sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Samsonite, my good friend, how are you?
And... Sibi...? Is that you?!

sozinha em casa

qual Kit, qual Kat, quais quê

Revelações absurdas

Já ocorreu a inspeção de que tanto (?) falo no post anterior. Foi ao gás e, lá, no post, não refiro o que seria inspecionado dentro do meu faustoso lar. São gases, no fundo no fundo são gases que se não quer ver em forma de números no mostrador de uma das maquinetas menos simpáticas do mundo. O inspector (...?!) gabou-me o fogão. Pá, se um inspector de gás me gaba o fogão... né? Poi zé.

; folguedo, ponto e vírgula

; receber a inspeção; escrever; receber a inspeção; gravar um vídeo; receber a inspeção; fazer um bolo; receber a inspeção; gravar um vídeo; receber a inspeção; assar as maçãs; receber a inspeção; fazer uma aula de alongamentos; receber a inspeção; escrever; receber a inspeção; editar um vídeo; receber a inspeção; fazer uma aula de Pilates; receber a inspeção; escrever; receber a inspeção;

Planta à janela varanda

A casa azul tem uma planta à varanda, não à janela. A planta à janela tem muitos anos e agora encontrei uma planta à varanda na casa azul. Mais do mesmo no que escrevo, não no que noto. A planta-novidade está defronte do muro ocupado pela planta trepadora, a planta-antiguidade vive defronte do muro de pedra onde me sento, em querendo.

Copo de água fria

Neste tempo, a água, de fria que está, só sabe bem na boca, não no corpo inteiro. Em alguns dias escolho aquecê-la no micro-ondas.

Colunas

Era uma vez uma factura em que uma das colunas era dedicada ao peso do artigo e uma outra ao preço por quilo. Nada de estranho notei senão o facto de os artigos serem vendidos à unidade. A minha vida é deveras problemática - é verdade, é.

Poucochinho

Ao almoço, a senhora do restaurante comentou que eu havia feito uma prova por ter comido pouco.

Lisboa, Lisboa

Ai o abraço que deram. Ai o desplante. Ai o bicho. E logo na rua, todos a ver.
Este é o post 10666, o da besta.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

terça-feira, 16 de novembro de 2021

a árvore amarela

a árvore amarela está quase nua, faltam para aí umas vinte
quero dizer umas vinte folhas e quero dizer cair, claro
a árvore acima não é pois a árvore amarela mas sim uma das que mora na praça pasteurizada
oh que lembrete insípido este, porém apenas o é neste momento, daqui por um par de semanas vai-me saber bem lembrar ao que veio, caso por algum motivo faça alguma paragem aqui

Lisboa, Lisboa

Olhando de repente não me pareceu que as tais árvores amarelas sejam afinal da mesma espécie que a minha amiga árvore amarela. Fiquei até triste. Ainda por cima nem está nenhuma amarela. Oh. Quero dizer, há uma ou outra folha amarela, mas são pouquíssimas, nada a ver com a primordial árvore amarela. Quem sabe o clima deste recanto ajardinado seja diferente e daí não amarelarem. E isto mesmo não distando do recanto onde permanece a árvore amarela. Nem as contei, considerei ser somenos, afinal para que interessa quantas são? Já interessou mas já me desinteressei. Olhem: está então deitado por terra este assunto, por assim dizer. Mas posso tornar ao recanto, quem sabe torne mesmo, como por exemplo quando já for Inverno, quanto mais não seja para me certificar de que as folhas destas árvores também caem, como as da minha amiga. De resto, das mil miradas que fiz, a cabeça jogada para trás para escrutinar um número enorme (decerto mais de mil) de folhas, fiquei tonta. Até me lembrei daquele puto de que falei aqui há atrasado, encontrei-lhe mil razões, à razão de uma por cada mirada.

domingo, 14 de novembro de 2021

Hoje tem sido um spam de Gina. Oh porra, oh alegria.

Mania da perseguição

👀

 

Marrafa ao lado

👀

De quando me sentei no banco hater

perguntices

~~Destralhar ou acumular?
Pá, adoro acumular. É tão bom. Uma casa cheia de bugigangas. Um móvel. Uma simples prateleira. Gavetas a abarrotar. Enfim. Gosto de coisas, gosto de muito, gosto de montes. Mas destralho. De longe a longe, claro.

~~Como gostarias que os teus filhos te recordassem?
Como alguém que fez por eles o que pôde, com a sabedoria do momento. Tão-só.

~~Para quem te esmeravas, com especial cuidado, a fazer o teu melhor prato?
P>ra os ricos filhos. Se calhar surge esta resposta porque a pergunta anterior tem-los lá, mas não há ninguém para quem cozinhe com mais esmero do que para os meus mais chegados familiares.

~~O que é que te acalma?
Escrever. Paradoxalmente, também me enerva. E até me entristece.

~~Em que é que sentes que o teu tempo foi mesmo, mesmo bem empregue?
A escrever. E por conta desta resposta ri-me toda eu agora mesmo.

~~Diz-me uma aplicação genial. Porquê a escolha?
Lunapic. Porque tem filtros que fazem as vezes de pinturas em quadros, como se pintados por um pintor famoso. Há fotos que ficam lindas com esses filtros.

~~Qual é a melhor coisa das redes sociais?
Comunicar, mesmo ilusoriamente. Aliás: basta-me a ilusão, pouco me importa se afinal de contas ninguém me vai 'ouvir'.

~~O que menos gostas das redes sociais?
Não sei. Provavelmente não sei porque ninguém 'ouve' o que 'digo'.

~~Uma pessoa que gostes de seguir. Porquê?
Filipa Gomes. Porque não se desdobra em personagens.


🎥
👀

sábado, 13 de novembro de 2021

Há pânico no afunilamento.

O Brad Pitt não é sempre bom.

Um avistamento que tive quando atrás do balcão foi o Brad Pitt, só que em mau.

A eventualidade de ter plateia.

De maneiras que agora, querendo mover-me às malucas estaminé afora, encontro a eventualidade de ter plateia. Notei-a agora, enquanto digito as coisinhazinhas, mormente esta. Contudo, as pessoas que se movem nos andaimes defronte sabem lá que estou a escrever as merdices do costume, né? Poi zé. 

Deixei o caso para contar depois.

O cliente mirou o painel e comentou que os porta-chaves contam a história do aparecimento – em cima de todos os das letras, por baixo os dos nomes e no fim os das marcas. Eu deixei o caso para contar depois, que é agora. Não fiz por contar a história dos porta-chaves, colocando-os pela ordem em que foram aparecendo no mercado, nada disso, calhou assim, mas lá que gostei do comentário, gostei.

Chuveirada* de chuva.

Do chuveiro com um palmo de diâmetro, diz o magnata:
- Não presta para nada, é como levar com chuva miudinha.

*...

Diálogo que ouvi.

Diálogo que ouvi às portas do estaminé e durante uma calma observância das montras:
- Ainda bem que perguntei, porque se não perguntasse...
- Ficavas na dúvida.

Num wc público.

Num wc público, ouvi da cabine ao lado um chichi abundante e um pum mavioso. Jamais conseguiria tal, eu, mas que invejável sorte. E este é mais um daqueles momentos em que o mundo se resume a uma sanita. Ou duas.

Os Outubros. Um matado, outro em apneia.

Mantenho dois calendários no estaminé. Logo que apareceu o Novembro retirei a folha do Outubro, e com pompa. Entretanto tenho vindo a adiar a retirada da outra folha e foi ontem que tratei então disso. Não ofi... ai perdão, foi por nada de mais, fui-me esquecendo.

O cabo da esfregona.

Bailava um certo post (👀) na minha cabeça há uns dias quando aconteceu um diálogo entre mim e Mr. Kit (este post é uma fábula, pronto) sendo eu induzida por mim própria a vocalizar expressões que não haviam ainda passado de rascunhos (mas já bailavam, ai já). Apreciei tanto a atenção do bicho perante a presença da esfregona (pá, Mr. Kit curte pra caraças ver os deslizes que faz, é o que é) que me lembrei do meu próprio rascunho:

«os pragmáticos jamais entenderão os contemplativos»

Na sequência do clique abaixo, o cabo da esfregona escorregou-me e caiu ao chão e, no trajecto, roçou o lombo de Mr. Kit. Ora isto fez-me lembrar outra frase 'daquelas':

«os pacíficos jamais se rebelarão contra os desastrados»

Minutos depois, quando fui dar com Mr. Kit imbuído do espírito felino, que é o sentimento de posse do lugar, ou em linguagem vulgar: eu é que mando nesta porra toda!, volto a lembrar-me de mais uma coisinhazinha 'daquelas':

«os possessivos jamais temerão os medricas»

Vejamos então a contemplação descrita supra:

Ao que parece, ser popular não é difícil.

Eu e esta perspectiva encontrámo-nos um dia desses (ver aqui). Dias depois cedi ao convite de Mr. Google para ligar a foto a um restaurante lisboeta que frequento. E pronto, num instante fiquei popular. Famosa é que ainda não, até porque Mr. Google é claro, a minha foto é que é popular, não eu.

Folha(s) de água

A imagem abaixo é um print de um pedaço de calçada que filmei enquanto descia a avenida no dia em que a chuva me havia dito que se queria ir embora, e realmente foi. Ora, essa chuva, por ser muita, pesou nas folhas, que assim se mantiveram e retiveram a água, decalcando o seu formato na calçada. Isto pensei eu nesse dia mas, ontem, notei que os decalques continuam no chão. Duram que se farta, pronto. Eu por mim é deixá-los estar, mal nenhum lhes encontro.


 

... bom dia!

... e estas viagens são como certas nuvens que por vezes ponho no blogue

nunca mais vão acontecer


 

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Lisboa, Lisboa

Aproximei-me do semáforo e contei cinco mulheres em lado a lado e já à espera do boneco verde. Uma delas comentou que nunca carrega no botão que acelera o aparecimento do boneco e uma outra concordou logo, que sim, ela também não está para isso, espera e pronto. As outras três não sei o que disseram, mas sei que diziam, por as ir ouvindo por entre. Portanto: com isto, e por momentos, ficou-me o mundo como se feito de mulheres.
A foto abaixo nada tem que ver com o parágrafo anterior, até porque o que lá conto ocorreu no dia d' hoje e a foto é clique do dia d' ontem, que foi quando o mundo se me apresentou reduzido a uma sanita. Ou duas.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Abril

Descobri que 'abrilhantar' tem sempre o 'abril' consigo e reparei que em Abril o tempo abrilhanta, o que me levou a concluir que, se o 'brilho' apareceu por conta do 'Abril', foi isso uma ideia brilhante.

2 em 4

De longe a longe, quiçá em cada Outono, lembrava-me de fazer sumo de romã usando um espremedor de citrinos, coisa que vi em tempos fazer num vídeo. Já fiz, usando essa ideia, e não é bom. A romã é um fruto que nunca me satisfez plenamente, o sabor é agradável se não se lhe juntar o acre que julgo virem dos caroços e desconheço como separar os dois. Pode ser má escolha da peça, bem sei, quem sabe em outros frutos, quiçá mais doces ou com a madureza no ponto lhes consiga extrair somente o melhor. E pronto, por ora desisto.

Natal vizinho

Dei pelos primeiros enfeites nas ruas de Lisboa aí pelos meados do mês passado. Nada de mais, bem sei, afinal vão montando enfeites mas não se ligam logo as luzes. Mais ou menos por volta dessa altura notei que o vizinho havia posto as suas mangueiras luminosas a arejar, sem que, contudo e também, as tivesse ligado à corrente. Desde que tenho blogue, em alguns Natais tenho registado a sui generis decoração desta varanda, houve inclusive uns em que fotografei a disposição das mangueiras, mas por ora não possuo atrevimento senão para fazer o registo por escrito. Bom, concluindo, pouquíssimos dias da decoração que protagoniza este post, o vizinho vê-a tapada por andaimes. Oh. Quero dizer: eu é 'oh', eu é 'tenho pena'.

Digo eu

De emoções por mim indizíveis comparo-me ao aspirador programável e falante.

Canetas

Tu tens mesmo que andar com essas canetas todas? - pergunta o meu colega quando lhe mostro o que tenho na mão - Tenho.

são sete, dizia eu há tempo, entretanto passaram a seis sei lá por conta de quê, e actualizo agora para cinco, que se me findou a cor-de-laranja

Capicua desistente

Há dias vi nas netes uma imagem que focava uma data manuscrita – 02-11-21 – e logo pensei que daí por dez dias ocorreria uma capicua na data. E ocorrerá, só por dizer que para tal acontecer há que desistir do 20 do 2021.

o meu pai é capaz


imagem: @freeyourmindandthink

vi num vídeo, ao qual perdi o rasto


«but know your uniqueness is not your weakness»

domingo, 7 de novembro de 2021

A jarra

De repente, quando estava com a menina fée, senti que a minha cara se estava a transformar numa jarra. Não faz mal, né, não há jarras feias.

É e não é

Os pontos são discutíveis até se tornarem indiscutíveis, os pragmáticos jamais concordarão com os contemplativos e, os teimosos, com os passivos, também não. E os sonhadores com os dramáticos, já agora. E os curiosos com os ponderados, ora pois.

Dois iguais

A empatia é uma coisa de entreajuda, o tomador há que ser também empático para com o dispensador.

Sonho

Sonhei que de um segundo andar lançavam sacos de terra para cima de um montão de gente que estava sentada na esplanada por baixo. Os sacos voavam fechados e abriam-se com o impacto. O giro é que só vi terra no chão, nada de sacos abertos, mas pronto, é sonho. Depois as pessoas abandonaram o recinto aos brados e então os tumultuosos fugiram numa carrinha de cor verde-água. Esta cor há-de acompanhar-me, e até em sonhos.

Gerúndio

Durante a insónia da madrugada, lembrei-me que o verbo ir não tem aquele tempo como tem, por exemplo, o verbo ficar → fiquemos. No momento não descobri como se diz. Vou agora pesquisar. Ah, afinal tem. Hum. O tempo verbal chama-se pretérito-mais-que perfeito e diz-se 'fôramos'. Então, vá, fôramos todos. Não, ainda não. Falta dizer que durante esse tempo escuro, aquele em que não dormia, ia lembrando que o verbo ir se desconstrói em presente e passado, a gente não diz eu iro, mas eu vou, nem eu irei, mas eu fui.

eu iro, tu iras, ele ira
eu irei, tu iraste, ele irou

… e afora, claro!

Quando andava na Primária adorava o particípio passado e, mais ainda, o gerúndio → ido e indo, neste caso ← principalmente pela minha ascendência sulista, cresci com o gerúndio. Era eu e ele, sempre na maior.

Quando foi a última vez que fizeste uma coisa pela primeira vez?

Vi esta frase por aí e deu-me muito que pensar até concluir de uma vez (que não afirmo ter sido a última) que agarrei no carro para ir a um dado sítio sozinha. Foi evento primeiro e acontecido há dezasseis anos, estávamos portanto numa época em que GPS era só para alguns e eu não constava do grupo. Sabia que tinha que seguir pela estrada tal, percorrer uma outra, estreita e verdejante, e então chegaria ao almejado destino, que era uma praia. E fui. Com a aventura a matar o medo. Fui. Horas depois desta movimentação na minha cabeça, de recordar todo um rol de pormenores mais ou menos fiéis, dei de caras com uma frase escrita na parede de um prédio lisboeta:

la vie c' est trop courte pour être hétéro

hum, ok, vá

bom dia!
deixo, para já, outros momentos
de quando dei a Árvore de Natal por montada

sábado, 6 de novembro de 2021

já tenho Árvore de Natal

Sopa

É boa ideia eu ter uma tigela da mesma cor do caldo da sopa.
Tanto uma como outra fui eu que escolhi.
Isto totaliza portanto três boas ideias.

Luzes

O supermercado já tem as luzes de Natal piscando.

Lisboa, Lisboa

Não conheço outro lugar de onde se aviste ciprestes sem um cemitério, no mínimo, logo ali. Capaz de os haver, pouco importa, tanto a mim como a este post, certo é que uma correnteza de ciprestes que não vizinhem dizeres saudosos e flores mortas, pois que nunca vi senão ali.

Escrevi o texto supra há semanas. Entretanto deixei de o achar preparado porque foi constando na minha vida uma data de ciprestes, uns em Lisboa, como mencionei, outros em outros lugares, e sempre distantes de cemitérios, se bem que uns mais e outros menos. Au eva, não gostando de jogar os meus textos no lixo, fiz mais do menos. Quero eu dizer que, de um texto ultrapassado, arranjei maneira de lhe dar uma razão para continuar vivo e ainda engordei o assunto.

O chique da moda

Comprei uma peça de roupa que é o chique da moda (como diria a minha mãe) e depois pus-me no Pinterest por mor de saber como sói usar-se.

Sonho

Sonhei que a minha mãe tinha morrido e quando acordei pensei a seguinte frase: Como a minha mãe já morreu, sonhei aos bués.

Chegou a porra do frio

«Tá frio hosse, nom?» Pergunta o nepalês da frutaria como quem comenta. Concordo por boca e ele adianta: «Eu nom gósseta frio. Oh my gooood!» À despedida vota: «Bom quintinho!» Respondo que temos a porta aberta, vamos ter sempre frio. Ele reage comumente: ri. Eu não chego lá, sorrio. Neste post falei bastante pouco. Ressalvo que este diálogo arrepiante não é d' hoje mas d' ontem e por cima disso ponho que a porra do frio também hoje se encontra mui presente na minha pele.

Por falar em

Por falar em transportes lisboetas, no outro dia passei na estrada ao pé da casa onde moraram as minhas tias e a minha avó. Quando era miúda e ia lá de visita, para passar o tempo instalava-me na comprida varanda a ver se arranjava o que fazer. Só que não arranjava. Então, um dia percebi que o que avistava da varanda era muito porque, não só via a paragem como percebia que vinha lá o autocarro bem antes de os passageiros sequer o ouvirem. O que se avistava da dita varanda era todo um conjunto de curvas e contracurvas, bem como, claro está, a paragem, e, presumo, o som era abafado precisamente por esse conjunto, contudo, se eu gritasse algo, tudo o que era gente à espera do autocarro ouviria, uma vez que não havia espécie alguma de barreiras. Pá, e ouvia, tanto ouvia que eu gritava o aviso «Ó! Vem aí o autocarro!»
...

As pessoas, umas levantavam-se do banquinho, outras espreitavam, e todas, mas todas, se punham em sentido, aguardando quase em pose militar que o autocarro se deixasse ver.
...

Só que não deixava, por mor de, na realidade, não vir lá porra de autocarro nenhum. Sim sim, achavam que isto é só mesuras e bom comportamento por parte desta que escreve, não? Pois não. Havia pessoas que desistiam logo e voltavam à expectativa anterior e, uma ou outra, levantava os braços em sinal de protesto. Nunca ninguém me mandou ir mas é dar uma volta, talvez por eu ser uma criança, ou coisa assim... Ou então simplesmente porque não me conseguiam ver. Ah, e não, isto não foi vez única, repeti a graçola umas poucas de vezes.

Pacote de lenços

E pumba, vai mais um invólucro colado no caderno. Desta vez escolhi o que tem o eléctrico lisboeta. Uma vez mais não recordo o que terei escrito no blogue quando há tempo listei os desenhos, mas, aqui e agora, registo que há muitos eléctricos lisboetas mas o destaque caiu sobre o nº 28, que vai do Martim Moniz aos Prazeres (e daqui a lá), e desconheço por conta do quê é que aconteceu assim, contudo alvitro que é por ser um percurso tipicamente lisboeta. Mudando a agulha, vou daqui directa repescar o que escrevi acerca deste invólucro. Já fui e encontrei. Escrevi então assim:

Tenho um com... o icónico... eléctrico alfacinha! Não há muitas coisas tão lisboetas como o eléctrico nº 28, que faz o percurso Martim Moniz - Prazeres.

Azulejos

Estive atenta à parede forrada com azulejos na cozinha da cliente e, aqui e ali, sem regra ou alinhamento, quatro deles tinham uns desenhos em tons avermelhados e contornos pretos, enquanto os restantes, pelo que apurei, se apresentavam totalmente cinzentos.
1, bule e leiteira
2, chaleira e cafeteira
3, tapa-bolos e lata para bolachas
4, suportes para ovos cozidos

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Pedido d' aperto

«Aperte com o seu colega!», pediu o cliente, ao sair. Não declinei o pedido, ora essa, então. Há que fazer as vezes de, pois bem.

As minhas entranhas

«Tem o útero virado ao contrário» anunciou a senhora doutora, logo que o distinguiu através da lente magicócoisa introduzida já se sabe onde. Espantei-me imensamente cá por dentro – hã?! mas que merda vem a ser esta?! - e acho que, por fora, também apareceu uma beca de espanto. Ela continuou dizendo que só cinco por cento das mulheres o têm assim mas descansou-me dizendo que não tem mal nenhum, é simplesmente o útero virado ao contrário. Claro que eu, do alto do meu não-saber, cogito que, caraças, tudo bem e tudo normal, pois pois, mas como assim o útero virado ao contrário?!
Útero virado ao contrário. (pá... coiso)
Ainda estou em espantos aos bués de mil mas palpita-me que o útero ao contrário é que era.

Bloquinho rudimentar

Não, eu não sei porque pus uma folha entre as folhas do bloquinho rudimentar. Tenho uma ideia vaga, a de ter nascido numa das minhas plantas e achei tão curioso que a entalei ali. Fica então este post assim. Ah, não, acrescento que a folha em questão é comprida e fina. Comprida de languidez, fina de delicadeza. Não tiro foto, assim o público imagina, no imaginar é que se ganha.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Tonta Engrácia

E lá andei eu a gingar pelos corredores da grande loja, jovial e alegre. E sim, aquilo de ninguém me ligar a ponta dum corno voltou a acontecer, como não, né? Poi zé. Tenho então à minha espera um tampo de bancada e um armário e apalavrado está um lava-louça. Vai, vai, isto vai 'migos. Creio firmemente que o pior já passou, escolher tamanhos não foi comigo, por isso é que vou gingando pelos corredores (hoje soava 'Home For Christmas' do Kem, uma beca lento, mas pronto, estamos no Natal e blás) e, das cores e feitios, que é item que domino pra caraças, não gastei assim tanto tempo em indecisões, logo que vi uma certa cor alindada com uns certos apetrechos conjugados com um certo tampo e um lava-louça a rematar em jeito de cereja, pois que aí foi. Vai, vai.

olá, bem vindos a mais um post

Gastar

É uma pena que os sabonetes se gastem lentamente, são tão variados nas prateleiras do supermercado que dá pena não os comprar amiúde. É desta que visito uma fábrica e exponho esta pena, não em queixinhas mas com o dito propósito - ah, olhe que, olhe que.

Avó

Acordei cedo e a cadela não veio logo ter comigo, quando a levámos à rua era ainda cedo. O que fiz entretanto, quase madrugada, foi actualizar o blogue, id est: escrevi e publiquei alguns posts. Ontem e hoje estamos de piquete à guarda da cadela, há algum tempo que passou a morar com a rica filha, o que me fez passar de 'mãe' a 'avó' da minha cadela (sim, é minha na mesma) e há pouco senti-me mesmo uma avó quando lhe estendi pedacinhos de pão e até de bolo. Estou portanto a estragá-la com mimos.

Canção na cabeça

Acordei com a canção «et si tu n' existais pas» de Joe Dassin na cabeça (sei lá por conta de quê...). Já em tempos a aparição deste cantor foi ocorrência fantástica (de fantasia, melhor especificar) na minha vida. Entretanto, aliás, nos entrementes, pus-me a pensar no resto do verso, «dis-moi porquoi j' existerais» e logo me encontrei afastada desse dramatismo, eu cá continuaria existindo. Mas «je me sentirais perdu, j' aurais besoin de toi», indubitavelmente.

Entrementes

Nos entrementes das pastas de dentes (aqui e aqui), ao momento uso uma que tem, oh vejam lá, camomila. Não sei se o desenho indica camomila, atirei para o espaço blogosférico, mas pelo que percebo de plantas, tanto pode ser uma margarida como um malmequer. Agora que é uma pasta de dentes outrossim colorida, é – verde e vermelho por entre o branco. É comum o branco incorporar as pastas de dentes, esqueci-me foi de verificar se a primeira pasta de dentes desta 'saga às cores' (links a postos para pesquisa em cima) das pastas de dentes trazia consigo o cor-de-laranja. Querendo saber, vou ter que comprar mais pasta de dentes com toranja.

Outono

Afinal sonhar não é assim tão fácil

Há montes de tempo que não sonho aqueles sonhos mirabolantes, porém significantes, e sinto falta. Gosto de sonhar, já aqui disse que me retira culpas e medos, se é sonho, então não aconteceu, não tem mal. E, do título, ademais de ser uma realidade e não um sonho, é um trocadilho com a etiqueta que criei no blogue – 'Sonhar é fácil...'

Notas importantíssimas e também reais:
o primeiro blogue tem 39 sonhos registados, embora não tenho chegado a criar etiqueta, fui contando os posts que apareceram, usando a palvra 'sonhei' como pesquisa;
o segundo blogue tem 101, já sabia que registar os sonhos me fazia feliz, por isso criei a etiqueta;
neste, o terceiro blogue, que já conta com 200, continuei a prazerosa tarefa, dando o mesmíssimo nome à etiqueta

Revelações absurdas

Pois o que tenho a acrescentar do meu (ainda novo) fogão é que é muito bom, sim senhoras e senhores, que despacha bem pra caraças, aquilo é um instante enquanto põe a ferver a água que vai cozer o arroz. Tenho é que perceber se o arroz leva menos tempo a dar-se como cozido. Pois. Não dando, encontrarei uma inverdade.
Por falar em encontros, encontrei mais uma maravilha neste (ainda novo) fogão: não tem frisos no tampo, o que significa que não se entranha a gordura em junções que juntem, por exemplo, o tampo com as laterais. Muito bom.

Comprinha

Comprei um sabonete montes de cheiroso. Não sei a que cheira mas a embalagem diz que é 'imperial'. Tudo o que nasce de 'império' é para dar em bom. Só pode.

Comprinha

Desta vez comprei uma pasta de dentes que na composição tem eucalipto, lima e hortelã. Apoia-se agora a embalagem nos verdes, que são em três tons mas na pasta só vêm dois. Não vou reclamar à fábrica, venho é deixar aqui o meu pesar por este lapso.

Vem aí o Natal

O supermercado já está todo enfeitado com as luzes pisca-pisca e a bonecada feliz. Vem aí o Natal, disse no título e digo aqui, a ver se acredito.