sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Lisboa, Lisboa

Ora bem, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, o meu estaminé está fora do circuito de espaços comerciais que têm que manter as portas fechadas. A gente está cá, já no outro dia tinha evidenciado isso. Contudo, eu, cagarola que sou, quando ando na rua, se avisto um senhor agente fico hirta de desejo que o dito me não dite regras sem excepção, tipo:
Que anda aqui a fazer? Tem licença? Mostre-ma! E essa máscara emporcalhada? Troque-a, dê meia volta e vá mas é para o seu buraco!
Pronto, coisas assim. Não tenho que temer porra nenhuma, ora essa, faz parte das minhas funções andar por aí, não é só lazer, é também trabalho. Mas quero contar-vos, e é por isto que este post existe, no outro dia avistei um senhor agente e tungas! fiquei hirta de desejo e tal e tal. Percebi que o melhor a fazer era não olhar para ele. Quando a gente não olha, não vê, e é mais fácil esquecer; fingir que não; evitar; contrariar e blás. Então, no momento em que decidi focar-me em outro ponto, vi uma ratazana. Morta. Na calçada. Olhei de imediato para o senhor agente. Não aflita por ele, ou para ele, mas por conta da visão. Caraças, pá, antes olhar para um senhor agente, antes olhar para um senhor agente, antes olhar para um senhor agente.

Lisboa, Lisboa

Não percebo porque é que a décima segunda árvore que encontra do lado esquerdo quem desce a rua mais bonita de Lisboa ainda mantém em si tantas folhas. Se não as tem todas, de quando ainda em verdes, pelo menos tem muitas.

Sonho

Sonhei que eu, o meu colega e sua majestade nos encontrávamos em modo laracha e tal e tal. Pessoas iam passando na rua, questão comum, e, de tanto a gente dizer o nome de sua majestade por conta das larachas, ficariam decerto sabedoras porque é que no blogue lhe chamo assim.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Maçãs

Na falta de maçãs gala lá na frutaria do nepalês, isto ontem, hoje, quando novamente o visitei, decidi-me pelas bravo esmolfe. Pronto, descobri que queria mesmo comer maçãs. Entretanto bisei a compra de abóbora, que já ontem havia feito parte da factura. Planeio fazer o bolo de abóbora brevemente e, não me tendo certificado ontem quantos graminhas constariam(ão) na balança de casa, hoje vai de a acrescentar ao rol. Agora falta-me é as nozes. Continuando no dia de hoje. O nepalês pôs o alho-francês e o pimento no saco onde já estava a abóbora e eu, por me ser penoso antever a miscelânea que a fricção da viagem faria ao conjunto, reagi:
«Não!»
E ele, percebendo a minha aflição, brincou:
«Oh my god!»
Depois riu-se pra caraças e confessou-me o motivo:
«Eu tem graça.»
Concordei:
«Pois tens.»
E tem. E tem graça que o meu blogue esteja largamente preenchido com a graça do nepalês da frutaria e ele sem tampouco desconfiar.

Mulheres de manteigas

Sou uma mulher de manteiga, já em tempos avisei o mundo, e neste post reforço a ideia. Quando levantei a tampa do pacote fiquei estarrecida com a visão, imaginei oito seringas esguichando manteiga meio mole e a fazer aparecer este lindo desenho.


Já agora fica aqui esta coisinhazinha, que aborda manteiga em várias frentes e, ademais, fez-me perceber que há mais mulheres de manteiga. No supermercado, uma cliente abordou um funcionário no sentido de 'lhe chegar' a massa folhada – ele grandalhão, ela minorca. De maneiras que ele tirou à vez todos os tipos de massa, menos a pretendida, por já não haver. Entretanto, quem sabe encorajada pela simpatia do funcionário, a cliente contou que queria experimentar uma receita que alguém aconselhara – pincelar uma placa de massa folhada com manteiga, colocar uma alheira, embrulhá-la, pincelar o embrulho com manteiga e levar ao forno vinte minutos. Manteiga, manteiga, manteiga, manteiga, manteiga. Mulheres de manteigas.
Abaixo temos, ainda e também já agora, a mesma foto com o mesmo filtro e com um por cima desse, que o suaviza. Este post é todo ele um exagero, de maneiras que.

👍 👍 👍 👍 👍 👍 👍 👍 👍 👍


Polegares para cima, tanto mais para a útil informação que aqui deposito:
Descobri que no Instagram, não só se 'gosta' das publicações, como se 'marca'.

Dias de um Ginásio

Consigo fazer barriga, pois consigo mas, incrivelmente, é se deitada, com a gravidade a não ajudar. Respiração diafragmática, aprendi no Pilates, afinal a pessoa tanto faz-que-faz e faz-e-faz, que pronto, faz.

achega: devido ao confinamento voltei às aulas online

dois pontos

o conforto do mal:
podia ser pior

Sonho

Sonhei que estava numa casa que tinha a cozinha contígua à casa-de-banho, sem que houvesse paredes ou portas a separá-las. Das janelas avistava-se linhas de comboios, mas suspensas. Fiquei admiradíssima com aquilo e entretanto passou um comboio. O quadro que se me apresentava era como que uma montanha-russa em movimento, mas no sonho não concluí isso, no sonho eram linhas de comboio, que inclusivamente se cruzavam, e onde os comboios podiam ser avistados sob a mesma perspectiva que têm quando as linhas estão no chão.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

hoje não mais, amanhã faç' o resto

Graminhas

Lá no nepalês da frutaria comprei setecentos e vinte e cinco gramas de pêras (eu sei, eu sei, o plural não pede acento, mas), o que rendeu quatro. Uma era feia e as outras eram de uma beleza corriqueira. Afeiçoei-me de tal maneira à que era feia que, precisamente antes de a trincar, passei a achá-la bontia... ai perdão, bonita. Era uma pêra com uma concavidade, a pobre cresceu assim, a pele ali, naquele ponto, definhou e tudo à volta tomou o crescimento normal, daí a concavidade. Tenho sempre a ideia que as peças de fruta com esta características costumam ser bem docinhas, e esta pêra comprovou-ma. E depois é aquela, né, atão, su amor é pâ dar, câ tudo seja pois dado.

Baque

Ontem, num repente, senti um baque: ah, a data d' hoje é uma capicua! Só que não, ó: 01022021. Oh. Mas há onze anos foi – 01022010. Pois foi. Acho que registei o evento e vou pesquisar.
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Não. Oh.

não mais banco mãozinhas, doravante banco bow

Intenção

A intenção está no cortar da foto, pois que, no clique, não esteve.


 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Dia de (disseram na Radio)

Era dia do bolo de chocolate. Sempre estive bem relacionada com os bolos de chocolate, creio até que em termos de receitas de bolos de chocolate, é questão que muito se assemelha às do bacalhau – há milhentas. Cá em casa tenho:


~~O bolo de chocolate fofinho fiz uma vez. Se bem me lembro, e lembro bem, ficou mesmo fofinho.
~~O bolo de chocolate da Carla é um bolo cuja receita faz lembrar uma simples mousse, mas depois é-lhe acrescentada uma colher de sopa de farinha e leva-se ao forno, não sem antes reservar uma parte para depois fazer de cobertura. Apelidei o bolo assim porque quem me sugeriu esta receita foi a Carla, uma antiga vizinha cá do prédio. Uma das ressalvas deste bolo é que a manteiga a usar seja aquela de origem vegetal, sabem, a molinha, a que não enrija? Essa mesmo.
~~O bolo nega maluca é das receitas mais simples que há, joga-se tudo na tigela, bata-se uma beca e vai ao forno. É também muito fofinho. Há que tempos não o faço...
~~O bolo de banana com chocolate não contém um nome lá muito desdobrável - é um bolo de banana ao qual se acrescenta chocolate em pó. E vá. É bom, mas prefiro sem. E vá outra vez.
~~O bolo de chocolate com queijo mascarpone é uma receita cuja história de como me chegou às mãos tem o seu quê de 'diferente' – é uma receita que decorei. Sério. Um dia, num supermercado, notei que nos pacotes de açúcar amarelo vinha uma receita de bolo de chocolate e que nos ingredientes constava queijo mascarpone. Considerando que a 'diferença' era algo a não deixar escapar, e já que não me encontrava precisada desse açúcar, fixei-a para depois a anotar. Sim, haveria hipótese de simplesmente tirar uma foto ao pacote e copiar de lá a receita calmamente. Mas é que, nesse tempo, eu não usava o telefone para tirar fotos, descarregá-las desse dispositivo parecia-me uma tarefa aborrecida, a isto acrescia que, ressalvo: nesse tempo, era 'feio' tirar fotos em espaços públicos. Portanto, decorei a receita.
~~O bolo de chocolate é simplesmente um bolo de chocolate simples. É tão evidente que irresisti a comentar acima, deixando já entre parêntesis algo nesse sentido.
~~Os queques de chocolate não são tão diferentes assim do simples bolo de chocolate que encima esta simples afirmação.
~~O bolo de chocolate com curgete e avelãs foi uma surpresa das boas. Na altura, sabia lá eu que se podia juntar um legume, que não a cenoura, a um bolo... Nada disso. Experimentei, claro! Já o tenho feito algumas vezes e é, aliás, um dos bolos que me está na lembrança para fazer em breve.
Os cheesecakes, os brownies e os whoopies deixam-me acrescentar pouco. Se calhar estou cansada de escrever. Às vezes estou cansada de escrever, é facto, mas, para além de ser um tipo de cansaço que raramente aparece, é ainda mais raro eu consentir que prevaleça.
~~Os cheesecakes, quando os faço de chocolate, ou se lhes estou a chamar 'de chocolate', é porque coloco chocolate na base. Trituro-o juntamente com tâmaras e frutos secos.
~~Os whoopies de que falo aqui é uma receita algo demorada, com vários estágios, o que me leva (quantas vezes, oh quantas vezes...!) a desistir de a repetir. Até hoje, apenas bisei a feitura.
~~Os brownies são imensamente versáteis, há para aí receitas que eu sei lá. Conheço duas: uma bem clássica, bem húmida, bem achocolatada; outra a modos que inventiva, leva queijo mascarpone. Hum-hum, o mesmo queijo. Oh queijo dos doces! O queijo mascarpone é caracterizado por ser bem bem bem suave no sabor, o que o torna permeável a outros sabores.
E pronto, está tudo dito. Escrito.

A continuar deste post, o qual, por sua vez, já deriva daqui


nota 1: nos brownies (que não o de cheescake) não há link que aceda a um post meu porque ainda não publiquei essa receita, mas lá que há link, há
nota 2: primeiramente o post foi construído com base na memória que tinha destas receitas e depois é que as pesquisei nos meus blogues, quer portanto isto dizer que o grosso deste post foi construído de memória - é importante para mim que assim tenha acontecido

dizeres que diz que dizem

a embalagem da pasta de dentes, o que diz é:
smile for good
whitening
water
fluoride
silica
glycerin
xylitol & aroma
celullose gum
lauryl glucocide & disodium cocoyl glutamate
baking soda

o invólucro, o que diz é:
smile for good*
simplesmente tudo o que precisa
whitening*
água - mistura todos os ingredientes
flúor - protege das cáries
sílica - loimpa a dá brilho aos dentes
glicerina - mantém a pasta hidratada
xilitol & aroma - torna o dentífrico fresco e saboroso
goma de celulose - proporciona a consistência certa
lauril glicoídeo & cocoil glutamato dissódico - espuma para limpar entre os dentes
bicarbonato de sódio - reconhecido efeito branqueador


*Não havendo na lista dos dizeres traduzidos, a graça de traduzir estes também, traduzo eu:

~ sorri de verdade
~ branqueando

O Inverno é bom para as laranjas.

Princípiozinho

Bom dia
Boa semana
Bom mês
Bom ano
Boa vida
Bom tudo