domingo, 23 de dezembro de 2018

I need a soldier That ain't scared stand up for me
Known to carry big things if you know what I mean


pá de porco
couves-de-bruxelas
batatas-doces
raiz de aipo
beterraba
beringelas
cogumelos parisienses
flocos de aveia
chocolate em pó
chocolate em barra
ovos
queijo da ilha
queijo flamengo
vinho tinto alentejano

Acima está exposto algumas das comprinhas que fiz hoje no supermercado. Agora, a caminho do mesmo, ouço Destiny's Child, sim senhoras e senhores, mas o Soldier, pois entretanto cansei-me do stand up for love and for life e o caneco. Vou-me embora, mas não sem antes deixar uma notazinha sumamente importante: clicando no título deste post vai-se ter a algum lado que não o dito post. É.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Cores de sofá

Este post era para ser um antes&depois, e de certa forma é, e é, isso sem dúvida, um post acerca do meu sofá.
Pois que já chegou!
Já cá está!
Já tenho sofá!
E é azul!
E veio antes do Natal e tudo!
Tal como tinham prometido!
Entretanto tinha tirado fotos àquela espécie de antes, àquele estado tolo em que a minha sala se manteve durante algumas semanas. Escolhi uma e pus-lhe um filtrozinho para me dar alegria:





E depois de o sofá montado e a sala aparentar normalidade, tirei outras fotos, das quais escolhi duas e pus também filtrozinhos com o mesmíssimo intuito, o de me alegrar. Só que, aquando dos primeiros cliques, não me apercebera que a máquina fotográfica (que ainda é montes de espectacular) retinha o amarelo e não o azul, que era a cor que eu queria, uma vez que o sofá é azul, e já em outro post eu me pus com estas macacadas e mais não sei o quê. Ora bem, já que gosto das fotos em que me 'enganei', publico também uma, descrente que estou em que venha mal ao mundo à conta disso. Eis então a foto da espécie-de-depois, em azul, e a foto em que parece-que-me-enganei, em amarelo:


Éramos seis

No outro dia éramos seis, encostadinhos uns aos outros, na enga de descobrir o Wally. Sim, o Wally, aquele boneco minúsculo e dissimulado que só visto… Quer dizer, é mas é que não se vê, oh demanda do caneco, encontrar aquele homenzinho. O livro em questão é da rica filha e foi ela que se lembrou de o ir buscar. Então, perante a fixação que 'procurar o Wally' pode fazer descer em nós - e fez! - a dada altura, como já referi, éramos seis a fazer um semicírculo à pala da procura. Eu, que sou pessoa para me ausentar da vida, num repente apercebi-me que há anos que não estava fisicamente tão perto dos ricos filhos, e foi também num repente que vocalizei este pensamento. Sorriram todos os cinco e um deles, creio que a rica filha, à laia de gozo perguntou: - E estás a gostar? E eu que sim, estava, e foi de tal modo prazeroso que ainda hoje tenho o papinho cheio.

Telemóvel

A rica filha mandou vir das netes uma capa toda maricas para eu pôr no telemóvel. É para pôr na parte de trás do dito, quando não, como é que eu via e lia as coisas? Nesse caso era que não. Mas a capa. É transparente mas depois tem uns arabescos a imitar renda que por sua vez imita floreados. É todo um trabalho de conjunto, malta. A malta foca-se na cena e. Mas então a capa. Eu disse que era para eu! pôr no telemóvel, né? Pois que não fui que eu pus, foi a rica filha. Sinceramente, o que me é dado a ver é que ela tem saudades do seu antigo telemóvel, o qual, como presumo que saibam, é este que agora me pertence. É que ela encarregou-se de encomendar, mediante as minhas preferências, claro, e, quando a encomenda chegou, tratou logo de lhe colocar a dita capa, não sem antes limpar muito bem toda a superfície do aparelho. Com álcool. E com um carinho enorme. É apegada a coisas, como eu, a rica filha. Ai, sabem o que é, é que ser mãe de filhos que se estão a tornar Ginas é duro, principalmente se aquilo em que se estão a tornar é algo que faz sofrer. Já o rico filho tem cada característica minha mais vincada, pá… Ai.

Guardanapos


Para cor de guardanapos a exibir na mesa de Natal, quais senão o vermelho e o verde?

Vermelho é cor de Natal e, já agora, ai a porra das vírgulas, o cor-de-rosa e o amarelo também.

Toda uma caterefada de bichos maus

Ouvi dizer, sei lá onde, que, ao comer massa de bolo crua, ai a porra das vírgulas, se pode encontrar bactérias más e salmonelas e mais toda uma catrefada de bichos que o organismo humano não quer para si nem consigo. Bom, eu cá, o que tenho a dizer, ai a porra das vírgulas, é que não farei caso deste aviso barra notícia barra medida barra conselho (eis as barras por extenso a salvarem-me das vírgulas, iei!). Ah, e tenho uma foto, que não ilustra o que comi, mas que pode muito bem ser imaginado, ó:








Revistas

Tenho andado a ver se me encontro com a ementa da Noite da Consoada, sendo que, para então me arranjar para o encontro, vasculho antigas revistas de culinária - daquelas de papel, sabem? - e acreditem que ando nesta lida há vários dias. E ainda não sei o que hei-de fazer, isto em matéria de doces. Entretanto encontrei dois artigos de duas revistas Teleculinária que considerei deveras interessantes. Fotografei os dois, não estão grande coisa mas é o que se arranja por ora:





Entretanto, oh vejam lá, encontrei a receita de um bolo, numa outra revista com o mesmo nome, que vinha de encontro (ah ah) aos ingredientes que havia na despensa e no frigorífico. Quero dizer, nem por isso, afinal troquei a maça por pêra e os pinhões por sementes de girassol. Uns não substituem os outros com precisão, ok, tudo bem, mas desde quando é que uma substituição é por algo exactamente igual? Desde nunca, pois claro. Mas o bolo. Chama-se Bolo Capitão e alguém se resolveu a chamar-lhe assim por conta de a revista ser de um qualquer mês de Abril de um ano já inventado. O bolo é bom, sim senhoras e senhores, nada de extraordinário, afinal é um bolo de pêra e frutos secos… Ah, é verdade, ainda acrescentei canela e gengibre, ambos em pó, cá por minha conta, que a receita não mandava pôr nada disso, eu é que tenho a mania de modificar, o que, neste caso, aperaltei. Qual é o bolo de pêra que não fica aperaltado, né? Perceberam o trocadilho?: pêra ⇉ aperaltar (ah ah); (sim, foi coisa arranjada ao preciso momento deste rabiscar, a pessoa rabisca e vai que encontra [ah ah] ideias geniais). Bom, eu vou ali estender a roupa, está bem?


E deixo foto do bolo, ai que já quase masquecia!



Coisinha

Nos cabeleireiros e gabinetes de estética o mais comum é encontrar alguém que me vai tratar espantosamente bem.
Na minha última ida ao cabeleireiro, a profissional encarregue de encaminhar os clientes até ao segundo passo, disse-me para pôr ali as minhas coisinhas, que me ia lavar o cabelinho e quando acabou de lavar alvitrou que o melhor era secar um pouco para não ficar com a cabecinha fria.
Na minha última ida ao gabinete de estética, a profissional que me retirou pêlos (pelinhos…?!) mediante uma linha cruzada, pedia amiúde que subisse um pouquinho o quadril, que virasse o rostinho para si. Tudo com a maior doçura. Claro que a pronúncia brasileira é por si só doce.
Do primeiro item falta contar-vos uma coisinhazinha. Comprei uma rifa. Se me sair ganharei um conjunto de máscara mais champô. É um daqueles produtos capilares com um ar todo pomposo, dourado, preto, ou dourado e preto, pois como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, dourados e preto lembra glamour e classe e estilo. E idade. Pois. Aliás, prazo de validade aplicado à existência humana, isso sim. Do bloco de rifas escolhi o 50, dizendo à moça que era a minha idade. Pois. Vou saber na próxima quarta-feira se me saiu na rifa uma máscara mais um champô, ambos terão a tarefa de me fazer esquecer a idade que tenho.

Vontade

Se tenho tempo para fazer bolachas e dá-las aos amigos como oferta de Natal? Tenho mas não tenho vontade, embora a dita possa ser rebuscada, ou mais rebuscada, que o tempo. Diz-se do tempo que estica e não se diz que a vontade se rebusca. Eu digo, mas uma só pessoa é poucochinho.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

O meu colete é preto, o resto é que não

A minha máquina

A minha máquina de lavar roupa deu-lhe para não querer terminar o programa, mandando dizer no visor lá dela: UE, o que obviamente sequer roça na União Europeia, é antes um error qualquer, oh que sei lá eu! O que sei é que me saiu o sangue da cabeça e a calma do coração, oh porra pá, que ainda agora foi comprado o computador mais lindo e bom que na Terra habita e já a desgraçada parecia, também, parva, e se preparava para me minguar o número de cêntimos. Mas não, lá me safei, só por dizer que não sei como, o que significa que pode a desgraçada parvar outra vez que não vou saber que passos dar. Com os dedos. Das mãos.

Túnel

Neste post faltou o túnel. O inconsciente não o fez subir, afinal. E nem é assim tão importante, o que é a entrada de um túnel senão uma boca?


túnel = boca, portanto


Dou dois euros a quem




Dou dois euros a quem quiser vir buscar este cabide. Quando o comprei, comprei porque achei que ter um suporte onde coubessem encharpes, aliado ao facto de ocupar no roupeiro o ou um espaço normal de cabide-com-coisas, seria uma cena fantástica na minha vida. Só que não. Pois. As encharpes são peças que, mesmo parecendo de pouca espessura, são-no sim senhoras e senhores, mas somente se dobradas e postas numa gaveta, é que quando pousadas na vertical, enfiadas num círculo com o diâmetro desses da foto, aquilo é coisa para engrossar de tal modo que me fez um enchumaço do caraças no roupeiro. E vai daí não quero este utensílio cá em casa.


Notazinha:

Hoje estou numa de me desculpar com o estado das imagens que apresento no blogue, portanto aqui vai: ó pá, desculpem lá a desfocagem, está bem? Eu nem quis pôr filtro nenhum para disfarçar nem nada para isto ser uma coisa mesmo tipo assim à óélexis e tal...



Dia de (disseram na Radio)


Hoje é Dia das Mulheres Baixinhas. Vai com maiúsculas que é para reverter. De maneiras que, o algoritmo ou lá que é, colocou nas minhas preferências do Pinterest a imagem abaixo, que resolvi partilhar convosco, qual blogger de nome, renome e estonteante sucesso ao nível, pelo menos, ibérico. 





Atentai, ainda, nisto: a imagem não estar nítida, era eu não ter um monitor para lá de bom, qual blogger de qualidade e prestígio. Vós não tendo um monitor destes assim de grande porte e com uma resolução bestial, provavelmente conseguireis ver 'melhor'. O que é incrível, pois havendo bom espera-se qualidade, mas vá.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

desastrado


desastrado é morcego esmagado em alcatrão lisboeta
levada por sua parca imaginação, Gina alvitra que foi pneu de carro que esmagou morcego

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Foi na rua dos cinquenta e dois jacarandás e estava o dia a morrer

Parece que amanhã é o último dia de Outono

5400


5400 é um número para posts que há neste blogue tão lindo e enorme como qualquer um dos meus roupeiros

Ajuda do Pinterest para tratar de arrumar os roupeiros lindos e enormes que por ora comigo habitam

Jantar infalível, sugestão do Pinterest

É bem provável que esteja a repetir-me:

Escreve todos os teus pensamentos - aconselha a mulher (jovem) - mesmo os mais tolos.
O conselho é válido porquanto a gente, ao escrever, desabafa.

Grossos traços

Ná...

Às vezes, quando leio blogues, dá-me uma vontade do caraças de comentar, para logo a seguir me grita cá dentro: está calada, Gina!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Já sei que me falta

Já sei que não posso contar com os serviços do talho da Etelvina na véspera de Natal
Já sei que posso contar com os serviços da frutaria do Embas na véspera de Natal, na antevéspera e até no sábado, que é véspera da antevéspera
Falta-me saber se posso contar com os serviços do talho do Rui na véspera de Natal e vésperas de todas as vésperas dessa véspera
Falta-me arranjar maneira de não! ter que ir ao supermercado na véspera de Natal
Falta-me arranjar tempo para fazer umas comprinhas especiais
Falta-me, principalmente, e isso sim é uma grande novidade na minha vida, saber qual a ementa da Noite da Consoada e do Almoço e Jantar do Dia de Natal

Vida animal

Kildo tem uma relação amor-ódio com o novo aspirador. Pareces uma pessoa, Kildo - disse-lhe eu em voz – as pessoas é que sentem essas dualidades.
Nesse dia o bicho-gato andava doido, correndo por pequenas distâncias, da cozinha para o sofá da sala, daí para o quarto, de lá para a cozinha.
Eia pá, ca ganda maluco que tu estás hoje, ó Kildo! - exclamei eu em voz.
Há vezes que é com prazer que dou vozes aos animais.

Novidade

Tenho um novo editor de vídeos: OpenShot. Sim, foi ensinado/aconselhado/sugerido  pelo mesmo Zé que está no post anterior. Pelo que descobri até agora, este editor é moço para me fazer feliz até à quinta casa, vejam lá que até contém uma maneira de me pôr a falar acerca de um outro vídeo ou fotografia, tudo no mesmo ecrã, quero eu dizer em simultâneo. Estão a ver? Fantástico! Eu vou poder falar de outros vídeos e fotos, obviamente falo/falarei dos meus, e ter um quadradinho ou um rectângulozinho onde se vê aquilo de que estou a falar. Ó pá toin xiru, pois é.

É outra coisa

A gente dobra a esquina da avenida de Berna, logo a seguir ao Hospital, e entra noutro mundo, que é recatado e interessante. Uso estes adjectivos porque vinha com o meu colega e quando chegámos aí, comentei do novo mundo exposto acima e ele disse que, aquele lugar sendo uma pessoa, seria o Zé. Concordei e acrescentei que sim, o Zé é uma pessoa recatada e interessante, como expus acima.

De mim e do Zé, se só nós dois existíssemos eu era uma sociável do caraças, conversadora na quinta casa. Sou conversadora com quem conversa pouco, sou assim desde criancinha, 'ai tu és de poucas falas? então deixa estar que falo eu'. Claro que - por conta de ultimamente o Zé me ter ensinado/aconselhado/sugerido algumas coisas no que toca ao computador ultra moderno que tenho em casa – falo aos bués com ele. Tenho um motivo, quero eu dizer, e isso também me solta a língua, afinal a necessidade leva à ação, que neste caso é então da língua.

Tinta de borrar para cabelo

Da última vez que pintei a cabeça - ai ó pá eu digo assim, tá... - pintei mais coisas.
Pintei o cartãozinho que guardo da embalagem para numa próxima vez comprar igual, ou mais ou menos, vá, para não fugir muito. Pronto, aconteceu borrar mas não sei como borrei.
Pintei a secretária onde está o pc. Se bem me lembro, usei o tempo de espera para ver ou ler coisas no computador, provavelmente deu-me preguiça de colocar logo o frasco da tinta no lixo, que fica na outra extremidade da casa, quis ficar ali, perder menos tempo e tal e vai de pintar a secretária.
Pintei o cortinado da cozinha. Ia com a cabeça fresca e quando me debrucei para pôr o tal lixo no lixo, rocei o cortinado e toca de o pintar.
Entretanto tenho coisinhazinhas de tintas e cores e cartões. Quero dizer-vos que ando com dois apontamentos no porta-moedas, cada um de sua cor. Do primeiro é uma cor que já me pintei, da qual gosto, sim senhoras e senhores, mas queria experimentar uma outra, de outra marca, quem sabe aquelas mais caras sejam realmente melhores e tal. Ora bem, já experimentei, daí o cartãozinho no porta-moedas, é mesmo melhor, o cabelo fica macio e brilhante num grau que a outra não atinge. Para mais, a tal tinta é tão mas tão eficaz que já lá vão quatro ou cinco lavagens e a toalha ainda me chega borrada. Claro que tem vindo a diminuir, mas. Pensando bem...né...? se calhar até nem é uma tinta assim tão, ou então depende do ponto de vista, imagine-se eu com um amor desmesurado às toalhas... né...?

ladykina, este post é para ti


No outro dia fiquei de ver se a árvore teria chegado ao quinto losango mas olha, não chegou e não chegou, quanto mais não seja, porque não vão mais losangos a subir a parede. Ademais, nem ao quarto chegaria, quanto mais, né?





Quando andava a ver se tirava esta fotografia, que como julgo que sabes é o átrio de um prédio, senti movimento lá atrás, olhei e vi uma mulher de vassoura na mão, que me deu a boa-tarde com uma interrogação. Ou seja: o que ela queria saber era o que é que eu andava ali a fazer e em vez de perguntar o que queria realmente saber, pois que não, deu-me uma boa-tarde falsa. Devolvi o cumprimento e anunciei que estava a tirar uma fotografia à árvore porque no outro dia a tinha visto em ponto pequeno e mais não sei o quê. Conquistei-a, vá, ela percebeu eu não estava ali para gamar nenhuma das lindas bolas ou fitas de enfeitar natais de átrios de prédios e as nossas vidas seguiram daí até agora.

E pronto, este post está feito, até logo  🎄



gólinha pó fio

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Ceia imaginária

(não se diz põe nem mete)

Agarra na colher
Mergulha no pote de mel
Enfia no saco de cereais
Lambe
Vai buscar uma colher lavada
Mergulha no pote de mel
Enfia no saco de cereais
Lambe
Lava duas colheres
Coloca no escorredor

Enfiar

Hoje não me enfiei na rua dos cinquenta e dois jacarandás, embora tenha avistado uns quantos. A rua que escolhi para a troca cheirou-me a ração para animais de estimação. Ca xiru.

Post bué feliz

Na minha caixa do correio, física e material, tinha um prospecto publicitário em cuja rubrica estava o sobrenome Felizardo. O giro é que vinha mandando votos de Festas Felizes.

Hum...

Um cliente que me peça 'um suporte da referência 180, por favor' é caso para me fazer desconfiar. Hum...

Post cheio de frio

O nepalês da frutaria perguntou-me se eu não gosto do frio. Assim mesmo, com o 'não' na pergunta, possivelmente por antever que a minha predilecção não vai para as temperaturas baixas. Respondi-lhe o que o leitor também já antevê.

Pequeno-almoço

A água já fervia e a torradeira aquecera e eu sem o chá escolhido ou o pão fatiado.
O chá não sei de que é, o pão é saloio. De Mafra.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Roupeiros



Ora bem... Eu ter dois bonitos e enormes roupeiros, tenho, mas, lá está, são enormes, de maneiras que, a bem dizer, tenho 1/4 por preencher e, o que preenchi, foi à larga que o fiz. Medida capaz e bem vinda era comprar roupas boas e requintadas, roupas mais ou menos boas, roupas menos ainda disso assim, roupas e roupas. Só por dizer que ainda não começaram os saldos. Vai daí, já tenho resolução para 2019. E ainda nem ultrapassámos o Natal nem nada. Imaginem só quando coiso. Ui.


... Belamente (...) acerca das nuvens plúmbeas, dos pingos de orvalho reluzentes, do estertor da noite, das características da vontade ou das ondas do amor.


22/08/2014

Se comprei luzes?

Se comprei luzes?! Ó 'migos, pois claro que comprei. A última aquisição foi uma série com lâmpadas esféricas pequerruchas e às corzinhas, que obviamente piscam, tanto a um ritmo frenético como em crescendo de luz. São tão bonitas...

Fotos aqui e, ou, ali

Como sabem e blás tenho conta no Instagram, a qual uso regularmente. Não me ponho para ali a publicar posts de rajada, armada em grafómana ou fotofómana (…?!), mas lá me vou mostrando por texto e imagem. Das fotos, é frequente serem as mesmas que aqui publico, só por dizer que dou primazia ao blogue, raríssimo é publicar aqui uma foto que já ande por lá. Não é por mais nada senão porque o blogue me é mais precioso, e é isto de tal forma que já tem acontecido baralhar-me toda e publicar primeiro no Instagram e depois desistir de publicar no blogue só para não me trair.

Blanche, blanche. Dimanche, dimanche.

Oh mon dieu de la France, je pense, je pense. Le blanche, le blanche.







sábado, 15 de dezembro de 2018

'I don't care about the presents underneath the Christmas Tree'






Título deste post: verso de uma canção de Mariah Carey, All I Want For Christmas Is You


Desmantelado e incompleto, mas não deixa de ser o meu sofá azul



Quilómetro

O vizinho


O vizinho de cima contou-me que vai embora daqui. Pá… Pronto, quer dizer, tudo bem, né?

Sonho

Sonhei que o amigo daas motas tinha vindo enfiar-se na minhas cama, onde, já e habitualmente, dormimos dois. É que o amigo das motas, já no real das nossas vidas, é tipo assim um bocadinho… estou a usar o inho no bocado para apelar à fofice, intrometido, vá. É uma daquelas pessoas que, não só opina sobre tudo, como tudo policia.  Este sonho é daí que desce. Ou sobe. Muito embora pumba e coiso, upa-lá-lá. Pois.

Por acaso...


Por acaso os meus sábados de manhã costumam ser assim, costumam...





Por acaso tenho que ir cortar o cabelo, tenho…


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Cores

Como sabem, e se não sabem, não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, os passeios da Alameda Dom Afonso Henriques são de um material cujo nome desconheço, mas sei que é vermelho. É, não, era, que com o passar dos anos desvaneceu-se um bocado, ainda assim faz lembrar o vermelho, olhando com atenção. O giro é que a humidade da estação do momento tem trazido (o que eu acho que é) musgo e faz acontecer uma mistura engraçada. 


Germes

Uma fóbica dos germes aconselhou-me que eu nunca (por nunca e mais jamais) puxasse o autoclismo para mandar embora um chichi que já estivesse repousado na sanita, eu que fizesse o meu chichi por cima desse, pois quando a água cai em cima de um chichi, tudo o que é bicharada indesejada vem para cima, em espiral.

Tenho a certeza que esta questão iluminou tanto a vossa vida como a minha foi iluminada naquele bendito dia.

Calças

Tenho umas calças para lá de quentes, peça que me protege do frio até dizer chega, já que andar de mota é uma porra do caraças no que toca a apanhar frio. Mas olhem que há desvantagens nas belas das calças, e eu que o diga. Para já, é uma peça a acrescentar ao rol de todos os dias, que já era imenso. Para seguir, é desconfortável que se farta, pois que destrói a fluidez de movimentos, fico espartilhada. Para concluir, com aquilo vestido pareço uma elefanta, ou hipopótama, ou baleia, ou gorila, ou, ou. Só por dizer que há uma vantagem nesta última desvantagem. Pois. A pessoa retira aquelas almofadas de coxas e nádegas e fica uma elegância. É.

avião, sol, náusea, os homens no telhado do 8º andar, túnel, lindos prédios, o senhor tão aberto que até faz impressão, uma das mais emblemáticas avenidas de Lisboa

O título deste post são apontamentos (que neste blogue vulgarmente chamo coisinhazinhas) apontados no escritório de um cliente, na tal emblemática avenida de Lisboa, a qual, olhando tão de cima, me deu a tal náusea. Depois o tal sol reluzia alegremente por sobre a cidade, o tal avião passava, os tais homens trabalhavam no tal oitavo andar de um prédio defronte da varanda do cliente. Varanda que pisei porque o senhor foi quase excêntrico ao ponto de me conduzir até uma sala de reuniões, obviamente vazia no momento 'entre aqui, sente-se, vá até à varanda, esteja à vontade'. E o meu colega a bulir, claro, e eu maravilhada com a vista sobre Lisboa. Embora seja ponto assente que não sou lá muito esquisita e me maravilho com poucochinho, raramente tenho oportunidade de espreitar de varandas tão altas e afastadas das ruas e avenidas lisboetas que são o comum dos meus dias.

Dias de um Ginásio

Às vezes as pessoas notam a falta das pessoas e sentem saudades.
Eu sinto saudades, tu sentes saudades, ele sente saudades.
Ele, o professor de Pilates, cujas aulas são tidas de manhã e às quais eu dantes ia. Ia e já não vou porque de há dois ou três meses para cá, o Luís dá aulas de Jiu Jitsu à quarta-feira à noite, coisa que não ocorria, e obviamente eu também vou para o Ginásio. Então, Ginásio à quarta à noite e à quinta de manhã é tipo assim um bocado abusador deste corpitxo. De maneiras que no outro dia o professor encontrou o Luís no balneário e mandou o recado: diga à Gina que eu tenho saudades de a ver nas minhas aulas. Ai é? Então, qualquer dia desses, decerto a uma quinta-feira, irei na mesma à aula deste senhor professor, só para matar saudades, afinal também tenho saudades das aulas dele.
É sempre satisfatório saber que as pessoas notam a nossa ausência. Aqui na blogosfera é comum eu sentir saudades das pessoas, de falar com elas – vulgo comentário em seus blogues, obtendo posteriormente resposta -, de as ler, de saber o que fizeram nesse dia, como estão e tal. Não estou certa de este meu sentimento ser como se fôssemos amigos, mas que faz lembrar, faz. 
Outra questão do Ginásio e que já agora fica aqui é que este ano, creio que pela primeira vez, não o largo em Dezembro. O motivo é exactamente o mesmo, o Luís dá aulas, portanto nada de interromper, vá. Isso de não treinar em Dezembro não era coisa boa para mim, o meu corpo sente falta deste tipo de movimento, por mim não se parava mês nenhum, mas pronto, dezembro tem feriados, folgas e tal, na prática é, ou poderá ser, desperdício de dinheiro, mas calhou de este ano o 1 e o 8 serem ao sábado, de maneiras que até calhou bem e lá estamos nono ir. Ao Ginásio.

O documento do Zé (que não é mas é como se fosse)

Ainda não vos contei que, finalmente e graças ao Zé, já tenho um documento de texto apto a andar de computador em computador sem me dar cabo da cabeça. Que bom, já posso escrever sem... Sem o quê? Ansiedade? Mas como ansiedade se a sinto também quando escrevo? Ora... Sem esta questiúncula a apoquentar-me, quero eu dizer. Agora cá sem ansiedade, oh!
Notazinha véri impôrtante: chamei ao documento (nome do documento) do Zé. É. Au eva, está na altura de o mudar, pois que já fiz todas as transferências possíveis por entre o pc trabalhador, o pc brincalhão e o pc ultra moderno, portanto é favor arranjar-lhe nomezinho, ó Gina. De nada, ora essa.

Posta-restante

Num dia publiquei este post, noutro publiquei um outro (que não consegui sacar link, mas, e, lamento) no Instagram, no qual escrevi assim:
Eis Gina com metade da idade actual. Há tempo dei com esta fotografia e fiz-me lembrar os meus filhos na actualidade, cujas idades rondam a que eu tinha. Mas ambos. Não somente um, não somente o outro. Ambos. Acreditem que fiquei deveras impressionada (emoji do espanto a valer, aquele dos olhos esbugalhados e a boca muito aberta na vertical).
Quis publicar aqui também este texto porque é sucinto e foi escrito de rajada e a bem dizer gosto mais.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Gina pela metade


Se quiserem ver uma Gina com metade da idade é espreitarem a imagem abaixo.






Esta imagem foi parar ao meu telemóvel porque lhe tirei uma fotografia num dia em que, sei lá como ou porquê, mexi nos álbuns de fotografias de papel e a encontrei. Revi imediatamente expressões dos ricos filhos, com as idades que têm actualmente. Notem bem: de ambos, eles estão os dois no meu olhar e fiquei impressionada a valer. De resto não sei lá grande coisa, não, mas há mais parecenças, talvez a postura. Os meus filhos estão naquela foto, sumamente é isso.
Um dia mostrei esta imagem a seu Freita-se, ele olhou demoradamente até que comentou que eu tinha os olhos tristes. Não posso estar certa se naquele momento estava triste, mas, pelo que me lembro, não estava. Andava a tratar de me arranjar, íamos sair, nós e a rica filha, que era bebé, o rico filho ainda não aumentara o número desta família. O que aconteceu neste momento foi o Luís chamar-me, eu olhar e ele clicar. Nós querendo, pode ser um 'apenas isso'.


A loja da farpela

Estive na loja onde comprei a farpela que usaria na! festa.
Quem diria que viria ainda a escrever acerca destes dois, né?
Como na altura da compra me foi a modos que oferecido um cartão que a modos que dá vantagens aos seus usuários, todos os dias, de segunda a sexta, recebo uma mensagem assim a modos que a aliciar-me com descontos e promoções, e hoje decidi entrar. Perscrutei toda a loja e vasculhei algumas prateleiras e expositores. Compraria quase todas as peças que desdobrei, ou rodei no expositor, mas não comprei nenhuma. Reparei na senhora que preencheu a minha ficha e notou que nasci no mesmo ano que ela. Sem querer comparar, todavia comparando, e, mas, não o digo no sentido negativo, ela parece ter os tais cinquenta anos. Eu não, dizem, e concordo.

Papelinhos

Estive numa loja de motas e afins a fim de ver uns artigos que por lá se vendem.
Tive que esperar um bocado para ser atendida e tinha deixado a mala na mota.
Apeteceu-me escrever as minhas coisinhazinhas e tinha deixado a mala na mota.
Pensei pedir a alguém papelinhos e uma caneta porque tinha deixado a mala na mota.
De repente vi, na secretária, por baixo do pé do computador, um bloco de post-it, amarelo imaculado, vulgo amarelinho, lindo, apelativo na quinta casa*, e uma caneta, largada e expectante**, só que não tive coragem de pedir nenhum dos dois a alguém que por ali andasse.

*isto quer dizer que é coisa boa, é quando a fileira tem cinco casas e a quinta é a melhor de todas, a minha mãe usa muito esta expressão

**não duvido que todas as canetas deste mundo me aguardam 

Diz a letra

Quando me encostei ao balcão do Banco encontrei sussurros por entre duas senhoras das de lá.
Uma aparentava um certo enjoo e, pelo que percebi, o lugar cheirava-lhe mal mas não mostrou vontade de terminar a frase.
A outra, pelo que percebi, incentivou-a a dizer a letra.
Então, pelo que o meu nariz percebeu numa outra ida ao Banco, cheirou-me a esgoto.
Então, pelo que percebi, à primeira das duas cheirava a merda. Isto porque, todos perceberemos, a letra E, de M, nada diz.

gugu-dádá

Repetir perguntas, por parte de Marió, era para saber se havia coerência nas minhas respostas. Eu percebo, eu percebo. Eu até percebo que não percebam, quando não percebem. Seu eu fosse para perceber até que ia ser competente. Através de perguntas recorrentes consegue-se perceber se o questionado percebe que tem uma cabeça boa.

Vem aí o Natal





A imagem acima é uma espécie de âpegreide da deste post.

Da sopa

Tenho a dizer-vos que a sopa de ontem levou as tais tirinhas de cenoura, sim, mas acabei por as colocar no entulho, antes de tudo triturar.
Ah, perguntam vocês, mas ó Gina, então que foi isso? baralhaste-te?
Não, respondo eu, notei que as tirinhas estavam a oxidar, afinal ralara as cenouras logo ao início da preparação. Decidi antecipar este passo porque,
1º → uma cenoura, se ralada manualmente, quando está a chegar ao fim é num instante que chega aos dedos, e eu bem sei que ralar dedos é coisa para doer, portanto, aproveito esses restos para pôr no entulho, e porque,
2º → fui dar com uma rápida oxidação das tirinhas de cenoura, as pontas escurecidas e um sabor meio amoque, quiçá por serem da safra orgância. Quer dizer, lá que a embalagem mandava dizer que o seu conteúdo era orgânico naquele estilo de livre de químicos e mais não sei o quê, mandava, mas. Para terminar, a sopinha estava mesmo boa, tanto pela feijoca (que também mandava dizer que era orgânica) como pelo funcho e, ou, pela batata-doce.

De manhã

Acordei e liguei o uaifai antes de me levantar
Antes!
Levantei-me e pus o chá ao lume antes de beber o copo de água
Antes!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

5353


As fotos dos dois posts anteriores foram tiradas há dias, já os títulos foram pensados ontem. Entretanto, hoje de manhã, o Pinterest mostrou-me a imagem ao lado e relacionei-a imediatamente com os ditos posts, embora mais com o texto do que com a imagem. 
Se bem que o melhor é eu deixar-me de merdas mas, e, vá. 
Fica aqui o registo de que o pequeno-almoço de hoje foi panquecas daquelas de pacote, tipo assim mais ou menos boas. O almoço levou, dentre outros ingredientes, cogumelos, que não laminei para conhecer o resultado e, se agora conheço, posso dizer que é muito bom comer cogumelos inteiros, a água deles fica quase toda no seu interior, provavelmente porque não os rompi com a faca, trinca-se e a boca enche-se de um líquido saboroso - é claro que os temperos têm peso no sabor. O jantar será sopa de feijoca com couve lombarda às tiras e cenoura às tirinhas.

serluns

serlum

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

falta

faltou tempo
para m'aturar a escrita
para maturar a escrita
e à falta de escrita
é falta que me faz

olás


olá poeta

olá banco hater

olá árvore amarela

colchas


fosse eu paga para estender colchas sobre o sofá e nunca mais ia ser chamada de competente

?


O meu colega perguntou-me: - Tens uma caneta? - Com um ar rente à aflição. E eu: - Sim. - A fingir descanso, que é coisa que não sinto no que toca a canetas.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Roupeiros







Em cima
Roupas de Verão, quando estamos no Inverno


Roupas de Inverno quando estamos no Inverno
Em baixo






A de cima e a de baixo







A questão é que fui ao Alentejo, ver os meus pais, e deixei a casa num pandemónio tal que de explicável nada tem. Numa análise fria conclui-se que eu poderia deixar a visita para a semana. Só que não. Fui na mesma lá abaixo porque entendi que o tempo pode encurtar. Os meus pais são octogenários, ambos na segunda metade, o tempo deles corre mais veloz do que o meu.



sábado, 8 de dezembro de 2018

Jantar

Creme de espargos, que me saiu líquido e que engrossei com dois punhados de couscous. Fiz também uns crepes, ou coisa assim, de grão. De manhã, quando julgara ter posto a descongelar o tal resto de massa de bolo de banana, pus mas foi o húmus. Então resolvi usar esse resto de húmus para crepes, adicionando as claras que sobraram do bolo de queijo, e farinha. Pus também pão ralado, mas não devia, os crepes sabiam muito a pão. Se ainda por cima deixei repousar a massa por conta de andar a carregar partes de roupeiro, olhem: inchou-se o pão, que emborrachou a massa. De resto, está tudo bem comigo, obrigadinha.

Roupeiros

Saí de casa com o meu outfit de carregar pedaços de roupeiro. Trata-se de uma camisola branca, de malha polar, já puída, uma camisola de malha larga, largueirona e mais velha que o cagar, umas calças manchadas de lixívia e as botas que mais lá longe no tempo adquiri.

Pingos

O bolo que escolhi para fazer hoje, e cuja receita se encontra no blogue, leva sumo de limão. Ora eu limão não tinha e usei laranja, que, ao espremer, pingou o ecrã do telemóvel. Lembrei-me logo deste post, só por dizer que desta vez foi à grande, eram pingos grossos, pingalhões.

Teclado

Olhem eu gosto mesmo muito de escrever, gosto tanto que me sinto bem fisicamente quando escrevo aos bués, e hoje vim para aqui na disposição de sentir essa sensação, mas ocorre que este teclado (sim, esse mesmo, o novo), quiçá por ser ultra moderno, não me deixa corrigir alguma palavrita mal digitada lá atrás. Ou seja, eu corrigir, corrijo, mas a letra que estou a colocar certa em vez da errada come a letra a seguir, o que me obriga a reescrever tudo quanto já tinha escrito. Devo ter carregado para aqui numa porra qualquer, oh céus, ou então é mesmo uma coisa moderna e eu é que tenho que me modernizar. Claro que isto a pessoa é pensante e já descobriu uma maneira de contornar este obstáculo, a pessoa muda de parágrafo, corrige e faz andar a linha de baixo para cima, para o espaço certo, e daí continua. Feliz, mas expectante. 

Sonho

Sonhei que estava na aula de stretching e senti uma vontade inadiável de fazer chichi. Não, não escorreu pernas abaixo, antes fiz como nos tempos de infância: -Ó senhora professora, posso ir à casa-de-banho? - E ela, obviamente, consentiu: - Sim, Gina, vá. É tão querida. Sério, e é da vida real que falo agora, é que é tão querida que no sonho nem supus oposição.

Cá estou

Cá estou, a horas de daqui a nada ouvir os passaralhos pousados nos ramássaros da árvore mais densa da minha praceta, a chilrear aos bués. A árvore que digo é aquela que fica lá longe, longe da minha janela, e que, querendo alcançá-la, indo daqui, terei que passar por, não um, não dois, mas três jacarandás. E era isto: o tempo de, não tarda, se lhes der para isso, lá estarão os efusivos amigos da Natureza a fazer banzé.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Pois não

Ainda não vos contei que no outro dia eu estava numa loja a escolher roupas e estava lá uma senhora que queria escolher um conjunto bom para levar no caixão, pois não?

Então vá: estava e queria.

Tâmaras e laranjas

Das tâmaras que comi enquanto caminhava, só um dos caroços pus no lixo, os outros deixei cair no chão, que era de calçada. Caixotes de lixo e calçada são inférteis, e sabe-se, por isso, que os caroços vão morrer.
Ao comer a laranja do lanchinho, gotículas de sumo aterraram no ecrã do telemóvel e de lá vieram pontinhos luminosos. Quero dizer: foi o que vi. Depois, umas gotículas limpei, outras secaram.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Que diferença

RAP, o senhor do Banco de outros tempos, já não se parece com o RAP, tanto está menos jovem quanto mais magro. After all o tempo passa and so on and so on.

Amarelo

Calças amarelas são peça para atrair. Pelo amarelo, claro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Banco hater

Estive sentada no banco hater. A ver se via o poeta. E vi. Actualmente já toda a folhagem que não mo deixava ver, deixa. Ah, e, os ramos, nunca foram impedimento, esses só dão uma ajuda às folhas, quando as há, suportando-as, não são tipo emplastro. Mas, antes disto de ver o poeta desafogadamente, tive uma dúvida que persistiu até me sentar lá, a de não saber ao certo qual é o banco hater, se era o do lado direito quando de frente para o poeta, mas ele de lado para mim, ou se o do lado esquerdo. A dúvida desapareceu quando a espécie de instinto que tenho me levou a sentar naquele banco. Rodei a cabeça para a direita e vi os três troncos que já fotografei uma catrefada de vezes e eu sei, pois sei, que era sentada no banco hater que estava em todos esses cliques, pois se eu estivesse no banco ao lado, os troncos seriam dois. Hoje estou nostálgica, este monólogo (como se chamará um monólogo escrito? artigo de blogue - vulgo post -, claro!) lembrou-me Marió, que dizia que se lembrava de tudo o que eu dizia de umas para outras consultas. Se lhe tenho contado a história do banco hater... né?

Folhas de Outono

Quantos posts é que já publiquei com este título? Fica a pergunta, sem carecimento ou esperança de resposta.
Lisboa está debaixo de um Outono igual a muitos, em alguns sítios nem se vê a calçada, por tantas serem as folhas caídas das árvores. Tenho visto algumas iguais às da árvore amarela, e não duvido que ao longo dos anos tenha publicado posts aos montes a dizer isto mesmo. Mas sabem o que é?, é que se olho para cima, para os ramos das árvores de onde supostamente caíram estas folhas, não lhes encontro parecenças com a árvore amarela. Sério. Mesmo pensando: - ok, não é este o lugar ou o tamanho da árvore amarela, ó Gina, esquece a imagem dela – não consigo.

Das novas etiquetas que iniciarei (assim malembre) em 2019


::::::::::::::::::::Do blogue
Muitas vezes coloco o post na etiqueta 'Escrever' quando afinal o tema é o blogue e não escrita. Posso até dar um exemplo muito vivo, este post, este mesmo, tem mais a ver com o blogue do que com a minha escrita, no entanto, nele vai constar a etiqueta 'Escrever'. Vai daí...
::::::::::::::::::::Da blogosfera
Por vezes sinto falta de agrupar este tema. Considero-o importante, a blogosfera tem montes de importância para mim. Então...
::::::::::::::::::::Das fotos
Às vezes lamento que, aquando do início deste blogue, já que não vinha às cegas, não me tenha lembrado de juntar todos os posts que falassem de fotos. Notem bem: não é fotos, é falar de fotos, de como as preparei, quais as circunstâncias, igualzinho ao que faço com os vídeos e o meu canal. E eis que…

Sonhos de Cenoura

A vizinha Antónia deu-me a receita dos sonhos de cenoura que havia colocado em cima da mesa. Eram bons, principalmente os de cima. Sabem como é, né, os de baixo aparam a gordura que vai escorrendo. Pode até a gente deixar escorrer bem o óleo e tal, mas. Como elogiei vivamente os sonhos, a vizinha Antónia, resoluta e disponível, ditou-me a receita. E eu que, como sabem, não estou habituada a escrever, escrevi, toda cheia de nervos. Agora, calmamente, transfiro o texto, que entretanto aprimorei:

6 ovos
1 laranja, raspa
½ quilo de farinha
½ quilo de açúcar
1 quilo de cenouras cozidas
Faz-se um puré com as cenouras, usando um esmagador. Junta-se os restantes ingredientes um a um, usando ordem em que está a lista. Faz-se bolinhas, frita-se e envolve-se em açúcar e canela.

Pronto, estavam mesmo bons, mas, se e quando fizer estes sonhos, vou deixá-los numa só camada para não me acontecer o mesmo que à vizinha Antónia.

Do copiar-colar dos computadores da minha vida

Ora bem, eu ontem à noite convencida que era só levar o documentozinho preenchido no computador que trabalha no estaminé, que logo o novo computador saberia traduzir bem e depressa... Só que não. Não leu. Nem com uma busca internet afora. Ou seja: ele ler, leu, mas somente os caracteres correspondentes a letras, e sem acentos, ao passo que sinais de pontuação e parentesis, aspas e afins, fazia para ali umas macacadas que só visto. Aliás, vocês até podem ver, olhem só como ele designa o parentesis, aquele abaulado, o )
–
É o máximo, pois é? E o mais giro é que não faz o par, um e outro são iguais.
Então e uma letrinha com acento, o ó, é assim:
ó
Já o o documentozinho que foi (e é e será, presumo) redigido no computador de brincar no estaminé... Eis que leu. E eu a pensar que. Bom, olhem, vou andando e escrevendo na mesma, e hoje vai ser no computador de brincar que vou ser blogger em diferido.
Entretanto registo também como realmente fiz. Copiei os meus escritos para o blogue e em cada palavrinha que apresentava coisas esquisitas, corrigi. E, se por acaso, a minha vida de blogger em diferido me obrigasse a ter este trabalho de, à noitinha, corrigir cada palavra que se apresentasse ilegível, fá-lo-ia, aborrecida mas não contrariada.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Mr. Flanders

Cada vez que passamos por Mr. Flanders, eu e o meu colega, comento as usual: - 'Mr. Flanders vai ali.' However, da última vez, o meu colega referiu que há pessoas que conseguem dar a ver a sua profissão mediante a expressão e a postura, é que olhamos para eles/as e só podem mesmo ser e fazer aquilo. Perguntei obviously o que é que Mr. Flanders fazia and it comes the resposta : - 'É barbeiro.' Prolonguei um hum: - 'Hummm.' E estendi, again, como já estendi in the blog sei lá quantas vezes, oh my god I'm so boring, acerca das parecenças físicas deste senhor com o boneco da série Simpsons (Mr. Flanders), que aqui há seis ou sete anos era tal e qual, mas que entretanto a minha impressão se diluiu um bom bocado, after all o tempo passa and so on, and so on. Depois houve novidades no meu discurso, estas: - 'Hum, nos Simpsons Mr. Flanders não parece nada ser barbeiro, nem sequer tem profissão, é só viúvo.'

Eu de costas

Podem imaginar-me de costas, por favor, olhando atentamente o expositor onde se aninham (eiche! olhó prémio literárió-blogosférico) os modelos de chaves que são pertença (eiche!) do estaminé e que são mais de mil. Bom, imaginem lá, vá, e fiquem sabendo que a minha atenção, nesta hora, era por conta de querer arrumar uma chave no ganchinho que lhe fora destinado (eiche... [pronto, acabou a brincadeira]). Imaginem, também e já que chegaram até aqui, alguém que me observava atentamente e a dada altura me ouviu exclamar com grandes alegria e alívio:
«Ah, é aqui!»
A pessoa em questão desatou a rir e por entre o riso comentou:
«Ó Gina, parecias aquele personagem do Matrix, o maluco das fechaduras, não sei se sabes...»
«Não, não sei, respondi.» E ele lá me explicou mais ou menos quem era, enquanto eu, qual grafómana, já magicava como descreveria este episódio, portanto nem o ouvi. Não tenho a pretensão de estar descrito tal e qual como o pensei, isso só está ao alcance dos génios, o pensamento é coisa intraduzível. Eu, quando escrevo,  não traduzo porra nenhuma, transformo. 

Seu Freita-se

Ca nome mai lindo que lha rangei. Sim, chama-se Freitas e eu, como ele é brasileiro, chamo-lhe Freitas prolongando o S. Se calhar, se eu soubesse escrever, punha aqui o Freitas como Freitassss e ficava o caso arrumado. Mas não. Então, um belo dia, os dias de epifania são sempre de uma beleza exponencial, pipocou-me na cabeça: já sei! será Freita-se! E Freita-se está. Quero só realçar que... Quero dizer: quero sugerir aos leitores que leiam em voz alta Freita-se e se juntem a mim nesta opinião para não me sentir sozinha.

Carregar

Tinha o móves a carregar e precisei dele com tanta urgência que lhe retirei a ficha, deixando a da outra extremidade enfiada na tomada. Não é coisa que costume fazer mas a pressa era mesmo muita e não podia estar cá com cenas, ainda que necessárias, e vai que me joguei ao bicho pensando quão imitadora estava naquele momento das camadas jovens, pelo comum que é as fichas permanecerem nas tomadas ininterruptamente, sob meu protesto de longe a longe, e sem estar a carregar equipamento nenhum. Mas dizia eu que deixei o que deixei onde deixei com o intuito de não demorar tempo nenhum. Só que não. Acabei por me esquecer, deixando tudo como deixara, e isto tão ininterruptamente como as camadas jovens, pois que só vi este feito quando voltei a precisar de carregar o móves. Não é que espere voltar a ser jovem mas, esperasse eu isso, e estaria no bom caminho.

Primeiro

Boa tarde. É meio-dia e catorze. Diz que não se diz boa tarde antes de se almoçar, mas pronto e vai que. Então, ó 'migos, o ponto da situação é... Tcharan! Que por ora me encontro redigindo posts autênticos e maravilhosos através do pc do estaminé. Sim, aquele que trabalha, pois que há um outro, que actualmente apenas brinca, que veio do velho estaminé como herança ou legado oferecido a esta que escreve aquando daquela fase a que uso chamar mudança. Ah ah. Portanto vai-se a ver e isto quer dizer o quê? Quer dizer que hoje estou a ser prudente, sei de antemão que os documentozinhos que este pc me deixa parir são legíveis pelo pc novo que há lá em casa. Vai daí, pumba e coiso, hoje escrevo aqui, amanhã logo se vê.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Diário

Loures, 2 de Dezembro de 2018

O pc ultra moderno e o camandro não lê os documentos de escrita que trago do estaminé. Já desconfiada de incompatibilidades daqui ou dali, que ultimamente tem-me acontecido cenas do género, e vai que pumba e coiso, não deu. A solução, presumivelmente, chegará amanhã ou depois. Entretanto comecei já hoje, e no móves, o diário, daí o cabeçalho lindinho. Isto porque conto continuá-lo durante o dia de amanhã. Se entretanto nada estiver abaixo da foto abaixo, é porque desisti da ideia. Boa noite. Oh, o que é que eu estou para aqui a fazer? Não vou publicar já, qual 'boa noite'qual quê... Mas, pensando bem, fica o voto de hoje a contar com o desejo de amanhã. Boa noite.






Lisboa, 3 de Dezembro de 2018

Boa tarde! Boa tarde, boa tarde, boa tarde. Espero o almoço, que será entrecosto assado e mais coisas que logo vejo.
Há pouco passei pela árvore amarela e notei que lhe cortaram ramos. Oh. Tudo bem que tenha que ser (já almocei e daqui continuo enquanto não chega o café), afinal alguns ramos atravessavam um bocado de estrada, quem sabe algum camiãozão passasse ali, né? Não, não é. É que teve que ser, creio ser saudável isto de cortar pernadadas às árvores porque podem ficar pesadas aos lados e deixam de crescer para cima. Ademais, todas as árvores da rua mais bonita de Lisboa estavam já aparadas na sexta-feira, que eu bem vi. Tirei foto à árvore amarela. Talvez alguém note diferença, eu noto, mas eu sou eu, e sei lá se a perspectiva das fotos anteriores é esta. Mas vejam:








Acima está uma foto de um desenho, ou coisa do género, que fiz há meses, quando ainda não se sentia ou respirava o Natal.


Da expressão 'roda viva' retiro que é da vida que se fala. Pelo corriqueiro, é o que dá a ver, eu cá acho. Mas não acho nem considero nem acredito que a morte seja uma roda morta, porque, na vida, uma roda pressupõe movimento. Mas lá que é facto, é, e isto para mim, de, na vida, ai a porra das vírgulas, não sei como viverei na morte.


Estou triste. Há muito tempo que não vos aborreço com este tema, o que não significa que não seja um estado permanente em mim. São resquícios da vida antiga, presumo, afinal sou o somatório das minhas vivências e que dá um total aberrante. É uma porra.


《Mulheres, vistas de cima, (...) só mulheres. Uma pondo uns óculos ao abrir a porta de vidro; outrafalando ao telemóvel; outras duas rindo-se com as mãos à frente das bocas; outra molhando os lábios com a língua; outra olhando para o chão.》

Ó Gina tu leste?
Pois li. Mais um pouco do conto 'Tóquio, composição' do livro 'Assobiar em Público' de Jacinto Lucas Pires, onde a dada altura me revi. É que podia e posso ser qualquer uma daquelas mulheres. Estou quase quase quase no fim da leitura, depois deste conto o livro tem só mais um.


Boa noite. Estou em Loures agora, em casa, claro, e ainda é 3 de Dezembro.
Venho com um documento na pen para testar, a ver se o novo pc lê as coizinhazinhas que preparei no estaminé mas com umas alteraçõezitas e tal, isto porque ontem fiquei a saber que o modo de sempre não vai e mais não sei o quê, só por dizer que deixo essa tarefa para amanhã, tanto por já ser muito tarde quanto por este post estar muito comprido, o que significa que lá escrever, escrevi. E no móves. Boa noite.



domingo, 2 de dezembro de 2018

Estou em êxtase


Estou em êxtase, tenho um rato que me obedece ao primeiro clique, um pc que recebe fotos de um cartão sem ter que pedir licença antes, um teclado com oito pequenos pés antiderrapantes e este é o primeiro post que deste material super novo e moderno sai. De resto, tenho a casa toda num caos, o sofá lá continua amontoado na sala, isto é: o que dele resta, e por aqui e ali há partes de roupeiros, um velho e outro mais ou menos velho, que andamos a ver se desmontamos um e montamos o outro, e por entre afazeres estou a fazer este post um tanto ou quanto metido à novidade e ao recomeço.
Ainda assim, mesmo debaixo de toda esta balbúrdia, já fiz a Árvore de Natal, ó:






Posta-restante

Deixar de escrever o que tão vivamente apareceu na minha cabeça.

Escolher as palavras

Escolher as palavras faz perder o assunto e deixar de escrever.

sábado, 1 de dezembro de 2018

O dedo do meio



Não sei o que a vocês parece, mas posso dizer que a mim parece aquele gesto mal visto pela sociedade, só por dizer que o dedo do meio errou no sentido e os outros nem quiseram saber. Boa noite.

Gemido

As batatas gemem por cima da manteiga. É estranho, a lógica do gemido está no que suporta o que encima, mas como considero que a manteiga não tem estofo para gemer, concluo que o gemido vem das batatas.