas forminhas para queques. É. No dito passeio. Pois. Já ontem comprei outras duas de outro tamanho para somar às que já tenho lá em casa. Conto que estas sejam ligeiramente mais pequenas e, se forem, logo vou completando o rol. Gosto de ter tipo assim uma dúzia e meia. Mais logo vou fazer tarte de maçã. Tenho gelado, que fiz eu, no congelador desde quarta-feira. Giro, giro, é eu ter começado este post com a quarta-feira.