terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Frasquinhos

Acabei por trazer o frasquinho cheio com o líquido para limpar os óculos, ao invés de levar daqui o vazio. Eu explico, que adoro explicar coisinhas. Pensei assim:
'Olha, o mais certo é lembrar-me que tenho esta tarefa somente quando notar os óculos sujos e vai que vou-me esquecendo e esquecendo e esquecendo.'
Portanto, ontem de manhã, calhou bater com os olhos no frasquinho cheio e pensei:
'Olha, vou mas é levar o frasquinho de casa e abastecer o frasquinho que está no estaminé.'
Entretanto ressalvo que o frasquinho vazio é um frasquinho vazio, não se tem mão nele, é uma coisa leve, tomba, resvala, sei lá, e deixei de o ver. Consequentemente, esqueci a sua existência, e hoje fui dar com ele casualmente, olhei para o chão e lá estava o frasquinho vazio, leve, que tomba e isso assim. Apanhei-o com a ideia de, finalmente, olha aí as vírgulas a dar enfâse, o abastecer, dividindo por dois frasquinhos o precioso e desejado líquido. Mas não. Ou seja: neste momento tenho:
os óculos sujos
um frasquinho cheio de líquido
um frasquinho vazio
Está portanto tudo na mesma. Ah ah.

Posta-restante
Antes de seguir caminho por entre assuntos de/no blogue, eis que já limpei os óculos, abasteci o frasquinho e notei que o paninho que os limpa já pede limpeza. É assim, uma pessoa nunca está descansada.

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