sábado, 5 de março de 2022

Coisas

Cartão de memória
Incompatível com todo e qualquer software que eu possua, não se enfiou em ranhura nenhuma das que tenho nos meus aparelhos.
Chave
Com uma cabeça jolie. É a cabeça de chave mais jolie que conheci até hoje.
Aplicação
Feita em linha vermelha. Parece um leme que se assemelha a uma flor, ou então é uma flor com ares de leme. Encontrei-a junto à minha casa.
Estrelinha
De um material meio que esponjoso, meio que têxtil. Um dos lados tem brilhos lá colados, os quais, entretanto, estão desaparecidos de toda a orla. Não sei de onde veio.
Clipe
Que é um número 1, item acontecido neste blogue uma catrefada de vezes. Ao momento já não recordo onde o encontrei, nem é preciso.
Etiqueta
Que em tempos tinha cola. Não sei em que objecto estava colada, mas, por ser identificativa devido à legenda que tem impressa, sei perfeitamente de onde vem – Sousel. É de uma estadia do ano passado. É uma vila muito bonita, fica o reparo, e fica também dito que o link vai direito a um post onde não aparece esse nome, mas era esse o destino.
Girassol
Com folhas e tudo. O material deste querido pertence é feltro. Não sei de onde veio, sei é que já o usei para entalar o suporte onde enrosco uma peça que, por sua vez, segura o telefone, isto quando gravo vídeos.
Clipe
Montes e montes de giro e de diferente. Na verdade nem segura nada. À semelhança de tantos outros pertences não sei de onde veio. E nem para onde vai.
Clipe
Montes e montes de banal. Excepto pela cor. É amarelo. Costumo «clipar»... Agrupar, pronto, são estes clipes coloridos que uso para agrupar, lá está, os talões de desconto que esperam o dia e a hora de serem usados no supermercado. Tudo quanto é clipe deste género vem de uma caixinha que habita comigo há anos.
Alfinete
Daqueles levemente parecidos aos de ama, só que bem mais pequeno e também se apresenta com outro formato. Estes alfinetes são vulgarmente encontrados nas roupas novas, segurando etiquetas. Este não sei em que peça de roupa terá vindo. Tampouco sei se a peça em questão é uma das minhas. Quiçá não seja.
Peça
De colar. Daquelas de enfiar para fazer colares, quero eu dizer. E não, não sei de onde veio.
Brinco
De ouro. Parece, pelo menos. Tem uma corrente miudinha e uma argolinha na extremidade. Encontrei no chão.
Pulseira
De pechisbeque. É uma pulseirinha. Tinha-a pendurada, debaixo de uma prateleira que está junto à secretária do estaminé.
Etiqueta
De papel que vinha, também esta, numa peça de roupa, sendo que esta era uma peça cá das minhas, só não sei é precisamente qual. Tem corações, a etiqueta, recortados, parece até um escantilhão. Um dia faço um desenho e ponho no blogue.
Chave
De plástico, em cor-de-laranja. Não sei de que fechadura é, palpita-me é que é de uma daquelas de dispensador de papel ou coisa assim. Não sei, não sei, não sei. Não sei de onde veio esta chave, pois não.
Pen
Que anda aqui para substituir a que habitualmente uso, não vá eu esquecer. Há coisas que gosto de manter repetidas e pens é dessas coisas.
Letra
Desafiante em termos de descrição. Sei lá eu o que vou pôr aqui para designar esta letra. É um tê, pronto. É de uma marca de telecomunicações e afins. A letra propriamente dita é o seu contorno, como se fosse uma linha sem fim nem princípio. E não, não sei de onde vem. Sei é que está aqui, mas isso sei eu acerca de todos os pertences que venho descrevendo desde o início deste texto maravilhoso.
Rolha
Que em tempos fotografei e coloquei no blogue. Devido à forma que tem, a qual, quanto a mim, se assemelha a um marco geodésico, não que me lembre exactamente como abordei a semelhança mas sei que. (entretanto pesquisei, está aqui) É de um frasco de ambientador perfumado. Tem um tempão (pois tem, oito meses e tal, disse o link aí atrás) de permanência neste grupo mas mantém ainda muito do odor. E é bastante agradável. Nota-se que está pejado de químicos, qual perfume, qual quê, nada disso, químicos cheirosos, isso sim. É um odor doce e intenso. Gosto.
Botão
Que é das minhas calças. Há dias, concretamente: no Domingo de Carnaval, publiquei uma foto no blogue com o cós das calças, revelando assim que lhe falta um botão. Chamei ao post «É Carnaval, ninguém leva a mal.», o que é, a bem dizer, uma subtileza, tanto que nem sei se alguém a percebeu.
Anilha
Com dentes no rebordo interior. Não faço ideia de onde veio, como chegou, para que a quis comigo. Gosto de objectos. Não fazem mal nenhum e duram eternamente.
Menina
Em metal, tipo pendureza de fio. Repetindo: é então uma menina. Se de um lado é lisa e brilhante, do outro tem o vestido e o cabelo com o brilho sumido, id est: fosco, e, por mor desse fosco, aparece o contorno de um coração. Não, não sei de onde veio.

Nota final (de fim): pesei estes pertences e resultou em trinta gramas. Andei, a modos que debalde, carregada, por assim dizer, durante meses. Agora que acabou esta interessante novela, não sei que faça aos pertences, principalmente aos inúteis. Sempre posso colar alguns no caderno, ora pois.

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