quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Or' agora

Por ora ocorre que ando com as folhas - do outro dia e do outono do outro dia – entaladas por entre as folhas do bloquinho rudimentar. Não me tem dado jeito mandá-las para o caderno diário, engorda-o e desconstrói-me a caligrafia, é só altinhos e deslizes e mais não sei o quê. Mas vai ter que ser. Por ora.

Por ora, e agora este ora já não é agora, que no entre dos tantos colei muito bem as ditas folhas deste outono e rematei o caso com uma explicação no caderno diário que os mesmos leem.

A caminho

Tem vincos, a camisa que este senhor leva nas costas. Dois, na vertical, tipo assim ao meio de cada meio das suas costas. Duas, são também as questiúnculas:
uma – saiu há pouco de casa, não deu, portanto, tempo ao desvinque
duas – as camisas do observado senhor são guardadas numa gaveta, não penduradas no varão

Lugar da musa

Não tarda nada vou daqui telefonar a dois homens. Um deles é o rico filho.

Quando chegar ao estaminé vou escrever bués
Continuo grafómana, ah ah, ó pá tóin xiru
  ㆸ  quadradismo, daí não passa, pois se faço o mesmo

Aqui há umas sobremesas com muito bom ar. É tão bom, o ar, que não as oxida ou envelhece. Um dia provo outra, que ainda só finquei os dentes num queque de chocolate.

Se eu pudesse cozinhava muito.
Motivos para não:
dispêndio
solidão

Ontem à noite, eu e a rica filha fizemos coisas aos nossos narizes. Nomeadamente:
molhámos estes com aguinha da boa (ela o dela e eu o meu)
colámos adesivos naqueles por mor de amolecer impurezas (ela colou ambos)
arrancámos aqueles destemidamente (ela arrancou ambos)
Depois ficámos longamente observando o lado colante do adesivo, tantos os pontinhos que continha, tantos os pontinhos lá ficaram agarrados, oh céus, que nunca se é suficientemente bela.

Um cavalherio pediu-me que o deixasse sentar do outro lado da grande mesa. Ó 'migo, por quem sois, é favor passar, caté malevanto e tudo.

Escrever a cor-de-laranja é sumir. Percebi. Escrevi, escrevi.

Dias de um Ginásio

Ainda assim, continuo grafómana. Vejam lá que subi para a elíptica com o bloquinho rudimentar e uma caneta na mão. Não me aguentei. Que atrapalhação, tal a categoria - de isso - que a tampa da caneta me caiu no patim da máquina. Oh. E escrevi. Olarila.

Aproveito este post para colocar dois assuntozinhos do Ginásio, já que, mesmo parecendo que não, para mim, ai ó pá tanta vírgula, juntar dois assuntos, num só post, ai, resulta em menos um copiar-colar para logo à noite.
(se fossem três, resultaria em menos dois, sendo quatro, vai que era três a diminuir ao número e aforaforafora)
Eis então o meu poupador de copiares-colares d' hoje:

Umas vezes vou ao Pilates num horário, outras, noutro. Um desses horários anda um horror em falta de professor qualificado, para horror (íssimo) de algumas meninas, eu não inclusa, embora prefira mais que muito o Pilates ao Stretching, que é geralmente a modalidade substituta dessas faltas. Ora bem (mal) as meninas andam tão horrorizadas e têm feito tanto chinfrim, que houve aí um dia que quem deu a desejada (íssima) aula (inha) de Pilates foi o mais afamado e especial professor lá do boteco, o qual, e aqui é que está a mais profunda questão (zinha), é o habitual professor do outro horário, que eu, por acaso, ai vejam lá, também frequento assiduamente, o que o faz, portanto, ai, cavalheiro para me tratar pelo nome próprio com muita propriedade. E era as meninas todas doidas, antes de a aula (zinha) começar, 'ai vejam lá que hoje vamos ter uma aula privilegiada, é que temos o Marcelo, pois temos, temos o Marcelo, aquele professor, o bom, sabe?'
Este 'sabe' era a mim dirigido. Sei sim, disse eu, simplesmente. E nisto entra o cavalheiro de rompante na sala, como é aliás seu costume - até nem estou a exagerar nas vírgulas pra condizer - que quando entra é cheio de saber e saber que sabe, e o que elas, eu inclusa, gostamos é de um homem que mostre saber o que quer, mesmo que o finja, pra que é que isso interessa, né?, o que interessa é que o passo do Marcelo foi desacelerado para me perguntar:

Então Gina, tudo bem, depois da última experiência?



ah ah, e elas a olharem para mim, atónitas,
ah ah, que privilégio, né 'migas?

Graminhas que resultaram num erro

bloquinho rudimentar
25
óculos de escurecer
120
óculos de clarear
170
canetas
25
pacote de lenços
5
caderno diário
340
porta-chaves+chaves
160
porta-moedas
115
carteira
250
mala
460
tudo
1705
TOTAL
1670?!

Graminhas

640 graminhas de peras rocha
210 graminhas de alhos
835 graminhas de bananas
125 graminhas de gengibre

faturinha úúguêáé do dia corrente e das onze e dezasseis da manhã

terça-feira, 24 de outubro de 2017

autopromoção


A planta à janela promoveu-se a flor.


|à janela|


Antúrio, de seu nome.




ááás

não é jacarandá, não é panamá, é plátano, o que deita minúsculos bichos verdes, um ano e outro, um ano e outro

Mas afinal...?

A vida, eu fazendo pelo bem
Tão - mas tão - próprio do bom caráter
E chegada aqui: é padecimento

Coerências, é preciso


Marió: de eu ser incoerente, e.

De mim: de o saber, mas.

E o Tejo, como estava, ó Gina?

Então!, lindo e coiso. É eu a despedir-me do verão e é ele a não me deixar viver o outono em pleno. É prata na água do Tejo, é o que é.

Inglesinhos

Dois meninos ingleses no banco defronte. Isto no Metro.
Porque é que eu acho que iam para o Parque das Nações?
Porque indagavam se o teleférico teria ou não barras para ajudá-los a subir.
Porque a mãe, que se sentara ao meu lado, advertiu várias vezes que teriam que sair na Áláméida.

domingo, 22 de outubro de 2017

bye bye summer

Por acaso... Encontrei isto:




descobre as diferenças

















Vida resumida

Confundir sementes de linhaça com ninhos de mosca.

Almoço

Fiz uns bifes bué da bons. Usei manteiga salgada. Apenas. Ficaram insossos. Pois. Mas fui lá na mesma, é que descuidei-me na salada, salgando-a, e era também diversa pra caraças, nem vou enumerar quantos legumes mandei para a taça, vai daí equilibrei o prato. Pus também tabouleh na mesa, resto de ontem.
No entre dos tantos, havia tentado uma vez mais na minha vidinha pacata e sensaborona, fazer uma torta. Resultou num amontoado de massa que retirei do tabuleiro com a ajuda de uma espátula, e é se a queria comer. E queria. Só não a comi em forma de torta. E quando disse amontoado, disse-o porque a placa de massa, quando ainda no tabuleiro, era muito fofinha, tão fofinha, demasiado fofinha, por isso, ao retirá-la com a espátula, ela se aglomerou. Mas dá para comer, claro que dá. Ainda está ali assim um restinho, alguém quer?

Pequeno-almoço

Pera, antecipadamente temperada com canela e açúcar moreno
Água de coco, anteriormente sobrada por ter sido separada de seu creme
Juntos, intencionalmente, moídos, impiedosamente, por meio de um eletrodoméstico montes de espectacular.

Deu para dois copos não cheios. Usei duas palhinhas em cada um desses, uma azul e outra vermelha. As riscas, que o resto, quero dizer: onde não pousavam suas cores, era branco. Ainda me passou pela cabeça 'ah-vou-tirar-1-foto' Mas não. Não que este blogue, ou mesmo eu, não sirvamos para abordar laifessetaile, mas é que.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Muro das lamentações

Venho registar constatações, mas é tão óbvio parecer-vos queixinhas de mim que já estou a ambientar-vos quando no título coloquei o que coloquei. Não havendo pachorra, é não seguir a leitura e acaba-se a minha conversa já aqui.
Termina hoje a minha primeira semana de trabalho no estaminé, no outro estaminé. Ora bem, nunca cri no milagre que se daria na minha vida por mudar de local/método de trabalho - continuo doente pra caraças, sou um problema que combato constantemente, pesa-me a tristeza mais que muito, destrói-me a solidão que eu própria procuro. Marió assegurou-me que conseguirei ser um bocado diferente disto, forço-me então a crer na sua palavra. De resto... Escrevo.



… e o bloquinho rudimentar por cá continua...
… passeando comigo...
… sendo fotografado...




Lisboa, Lisboa, ah Lisboa

Quando passei pelo Fernão de Magalhães perguntei-lhe se ele via o Tejo lá de cima. Que não. Que tampouco o Carmo, quanto mais.

tenho saudades das minhas:

língua
traqueia
tiróide

De manhã queixei-me

De manhã queixei-me, não, de manhã divulguei ao pessoal lá de casa que a árvore amarela, afinal, de amarela este ano tem pouco, que continua verde pra caraças, embora se lhe tenham caído as folhas aos montes, oh pobrezinha.
O Luís concluiu que a chuva, caindo, havia como que rejuvenescido a dita...
A rica filha usou de poesia e rematou que o azul do céu não deixa, que as tinge e é por isso que não há meio de as folhas amarelarem de vez...
Tipo assim, e aqui a prosa é minha e é d' agora:
Ah, eu sou uma folha da árvore amarela que quer amarelar porque está na hora!
Ah, eu sou o azul do céu que aproveita as nesgazinhas por entre as nuvens e se deixa escorrer até se misturar com as folhas da árvore amarela e então elas voltam a ficar verdes!

#ópátóinxiru!

Agora vem o amarelecedor, tipo assim a propósito da fantástica e supra↑ temática

A rica filha queria um champô... #ómãecomprameumchampôválá

→ → → e acerca da brilhante conclusão que podeis sugerir-me: mas afinal porque é que a jovem senhora não compra ela própria o champô?!, aviso já que são meandros e burocracias domésticas tão grandemente grandes que não cabem aqui ← ← ←
… Bom, mas o amarelecedor.
A rica filha queria um champô e ó mãe que nenhum dos que estão na borda da banheira me serve e é o teu dos cabelos pintados e é o do pai da caspa e eu quero um. Ok, vá. No entre dos tantos, eis que me surge uma montra remodelada, uma daquelas montras que me apelam: ó Gina!, ó Gina! e eu vou e eis que dou de caras com um champô apelidado – é para rimar com o terceiro verbo a contar ← desse contar aí – amarelecedor
Já pensaram bem num champô desse calibre?
Não, a sério, já?
Ó pá, agora mesmomesmomesmo a sério: já pensaram como será, o que vos fará, em quê vos transformará um champô que amarelece?!

Grafologia

Armei-me em destemida das netes e consultei uma blogger no sentido de saber de mim no modo como escrevo.
Olhe, já que tanto se interessa pela temática, diga-me: observa-me um manuscrito meu?
E ela: sim, claro, com prazer.
Já em tempos há muito idos, baseada num artigo de uma revista, construí um post acerca. (por ora, não comparo resultados, mas essa comparação fica na calha)
Então, para que a minha grafia fosse analisada, tinha que manuscrever um texto em folhas lisas, de tamanho A4, preenchendo no mínimo duas páginas. O texto teria que ser dirigido a alguém, mesmo que imaginário, e o assunto... bem, para o caso o assunto não interessa para nada, analisa-se como a pessoa escreve, no momento em que escreve, não no sentido de classificar o tipo de escrita, que é lá isso, antes em termos de espaços por entre margens e palavras, inclinação das linhas, tamanho das letras. Notem bem: não estou a dizer que é! assim, estou a descrever a ideia como a retive, embora jamais exporia conclusões deste tipo se as pressentisse incorretas.
Ora bem, então vamos lá: segundo a simpática e paciente senhora, no momento em que escrevi, fui assim:

Tanto é dada às coisas da mente quanto às mais terrenas, ou seja, tanto gosta de teorizar como é uma prática. Frequentemente é mais esta última perspectiva que se manifesta.

Apresenta contradições: por um lado é receptiva a opiniões ou influências externas e, por outro, fecha-se sobre si.

Esconde carências. Daí por vezes não ser completamente verdadeira. Indícios de depressão. Alguma tristeza (não muita)

É muito imaginativa. Tem vontade de ser independente. Alguma imprevisibilidade nas atitudes. E também alguma instabilidade emocional.

Gosta de ser simpática, gosta de cativar.

Não se mete na vida dos outros. Contudo, também não está completamente certa do seu papel no mundo. Talvez esteja demasiado circunscrita ao seu mundo.

Alguma necessidade de protecção e alguma reserva em relação à infância (?). Pouca ligação à família de infância (?)

Não é muito reverencial. Pode estabelecer empatia com os outros.

Não é excessivamente organizada no desenrolar das suas acções mas também não é caótica.

Sente que não dá o máximo de si.

Pessoa que muitas vezes se cala, guarda para si. Dá ideia que gosta de guardar muitas coisas.

É inteligente e desinibida na expressão da sua inteligência e criatividade.


Ó pá!, não é o máximo?! Eu não só fui assim no momento em que escrevi o dito texto, como sou! assim. É.

Bom dia!

Um cliente interrompeu-me os passos ao meio da rua para me interromper os passos e assim lhe dar tempo de...

Bom dia! Escute cá, a senhora no outro dia ia ali com um molho de vassouras na mão, quanto é que custa aquilo cada uma?

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Lisboa, dezanove de outubro de dois mil e dezassete

Acabei de descobrir que uma das minhas trocas, aquando do título deste post, se traduz em 'putubro'. Não há dolo nesta troca, então o perdão é dispensado, mas achei o putubro tão interessante, tão capaz de um sorriso meu, que o registo.

Hoje tenho de ir ver a árvore amarela. Olarila. Não tarda quase nada. Quero perceber se está despida e amarela, isto no mais, se, em suma, a mudança de tempo lhe fez coisas.

Ontem, na aula de Pilates, em certa circunstância, o professor recomendou que não deixássemos os dentes morderem a língua. Ri-me toda eu cá por dentro.
Ó senhor professor, olhe, é assim: eu não consigo manter a língua completamente fora do perigo do fechar dos dentes. Sério. É que, pelo menos por ora, não sou uma pessoa normal.

Sonhei que me enrolavam um cachecol do Benfica ao pescoço e me espetavam uma coroa na cabeça. Isto tanto pode ser uma questão de ditadura como de calvário. É escolher, em querendo.

Ao lado direito dos que sobem a avenida, apresentam-se-lhes quatro bancos. Acrescentaram-lhe, portanto e se não possuo dolo, dois bancos, isto uns outros quaisquer. Há tanto e tanto tempo que não me dedicava a esse lado da avenida... Diz que mudar os hábitos faz bem às partes cinzentas da cabeça. Mas o dolo, neste indo-eu!-indo-eu! pela esquerda, é do sol, tantos os dias de um calor imenso, ademais: fora de horas. Bom, mas agora chove, a temperatura baixou e mais não sei o quê. Ah, e o homem das castanhas, sim, lá estava, com bicha à português, que eram dois ou três aguardando as famosas. Ah, a árvore amarela, pois que lá estava, muito despidinha, sim senhores, mas muito verde também.

No lugar da musa percebi que nos vasinhos verde-água vivem uns seres de folhas verde-planta.
A colherinha é tão bonita. A ocasião faz o ladrão. Parti a colherinha de louça da rica filha. O pratinho escuro também é fofo, apesar de escuro. É rústico. O rústico é sempre escuro.

O topo da caneta d' hoje é hexagonal. Podia ter sido eu a encontrá-la, mas não, ela é que veio ter comigo. Apareceu-me a cor-de-laranja, num dia de inverno.

Ainda não acabou o dia. Quero registar que os tais sessenta e cinco gramas já não marcham comigo pra todo o lado.

Ainda não acabou o blogue. Hoje aprendi a palavra dolo, quero mais oportunidades de a usar. Até amanhã.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Boa noite, e a noite é d' hoje

Não quero deixar de vos escrever, de maneiras que, não havendo tempo para mais: boa noite, que já é de noite.
Mas, já agora, vem ainda uma foto de ontem, com o sol da sua manhã incidindo nos pincéis de maquilhagem da rica filha, a qual, quando soube deste clique ripostou algo do género:
Ó mãe... eu com tantos pincéis de qualidade e tu fotografaste logo estes!, ainda por cima todos sujos!






Então boa noite, e - reforço que - a noite é d' hoje.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Creminhozinho Carinhozinho

Ora então é assim: a rica filha foi-se aviar numa daquelas lojas de cosméticos e afins e eis que lhe ofertaram amostras de uns quantos produtos. Duas dessas, de uma marca que não quero revelar, ofertou-mas ela, por sua vez, alegando que não as queria porque testam em animais e a sua consciência não se dá bem com tal coisa, ao passo que a minha marimba largamente para o assunto.
Uma das amostras continha um creme para lá de bom. Era tão bom mas tão bom que, nos dias em que me durou aquele poucocinho, toda a gente que por mim passava se alegrava de me ver, tal o resplendor da minha pele, chegando mesmo a dizerem-me o quanto eu estava bonita, tipo assim, e por exemplo, a minha mãe, e toda a gente sabe que as mães não mentem.
Fiquei tão excitada com o brilhante resultado que me pus a pesquisar nas netes o preço daquele cosmético, especialmente aquele, e... quando avistei o número de euros que me iria custar... compreendi e desisti.
Compreendi porque é que o creme é tão bom - é bom porque é caro, e se é caro, então é feito com mais rigor e/ou substâncias de upa-upa e mais não sei o quê, vai daí a tez ilumina-se pra caraças.
Desisti da compra porque obviamente o creminhozinho é cosmético para custar quatro vezes mais do que o último creme que comprei, vai daí - coiso.

Não sabem

Não sabem e, como não sabem, eu anuncio: de cada vez que encontro uma caneta, a minha estória remete-a para a rua mais bonita de Lisboa. Olha esta azul, ó, onde foi que a encontrei?, na rua mais bonita de Lisboa. Se não foi, não haverá qualquer problema, é a minha estória.



Post de viragem

É de manhã, ainda, e é de manhã que começo a compor o blogue
- tão raríssimo que é um começo depois do meio-dia, mas isso já vocês sabem e, se não sabem, não faz mal nenhum, ora essa, eu gosto de vocês na mesma -
servindo então este post, que não é o primeiro deste dia, para registar umas quantas coisinhazinhas:

jamais voltarei a escrevinhar no estaminé/drogaria, o que não significa que deixarei de escrever as merdas do costume, só por dizer que doravante, ó 'migos que me sabem ou então não, escreverei sentada
isso → sentada ← é
sem que contudo tenha mudado de computador ou estratégia, de cabeça ou tom de escrita, nada disso, antes saltei de balcão para secretária, sendo que, e ainda, as coordenadas são também outras

Farinhas

Ó pá, tenho mesmo que escrever os tipos de farinha na porta de casa. Assim, antes de sair para o supermercado, olho o que escrevi, fixo na cabeça e, chegada aos corredores assustadores

(corredores rima com assustadores, a assustadiça sou eu e rima com movediça, que me movo dali logo que posso)

jogo a mão à farinha

(se estiver muitomuitomuito assustada jogo as duas)

farinha, dizia eu, farinha que é para bolos ou pão, ou fina e/mas muito fina, ou fina e não muito fina.

Dia de (disseram na Radio)

Dia Mundial do Pão, óié!
Vai que como todos os dias, o belo do pão, pois sim senhores. A modernidade trouxe-nos o medo, o inchaço e o medo do inchaço, dizem que o organismo jamais processa o trigo, que é incapaz de o fazer, então incha-se a barriga ao longo de toda uma vida. Dizem. Obviamente há alternativas, pois se o que faz mal – dizem que - é o glúten presente no trigo, a gente que amasse outras farinhas que o não contêm, né?, é pois.
Do pão que amasso quando me passo:
Eu, que não sou cozinheira, padeira ou pasteleira, não me safo lá muito bem no amasso do pão, ou então é uma questão de:

temperatura e/ou prateleira escolhida no momento do forno
tempo de amasso
humidade do ar
rácio por entre farinha, fermento e água

Quanto a mim, o maior espanto meu, é o quanto e como pode correr mal, ou menos bem, vá, um alimento que leva apenas três ingredientes. É um espanto. Ah, e não, até hoje ainda não fiz um pão como deve ser. Ora queima debaixo, ora está demasiado branco o que encima e portanto a saber a fermento, ora pouco, ou muito, sal, pouco ou muito fermento, muita água, pouca água, água muito quente, demasiado fria, impaciência na hora de amassar, má escolha da altura da prateleira ou da temperatura, preguiça de jogar água para dentro do forno por modo a fazer um fuminho que fuma o pão para que ao depois fique com um gostinho fumado na côdea, por falar em côdea: qual côdea, qual quê, e pronto e sei lá que mais.




Fazer pão é muito difícil, é um daqueles alimentos que tem mesmo de se praticar.
É.
É, é.



Tirei esta foto e tal...




No entre dos tantos,
#ópátóinxiru
as vistas (na foto) folhinhas têm andado no bloquinho rudimentar esperando um tempinho, e é mesmo de um tempinho que necessito, mas, já vem de lá, quero eu dizer de um outro tempo, eu ter partido o pedúnculo a uma das folhas, então veio de um outro lá/tempo que deu em post e foto:





domingo, 15 de outubro de 2017

Sonhos

Sonhei com pacotes de açúcar coloridos e festivos.
Sonhei que Marió me perguntava se eu tinha tido saudades dela, se eu tinha lavado as casas-de-banho ou tinha passado o tempo lembrando que tinha de as lavar.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

olá, bem vindos a mais um blogue

acontece o quê, à grafómana, quando não grafa?
entristece
embrutece
bah
não pode ser



d.d.d.d.
é geddo, dão é?
dão, dão é!



Cliente (em desespero)

«Preciso desesperadamente de um pedaço de fio!»

Perguntinha a fazer a Marió



É saudável eu ter segredos?

O!*

Se há espacinho onde duas fêmeas convivem saudavelmente, é dentro de um ovo. Não dura fóreva, claro, mas.






*ovo





Perguntinha de Marió

«Nunca pensou escrever um livro?»

Há que tempos não vinha eu para aqui dizer coisinhazinhas deste assuntozinho, ó pá, é que Marió mo lembrou e agora olhem, vou expor o motivo que expus a Marió, só por dizer que, no blogue, o discurso está mais arrumadinho.

Sim, pensei, mas concluí que escrevendo num blogue sou livre, e, tentando compôr uma história alargada, um romance, vá, jamais seria.

diz:

tol e col

#parecesasvelhotas

Na verdade, e bem vistas as minhas coisinhazinhas, o que eu ontem queria dizer é que a árvore amarela está a envelhecer comigo. O amarelo luminoso, aquele amarelo, não voltará, o mesmo se passando, portanto, com a minha juventude.

#ópátóinxiru

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia do ovo, alimento que, como se sabe, é versátil até dizer chega, já chega. Eu cá, nem um ovo estrelado sei fazer. Bem que a irmã Ancilosa tentou ensinar-me (ou a sua mãe, Leonarda, fiquei indecisa, mas afinal pra que é que isso interessa, né?). Olha, dizia ela, fazes assim, vês?, com uma colher vais deitando a manteiga por cima da gema até a clara ficar branquinha, vês?

A manteiga tem de estar muito quente, queimando, é assim, hoje sei que há processos culinários que exigem este estado quase queimado da manteiga, dizem até que sabe a avelãs, o que não é de estranhar, já que as avelãs vão buscar o queimado no seu sabor mais profundo.

bai bai sâmar, bai morningue

Dias de um Ginásio

Ó pá, e antes que me esqueça, este aqui era o número que correspondia aos chinelos que eu havia esquecido no Ginásio e que... no Ginásio estavam esperando eu.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Post sei lá com que título! (com este)

Não sei se já repararam, e se não repararam não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, agora preencho menos o blogue. Muito menos. Então, hoje, apoiada na ideia de rebuscar positividade em tudo na minha vida, lembrei-me que, se espanto daqui o pessoal com a quantidade de coisinhazinhas expostas e esmiuçadas - credo mulher, tu pára mas é de escrever, que a gente não tem tempo pra ler isso tudo (tipo isto, vá) – quiçá este blogue coise e ópois eu fique toda muito coisa com isse.

De maneiras, que, para o blogue não perder a identidade, esta tarde esforcei-me enormemente no sentido de arranjar um espacinho no tempo laboral para que abaixo conste uma coisinhazinha daquelas mesmo boas:


Ando às malucas com a ideia de um cortinado para a cozinha, para tal valer-me-ei de um lençol em desuso. Tenho três candidatos:

///o lençol azul e amarelo e cor-de-rosa, com motivos de não-sei-quê
///o lençol todo ele muito branquinho, de um tecido teso pra caraças
///o lençol com barra de renda feita pela dona Adelina, linda, lindalindalinda, mas que... é estreito para a porta

Posto isto, olhem, não sei. Sei contudo que a primeira escolha cai sobre o candidato acima de todos, é um padrão bonito e alegre, é de fio ralo, quero eu dizer que deixa entrar claridade e/mas não compromete a intimidade da minha vida doméstica. Ademais, não carece de arranjo, é só coser argolas aqui e ali e enfiá-las no varão. Aliás: enfiar o varão nas argolas, assim é que é.

E o Tejo, ó Gina?

Lá estava, brilhando. Mas, ah grande mas este, os dias são cada vez mais pequerruchos, que a Natureza não se compadece deste verão fora d' horas, que é lá isso, e ao tempo de luz acresce que, tanto hoje passei por lá meia hora mais cedo, quanto a manhã estava um tanto ou quanto difusa, coisas de neblina e tal...

Hum, ok, vá, quero eu dizer que o Tejo tinha menos extensão de intenso brilho, hoje.

Árvore amarela

A árvore amarela está meio despida e meio vestida e meio amarela e meio verde. Este ano não auguro, uma vez mais, outrossim como em anos de trás, que o amarelo luminoso se faça aparecer. Mantenho todavia e porém a esperança nisso, quiçá mais para a banda do outubro, aquando nos vinte e tais, amarele por um todo em si toda.

é, é

grine com o é pequenino, é verde à inglesa, tipo assim, ó:

grine

Lugar da musa

No lugar da musa estava uma mulher com o cabelo pintado de verde-água. Ponderei se a escolha de tal cor seria deliberada, pois o verde-água é a cor dos vasinhos de lá. Dos vasinhos (rendilhados no topo) e:

da parede defronte
dos pés das cadeiras, bancos e mesas
dos bancos almofadados
dos boiões de produtos
da balança, a torradeira e a chaleira, antiguinhos-antiguinhos
dos aventais dos funcionários
das portas de alguns armários

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dia de (disseram na Radio)

É dia do Marco, olá Marco, mas entretanto ouvi dizer (também na Radio) que ontem, senhores e senhoras... Ontem foi dia do marco do correio.
E não é que eu ontem enfiei uma carta no depósito?
Hum, ok, vá, não é um marco, mas pronto. Então e de que se tratava?
Quero contar-vos - tipo assim a fazer de conta que tenho montes de tempo para gastar com as coisinhazinhas - que foi um cupão com os meus dados e mais cinco provas de compra de produtos que me vão dar direito a receber revistas de culinária!, iei! Eu depois venho cá contar-vos o resto, assim o tempo mudeixe e/ou eu malembre de tal.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ó Gina, tu leste?
Claro, 'migos!, mas esperava-se outra coisa?!




Meia-noite Todo o Dia, Hanif Kureishi

26 & 23, 49

Chegámos ao ano em que tudo se compõe:
a rica filha tem a idade que eu tinha quando nasceu o rico filho
o rico filho tem a idade que eu tinha quando nasceu a rica filha
eu tenho a idade das suas idades somadas

2017, que ano incrível!, e isto não mais acontecerá nas nossas vidas!!!


#ópátóinxiru

A meu pedido, o vizinho guardou-me jornais desatualizados, passando a notícia ao Bairro. Houve então mais um vizinho que me guardou jornais desatualizados.

Dias de um Ginásio

Foi um problema, fiquei com a vida toda desfeitinha, ó pá, é que nem queiram saber... Esqueci-me dos chinelos, de dar banho ao pés lá no Ginásio, no Ginásio. Então, prendada que sou, tive a brilhante ideia de, na próxima visita, escolher por entre os outros dois pares que tenho e que podem muito bem servir para dar banho aos pés, porquanto tanto (não quero saber se soa mal!) podia levar os de casa como os do estaminé. Entretanto acalmei-me, ponderei então calmamente (já sabem que não quero saber...) e resolvi-me pelos que andam no estaminé, uma vez que são requisitados em dias de calorão, de pedicure, ou simplesmente porque me dá para os enfiar. Mas no estaminé. Bom. Ao passo que os de casa são requisitados diariamente. De maneiras que. E pronto, desde que resolvi este problema enorme, tenho até dormido bem.

Planos para o fim-de-semana

Pode fazer-se um bolo com coco ralado, um frasco de compota de gila, cinco ovos e duzentos gramas de açúcar.

Fica húmido
Fica caramelizado
Fica doce

Não dá para diabéticos, au eva, dá para celíacos. Há que ver o braide saide da vida, né?

Frutas

Na frutaria do nepalês corria uma canção dos One Direction. Ele acompanhava a cantarolar, eu a balançar-me. Hum, ok, vá, coisitas que íamos fazendo por entre a escolha da fruta, eu, e as contas de uma cliente, ele, cliente essa que anunciou logo que não queria dançar, que isso era dantes. Já eu, ao depois da conversa entre a gente os três, anunciei: eu agora vou por aí fora a dançar.




Na-na-na-na-na-naaa-na-na
Na-na-na-na-na

Baby you light up my world like nobody else
The way that you flip your hair gets me overwhelmed
But when you smile at the ground it ain't hard to tell
You don't know, oh oh
You don't know you're beautiful


One Direction - What Makes You Beautiful

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Promoção


Deixei de dormir com o filho do meu patrão, de há uns dias para cá durmo com o meu sócio.

houve um dia em que achámos por bem



diz: muito bem, muito bem

Vento

Ela tinha um vestido preto, não com muita roda, mas a suficiente para que a brisa de Lisboa me permitisse ver-lhe a cor das cuecas. O leitor querendo saber tanto quanto eu, é solicitar informação.

A Pipoca (Mais Doce?)

Conheci uma cadelinha chamada Pipoca. A ser a Mais Doce é que sei lá eu. Terá decerto deixar-se crescer até não mais, a ver se ao depois passará a sua vida por entre rimas: chalés e canapés, mares e bares.

post espremido

és muita gira (muito bom)
tás muita gira (menos bom)

és muita feia (muito mau)
tás muita feia (menos mau)

Post farináceo

Na avenida pregaram três bancos à calçada, isto do lado esquerdo de quem sobe. Ainda não me sentei lá, estou à espera da companhia ideal, tipo assim como as farinhas abaixo deste post e mais não sei o quê.

Lembrete a relembrar o que nunca me lembro

Farinha T45, superfina, ideal para pão-de-ló
Farinha T55, fina, ideal para bolos e biscoitos
Farinha T65, fina, ideal para pão e massas

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Encontrei nas netes, e foi surpreendente

Quanto mais urgente é a escrita
Mais humilde o suporte.

Tudo o que realmente importa
foi escrito
em bilhetes de autocarro,
guardanapos quase translúcidos,
versos de sobrescritos,
pacotes de pastilha elástica.

E ninguém o compreende
porque quanto mais urgente
a escrita
mais ilegível a letra.

Ana Tecedeiro

O bolo conseguido

Consegui um bolo de chocolate, que não é um bolo qualquer, é um...

Bolo de Chocolate e Merengue

É uma receita pequena, tanto que a forma aconselhada é a de vinte centímetros de diâmetro, e vem em cups e mais não sei o quê mas eu tive o desplante de convertê-los em gramas. É que, reparem nisto: medir ¾ de cup de chocolate em barra e/mas partido em pedacinhos. Tudo bem, faz-se, mas não é uma cena do caraças?, então e o ar por entre pedacinhos, como é?, é chato, de maneiras que pumba, graminhas com ela, a receita.
Outra coisinhazinha: ainda bem que eu havia comprado uma forma de fundo amovível com vinte centímetros de diâmetro, muito cor-de-rosinha e, portanto, um tanto de lindinha, e olhem que eu a havia comprado porque me deu na mona, não especificamente para esta receita. Quero eu com isto dizer que por vezes o melhor é fazer caso das instruções que vêm nos livrinhos.
E vamos então à receita, que retirei da revista Continente Magazine, o número de, se a memória me não falha, novembro do ano transacto. Sim, eu, Gina Maria, estou para fazer este bolo há onze meses. Mas a receita, vá:


Bolo de Chocolate e Merengue

ingredientes para a massa:
100 gramas de manteiga
200 gramas de chocolate
2 ovos
4 gemas (reserve as claras para o merengue)
80 gramas de açúcar mascavado
1 colher de chá de extrato de baunilha
100 gramas de farinha
100 gramas de amêndoa moída
1 colher de chá de fermento em pó
ingredientes para o merengue:
4 claras (as que reservou)
100 gramas de açúcar em pó
1 colher de chá de vinagre
1 colher de sopa de cacau em pó
50 gramas de pepitas de chocolate
preparação:
Ligue o forno nos 160º
Unte uma forma redonda (20 cm) e forre-a com papel vegetal
Derreta a manteiga e o chocolate em banho-maria, retire do lume e deixe repousar
Misture os ovos, as gemas, o açúcar mascavado e a baunilha e bata bem até ficar uma massa espessa
Adicione a manteiga e o chocolate derretidos, a farinha, a amêndoa e o fermento peneirados, sem parar de bater na batedeira
Leve ao forno e retire cerca de 30 minutos depois, deixando o bolo mal cozinhado
Faça o merengue, batendo as claras em castelo e adicionando-lhes aos poucos o açúcar em pó
Junte o vinagre e bata até o merengue ter uma boa consistência
Acrescente o cacau e as pepitas
Coloque o merengue no topo do bolo e leve novamente ao forno por mais 20 minutos


Estava tão bom...






Coisinhazinhas para lembrar em futuras consultas:
a forma é para ter mesmomesmomesmo 20 centímetros de diâmetro, que é o que manda a receita
não derreti as pepitas de chocolate, que era o que mandava a receita
não decorei o bolo com coisa nenhuma, que era a sugestão da receita
apioei-me no texto da revista mas não o copiei, que a descrição é minha

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Lisboa, 4 de outubro de 2017

Sonhei que punha extensões no meu cabelinho. Eu cá, estava montes de preocupada, preocupação que se prendia essencialmente nos nózinhos de cabelos fakes e cabelinhos meus, contrastando vivamente com o expresso desejo que a cabeleireira sentia pela minha mudança. Ai.





Ontem esqueci-me de mencionar o meu 'migo fofo del corazón que es:
um descaroçador de maçãs
e que por ora se encontra no lugar dos cadeados de segredo





E agora... tcharam!!! Coração de pedra, junto ao banco hater. Foto tirada hoje mesmo. Finalmente levei a máquina comigo. Finalmente. Não é um miminho para o olhar?, principalmente se levarmos em conta que é material rijo e tem um coraçãozinho aparecido casual e inesperadamente?


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Lisboa, 3 de outubro de 2017

Aulinha de Pilates logo de manhãzinha. O professor disse 'boa Gina' umas três vezes ou coisa assim, imaginem se eu tivesse lavado os dentes, o que não seria... Ah, e o gigante estava lá. Olarila.

Há um azul que é tão azul mas tão azul que é maior, é azulão. Era dessa cor que o pintor pincelava uma chapa ondulada e de zinco. Não longe, o Tejo, brilhando pela metade. Eu que arranje mas é outra perspetiva, que esta onda já começa a brilhar em demasia. e ele é 1..., e ele é 2., e ele é 3!

Para onde vais?, ouvi eu à entrada do Metro. Não era nada comigo mas virei-me para trás e respondi: para a Alameda e a caminho daí vou ouvir que aquele comboio não pára em Arroios.

Vim a escrever coisinhazinhas no comboio, o bloquinho rudimentar sendo velozmente preenchido com riscos cor-de-laranja. Havia alemãs ao meu lado, à minha frente, atrás das que estavam à frente e ao lado de umas quantas destas. Todas quarentonas, como eu, todas bonitas. Alemãs, ah ah, e depois esforço-me para escrever as cosinhazinhas de modo entendível... Jamais lá chegarei.

Entretanto, de tarde, consegui coisas fantásticas, no lugar de toda a parafernália de cadeados que apareciam como cenário nos vídeos que eu gravava no estaminé, estão agora abanos para fogareiro, mata-moscas, funis para combustível, borrachas para máquinas de café, descascadores de batatas e afins, saca-rolhas, tira-cápsulas, abre-latas, quebra-nozes, chaves de abrir latas de conserva e... pasme-se!, um cortador de rábanos, que, se os consegue cortar em espiral, pois é o que diz a embalagem, decerto consegue cortar cenouras de todas as cores, pastinagas, e, com perícia do manuseador, também se ajeitará com uma certa forma de batata-doce.

Vai daí é noite, agora, e a lua está bonita e dentada.