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| «verde água» descido do pijama |
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
«nuvens brancas a cavalo nas pretas»
A minha mãe dizia que nuvens brancas a cavalo nas pretas é sinal de aberta. Sei que fiz um post com este assunto mas foi há tanto tempo que não me lembro como desenvolvi o assunto.
Entretanto pesquisei 'nuvens brancas a cavalo nas pretas' e obtive dois resultados:
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
domingo, 5 de dezembro de 2021
Tenho um calendário
Tenho um calendário do próximo ano com números e letras chinesas. Já lhe rasguei o cabeçalho e já olhei para os caracteres absurdos sem deslindar porra nenhuma, óbvio. Tem também dizeres em português, portanto dá para safar. Pronto, e depois tem as fases da lua, que dias calha, o que se comemora/lembra especialmente em cada feriado, dá ainda anúncio de singularidades como, por exemplo, a Black Friday, o Dia dos Namorados. Mas, mais importante, mesmo importante, é que vem escrito em finas e pequenas letras que «2022 possui 365 dias e não é um ano bissexto».
Tenho um calendário que me deu o rico filho e que é o mesmo de que falo acima. Andava aos rebolões no carro, alguém lho dera e para ali ficara. E eu, olha, pedi-lho e ele concedeu-mo.
Em tempos idos eu doaria este calendário ao meu pai. Ele gostava muito de calendários, de poder consultar um. O meu pai gostava de datas e também de datar. Lá no quintal dele está escrito a caneta de feltro a data em que o candeeiro da rua lhe foi mudada a lâmpada. Há também outros registos caricatos, mas agora não tenho presente mais nenhum. Um calendário talvez tenha a importância que o tempo tem. Um calendário é um medidor, um registo antecipado, quase como se pudesse prever que no dia tal, por ser, sei lá, sexta-feira, vou determinar que compras farei para dar de comer aos de casa. Coisas assim. É uma segurança que se tem, vá. Tem-se sempre os olhos postos no futuro, é onde mora a esperança.
Aurélios
O meu tio Blé apontou para o meu primo e disse que ele só podia ser familiar porque tinha olhos de Aurélio. Que giro. Sem o saber, o meu tio acabou por enriquecer (mais ainda) os Aurélios.
Lisboa, Lisboa
Há 'rotas' e mais 'rotas' nas paredes de Lisboa. Há-as por toda a cidade, parece que viajam. Contudo, interpreto rotas de rompidas e não rotas de percursos.
Lisboa, Lisboa
Raul vezes três
No bloco de pedras está Raul por três vezes. Era o que faltava dizer. Eu já sabia mas entretanto havia esquecido de colocar a ideia no blogue. São portanto três Raules defronte de um só, aquele debaixo da ponte. Sei que já vi o Raul em mais pontos, quando os notar venho dizer.
Vírgulas
É bom ouvir dizer que tenho bom aspecto mas pondero sempre se o comentador estará a comparar-me ao volume de outros tempos, se me terá visto quando, então, gorda, e, agora que me revê, nem se apercebe que é essa a diferença. Este pensamento é susceptível de discussão, óbvio, pois, por que caso, ou figura, lá está, nunca esta minha frase me surgira com tão ideal, figurativo? ah ah, encaixe, uma pessoa magra tem o aspecto em bom e uma ogrda... ai perdão, gorda não? Pode ser outro género de bom aspecto, pois pode? Ficam-me as perguntas para responder no dia em que perceba a vida.
Comprinha
Três lindos copos, a comprinha de que dou notícia logo no título. Lindos, afianço. Avermelhados, podem crer que o são, querendo. Mas não queiram, contudo, não queiram 'migos. Não. Antes deste post, no caderno, fiz este registo:
«São avermelhados – um todo vermelhão, outro meio que a puxar para o rosa e o outro em dégradé, vai do rosa ao transparente. Bom, afinal nenhum é avermelhado, o meio avermelhado de todos é vermelhão.»
Listinha alheia
Da listinha de supermercado - repito: alheia - vem escrito o que fazia falta e, no fim, todos os itens têm uma cruz. É deveras curioso que a pessoa tenha comprado tudo o que compunha a lista. Ou então, espera lá, se calhar não comprou nada, daí a cruz. Pode ser alguém condoído com coisas e não quis riscar a lista, há quem confunda coisas com pessoas (eu).
Também foi esquecida uma perninha do éme dos limões e a bola do i da pizza. Agora engraçado engraçado, foi a xuxa, isso sim. Será que a comprou?, estou eu para aqui a pensar, se afinal as cruzes forem de faltas no! supermercado, não do! supermercado, não comprou.
Aparecer no caderno
Rasgo os interesses que encontro nas revistas para colar no caderno. Por vezes, antes de os colar, entalo-as mais à frente, nas folhas onde ainda não cheguei, esperando vaga para a colagem.
sábado, 4 de dezembro de 2021
Das revistas
Das revistas que me chegam às mãos, que são duas, a Lusitana e a Continente Magazine, de há alguns meses para cá qualquer uma traz consigo um artigo com a história de uma receita antiga. Deixo agora exemplos:
Rabanadas no Forno com Mel. É caracterizada por transformar os restos de leite e ovos que se usou para demolhar o pão num creme que se despeja por sobre as fatias já fritas e, aí sim, se leva ao forno. Interessante.
Tigeladas de Leite. Fazia-se, nos tempos mais longínquos de que há registo, não com farinha comum, mas com flor de farinha, e medida com colheres de prata. «Cinco colheres de prata de flor de farinha», é assim que consta no Livro da Infanta D. Maria. Lá, também consta que a flor de farinha era moída em mós alveiras e peneirada em peneiras de seda. Vou até transcrever a receita, acho riquíssima a forma como está descrita:
«Tomarão quatro ovos e açúcar e farinha, que será cinco colheres de prata, numa escudela, tudo batido, e tomarão uma tigelinha de barro e nela derreterão uma pouca de manteiga, que será tanta como uma noz em cada tigela. E depois que for derretida, deitarão este polme, que será temperado com sal, então mandá-lo-ão ao forno, e levem uma pouca de manteiga para deitar por cima depois que se coalhar. E também se pode fazer de leite cozido e de queijo fresco. E assim se faz a tigelada de arroz cozido com o leite. E nestas tigeladas de arroz, quem quiser lhe deita por cima gemas de ovos inteiras.»
«Tomarão quatro ovos e açúcar e farinha, que será cinco colheres de prata, numa escudela, tudo batido, e tomarão uma tigelinha de barro e nela derreterão uma pouca de manteiga, que será tanta como uma noz em cada tigela. E depois que for derretida, deitarão este polme, que será temperado com sal, então mandá-lo-ão ao forno, e levem uma pouca de manteiga para deitar por cima depois que se coalhar. E também se pode fazer de leite cozido e de queijo fresco. E assim se faz a tigelada de arroz cozido com o leite. E nestas tigeladas de arroz, quem quiser lhe deita por cima gemas de ovos inteiras.»
Hum, está-me a parecer que o arroz-doce desceu das tigeladas...
Pudim de Abade de Priscos. É aquele do toucinho. Diz que a manteiga lustra os doces, transportando a ideia para o toucinho... porque não ocorrer da mesma maneira, né? Poi zé.
Ovos-moles de Aveiro. Ora bem, ao que parece, foram inventados como mezinha... Ah, isto porque as gemadas eram (digo eram porque desconheço se caiu o mito, tampouco se era mito – é uma impressão que tenho, pronto) um bom alimento para os convalescentes. Pois muito bem.
Bacalhau à Gomes de Sá. É do mais inesperado que há, ser uma receita inventada com o intuito de conter todos os ingredientes do pastel de bacalhau. Caraças. Bom, pelo menos o 'inventor' foi o mesmo Gomes de Sá, cansado que estava de fazer os (então) bolinhos (hoje os pastéis) de bacalhau.
Nota véri impórtante:
Este post é da minha autoria (excepto o que está em letra diferente), au eva, baseei-me em artigos constantes nas revistas supra citadas, só não citei (ainda) os autores, que são Olga Cavaleiro (dos dois primeiros parágrafos) e Hélio Loureiro (os últimos três).
Estou para fazer
Estou para fazer um bolo com massa filo, queijo feta, amêndoas, manteiga, mel, ovos e leite. É em camadas. Vai ser um sucesso. Só pode. Dizia a Chef Nigella que foi uma receita inventada pelos Chefs gregos para não desperdiçar as sobras da massa filo, portanto nem há aquele aborrecimento de a deixar secar, pois, se sim, paciência, os ovos e o leite, o que fazem, é humedecê-la. Vou fazer. Não (me) prometo é devolver resposta, se calhou assim ou assado, sendo que o melhor é que calhe assado, claro.
Fiz um Bolo
Fiz um Bolo de Alperces. Bom e não bom. Bom logo que saiu do forno, quando ainda com a mornidão um bocado quente. Não bom porque no dia seguinte tinha amargado o seu sabor. Ora isto pode ser dos alperces serem velhos, do licor onde os hidratei não ter sido a melhor escolha. Não sei. Qualquer dia repito esta receita, dá-me pena abandoná-la por dois motivos, o primeiro é que ao sair do forno o bolo estava estupendo, como já referi, o segundo é que esta é uma daquelas receitas livres de procedimentos chatos, tipo claras em castelo ou a ordem da introdução de ingredientes ser inalterável e eu ali a fazer de mandatária. Nada disso. É, vou guardar a receita. Está de voz, num áudio do meu telefone. Um dia torno-vos, 'migos (receita e telefone).
As folhas
O Jardim Amália Rodrigues fica no cimo do Parque Eduardo VII. Isto é conclusão a que chego sempre que me encontro na via que lhe dá acesso. No outro dia estive lá, ao início do Jardim (tirei até uma foto [pomposa, acho, pouco me importando que me não ofereçam o perdão à imodéstia]), notei um sobreiro, li a legenda colada no tronco, trouxe uma folhinha das caídas no chão e tirei-lhe uma foto agorinha mesmo. Tal como a foto do post anterior, também esta não tem filtro nenhum, que é lá isso, tive foi o cuidado (ironia!) de amachucar a folha de papel por considerar que faz de filtro, ou pelo menos lança algum dinamismo por sobre a imagem. Essa folha é um dos papelinhos do meu bloquinho rudimentar. Por trás tem apontamentos que hão-de vir parar ao blogue. Assim não se vê, mas depois vai ver-se.
Abacateiro
O primeiro dia do último mês do primeiro ano da segunda década, é a data deste clique.
Eram sete e trinta e oito e nada tem de filtros.
Rumando à parte romântica, aqui se vê o abacateiro atravessado por nuvens, não viagens.
Que nunca mais vão acontecer, né? Poi zé.
Eram sete e trinta e oito e nada tem de filtros.
Rumando à parte romântica, aqui se vê o abacateiro atravessado por nuvens, não viagens.
Que nunca mais vão acontecer, né? Poi zé.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2021
quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
Pirilampos
O pirilampo deste ano trouxe um rebuçado em cujo plástico de embrulho está desenhado um coração com balões no ar que suspendem uma cesta: riscos a fazer de passarada voando, árvores avermelhadas, nuvens branquinhas e uma frase a dizer que é 'com o coração. Ah, e o pirilampo, atão, né. Poi zé.
Bombons
Tenho comprado bombons e chocolates aos bués. Gostei. Gosto. Uns, os de chocolate branco e coco, tem o plástico de embrulho com simetria – se num lado tem o nome a ler-se bem, do outro, embora saiba ler assim, está ao contrário. É que quando dá a volta encontram-se e ficam conformes.
Almofada
Tenho uma almofada que, por ora, é nova, como, agora e sempre, é toda paneleira.
Não prevejo que doravante vá dormir sossegada, mas quero muito, e não secretamente,
como presumo que dá para perceber pelo conteúdo desta mensagem.
Não prevejo que doravante vá dormir sossegada, mas quero muito, e não secretamente,
como presumo que dá para perceber pelo conteúdo desta mensagem.
Cogumelos
Comprei três cogumelos para enfeitar a Árvore de Natal que vinham aninhados numa bitola com as suas formas – um bicudo, um que o foi mas não quer esquecer, outro que deixou de o ser há tanto tempo que já não se lembra como era dantes.
A revista
A Revista Lusitana enganou-se na descrição de uma receita e enviou-me uma mensagem a contar, tanto do sucedido como da descrição rectificada. Fiquei agradada com o gesto, principalmente por ser inesperado, tanto que fiquei com vontade de experimentar a receita deste bolo, que é rei, bolo-rei, e antes do Natal.
Já é Dezembro
Hoje, que já é Dezembro, anuncio no blogue que retirei as folhas do Novembro aos calendários que vivem no estaminé, antes que acabasse esse mês. Até parece que queria que o Novembro abalasse. E queria.
Que linda!
Olha que linda ficou a foto do post anterior com um filtro da PhotoLab. Não guardei o nome do filtro e lamento. Vê-se que não me livrei do selo mas isso por ora não me importa lá muito.
A(s) caneta(s)
Findou-se-me mais uma caneta mas tenho vindo a esquecer-me de fazer o registo. Esta era de feltro. Não é obviamente a que aparece na foto, essa é a escolhida. Na foto aparece também os riscos que fiz para apuramento e escolhimento. Digitei 'escolhimento' para gracejar – rimar – com 'apuramento' mas eis que a Língua Portuguesa me surpreende on repeat, oh la la.
Calculadoras, uma verde, outra vermelha.
Há muito, muito tempo, dei por mim comprando duas calculadoras para dar uso no estaminé. Na altura comprei uma verde e outra vermelha e fiz até chinfrim no blogue – ai as cores, ai eu e o meu colega e as cores, ai qual vai para quem de nós. E escolhi pôr a verde em cima do balcão, que é pertença da gente os dois e acabei por, afinal de contas (rima na ideia e tudo, ah ah) a da secretária, que é a vermelha, quase não ser usada. Este post acontece porque aconteceu que a calculadora do balcão se lhe partiu o plástico do visor, de modo que, doravante, vigorará a vermelha e, por ora, não digo mais nada acerca.
👀
👀
Lisboa, Lisboa. Raul, Raul.
Avenida Santos e Castro. Raul escrito no pilar do viaduto, Raul escrito no bloco de pedras.
terça-feira, 30 de novembro de 2021
Lisboa, Lisboa
Pus o filtro que faz de 'está a nevar' {🌨} o qual tenho vezes de sobra na vontade. Sobram vezes porque a neve não me pertence, tem a lógica da fantasia, mistura que tudo torna estéril. Mas a foto com a neve, vá {😉}
Lisboa, Lisboa
O Ginásio já tem a Árvore de Natal montada, grande e linda. A Praça do Comércio também ostenta a sua, gigantesca e exuberante. Os adjectivos são o recurso fácil da mensageira.
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
O meu pai
Pesquisei o blogue para escolher uma foto dentre as dezenas que tenho tirado ao espaço do meu pai desde que penetrei no mundo digital. Não encontrei uma que fosse mais d' «O meu pai» que esta, por isso a escolhi.
tem a bicicleta - embora somente uma parte da roda e nem esteja a rolar
tem as penas - embora algumas não me pareçam de pombo, há-as de pombo
tem o propósito de alindar - embora sem esperança de retorno do tipo apreciação ou tampouco plateia
tem a bicicleta - embora somente uma parte da roda e nem esteja a rolar
tem as penas - embora algumas não me pareçam de pombo, há-as de pombo
tem o propósito de alindar - embora sem esperança de retorno do tipo apreciação ou tampouco plateia
domingo, 28 de novembro de 2021
O meu pai
28 de Novembro de 2021. O meu telefone tem trinta meses. O meu pai morreu. Estava a editar a imagem acima quando soube, por isso a junto ao registo. Construí-a com a ajuda da tal aplicação com que ando a brincar. 'O meu telefone tem trinta meses' era já ideia que viria mais daqui a pouco parar ao blogue. Junta-se aqui tudo e pronto. Ah, agora me lembro, o Tobi, o cão da minha infância, faria hoje anos, 47.
Dias de um Ginásio
Situo-me à frente de todos, ademais: perto do espelho. Sério. Eu, Gina Maria, que digo que não me dou bem com o destaque, nas aulas de grupo no Ginásio meto-me no lugar onde melhor posso ser vista. Não há muito tempo que descobri o porquê deste quê -
Não vejo pessoas à frente, todas estão por trás, o que me ilude no sentido de parecerem inofensivas.
Dias de um Ginásio
Atravesso uma fase menos enérgica e já há uma data de dias que me rendi à velocidade baixa na passadeira, qual começar logo no 5.3, qual quê. Fica isto em suspense porque não sei se volto.
Dias de um Ginásio
Não sei se este ano imitarão o ano passado e não montarão as Árvores de Natal lá no Ginásio. O ano passado foi o que foi, precaução devido ao bicho, não fosse ele agarrar nos ramos e nas luzes e as pessoas, pronto, sair dali tudo infectado, mas, mesmo a vida voltando à normalidade (que é o que todos querem mas ninguém vai ter) e os ramos e as luzes se deixem ver este ano, certo é que o bicho pode estar alojado, precisamente, nos ramos e nas luzes desde o Natla... ai Perdão, Natal de há dois anos, pois pode? Pois pode.
Dias de um Ginásio
Dispus-me a rodar a bicicleta estática, que é, a bem dizer, tão tola como a passadeira, só muda o modo de sentar. Chateia-me bastante esse cavalo não andante, muito mais do que me chateia o tolo rolar do tapete da passadeira, por isso é que lhe fujo desde sempre. Mas dizia eu que me dispus. Pois dispus. Mas, no fim das contas, eliminei umas ridiculamente inconsequentes oitenta calorias, sendo que deste estonteante resultado me resultou que gastei o mesmo e obtive um fruto bem pequerrucho. Por acaso, hum, a bicicleta é bastante confortável. Mas, pá, não chega, é tipo uma fruta bonita por fora e sensaborona por dentro, vá. De que me serve o conforto se depois... né? Poi zé.
Três dias
Dos três dias ao dispor, tenho metade para usar numa aplicação que descarreguei no telefone há dia e meio, a qual modifica seriamente as fotos. Ando portanto num corrupio. Não sei se vou publicar todos os resultados, claro que não, mas conto publicar vários; muitos; quase todos e, seja lá como for, em termos de imagens, a parcimónia anda arredada. Para já deixo meios copos e um quarto de cara, os quais modifiquei seriamente, auxiliada pela já referida aplicação. Não deixo nada, fui a ver e há 'melhores' no vasto grupo de fotos que já consegui. Escolhi uma que descende da actual foto de perfil.
Do selo é que não me livro, lá isso, au eva, pra qu' é qu' iss' int'ressa, né? Poi zé.
Ciprestes
Já não mudo a posição do érre nos ciprestes. Título benzinho logo à primeira. Ena. Há semanas que observo ciprestes lisboetas (e até os lourenses) e os vejo portanto como sendo aproximados dos cogumelos naquilo de pipocarem (toda uma flora neste post) afinal por toda a cidade. Desde que sucumbi à ideia de um certo post que os vejo tanto aqui como ali, em fila pequena ou numerosa ou em grupo mal amanhado e sem noção (tipo a flora deste post). Vai então que um dia destes descobri um, pelo auql... ai perdão (costumo trocar duas letras, não quatro, caraças!), qual asseguro que já passei milhares de vezes. Acho que este cipreste é o que vence na categoria de 'diferente de todos': é baixo, está sozinho e marimba para essa porra toda. Também eu marimbo, mas é para a finura da foto, não da do cipreste. É que ao redor é só carros e o caraças, não curti o cenário e fui cortando, resultando nisto:
Lisboa, Lisboa
Das árvores.
Primeiro: a árvore amarela.
A árvore amarela está nua, como referi há três dias, mas, à semelhança de todos estes anos em que tenho a vindo a debitar as coisinhazinhas acerca, mantém consigo umas quantas folhas castanhas e encarquilhadas. De modo que persistem portanto as (já desengraçadas, oh porra) dúvidas:
❓❗❔❕
hum, estas folhas, se não são amarelas, pertencerão a outros anos?
hum, estas folhas, se não são amarelas, pertencerão a outros anos?
❓❗❔❕
se sim, a quais?
se sim, a quais?
Segundo: as árvores da rua mais bonita de Lisboa.
Das vinte e seis árvores, a sétima, que encontra do lado esquerdo quem desce a dita rua e, indo no mesmo sentido, a décima terceira que encontra do lado direito, são as que estão no mais avançado estado de decadência.⁉️
Lenços de assoar
Outra vez, sim sim. Para me poupar deixo já os três registos que fiz no caderno, ficando assim um post três em um. Eu nem gosto lá muito disso, até nas pequeníssimas coisas me vejo a saltar fora quando se trata de grupos, mas pronto, assim despacho já a questão, se, ademais, vejo este assunto acabado, né? Nã, nã é. Sei lá se encontro pacotes de lenços com desenhos novos, ainda por revelar ao mundo, né? Poi zé. Outra vez, sim sim. É que eu já registei no blogue a descrição dos tais pacotes, não é só agora que vieram cá parar. O que acontece nestes posts é que eu, como colo os pacotes no caderno após os esvaziar e como isso é um evento do caraças, tenho que registar no blogue que fiz essa colagem. É que tenho mesmo. Ora, como já algures no passado descrevi os pacotes e coloquei essas preciosas palavras no lbogue... ai perdão, blogue, venho para aqui dizer que, oh vejam lá, não malembra o que registei quando fiz a descrição e, ah e coiso, já agora vou ver o que pus no blogue acerca desta interessantíssima temática.
Bom.
Então.
O pacote que colei no caderno uns tempos depois do último foi aquele que é uma peixeirada do caraças e vou agora tratar de copiar o que pus no dito post da descrição.
Tenho dois com sardinhas que, se não são psicadélicas, olhem que, olhem que. As cores são alegres. Este padrão é mais um de um grupo que vigora há alguns anos, actualmente o que não falta Lisboa afora é sardinhas em modo desenho vistoso e bonitinho, uma coisa a modos que infantil, pronto. Assisto, até, a um certo endeusamento da espécie.
Ah, afinal foi isso? Ah. Só isso? Ah. Entretanto vamos ao outro, o derradeiro, o dos losangos. Deste já eu malembra que escrevi a palavra psicadélico porque losangos me lembra anos setenta e anos setenta são, por excelência, psicadélicos, vistosos, inebriantes, ácidos.. Vou então buscar os losangos.
Tenho dois com um padrão aos losangos, nas cores preto, cinzento e branco. Lembra o figurativo dos anos setenta. A gente pensa me padrões dos anos setenta e chega-nos aquilo. Decerto.
Ah, afinal do pacote de lenços com losangos que colei no cadenro... ai perdão, caderno já constava post. Ah, olha, fica o que fica.
nota ulterior:
Entretanto, por entre a construção deste post, repus o armazenamento de lenços de assoar. Desta feita comprei uma pacote com 15 que, à vez, contêm 9. São nada de especial no invólucro. Quem sabe um dia me apeteça explanar semelhante presença no armário e no bolso mas, por ora, não tenho esse apetite.
Que bom!
Apesar do frio, sabe bem tirar a máscara, mesmo estando frio, gosto da sensação. Sim, já sei, no próximo mês será novamente obrigatório andar com ela posta e não a postos. Oh.
sábado, 27 de novembro de 2021
Arco-íris
Considero desde sempre que uma das maiores maravilhas do mundo é o arco-íris. Hoje de manhã lá estava, recortado pelo prédio ao lado (não se vê na foto), daí ser um arco cortado ao meio, mas sendo um arco na mesma. Esta mera constatação fez-me lembrar que o arco-íris é um arco porque o solo deixa a outra metade invisível. A constatação é mera, a invenção também. Sei lá, de repente pensei que o reflexo quer ser um círculo, a base é que não deixa. Pronto, teríamos ¼ de arco-íris já aqui abaixo se não fosse tudo isto inventado por mim.
Esqueci-me do fundamental - o dinheiro.
Pois foi, por isso é que voltei atrás, é que nem cartão, tampouco cupões, qual quê. Fiz menção do esquecimento ao moço da caixa: - Esqueci-me do fundamental - o dinheiro. - E resultou bem, numa coisa vocal. Reentrei no supermercado enchida pelo à-vontade fingido e toca de concluir intentos. Capazmente, porém: sem lustro.
Boneca de luxo
Alguns produtos do estaminé têm na sua embalagem uma boneca que mistura a sensualidade com a domesticidade. A boneca é tão linda que eleva a mistura a alcançável e a, quiçá e porque não?, gloriosa. Limpar a cozinha envergando um curtíssimo vestido e um avental tão pequeno que não apara pingas nenhumas é para todos. Tem até boina, a bonequinha, e os pés calçam sabrinas e soquetes, o que remete para colegial, mas vá. O espanador é outro adereço que faz falta à demanda que é limpar a casa e a maquilhagem e o penteado estão de acordo com a impecabilidade que um desenhador consegue até de olhos fechados. A manicura também é fixe: unhas longas, amendoadas, pintadas de escuro.
Guardanapos
A minha amiga deu-me uns guardanapos que parecem papel e tecido ao mesmo tempo, têm até elasticidade. Gostei. Como levei umas quantas fatias de bolo dentro de uma caixa, ela, que me quis devolver a caixa na hora de nos despedirmos até uma próxima vez, reforçou a ideia de que não se traz de volta uma caixa vazia, portanto enfiou lá os guardanapos. São um tanto ou quanto diferentes, as riscas não acompanham todo o guardanapo e as dobras são em três e a parte que fica escondida esconde a parte que não tem riscas.
Tonta Engrácia
Melhor ter uma torneira brilhante, brilhando brilhantemente, na minha novíssima bancada nova. Novíssima e nova, quero eu dizer que está, ainda por estrear, e ele é, não só, banca, como torneira por estrear. Aconteceu-me esta novidade imensa - na torneira - porque, da antiga, não houve meio de se encontrar uma peça deveras importante. Então decidi-me por uma torneira nova. Porém foi a meio da montagem que a peça foi encontrada. Tinha de ser, né? Poi zé. Como não acontecer algo perfeitamente comum? Lógico que sim. Ademais a torneira anterior é mais bonita. contudo não é nova. Está aqui um certo equilíbrio. É rebuscado, está a dar-me uma trabalheira da porra, mas vá. Da imagem abaixo, tenho a dizer que juntei a - minha - tontice desta demanda à tábua que tinha que comprar mas, nos entrementes, verificou-se ser estupidamente - e parvamente - desnecessária.
a menina fez uma cópia
pespineta
adjectivo de dois géneros e nome de dois géneros
que ou quem é insolente ou atrevido
dicionario.priberam.org
adjectivo de dois géneros e nome de dois géneros
que ou quem é insolente ou atrevido
dicionario.priberam.org
a mulher dos passos
dia convalescente: 379 passos
dia saudável: 13862 passos
dia convalescente: 552 passos
dia saudável: 11639 passos
dia saudável: 13862 passos
dia convalescente: 552 passos
dia saudável: 11639 passos
passossossappassossossappassossossappassossossap
passossossappassossossappassossossappassossossap
passossossappassossossappassossossappassossossap
passossossappassossossappassossossappassossossap
{a parcimónia não é lá grande coisa, diz o exagero}
sexta-feira, 26 de novembro de 2021
setas cor-de-laranja: emoji sorridente
setas lilás: anúncio de tosquia
quinta-feira, 25 de novembro de 2021
graminhas
mil setecentos e trinta gramas de banas sul-americanas trezentos e trinta gramas de alhos roxos quinhentos e quarenta e cinco gramas de cebola roxa
mil cento e quarenta e cinco gramas de dióspiros de roer
trezentos e noventa gramas de clementinas apartadas
oitocentos e cinquenta e cinco gramas de couve-coração
mil cento e quarenta e cinco gramas de dióspiros de roer
trezentos e noventa gramas de clementinas apartadas
oitocentos e cinquenta e cinco gramas de couve-coração
quarta-feira, 24 de novembro de 2021
Sonho
Sonhei que estava sentada num banco corrido e estreito, colocado tão alto que não via o chão em baixo. Ora isto percebe-se que tinha que me segurar ao banco e que estava em permanente desequilíbrio, temendo cair. Havia porém pessoas que também estavam sentadas no banco, assim a monte, num canto, e com os pés assentes. Todas gritavam incentivos do género: força Gina, tu consegues sair daí! Havia ainda um bebé a chorar lá mais ao fundo e acima dessas pessoas. A menina fée perguntou se tenho sonhado muito e eu contei-lhe este sonho. Deu-me até vontade lhe dizer que coloco os sonhos no blogue mas fiquei-me.
Tu fala mas é
A menina fée diz que não preciso dizer coisas, que as sente, que compreende que há o que, por muito que queira, e quero, não sei como dizer. Fiquei aliviada, porém baralhada, cá na minha cabeça está a ordem 'ó Gina, tu fala mas é'. Não percebo. E nem é as pessoas, é a vida.
Caminhar
Quantas pessoas caminham confiantes? Poucas. É certo que, da parte das que não, muitas vão distraídas nos seus pensamentos e depois ainda há as que caminham confiantes mas por obra do esforço, da intenção, do propósito. Raro, mesmo raro, é caminhar confiante sem pensar que se é.
terça-feira, 23 de novembro de 2021
Lisboa, Lisboa
Encontrei este recadinho numa rua de Lisboa e trouxe-o comigo porque adorei logo logo logo a construção frásica. Realmente, a mania que tenho de ponderar se devo escrever assim ou então não, pontuar ou ignorar, cheia de tiques e manias. Bah, qual quê, olhem-me isto!
Tão-só. Alarme. Certeiro. Nudez.
Tão-só. Alarme. Certeiro. Nudez.
és e ás
eu é que evito as ânsias e os erros
os és são de pessoa, os ás de genialidade
foi propositadamente que dilatei os és e mantive os ás no seu comum
os és são de pessoa, os ás de genialidade
foi propositadamente que dilatei os és e mantive os ás no seu comum
Bolha(s)
Então e bolha...? Também me relacionei com bolhas agora mesmo. São de silicone, estas de que falo agora, servem para amortecer pancadinhas de janelas ou de portas de armário, evitando assim os estragos, mas bolha tem um sem-número de segmentos, tanto pode ser a bolha em que se vive, como a bolha no pé, ou a bolha de ar do papel autocolante. Bolha. Bolhas. Vou ver. Pronto, escolhi o primeiro post (deste blogue) onde aparece a bolha da fervura, não procurando sequer as bolhas:
O lume do marlon, brando, não é comigo. Sei lá, eu cá gosto de despachar. Se é refogar, se é fritar, mas não se é cozer. A meu favor, ou a favor do meu saber, há um ponto importante, ouvi eu no outro dia o Chef Avilez dizer na Radio Comercial. Memorize-se o seguinte, disse ele, cada bolha da fervura é sabor que se evapora, os alimentos têm de cozer lentamente. Já no refogar, e agora sou eu a falar, é tudo pra cima, sinto que a cebola tem de estalar, o azeite crepitar, isso é fritar, quando não é mas é cozer, lá está. Pronto, é assim: as pessoas revelam-se nos mais variados gestos e tendências, eu sou uma besta, é o que é.
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Ângulo(s)
Vendi uns quantos ângulos e considerei boa ideia ir ver quando foi a primeira vez e a última que a palavra surgiu nos meus registos. Enfim, coisas que me lembra vir dizer ao mundo. Pra que é que isto interessa, né? Poi zé. Mas vá. Ângulo pode ter surgido no seu plural, também me lembrei... Bom, já fui e olhem: trago poucochinho, deixou de me apetecer trazer tudo porque não encontrei graça em quase nada. Trago, então e apenas, um post onde revelo uma venda de, precisamente, ângulos. Esta parecença ofereceu graça à ideia com que iniciei este post. É que, notem bem, no post que trago aparece ângulo e ângulos e, ademais, a atenção vai para orifícios, quais ângulos quais quê.
A cliente queria quatro ângulos, que são peças fornecidas com os devidos orifícios para facilitar a entrada de parafusos que, depois, se fixam numa parede ou num armário, e queria-los para fixar numa parede, logo, necessitaria também de buchas. Ora aconteceu o impensável: os parafusos que ambas considerámos como perfeitos por caberem sem pejo algum no orifício serem, afinal, demasiado finos para as buchas de menor espessura que havia no estaminé. Primeira forma, como dizem os militares, voltámos ao início. Fui escolher uns parafusos mais grossos, que obviamente coubessem nos ditos orifícios (estes orifícios estão a aparecer muitas vezes, não estão?) mas com a aptidão necessária a esventrar as buchas e por lá ficarem até que um terremoto ocorra, uma mudança de residência, ou coisa assim. Só que não. A cliente reflectiu e achou os parafusos escolhidos demasiado compridos, teria eu a mesma espessura mas mais curtos? Hum. Tinha. A conta mais fácil desta transação nem foi a soma em euros, foi a questão de serem, então, dezasseis parafusos, com aquela espessura e comprimento!, e dezasseis buchas, com a espessura ainda não descartada, pois era a primeira escolha. É que cada ângulo contém em si quatro furos. Orifícios. Ah.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2021
Lentes
Actualmente há lentes para óculos que são antivírus, e anti para vários vírus. Achei que o mundo devia saber isto, e nem eu podia deixar tal coisa em claro (de vão) (não claro de óbvio) (o claro aqui é uma transparência, um não-há). Os parêntesis, geralmente, são para se pôr lá dentro coisas especiais, que se queira ver efectivamente notadas, por isso é que abusei. Nisto de escrever não me envergonho de abusar.
Perceber
Não é só o que redijo no digital que posso eventualmente não perceber, é também o que redijo manualmente. É não perceber por estar ilegível e não por não reconhecer sentido nas palavras, mas é não perceber na mesma. Ando agora a braços com um apontamento que fiz no bloquinho rudimentar, percebo parte, o que poderia levar-me a perceber o apontamento por inteiro, como quem é boa entendedora. Se ademais fui eu que apontei, podia tirar umas por outras, ou no mínimo, alvitrar ideias e conclusões. Mas não. Entretanto guardo mas é os papelinhos e aguardo-me, tenho esperança de decifrar os rabiscos.
Não sei por conta de quê
Não sei por conta de quê me pus na disposição de reter este link nos rascunhos.
Vou adentrar e quem sabe descubra maravilhas.
Já entrei. De maravilhas há zero. Não sei por conta de quê me pus na disposição descrita acima.
👀
Vou adentrar e quem sabe descubra maravilhas.
Já entrei. De maravilhas há zero. Não sei por conta de quê me pus na disposição descrita acima.
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Nivelamento
Nos últimos dias tenho produzido muito ranho. Por outro lado, outrossim líquido, tenho bebido muita água. Estou-me a nivelar, portanto.
Contextualização
domingo, 21 de novembro de 2021
sábado, 20 de novembro de 2021
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