terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Rascunhos

Tenho dois rascunhos que dizem assim:
«Gina, do Verde Água»
«Senhor que não sabe nem quer saber»
Quero tanto saber o que quereria eu desenvolver quando apontei estes tópicos. Mas não. Não se me chega cá nada do que teria engendrado.
Bom, a Gina do blogue Verde Água é alguém de quem já só existe uma parte, não sei se pequena ou grande, mas é uma parte. Essa Gina era deprimida e triste e andava sempre perdida. Esta Gina é deprimida... triste... e perdida. Não, ou sim, pronto, ok, vá, continuo com essas características, só por dizer que estou no escalão abaixo, ou acima, sei lá, depende da perspetiva. Por exemplo, olha agora, eu estou a tentar descodificar-me e não consigo, e isto, na escrita, é deprimente que se farta. Entristece. Desorienta. Então uma pessoa não escreve para se organizar, encontrar respostas, separar o bem do mal? Não é?!
Bom, então e o senhor que não sabe nem quer saber... Que raio iria eu escarrapachar no blogue acerca de tão fantástico tópico...? Não sei. Mas agora posso dizer que... Quero dizer: posso arranjar ideias, é pesquisar na cabeça que elas aparecem, geralmente não me é difícil. É sempre algo prazeroso a gente não saber coisas, já não querer saber coisas é estúpido e desinteressante, ou é-se desinteressado e alguém desinteressado é alguém que se arrima um bocado da estupidez. O prazer de não saber coisas está no descanso, a gente não sabe, não sofre. A estupidez de não querer saber... Eh pá, como é que eu me vou desenlear disto... Sei lá, então, a gente não querer saber coisas é não querer evoluir, estacar no que parece bom só porque já nos habituámos, estagnar e portanto mais não fazer do que fuçar em águas sujas, tem também um certo quinhão de previsibilidade, portanto não vamos sofrer com surpresas, as quais nem sempre são boas. Limbo patetinha, é isto, não é?!

Sem comentários:

Enviar um comentário