Sonhei que tinha visitado o Maui, ele pequenino e deitado na alcofinha, eu a ir espreitá-lo para lhe mirar a expressão e me deslumbrar com a quietude do bichinho. É que na vida real era raro ele estar assim, quiçá por isso o tenha sonhado quieto. Desce este sonho do facto de por ora a minha praceta ter dois habitantes amarelos, nascidos de uma mesma ninhada, cujo crescimento tenho acompanhado, uma vez que andam por aqui. E sim, o verdadeiro nome do Miau, o gatinho amarelo que já tanto povoou o meu blogue, é Maui, daí eu ter dito que fica mesmo bem, embora compreenda a fraca originalidade de que me vali para lhe arranjar um nome. Ao momento das nossas vidas pouca importância tem esconder estes factos.
A apresentar mensagens correspondentes à consulta gatinho amarelo ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
quinta-feira, 11 de agosto de 2022
A mania das fotos
Areia mediterrânica em peça de brinquedo largado, pinhão esquecido e partezinha da casca de um outro (saltou quando se partiu) que encontrei algures no chão chão de casa.
É uma perspectiva que encontro bastas vezes. Umas vezes reparo e outras não. Oh, no fundo é como tudo! Bom, certo é que desta vez reparei e fotografei. A maior piada está no foco e desfoco.
Fui regar a plantinha da senhora e, imediatamente antes de colocar o vaso debaixo do chuveiro, pensei tirar uma fotografia bebendo água, imitando uma que em tempos pus no blogue. Desta vez também fotografei e também bebi, só não mostro a foto bebendo porque não gostei dela, mostro porém a outra, a do desperdício.
O gatinho amarelo dormitava, porém, quando saquei do telefone, acordou, ainda que estremunhado. Mesmo que levemente desapontada, porque o que eu queria mesmo era apanhá-lo ausente, cliquei. Depois voltou àquela espécie de sono, o dormitar, e então cliquei outra vez.
Nesta altura do ano há plantas como estas em qualquer junção, (tanto em Lisboa, como arredores e, até, oh vejam lá, em todo o mundo) não sendo, portanto, vez primeira, esta. O extraordinário está porém no facto de esta junção ser uma das do meu estaminé.
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Telefone...
quarta-feira, 10 de agosto de 2022
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Olá.
Da penúltima vez calhou de aspirar uns quantos dentes de alho e da última fiquei-me pelos esperados pó e migalhas. E pêlos. Os dentes de alhos aconteceram porque fui afoita o suficiente para meter o cano do aspirador no cesto. E, se tinha saudades do Miau, o gatinho amarelo, e da Lila, a cadela do corpanzil, as visitas amiúde daqueles dias deram cabo elas. Olá.
sábado, 16 de outubro de 2021
Amarelos
Tenho mais amarelos a apresentar, isto em duas fotos. Se numa tenho aqueles autocolantes que já em tempos publiquei no blogue, mas quando ainda estavam colados a formar um quadrado, noutra tenho a parte que se desfocou, focada. Tudo em amarelinho, ó pá tóin xiru! Debruço-me especialmente sobre a última, que, oh vejam lá, pus no blogue em primeiro. É mais bonita e deita mais corpo - As folhas são da árvore amarela, trata-se de um raminho que encontrei aqui há semanas; o gatinho amarelo é o gatinho amarelo, mas em madeira, não em carne e osso, esse é outro; os botões peludos que estão próximos ao gargalo da botija são restos de uma das plantas de rua bem outonais, há imensas por Lisboa. Estes botões em particular fizeram parte de pequenos caules que encontrei por aí. São do tempo em que fiz aqueles posts intitulados com o nome de pessoas que conheci e acerca das quais conto vir a dizer mais coisas no blogue.
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quinta-feira, 8 de abril de 2021
domingo, 10 de janeiro de 2021
10 de Janeiro*
4 Janeiro 2021
É melhor silenciar o blogue. Silenciar-me, quero eu dizer. O importante é silenciar-me, não propriamente o silêncio. Escrever é uma alavanca, um trampolim. Não é parvoíce nem exagero dizer que escrever me salva, é a verdade. E, se me salva, então eu que não pare. Só que às vezes não me apetece publicar os escritos, e é isso o que por ora acontece. Vai daí, mantenho o diário secreto *até que assim o queira.
5 Janeiro 2021
A cadela chegou do passeio e estacou junto ao prato da comida. Moveu a cabeça na minha direção e ficou a olhar-me, esperançada. Notei que o prato estava de resto, tinha lá dentro uma meia dúzia de pepitas de ração, de maneiras que a encorajei:
Então Olívia, que é isso? Não vês que tens comida no prato? Que esperas tu?
Fosse a minha cadela humana e este seria o momento de uma resposta vocal mas, não sendo, continuou a olhar para mim sem reservas de qualquer espécie. Não fiz caso e ela sucumbiu à escassez – melhor meia dúzia de pepitas do que zero pepitas, né? Eu não digo que a minha cadela seja esperta, mas também não digo que não é.
É Janeiro. É tempo de as árvores da avenida apresentarem as suas folhinhas minúsculas. Aqui no lbogue... ai perdão, blogue chamo-lhes penugem. Todos os anos venho cá dar a novidade. Pode este blogue estar pejado de repetições? Pode, claro que pode. Tenho para mim apenas uma regra: escrever do mesmo mas não o mesmo. Só não sei se a cumpro.
6 Janeiro 2021
Ao almoço estava no restaurante um senhor (outro que não este aqui) que falou muito com o meu colega acerca das peripécias que 'um gajo faz quando é novo' e mais não sei o quê. Este compincha de que falo não é o mesmo que há tempos apresentei no blogue, ai não é não, só que este aqui me fez lembrar esse dali. Então, no meio daquela balbúrdia de frases saudosistas, imaginei-me numa mesa de quatro - eu (óbvio!), o meu colega (hum), o primeiro senhor deste post (oh não...) e o senhor repescado do outro post (vá, pode ser...) – a gente todos a conversar em cruzes, o meu colega com o senhor nº1 a mandar as larachas e a rir aos bués, eu com o senhor nº2, sendo que nós falávamos entusiasticamente (por exemplo) de robótica ou aquacultura, passando (ainda, e um nadinha) pela política e futebóis, não afastados de pleno saber desses meandros. E pronto, era isto. Uma pessoa, quero eu dizer a! pessoa que escreve neste blogue às vezes ficciona uma beca.
7 Janeiro 2021
Há largos meses que não vejo a senhora. Na verdade pode parecer que a conheço, mas não, não se conhece alguém só porque se sabe quais são os livros que mantém na sua mesinha-de-cabeceira.
Lila, a cadela do corpanzil, chegou da rua. Quando é assim já sei: antes de me cumprimentar há que beber a litrosa do costume. Vá, passa, vai lá beber a tua águinha.
Miau, o gatinho amarelo, fez girezas:
Enfiou-se na máquina de secar – foi um problema tirá-lo de lá e, na verdade, não tirei, lembrei-me que, bazando, o levava a seguir-me, porque este bicho não é cão, mas segue-me amiúde
Lavou as orelhas – Lá está, segue-me. Eu enchia o balde debaixo da torneira da cozinha e ele empoleirou-se para observar. Porém, não contente com somente isso, espreitou a fundo, enfiou a cabeça para cheirar (acho que a água) e eis que pumba! O jacto estava no caminho, depois sacudiu-se e ficou pronto para o resto.
Intentou o impossível – 'Já não cabes debaixo do carrinho que desliza, Miau', avisei. Vezes houve, num passado próximo e quente (Verão 2020) que era com mil cuidados que retirava o carrinho do lugar, isto porque uma vez quase o trilhei.
À parte – Caraças, até parece que quero mal ao bicho, ele é pisá-lo, ele é fechá-lo na despensa e nem ligar ao pranto, ele assustá-lo propositadamente.
E, por falar em deslizar, nem só de bichos estou acompanhada. Há semanas que uma máquina fala comigo quando a deslizo para limpar lá debaixo. Ao repô-la, diz-me assim: 'Charging'. É categórica no tom e não permite retórica (ah... era só para rimar, mas ficou bem). Sim, digo dizer de falar, de voz. Eu explico, é um robô que aspira a casa mais ou menos sozinho e que tem um retiro onde se abastece de energia. Ora, o que faço quando a deslizo é, precisamente, retirá-la do retiro. Não, do posto de abastecimento. Contudo, desta vez, eis que o robô se resolveu a circular mais do que o seu costume. Como não sei o que fazer para acelerar o processo, pus-me atenta, não fosse ele para outra banda. Mas não, qual quê, aquilo tem um sinal forte, até ensina a estacionar. Fiquei a ver o robô a fazer as manobras necessárias, voltava atrás, rodava, ia para a frente. Enfim, todo um rol de ensinamentos que tive, eu que sou uma naba do caraças a estacionar o meu automóvel de matrícula portuguesa...
8 Janeiro 2021
Aí acima, a digitação do primeiro 2 de 2021 o dedo escorregou-me e acrescentou um 1 logo seguido desse 2, perfazendo um assombroso, e até absurdo, ano de 21021. É curioso como um futuro com 19000 anos é inimaginável, lembrei-me eu.
Aí acima, a digitação do primeiro 2 de 2021 o dedo escorregou-me e acrescentou um 1 logo seguido desse 2, perfazendo um assombroso, e até absurdo, ano de 21021. É curioso como um futuro com 19000 anos é inimaginável, lembrei-me eu.
A árvore amarela, vergar, não verga, mas está mirrada, tal o frio destes dias. O banco hater ainda é cinzento, a casa azul é azul e a cor-de-rosa é cor-de-rosa. A planta à janela estava à janela e os plátanos de grossíssimos troncos são ainda os maiores que conheço em Lisboa. Esta Lisboa de 2021. Não sei se repararam que tenho uma nova etiqueta no blogue, a 'Lisboa 2021'. Estipulei o ano passado, pelo Janeiro, que agruparia as Lisboas por anos, daí a novidade. São até bastantes, os posts acerca de Lisboa, por isso achei giro separar os anos. Acima disse que agruparia as Lisboas, aqui digo que as separo. Oh.
9 Janeiro 2021
Durante dois ou três meses copiei umas quantas perguntas de entrevistas que fui visionando e gravei um vídeo a responder-me. É giro. Planeio um dia responder também em modo escrito e colocar aqui no blogue. Tenho é que deixar passar um bom bocado de tempo – para aí dois ou três meses, vá - tem que já estar tudo arrumado no esquecimento para que não me copie. Receio um pouco que confessar que copiei algo - neste caso: as tais perguntas - me faça parecer uma pessoa de má índole, ou, no mínimo, rebuscada, mas, na verdade, copiar tudo e todos não é o que mais se faz? É. E quantas vezes sem se dar por isso. No fundo no fundo – a repetição é propositada – difiro dos demais, se afinal copiadora me confesso.
10 Janeiro 2021
Vi paisagens bonitas mas não tive vontade de fotografar nenhuma. Uma paisagem mostrou-me um céu azul em fundo, ao perto uma correnteza de caniços com plumas adejando e, de permeio, uma árvore nua. A árvore recortava o céu e os caniços mais suas plumas também. Uma longe, outros perto e, de poesia acerca disto, não sei. Tivesse-la sentido e teria vontade de fotografar? Também não sei.
9 Janeiro 2021
Durante dois ou três meses copiei umas quantas perguntas de entrevistas que fui visionando e gravei um vídeo a responder-me. É giro. Planeio um dia responder também em modo escrito e colocar aqui no blogue. Tenho é que deixar passar um bom bocado de tempo – para aí dois ou três meses, vá - tem que já estar tudo arrumado no esquecimento para que não me copie. Receio um pouco que confessar que copiei algo - neste caso: as tais perguntas - me faça parecer uma pessoa de má índole, ou, no mínimo, rebuscada, mas, na verdade, copiar tudo e todos não é o que mais se faz? É. E quantas vezes sem se dar por isso. No fundo no fundo – a repetição é propositada – difiro dos demais, se afinal copiadora me confesso.
10 Janeiro 2021
Vi paisagens bonitas mas não tive vontade de fotografar nenhuma. Uma paisagem mostrou-me um céu azul em fundo, ao perto uma correnteza de caniços com plumas adejando e, de permeio, uma árvore nua. A árvore recortava o céu e os caniços mais suas plumas também. Uma longe, outros perto e, de poesia acerca disto, não sei. Tivesse-la sentido e teria vontade de fotografar? Também não sei.
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O meu colega...
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
A nova presença. Nova e grande.
A Lila é uma cadela que tem um corpanzil que é qualquer coisa e é meiga que se farta. É mais ou menos como o gatinho amarelo naquilo de me seguir para todo o lado, só por dizer que se cansa amiúde e se deita onde lhe der o cansaço. Numa das vezes em que o cansaço ainda não a domara, tomou como destino a varanda, furando o espaço que havia entre a porta e o sofá que eu havia arredado. Subi para o sofá pelas costas e demovi-a facilmente dos intentos, afinal a brandura dela é considerável. Depois percebi que só queria brincar comigo, vinha de bola na boca. Mesmo assim empurrei o sofá um bocado, pensando que era o suficiente para ela não passar, mas não era, o que me leva a pensar (agora mesmo) se o corpanzil dito acima está em cima da verdade. Enfim, posso eu não saber tirar medidas só de olhar, né? Empurrei mais o sofá.
Bom.
Então.
A Lila pisou-me e eu pisei o Miau mas continuámos a nossa vidinha todos três, e contentes na mesma. A Lila comeu a areia do Miau, fui dar com esse repasto duas vezes. A Lila roeu a bola do Miau. O Miau subiu para a trave da cama da menina e cortou o fio das bandeirolas com os dentes. O Miau bebeu água da malga da Lila mas ela não viu. O Miau recolheu à caminha minutos antes de eu dar o meu trabalho por concluído (como contei aqui). A Lila deitou-se onde lhe apeteceu, encostando a cabeça em duas almofadas de chão. Quando saí ambos dormitavam.
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
Post com título
Do gatinho amarelo, dá-se o desaparecimento para aí a quinze/vinte minutos do terminus do meu trabalho. Ganda maluco. Não pára, 'migos, o bicho não pára. Nas últimas semanas tenho notado menos vontade de me 'acarinhar' com os dentinhos super afiados, e folgo com isso, e também não lhe noto tanto desgoverno para com chãos molhados. Claro que o tamanhão (comparando com o de há dois meses vai no dobro) ajuda um bocado. Anda um fofo, é o que é, houve até um dia que me recebeu em modo esfinge. Sério. Foi vez única, mas e dpeois... ai perdão, depois, né? Mas, nesta última entrada, pois que nem esfinge, nem aparição com vagar, nem corridas a ver quem entrava. Não dava notícia. Chamei-o:
Miau! Miau...
Apareceu.
Miau! Yay! Tu estás bom? Estás?
Devia estar entretido com algo de grande interesse. Depois tomou a postura habitual – Tudo tem graça, acho que até em mim ele encontra graça, afinal não me abandona. Bom, a não ser lá para o fim da jorna, como referi ao início do post.
Deixo foto de um gatinho amarelo, que também é giro pra caraças, mas de madeira, outrora pórtico do velho estaminé, actualmente destoutro.
Deixo foto de um gatinho amarelo, que também é giro pra caraças, mas de madeira, outrora pórtico do velho estaminé, actualmente destoutro.
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
Os baldes
Kit, o bicho-gato, mirou atentamente o interior do balde. Tal e qual como o gatinho amarelo, só por dizer que bem mais pesado. Ui, se é. Hoje, quando tive que lhe pegar para o fazer sair da cozinha, é que percebi a diferença por entre aqueles dois. Caraças. Qual içar pela barriguinha, qual quê, é usar as duas mãos para agarrar toda a zona abdominal, mas é.
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Post muito bem aspirado
Oh que alegria, tenho um aspirador novo. Quero dizer: uso de um aspirador, que é novo. Mas que potência. Ena. Até suga os tapetes e nem era preciso ir até aí, quaisquer poeiras e migalhas seria o suficiente. O gatinho amarelo, que já tinha deixado o medo do barulho do aspirador de lado, voltou a ter, que eu bem o vi a correr para lá e a esconder-se. Ele esconde-se mas mantém-se a jeito de ficar a ver por onde anda o barulho. É tão engraçado. O aspirador também tem montes de piada, claro. Mas o Miau tem mais. Hoje, quando entrei, estava meio que deitado no tapete azul. Ficou-se, pouco me ligando. Depois miou a pedir festas. Fiz-lhas. E desalvorou. Muito corre ele. Parecia outro, acordou, ou coisa assim. Agora já lhe noto uma certa calma felina, contudo, não deixou de se esgueirar pelas portas que eu fechava, de observar com especial atenção os meus movimentos enquanto limpava o lavatório e de adentrar a despensa, metendo-se lá muito para dentro. Sim, continuo a içá-lo pela (ainda) barriguinha e a ter curtas conversas com o bicho: Miau, olha, és bem mais rápido do que eu mas, na verdade, não te quero aqui, está bem? Vai ter que estar.
terça-feira, 15 de setembro de 2020
Post com bandeja
Deixei a cabeça de uma boneca em cima de um pratinho de brincar. Depois lembrei-me daquela passagem bíblica em que a cabeça de João Baptista é oferecida numa bandeja, o que me fez alguma impressão. Mas, como descreio que a menina conheça esta história, lá ficou a cabeça da boneca em jeito de manjar. Dos deuses. Não. Homessa, que tola ironia.
Sinto uma certa nostalgia dos tempos em que falava com a menina por meio de gestos, lá isso é verdade, mas agora converso presencialmente com o gatinho amarelo, o que é quase a mesma coisa. Isto porque, por entre as correrias do bicho, posso acreditar que me ouviu quando reflecti acerca do seu comportamento amalucado e o avisei:
- Miau, olha, em a gente chegando a adultos perdemos toda a graça. Tu aproveita.
Mas, reflicto agora, isso é uma questão humana, o gatinho amarelo jamais perderá a graça, nem mesmo quando já for gato.
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
Pinheirinhos
Vi uma fileira de pinheirinhos que mais pareciam bolas de pêlo com um troncozinho cada um. É uma imagem fofinha, mesmo que as folhinhas já piquem e prometam crescer e picar mais. Lembrei-me até do Miau, o gatinho amarelo - na fofura e na promessa de crescer. (isto foi na viagem para cá e tenho-me esquecido de fazer este registo)
Deixo foto a contrastar com os pequerruchos, que este pinheiro é enorme e dista uma data de quilómetros dos pinheirinhos. Estes, quisesse eu revê-los e não saberia onde me dirigir, mas este sei que vive na serra de Ronda e, queira eu revê-lo, busco no precioso Mr. Google o preciso ponto do clique.
Deixo foto a contrastar com os pequerruchos, que este pinheiro é enorme e dista uma data de quilómetros dos pinheirinhos. Estes, quisesse eu revê-los e não saberia onde me dirigir, mas este sei que vive na serra de Ronda e, queira eu revê-lo, busco no precioso Mr. Google o preciso ponto do clique.
terça-feira, 11 de agosto de 2020
Post com título
O gatinho amarelo está maior e não quer, de modo nenhum, separar-se desta que vos escreve – mia se me afasto, ou se o afasto, ó pá tóin xiru! Também ronrona se se entretém a observar-me, agora me lembro. Depois há o entremeio, eh ó Gina, estás a espremer a esfregona?, então lá vou eu! E joga-se. Mesmo. Corre para aqui e para ali, todo maluco, escorregando, por conta do chão molhado. Mas já não escorrega tanto como dantes, as pernas estão maiores e mais fortes, idem para as patinhas. São cor-de-rosa, as almofadas das patinhas, é tão bebé ainda. Pá, depois há umas chatices do caraças, não consigo limpar certas superfícies sem que venha destruir todo o meu empenho, baza daqui, Miau!, ralho eu. Vou chamar-lhe Miau, é cá por coisas, fica mesmo bem. É óbvio que o bicho não baza só porque lho ordenei, o que faço, se o quero mesmo fora dali, é agarrá-lo pela barriguinha, içá-lo e pumba, bazas à força, ai bazas, bazas. Mas não leva a mal ser contrariado, qual quê, põe-se logo numa de roedor, dentinhos de brincar, patinhas de um lado para o outro à procura de apoio. Dou-lhe esse apoio, pousando-o delicadamente no chão. Sim, delicadamente, lá porque tenho um arranhãozinho aqui e outro ali não vou destratá-lo, está longe de ter maldade. No outro dia ouvi um miado diferente e fui ver que tal ia a sua vidinha, que é difícil pra caraças, claro, e era então Dom Miau que estava sofrendo horrores à conta daquela doença que se chama prato-vazio. Ou seja, terminara toda a ração e queria mais. Despejei um bocado no prato, não sem reticências, mas pronto, é que parecia mesmo que o bicho tinha fome. Comeu tudo e mostrou-se-me satisfeito, indo brincar – sei lá com o quê, se calhar com o rolo de película aderente. Também pode ter ido à procura do balde para fingir que vai mergulhar. Ou então foi até à sanita para se equilibrar no bordo. E está um mestre nisto.
terça-feira, 28 de julho de 2020
Notícias
O gatinho amarelo, ora bem, vamos lá a ver.
Veio receber-me à porta. Por engano, até o chamei de Kit, porque o Kit é assim. Lá na cabecinha deles deve aparecer assim: 'Olha, esta está cá outra vez. Vá, anda daí, entra.'
Saltou para dentro da sanita. Penso que não tardará a compreender que pode, eventualmente, a tampa não estar descida. Entrou num pulo e saiu noutro, sacudindo as patinhas.
Furou o frasco do creme de limpeza, não sei se com unhas, se com (por ora) dentinhos. Aqui sou eu quem tem que aprender a estar de olho em frascos vários.
Fugiu do aspirador. Se bem que isto não constitua novidade, quero contar que me está a ser uma mais-valia, este aspirador. É que, para além de aspirar, já deu jeito para uma espécie de engodo, mas a funcionar ao contrário. Se calhar é mas é um espantalho, vá. A título de exemplo: usei porque não queria, de todo, que o gatinho adentrasse o poliban que eu havia acabado de lavar. Carreguei no botão, o motor disparou... e ele também, indo refugiar-se atrás de uma porta.
Encantou-se com a despensa (e isto também não é novidade). Eu até o compreendo, é todo um labirinto, cantos, recantos e emaranhados – irresistível, portanto. Já o desenfiei de lá umas quantas vezes – curvo-me, estendo a mão, passo-a por baixo da barriguinha e iço-o. Com o passar do tempo noto que é cada vez mais difícil agarrá-lo, esgueira-se facilmente. É felino quanto baste, é o que é, e está a crescer.
Lá para o fim da jorna fui dar com ele deitado no tapete azul. Ah bom, estamos a tomar a vida por contrastante, sim senhor, lindo miau que tu és. Miauzinho, vá. Ainda.
quarta-feira, 22 de julho de 2020
Três vezes amarelo
Notei que o gatinho amarelo é da cor do chão, o que eleva a maior (gosto de redundâncias, que querem?) a questão de o tornar a pisar. Só que não, que já conto com a correria. Por falar em maior, notei que está ainda maior. Agora já tem patinhas com comprimento suficiente para dar a volta aos meus tornozelos. Não me incomodo com as patinhas do bicho, da boca é que não gosto lá muito, concretamente: dos (por ora) dentinhos. De resto igual, coquinadas no cabo da esfregona, fixações de olhar mal vê que a esfregona vai dançar, arqueia o corpo, ou baixa-se, como quem vai atacar. E vai. E ataca. E às vezes dá as coquinadas já referidas. Por entre, fui dar com ele estiraçado no tapete amarelo. Pois é, nem sei como só o pisei uma vez...
segunda-feira, 13 de julho de 2020
Segunda-feira
É segunda-feira, está tudo certo, tudo a calhar onde é de calhar, com a forma em os conformes e conforme é para ser e tal e tal. O gatinho amarelo, porém, notei-o maior do que na semana passada – Gatinho amarelo, olha lá, és gato ou coelho, pá? Mas que crescido! - Destravado como tudo, e nisso está igual. Tudo para ele é uma brincadeira, a dança da esfregona - que tenta parar com as patinhas - fitas ou fios que pendam aqui e ali, as pantufas da menina, os brinquedos da menina, os lápis da menina, as roupas da menina. Depois, quando farto disso, vem brincar com os meus pés, já o pisei e tudo. Quando isso aconteceu foi esconder-se atrás de uma porta e eu fui ter com ele para fazer sei lá o quê. Ou sei: consolá-lo. Coitadinho. E tem medo do aspirador, abala de ao pé de mim quando o ligo, mas, contrariamente, invade sem ponta de medo o poliban, se o estou a lavar, atrasando o meu trabalho. Corre pela casa, cujo chão acabei de lavar e escorrega e cai e escorrega e cai e escorrega e cai, é decerto um desgoverno do caraças, o que o bicho sente, mas não desiste. Nem eu, passo a esfregona outra vez, já que deixa tudo patinhado. Entretanto fui dar com ele enroscado no tapete que eu tinha sacudido e deixado algures e amontoado, por não ser ainda a hora de o estender no lugar devido. Estava cansado da correria, presumo. Enternecedor, o quadro que me foi dado ver, sim, e muito. Mais tarde, ao passar por aqui, notei que limparam o dizer barra aviso barra conselho barra incentivo barra lembrete. Será que já não é para a gente lavar as mãos?! Pelo sim pelo não, passei a manhã inteira na mesmíssima demanda.
Há pouco visitei o muro de pedra. Toda a extensão tem uns bons vinte metros, um desses metros estava à sombra. Só um. Mal coube lá sentada, eu, pois claro.
Na praça mai linda de Lisboa, um carro parou no semáforo e deu para ouvir a música que lá dentro se ouvia – ainda mais alto, não duvido. Era o Jump (Van Halen), 'go ahead and jump, go ahead and jump' e mais não sei o quê. Hum.

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