sexta-feira, 16 de novembro de 2018

São todos bons, os cafés







Gosto deste tipo de café. Não tipo assim 'gooooooto!', não, mas gosto. Há tempo nele, e tempo é sabor, e tempo é História. Há muito vírgula muito tempo a minha mãe fazia o café numa cafeteira alta, de alumínio, daquelas que têm a base mais larga que a boca e há nesta um bico para facilitar a saída do líquido sem verter. Sem verter, disse eu, e quero dizer também que o melhor que há a fazer é não encher a cafeteira em demasia porque o café reage com a água fervente. Ou seja: se a água já está a ferver, mais a ferver fica com a adicão do café, faz tipo assim umas bolas de espuma do caraças. É preciso cuidado. Tenham cuidado. Resta esperar que assente. Esta é a forma, que bem sei ser diferente da que a foto mostra. Meia hora depois já havia café limpo de borras. Ao cabo de muitas horas estava totalmente assente. Claro que, emborcando o café possível, a certa altura as borras também queriam sair e estavam já muito perto da saída, era então esperar mais tempo, que novamente as borras assentariam e mais café se conseguiria.

Sem comentários:

Enviar um comentário