quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Rascunho

, isto do não-ser, aquela coisa do não-ser, que me deprime, já vem da adolescência, desengraçadice, desinteressantezice, bah, o que dói é que na escrita é igual, dói,

Tinha também, e isto no seguimento dum dos posts d' ontem, este rascunho apontado há uma série de dias. Podia dizer que deixava como está, que, tal como nos rascunhos d' ontem, não recordo o que ia dizer acerca do tema apontado, que naquele dia fazia sentido, hoje não. Mas nada disso. Este tema fará sempre sentido para mim, tenho realmente a marca do não-ser. O escudo com que me protejo e acerca do qual falei ontem, arranja-me esta marca, eu nunca sou porra nenhuma porque não falo nem apareço. É isso. Só, e este só é tanto. Ora acontece que gosto pra caraças disto de escrever, ato que não implica falar mas implica aparecer, quando não ninguém me saberá escrevente das coisas que tanto quero partilhar. De chofre é isto, e isto dói que se farta todos os dias, só por dizer que às vezes estou esquecida da dor.

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