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quinta-feira, 3 de junho de 2021

ulha, agulha! ulha, trafulha!

ulha, agulha!
Em tempos fui costureira, já disse, tenho uma peça de vestuário para confecionar, já disse, o tecido está em cima da máquina de costura, já disse. Só não disse que ainda! está.
ulha, trafulha!
Não sou trafulha, no geralmente desta vida não sou. Tanto que, um dia, indo eu a uma entrevista, cuja ocupação profissional não me agradava, muito embora fosse obrigatório comparecer, logo que apanhei uma brecha revelei tudo à entrevistadora. Tudo. No meio da explicação dos meus motivos disse uma parolice qualquer e incrivelmente a senhora encontrou-lhe piada. Incrivelmente. Não nos demorámos mais, ela liberou-me logo ali. Logo. Como diz o povo, é bem melhor 'cair em graça do que ser engraçado'.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Ulha!

O 'ulha' encontra-se no dicionário, é questão à brasileira, mas é e está. Eu pensando que tinha inventado uma troca com moooooontes de piada e afinal oh!


domingo, 12 de novembro de 2023

Fotos tiradas aos 30 de Outubro

Deu-se o acontecido destes cliques por conta de meros pensamentos. Tais como:
__ Ulha, o semáforo não deixar ver o enfeite!
___Ulha, este enfeite tem grande desafogo!
 

domingo, 26 de abril de 2020

um sol desconstruído




é um pirilampo mágico desconstruído
a foto, pu-la de pernas para o ar
e apliquei-lhe o filtro a amanhecer que há no meu telefone
o qual manda dizer um sol nascente, ao canto superior esquerdo
a foto, estando contrária, ficou com esse sol nesse canto
quando a virei ficou o sol no canto inferior direito
quis assim
assim esse sol ilumina uma parte da foto que estava escurecida
o pirilampo estar desconstruído é por mor de ter arrancado as patas, os olhos e a antena
se aquilo não é uma antena, não sei o que é
primeiro pensei:
ulha, ca xiru pra pôr num bolo
mas não
porque depois pensei mais e melhor:
vou mas é pousar estas coisinhas e fingi-las de pirilampo
sim, que pirilampo é que não são!

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Brincadeiras

Encontrei uma parte de brinquedo num dos cimos do estaminé (foto). Em tempos, o que não faltou foi a presença dos ricos filhos pelo estaminé e não duvido que esta rodinha tenha ido parar lá acima porque, pá, pronto, sossegados como eles eram, que não se entretiam com coisa nenhuma, oh pobres crianças... 
Quando dei com a dita comentei com o meu colega:
«Ulha! Já viste o que aqui está?»
E ele que sim, por várias vezes, mas deixa ficar, faz de recordação de um tempo passado. Concordei. Imitei. Recordarei. E, doravante, está até no blogue.



 

sábado, 6 de junho de 2020

Quimera




Ulha! O cesta da gávea! Pois, pois, era a quimera, era. E eu na utopia e na utopia, era só o que me ocorria. Nada disso. Dantes tinha uma série de lugares lisboetas, lugares de poleiro e, ou, de poderio, com os quais sonhava abundantemente, visitá-los-ia num futuro, longe ou perto, pouco me importava, e mais não sei o quê. Descobri o post, datado de 30 de Maio de há quatro anos, do qual transcrevo parte:


O setenta e dois e o trinta e nove da avenida são oponentes. Um deles é quimera para mim, o outro não. No que deixou de ser quimera, deixou de o ser quando estive lá em cima mirando a cidade (de longe) e as copas das árvores da avenida (pertinho, pertinho).
Posso tirar fotografias, perguntei eu à cliente.
Pode. Tire as fotografias que quiser!
(...)
Isto das quimeras são também desejos antigos, ai eu quero ir lá acima, ai eu quero ver como é de cima para baixo porque de baixo para cima já conheço, ai eu quero atirar-me dali e esborrachar-me no chão. Pumba, acabava-se-me a tristeza. É a esperança apoiada na tragédia. Pois.


nota:
nem o setenta e dois nem o trinta e nove são os números da torre com o cesto da gávea

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Dia de

Por alturas de ouvir dizer na Radio (sim, este é um post atrasado aos bués) que era 'dia de recordar o melhor amigo' e a locutora ir jogando para o ar 'porque não recordar as loucuras que fizemos com os melhores amigos', pensei de mim para comigo:
Ulha! Tenho duas loucuras dessas. Que me lembre, são duas, quem sabe haja mais uma catrefada, refundidas no escuro da minha mente... Não há nada, no escuro da minha mente há as loucuras que me lembro que não fiz.

Uma foi que me lancei na demanda de ir a um baile sem que a minha mãe soubesse. Não lhe pedi porque achei que ela não ia deixar, de maneiras que à socapa.
Claro que fui descoberta. Mas enfim, nada de consequências de maior.
Duas foi que me lancei na demanda de comprar um maço de cigarros e escondê-lo num arbusto ao pé de casa. Pá, com a idade que eu tinha, tinha mesmo que ser às escondidas, uma coisa assim.
Claro que fui descoberta. Mas enfim, nada de consequências de maior.

Coloquei as histórias sobre mim mas tive companhia nestas demandas, até porque a ideia era contar 'loucuras feitas com os nossos amigos'. Pronto, sabem como é, é melhor não chamar para aqui ninguém e tal, que isto que contei são atitudes do mais infâmias que podem ser.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

São três

Joguei no lixo três papéis:

1. o círculo com o mapa-mundi desenhado
2. a flor em papel branco sem desenho nenhum
3. o peixinho em forma de mini-bloco

O círculo e a flor não me lembro de onde vieram, o mini-bloco veio das mãos da Carminho, há anos. É certo que ainda restavam três ou quatro folhinhas no lboco... - ulha! atã nã é que tamãe troco as letrinha ao bloco?! - ... ai perdão, bloco mas pronto, cansei-me de o ver para ali exposto, desconhecedor de o estar.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Material cirúrgico

Doravante chamarei mascaralha à máscara cirúrgica. É bem que não é máscaro que se chama, né? Digo mascaralha porque, num repente, malembrou da mascarilha. E também porque sim. E vou eu e:
ulha! pois! mascaralha! claro!
Mas pronto, por mor de não sobrecarregar o mundo com tamanha obscenidade, que o pobre, disso, não está precisado, não colocarei a mascaralha em título algum.
Entretanto este fica como sendo um post três em um, fica já aqui duas coisinhazinhas acontecidas há uns dias, quando eu ia 'dentro' de uma mascaralha.

Quando na rua, armada de mascaralha e de óculos escuros, aproximei-me de uma passadeira. O senhor condutor não me viu e não parou. Porém, que é o mesmo que pôr em, desculpou-se vocalmente, e duas vezes.
Desculpe, minha senhora. Desculpe.
Depois aconteceram coisas em mim:
1 - fiz um gesto de cabeça
2 - sorri
Mas não se viu nada. Fui branda, esqueci-me que estava de mascaralha e de óculos. Por ora, a gente querendo ser interpretada em gestos, há que os enfatizar até mais não. Meneares amplos, gestos largos. Calhando, falar, até. Podia eu ter respondido ao cavalheiro:
Ora essa, caro senhor, ora essa.
Pois está claro que podia.

Entrei na grande loja e lembrei-me de espirrar. Pá, saiu. Como sabem, agora é ofensivo espirrar para a frente. O pior foi o pingo a escorrer e eu a enfiar o lenço por baixo da mascaralha e o pingo todo mal limpo e a querer entrar no buraco logo abaixo. Pois é, ou não é, não é nada bonito de se ver, mas aconteceu tudo por baixo da mascaralha, ninguém me viu a lamber ranho.

sábado, 11 de março de 2023

Aos sábados

Todo o sábado da minha vida é preenchido pela confeção de um bolo. No passado fiz um bolo de laranja (receita aqui) que tem um processo talvez menos conhecido. 
Bate-se as claras (5) até espumar um pouco, lança-se o açúcar (200 gramas) e espera-se pelo merengue. Desacelera-se a batedeira e junta-se os restantes ingredientes (raspa e sumo de 2 laranjas, 150 mililitros de óleo). Desliga-se a batedeira e usa-se a espátula para misturar a farinha (280 gramas) e o fermento (2 colheres de chá), isto por três vezes, e leva-se ao forno em forma untada e enfarinhada por mais ou menos 45 minutos.
Hoje (sábado!) fiz um bolo de maçã. 
A parte da maçã foi feita cortando 3,5 delas aos pedaços e temperando-os com canela e gengibre em pó, raspa e sumo de 0,5 limão, 3 colheres de sopa de açúcar escurinho e 2 de farinha. Misturei tudo e despejei no fundo da forma de buraco, não sem antes a untar e enfarinhar e, ainda, dispor bocadinhos de manteiga. Isto, na minha ideia, faria aparecer um creme que aglomeraria a maçã e faria com que, ao fatiar, os pedaços não despenhassem. Ulha! Deu certo! E já me estou a adiantar... Seguidamente deitei por cima das maçãs a mui famosa massa de bolo de iogurte e levei ao forno a 150º durante mais ou menos 50 minutos. 
Já comi uma fatia (foto abaixo) e não é que considere um bolo divinal, mas acredito (piamente, para rimar com o divinal) que amanhã estará bem melhor. Se a experiência não me abandonou, este é um bolo que, arrefecendo, entranha-se-lhe os sabores.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

'noites duma grafómana'

dia um
Acordei às três e picos já não dormi. Levantei-me às seis e tal. Por entre, olhei para o relógio às três e não sei quê, às três e cinquenta e nove, às quatro e coiso e às cinco e tal. Pensei em descongelar as bananas para o batido. Pensei em arrumar a cozinha. Pensei em pôr a roupa em sabão. Pensei, por último, em escrever as merdas do costume.
dia dois
Acordei às cinco e trinta e sete e já não dormi. Levantei-me às sete e coisa e fui pôr a água ao lume para fazer o chá. Escolhi o de funcho, do qual gosto quase nada. Quando a chama do bico do fogão apareceu gostei de ver o azul a sobrepor-se ao branco. Ainda não tinha acendido a luz, daí o realce. Na carícia que fiz à minha cadela, a número trezentos e vinte e nove deste dia, julguei que teria sido boa ideia usar o tempo que estive a olhar para o escuro do tecto para a passear. Agora que até nem está assim tanto frio, nem nada.
dia três
Tive uma noite diferente. Embora tenha acordado várias vezes, não tive tanto tempo a mirar o escuro. Miraria o tecto, não estivesse tão escuro. Repito-me, bem sei. Digo: aquilo do tecto.
dia quatro
Acordei aos montes. Montes e montes de vezes. Em certa dessas vezes senti frio e calor em simultâneo. Se nunca pus no blogue que já tive esta sensação em outras noites, então foi porque me esqueci, e tanto queria ter posto, como realmente aconteceu. Noite afora fui sentindo um forte cheiro a café, que identifiquei como sendo da chávena que tinha em cima da mesinha-de-cabeceira. O remanescente da bebida tinha secado, dado o número de horas ocorridas desde a toma.
dia cinco
Ena! Acordei bem mais próximo à hora devida. Mas fui acordando na mesma e sei lá quantas vezes. Apercebi-me que sou também grafómana quando de noite. Deixo a questão na memória, só por dizer que não memorizo tudo, que é lá isso. Que seria? O que seria era eu levantar-me e pôr-me a escrever, pois seria. Já faltou mais para encontrar esse alento, já. Vou até intitular este post de 'noites duma grafómana'.
dia seis
Ena, ena, ena! Ena tantas 'enas'... Pá, acordei à hora que é justo acordar se fizer as contas com a hora que tenho que sair. Claro que acordei ressacada, mas e depois, né?
dia sete
Acordei. Acoredi... ai perdão, acordei. Acordada. Incómodo. Porra. E escrevi aos bués cá por dentro. Só me lembro do 'terrau! terrau!', nada do que me levou aí. Sei que era uma ideia apresentada sucintamente – duas frases – e intercalada com o 'terrau! terrau!'. Eu sei, eu sei, seria um post do caraças, mesmomesmomesmo imperdível, mas.
dia oito
Dormi quase toda a noite. Tem-me acontecido dormir melhor nas noites que sucedem os treinos. Nem sempre isto aconteceu assim, era até o contrário. Mas é claro que folgo que assim tenha acontecido.
dia nove
Acordei às cinco e coiso e já mal dormi. Mas dormi. Em certas noites de estar alerta (debalde, sem causa capaz, pois claro) ouço um despertador aí por volta das seis. Mas não foi o caso d' hoje, qu' hoje é domingo.
dia dez
Acordei à uma e não sei quê. O (bem, neste caso, um) vizinho fazia barulhos do tipo desencaixotar coisas e fazer por agrupá-las. Parecia que organizava qualquer coisa de porte médio, pelo barulho de pousar no chão. Acordei às quatro e fui dormindo e acordando desde aí. Na última vez que acordei já era dia. Ah, que estranho... Ulha! Claridade! Toca a levantar!
dia onze
Acordei rente às seis e ouvi alguém a tomar banho. Quero dizer: presumo muito presumidamente (se é que isto tenha escala) que era banho, é que, vamos lá a ver, aquilo não parava de jorrar. Quero dizer: presumo, também em alta escala (podendo ser), que era jorrar do cano e não ir pelo cano. Quero dizer: o ir e o vir sempre tem algumas diferenças.
dia doze
Acordei às 0:34, sei que sim, mas sem saber porquê. Ou seja: também não há razão nenhuma para acordar às quatro ou às cinco, só por dizer que à meia-noite e meia é ainda mais desarrazoado. Podia, para estender esta noite, expor o que pensei, como fiz em outras, mas é que, tirando este espanto da desrazão, não me lembro de mais porra nenhuma para pôr aqui.
noite treze
Pois, noite → 'noite treze'. Vejam lá que hoje é que me lembrei que não são dias, qual quê, são noites. Ora então vamos lá: 
Acordei às 0:54 mas com motivo. Quero dizer: acho eu, já que ouvi aqueles barulhos todos coisos – arrastar de cadeiras, correr de gavetas, desembrulhar de pacotes. Enfim. Adormeci algures na noite e voltei a acordar pelas quatro, não voltando a adormecer. Sério. Até me levantei bem mais cedo que o meu costume porque a cama já me estava a ser maléfica.
noite catorze
Acordei às 23: 40... Quê?! Isso. Mas por que raio acordei eu meia hora depois de adormecer? Mas anda-me a questão a piorar?! Oh ca porra! Adormeci montes de tempo depois, isso sei eu, e voltei a acordar às quatro e sei lá quê e, sei lá também, se dormi mais.

Pois, é isso, sei lá que mais. Termino mas é com este diário versus noitiário e pronto. Ao início gostei muito de o construir, depois foi-se-me esvaindo o gosto e, por ora, está a ser verdadeiramente chato construí-lo. Seja lá como for, tinha idealizado que este empenhamento duraria duas semanas, e durou.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Quarenta e cinco dias.

Dia primeiro, este, de volta ao meu estaminé, depois dos (meus) quarenta e cinco dias de quarentena, muito embora eu tenha vindo ao estaminé por três vezes.
Ulha! Ca xiru! E Lisboa, ó Gina?
Então, está diferente daqueles primeiros dias de pandemia, acerca dos quais fiz anúncio no blogue mas mais cheia de gente, portanto: mais viva.
Bom, a verdade é que é caso para dizer que vim ser grafómana para outro lado.
Fui ver a árvore amarela. Está bastante preenchida de folhas. Filmei-a e tirei-lhe fotos, que ainda não visionei. Lembro-me que a última vez que a vi foi há precisamente quatro semanas, que também lhe tirei fotos, que não as quis mostrar e registei essa falta de vontade no blogue. As árvores da rua mais bonita de Lisboa estão também todas compostas.
O banco hater tinha uma pessoa abancando em si. Hum, distanciamento social – só uma pessoa. Há ainda muitos bancos de rua coma fita sinalizadora a fazer o sinal 'não sentar'.
São agora três e tal da tarde, quando anotei que vim ser grafómana para outro lado, não me tinha ainda apercebido que não tenho tanto tempo assim para escrever.
Nisso de ser grafómana, devo dizer que usei o bloquinho rudimentar durante a quarentena, em casa, ca jeitão deu, na mesma. Na verdade sou grafómana em todos os lugares, au eva, e obviamente, tenho que ter tempo para.
Vendi uma ficha adaptadora brasis/portugais.
A cliente ficou eufórica com o achado. Saiu daqui, não com iupis, mas com gestos amplos e exclamações do tipo «nossa!, não tenho mais que secar meu cabelo com o vento!»
Vendi dois metros de cordão para estore de lâminas.
O cliente dispôs-se a pedir uma quantia que me facilitasse os trocos. Tão querido. «Ah, não é preciso, ora essa» acalmei-o «eu tenho trocos.»
Vendi um cento de luvas à palhaço e um gel desentupidor.
Estes itens vendi-os ao Antunes. Rapou o bigode. Bem que estava a notar-lhe qualquer coisa de esquisito mas, pois está claro, não me ia pôr a perguntar: «Olha, lá, ó Antunes, então...», né? 
O meu colega vendeu um esticador para cortinas.
A cliente esqueceu-se da carteira em cima do balcão. Notei-a, referi o caso ao meu colega e este, agarrando-a, correu para a rua no encalço da cliente e foi bem sucedido.
Dia tumultuado, ena ena.
8979 passos dados hoje. Pois não, não é neste número que mora o tumulto.



quando te dizem 1 'pois não'
concordando contigo e não escondendo o alívio de tu saberes de antemão
mas tu querias era 1 'pois sim'
por dentro dizes-te 1 lamentoso 'oh...'
que não deixas ninguém ver

sábado, 16 de novembro de 2019

Gina, numa relação com o supermercado.

No primeiro sábado de novembro as escadas rolantes estavam ladeadas de fios luminosos, vulgo luzinhas de Natal, até parecia que a gente ia para o céu. Ou não fossemos a subir.

Trouxe o pimento mais feio mas também o de pele mais lisa. Nem toda a gente de boa pele é de belas feições.

Comprei ovos.
Ah que estranho né?
É.
Eu tomo os ovos como um princípio. Seja lá o que for que esteja num princípio, num ponto qualquer, é um ovo porque um ovo é um princípio, e como sou uma mulher de princípios, tenho, simplesmente, que comprar ovos.
Até nem está assim tão estranho, de açúcar já eu decorei que não preciso de mais. Não, por ora. Há semanas que vinha comprando um quilinho julgando não ter, mas tinha, de modo que tenho ainda dois quilos por encetar e o pote cheio de um outro. De um outro quilo, bem entendido.

Fui atendida pela Julia Roberts, a qual, quanto mais tempo passa menos fofinha vai ficando e menos se vai parecendo com a Julia Roberts. É.

Ulha! Já acenderam as luzes! Sim, estavam apagadas, no primeiro item omiti essa preciosa informação, que consciencializei ao descer as mesmíssimas escadas. Rolantes.

Escolhi subir ao meu andar a pé. Há dias um casal de vizinhos ficou preso no elevador e o Luís é que foi lá acudir. Tudo bem, foi uma história que terminou bem, mas é que eu entrei na cabine, cliquei no botão e o led não acendeu, o que me fez lembrar da peripécia do casal já visto neste item e não me quis igualar. Subi, pois, carregada. Ora. Mas afinal eu ando na porra do Ginásio para quê? Para não me ser dificílimo subir seis lanços de escada com sei lá quantos quilos pendurados nos braços, para chegar ao destino sem paragens e sem ofegar, pois claro.

Seguidamente preparei o meu terceiro café. Bem sei que bebo muito café. Mas notem bem: muito pode não! querer dizer demasiado; muito não! é demasiado.
Não, não foi café, foi cappuccino a lembrar irish coffee.
Olá cappuccino, 'tás bom?
Hum-hum. Olá Gina, 'tás boa?
'Tou 'migo, atão nã se vê logo?
Atão ê não tenh' olhos!
Ah, pois.
Nota sumamente interessante: o cappuccino que lembra café irlandês... Não é fixe. Não comprem, 'tá?

domingo, 29 de outubro de 2023

Estações

Eis então a foto que faltava, a do Outono. Certo é que havia idealizado que todas as fotos seriam tiradas na primeira quinta-feira do primeiro mês inteiro de cada estação, porém, num deles, esqueci-me, e, neste Outubro, pois que tirei a foto, não na primeira quinta-feira dele porque era feriado (5 de Outubro) e não passaria por ali, então, vai daí, tirei a dita foto no dia anterior (quarta-feira, 4 de Outubro), só que joguei-a no lixo inadvertidamente. Então, na próxima quinta-feira, 12 de Outubro, pumba, clique outra vez. Agora estou é a ver-me em trabalhos imensos em encontrar as fotos da Primavera e a do Verão, que a do Inverno já eu tenho linkada acima. Ulha, poi zé, pesquiso 'Primavera' e 'Verão' e decerto as encontrarei. Vou então fazer isso e já cá venho. Era isso mesmo o que havia a fazer, era, só por dizer que o Verão não me chegou por via do 'Verão' e sim pela do 'Julho 2023'. pá, cenas. Seja lá como for tenho, então, link pá Primavera e, oh pois está claro, pó Verão. E vai que, não vá isto não se perceber, a foto abaixo é do Outono deste ano (2023). E está esta jorna concluída.

sábado, 1 de abril de 2023

Havemos de ir ao Liechtenstein

É
Havemos

Venho então deixar registo da quilometragem. Fiz pesquisa nos méps de Mr. Google e resultou nisto:

Daqui até lá são 2222 - capicua, ah ah - quilómetros, que é coisa para se fazer em 22 - ulha! outra! -, se de mota, em 1 dia, se de comboio, em 18 dias se a pé, em 5 dias se de bicicleta.
De lá até aqui são 2248 quilómetros, que é coisa para se fazer em 34 horas, se de mota, e, para as outras três opções, Mr. Google deu resultados iguais.
Acho montes de piada que a quilometragem seja diferente. Acho que um percurso tão extenso dá azo a que não possa ser feito pelos mesmos trilhos nos dois sentidos, que traz a diferença.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Comando

A menina estava particularmente bem disposta. 'Bom dia' sem demora, rosto aberto, conversadora. Perguntou-me 'tu já viste isto?' (programa infantil na tv - para não variar), e eu 'não'. Duvidou, e eu, peremptória, 'ai não vi, não!' Desistiu, mas, para levar a melhor, perguntou 'sabes quantas vezes é que eu já vi isto?', e eu 'não, diz lá'. 'Mil!', respondeu ela toda importante e eu fiz 'eiche!' com exagero. Riu. Sorri. Chegada a hora de abalar ofereceu-me o comando do televisor 'toma, para poderes mudar de canal'. Ulha, ca xiru, a menina sabe partilhar, pensei, e agradeci-lhe. Ou então, penso agora, aquela minha subtileza de não a deixar ver-me ir buscar o aspirador - objecto que a menina não tolera por considerá-lo ensurdecedor - talvez esteja a dar fruto bom.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Do bolo de aniversário da rica filha





Deu-me para decorá-lo como se vê. É bolo de cenoura* com cobertura de chocolate. A receita para o bolo está lá em baixo, a seguir ao *, e a cobertura foi uma lata de leite condensado com duas colheres de sopa bem cheias de cacau em pó (chocolate em pó também resolve mas fica mais enjoativo), leva-se ao lume até pegar no fundo do tacho. Digo pegar mas digo poucochinho, que se a gente se deixar estar atinge-se o ponto de brigadeiro e não é o que se pretende, por via de ser mais difícil escorrer bolo abaixo e ao comer pega-se aos dentes, que é coisa boa em se tratando de uma bolinha mas em fatia de bolo nem por isso. Depois, a decoração, calhou de ser como se vê e foi realmente espontânea. Andava no supermercado à procura das velas e dei de caras com fondant em branco e também em promoção, ulha!, pensei eu, vou fazer números! Toca de trazer e fazer. Estão toscos, claro, fui eu que fiz, não sou profissional, mas isso nada importa e é muito a sério que digo que prefiro o toscamente nestas circunstâncias. E pronto, era isto. Agora vem aí o asterisco e a receita que originalmente contém uma outra cobertura que não é nada má, não senhoras e senhores.



*Bolo de Cenoura com Cobertura Especial

Ingredientes para o bolo
2 chávenas de chá de farinha sem fermento
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de canela em pó
1 chávena de chá de açúcar branco
1 chávena de chá de açúcar amarelo
4 ovos
1,5 chávena de chá de óleo
400 gramas de cenoura ralada
Ingredientes para a cobertura especial
2 colheres de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de sementes de abóbora
1 colher de sopa de sementes de sésamo
1 colher de sopa de sementes de papoila
3 colheres de sopa de flocos de arroz (ou aveia)
2 colheres de sopa de amêndoa lascada
Preparação
Untar e enfarinhar uma forma redonda sem buraco. Forrar o fundo da forma com papel vegetal.
Ralar a cenoura.
Ligar o forno nos 160º e colocar o tabuleiro ao meio.
Peneirar para uma tigela grande a farinha, o bicarbonato de sódio e a canela. Juntar os açúcares. Misturar.
Noutra tigela colocar os ovos inteiros e o óleo. Misturar.
Fazer um buraco na tigela que tem os ingredientes secos e deitar aí os ingredientes molhados. Misturar.
Juntar a cenoura ralada e mexer.
Deitar na forma e levar ao forno por cerca de 40 minutos.
Entretanto tratar da cobertura.
Levar ao lume todos os ingredientes da cobertura e deixar ferver por cerca de 10 minutos.
Colocar um tapete de silicone num tabuleiro e deitar a mistura para descansar.
Quando faltarem cerca de 10 minutos para o bolo terminar o tempo de cozedura introduzir a cobertura especial no forno para secar um pouco.
Retirar tudo do forno, desenformar o bolo e cobri-lo com a cobertura especial.

Nota:
Receita inspirada no programa 'Prato do Dia', do canal 24 Kitchen, apresentado por Filipa Gomes.

sábado, 29 de maio de 2021

Porque hoje é sábado

Podia dizer que não ligo a ponta dum corno às estatísticas que o blogger apresenta – nomeadamente se houve visitas - mas ligo, ligo é pouco, e ligo pouco porque não as acho credíveis - podem os cliques não passarem de visitas e visitas não serem, afinal, leituras. Hoje tenho publicado as minhas coizinhazinhas ao desbarato, tinha para aqui um montão de rascunhos a impedirem-me de ser feliz, a encher-me a folha do que está pronto a seguir para a lbogosfera... - ulha! também aqui troco as letras! - ai perdão, blogosfera, a caotizar a minha delicada existência, e vai disto, tudo para lá! Entretanto, consultando então o tal gráfico de coisas acontecidas ao blogue, noto que cada um dos posts publicados hoje tem três visitas e ainda só passaram três ou quatro horas, ademais, pasme-se, é sábado! Oh.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Da rua

A mulher dos passos deu 3354 passos para comprar uma calcladora... ai perdão, calculadora. Uma não, duas, ó:





A verde foi para o meu colega e a verde... ai perdão, a vermelha é para mim. Não sei por que é que para ele é passado (foi) e para mim presente (é).
Acho os passos um exagero, se pensar no tamanho do percurso que fiz. Cá pra mim, o móves, naquela atualização que me disse que ia fazer por sua iniciativa, deu cabo do cabo do conta-quilómetros que tem dentro de si, bem sei que o tem. Bom, seja lá como for, a pessoa já dantes não se fiava na palavra do pedómetro, quanto mais agora. Tanto a pessoa como a mulher dos passos e até eu. Somos tantas, tantas Ginas.

A porteira do nove da avenida estendia uma miõchila... ai perdão, mochila branca a um senhor agente da Polícia. Ouvi-a dizer: «Olhe, ele atirou-a para ali, veja lá o que tem dentro...» Achei um piadão aos cuidados com que o senhor agente manuseava a dita mochila, recearia um baum! devido a explosivos bem armados e prontíssimos a?, eu cá lembrei-me disso mas não apressei o passo.

Três crianças cirandavam em volta do banco hater. Elas mais a ama, quero então eu dizer que eram quatro a cirandar alegramente. Quase pareciam as meninas-estátua. Quase. Quero então eu dizer que tinham mãos e não eram de pedra.

Começou a chover (também alegremente, porque não?) à saída da compra das calculadoras (ulha! saiu bem à primeira!). Mas antes, no Banco, de repente fiquei duvidosa se era no Banco com aquele nome que eu deveria tratar do recado de que o meu colega me incumbira. Telefonei-lhe (olha lá e tal) e era.