sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

sorrisozinho em vitrais

(não se nota, mas deixo dito que o sorriso se intensifica de baixo para cima, e que, usasse eu as fotos sem filtro algum, tampouco assim se notaria)
(são imagens retiradas de um filme, com intervalos de nanossegundos, por isso tão ténue o abrir do sorriso) 

Vinham em envelopes

Vinham em envelopes com a palavra 'help' escrita em amarelo, uns, em vermelho, outros. Uma fita amarrava-os a pinos, grades e um até estava numa boca incêndio. Claro que estas presenças, não passando assim tão despercebidas quanto isso, certo é que agem como repelente para algumas pessoas. Não para mim. Poi zé. Lá dentro encontrei mensagens inspiracionais. Não é nada que a maioria das pessoas não conheça, mas fica a ação e a partilha, que as acho bem bonitas. De resto, é verdade que tenho quatro mensagens, mas só arranquei uma e abri o respectivo envelope, os outros estavam já rasgados, as folhas com a ponta de fora, como alguém que, não tendo resistido à curiosidade, resistisse à mensagem expressa. Ou ficasse desapontado. Também pode ser. Este post também se poderia chamar 'Lisboa, Lisboa', só que não.

do ponto A ao ponto B

tomei contacto com o estetoscópio orgânico em 24 do 9, em 8 do 10 e 15 do 10 pois que não, em 21 do 10 sim sim, em 4 do 11 também, óié para 11 do 11, não para 18 do 11, pois que sim em 9 do 12 e também para 16 desse mês e 6 do mês a seguir, mês esse que, quando viu o dia 13, pois que pumba e coiso, chega o 20 e é sim, e vai que o 27 foi pois, seguiu-se o 3 e já ia no mês 2, do qual, aos 17 também houve tal contacto

Preciosismo alfanumérico

Motor
XL, Abril 2019
XS, Junho 2019
Vida
XL, Março 2019
XS, Julho 2019

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Graminhas e, malta, o turbante agora é cor de ferrugem.

Trezentos e noventa gramas de maçãs bravo esmolfe
Setecentos e sessenta gramas de maçãs golden
Mil cento e vinte cinco gramas de bananas rosy

E, malta, o turbante do nepalês agora é cor de ferrugem. Antes, não sei se tinha dito, era azul imperial.

Lisboa, 15 de Fevereiro de 2022

Neste dia visitei o jardim para me certificar se as árvores de lá já teriam florzinhas brancas com laivos avermelhados, e já, são é poucochinhas, e, por estarem muito lá no alto, as fotos não iam ser 'do bem', ficando portanto cliques desse género para outro dia. Deixo é três fotos de hoje a um recanto lisboeta que observo há semanas.

jardim permitido

domingo, 13 de fevereiro de 2022

entulho

Calendário

Venho fazer chegado uma vez mais o calendário que já no início do ano pus no blogue. Eu bem dizia que as luas são bonitas. Pelo menos acho que disse isso e, se não disse, paciência. Mas as luas. São a duas cores para se perceber as fases. A lua nova é cinzenta. Quando em quarto crescente é cinzenta pela esquerda e amarela pela direita. A lua cheia é amarela. Quando em quarto minguante é amarela pela esquerda e cinzenta pela direita. Acho as cores muito bonitas. Na verdade é tudo quanto retiro daqui, nunca fixei qual o quarto em que está, ou mesmo se, lá por estar uma noite luminosa, isso é por conta da lua nova ou da cheia. A mim qualquer uma me parece especial, não distingo. Já com os quartos, pois sei lá eu! Quando era miúda cheguei a fixar a questão, punha-me com Cês, um bem escrito – C- e o outro em espelho – um D sem a linha recta, vá - um crescente e o outro minguante, mas entretanto esqueci tudo. E agora esta linha rasgada do calendário vem para o blogue e assim já não esqueço. Mas só a parte dos minguantes, que acerca da nova e da cheia continuo sem ter fixado. Isso aí já é uma questão de medir com o olhar a intensidade da luz lunar e já confessei aí atrás que não sou capaz de as distinguir. E o Janeiro passou, né? Poi zé. Deixo registo de quando foi o quê nisto das luas:

a 2 Lua Nova; a 9 Quarto Crescente; a 17 Lua Cheia; a 25 Quarto Minguante

{sim, é colagem de Dezembro último do ano transacto [cenas... demoras, vá]}

A lista é fixe

Colei uma tira de bolo no caderno umas páginas à frente do devido e pus-me a comentar na folha que lhe estava próxima. Como dei logo pelo erro foi fácil descolar a tira e depois rasguei a folha onde comentara acerca. Colei então a tira noutra folha do caderno, cortei a folha comentada e colei-a também. Fiquei portanto com tudo, para além de remediado, finalizado, mas, antes, e porque a lista é fixe, os passos foram: descolar, rasgar, cortar, colar.

(A modos que) Comprinha (vá)

Se tenho uma faca daquelas que se adquirem por meio de selos valendo determinada quantia e, a gente querendo, até parece que a porra da faca custou o olho do cu?


Tenho.


É não muito grande. É não muito pequena. A embalagem diz que mede 5.9 inches. É uma knife para meat. É de uma marca com a qualidade nos bués. Gosto dela mas não lhe tenho um amor desmesurado – it's ok, pronto. Por acaso, mas mesmo mesmo mesmo por acaso é faca que não uso lá muito, para cortar legumes é pequena, para os descascar é grande. Bem sei que é faca para carne, mas como não esquartejo carne quase nunca, ainda mal lhe pus as mãos em cima.

Comprinha

Comprei um frasco de compota de abóbora que vinha com um redondel por cima da tampa. Parece uma flor com oito pétalas e mais não sei o quê. Ou sei. É bonito. Brilha. Tem escrito mmm! e não hum... A mascote da marca espreita de algures.

Chocolate

Fui ao supermercado de (alegado) requinte procurando por um chocolate digno. Orientei-me nos corredores e perscrutei prateleiras com similares. Nada. Rendi-me à fala, abordando o funcionário que reabastecia, curiosa se, estando eu num lugar (tão alegadamente) requintado, os funcionários fossem possuidores da simpatia cinco estrelas. Mas não, provando que a educação não desce do requinte. O pior é que não havia mesmo a porra do chocolate. O digno chocolate, queria eu dizer.

Retirada

Retirei os pacotes de açúcar da lista de compras porque com o tempo tenho vindo a arrecadar alguns. Certo é que gravo vídeos com ele, o que faz com que os guarde até ao dia das gravações, mas entretanto tenho encontrado alguns repetidos e são esses os que ponho no estaminé, que é no estaminé que os queria (quero). Ah, a lista não contém nem pacotes de açúcar nem paus de mexer. Quero dizer: os paus continuam a ser precisos, é mais limpo para os clientes barra visitantes barra amigos, usam o pau e deitam fora.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Loures, 12 de Fevereiro de 2022

No outro dia, num post cujo título era «Lisboa, 10 de Fevereiro de 2022», a porra da cabeça só ia buscar o ano 2019 para juntar ao 10 de Fevereiro, sei lá por conta de quê. Talvez tenha acontecido algo especial nessa data...? 
Vou ver. Já venho.
De regresso.
Nesse dia publiquei somente um post. No dia seguinte um post apenas. E, no outro, há precisamente três anos, um mísero post apareceu no blogue. Lembro-me desta fase, não era uma pessoa lá muito alegre, não. Bom, então, acho que o acaso me quis relembrar umas quantas coisas quando me pôs o 2019 na porra da cabeça. 

Minto

Li por aí que em se escrevendo a alguém em particular está-se obrigado a mentir. Nunca tinha pensado nisso. Ou pelo menos dessa forma. Mas é. Enquanto escrevo, e até ao momento em que publico as minhas coisinhazinhas, quero a mente desimpedida de leitores, pois, se os pensar... minto. É, é.

O dinheiro é literário

Há tanto tempo que transaciono questões bancárias através de máquinas que sinto falta de desorganizar os passos. Sei lá, são sempre iguais, aborrecem-me. Oh, não sinto nada falta, estava a inventar e desta vez anuncio que o estou a fazer. O que realmente aconteceu foi que me dispus a colocar algo escrito no rectângulo destinado à referência do depósito, caso o cliente o queira fazer. E eu quis. Pronto, gosto muito de escrever. Na primeira vez ia digitar 'coisinhazinhas' mas enganei-me e não quis corrigir porque receei que as cruzes apagassem o valor a depositar. Era tolice, afinal estava num campo diferente, mas. Então acabei por enviar a seguinte mensagem: 'ciooosas'. Na vez seguinte tornei a enganar-me e a não emendar, havia digitado: 'o djnhiro'. Mas a vida avança, tanto que, não tarda, estão a bater-me à porta vindos do supremo juízo bancário, nas mãos um prémio pelo original contributo literário. Tudo virtual, óbvio. Tudinho. Ah, houve ainda uma vez em que digitei 'ate que enfim'. Bem sei que falta o acento no é mas não o encontrei no teclado e aquela merda tem uma ampulheta, também virtual, sabia lá eu se o tempo escoava nos entrementes. Esta mensagem era uma exclamação de alívio, havia dias que eu e a máquina estávamos impedidas de falar devido a um bum! informático.

Lisboa, Lisboa

Encontrei o Laurent na avenida. Certo é que já me pus no blogue a encontrar-me com o Laurent várias vezes, e todas são reais, e já me pus a dizer que passaram tantos anos que ele decerto não se lembra de mim e já expus que em parando para o cumprimentar teria que explicar «ah, eu sou a Gina» e tal e tal. Ora, nada mais há de aborrecido do que ver a expressão atónita, porém condescendente, de quem não se lembra de porra nenhuma que a mim diga respeito. Virginie. Se me anunciasse como Virginie...? Hum, descreio na mesma. O que nunca pus no blogue foi uma questiúncula que me dá curiosidade e que retrata, por assim dizer, massagens ao corpo – será que os massagistas percebem que o corpo dos seus massajados emagreceu, digo eu mais pelas mãos do que pelos olhos?

eu

Intitular alguns posts de 'eu' (aqui e aqui), particularmente quando publico uma folha por junto, sai-me a ideia do seguinte:
Acho-me igual à folha porque está morta em algumas partes, em outras não, está viva, com algo ainda de bom.

Mais do mesmo

O mais do mesmo, o cheiro, aconteceu porque identifiquei imediatamente o cheiro igual ao de outros lugares de Lisboa, por isso fiz um post com esta temática – cheiro igual cheiro de Lisboa e tal e tal. Ninguém me abriu a porta logo que toquei à campainha, daí a ideia para a primeiríssima foto – já que ali estava, olha, clique e filtro. O tempo passando e as visitas ao mesmo lugar foram acontecendo e achei interesse em que todas tivessem uma foto dentro do mesmo género, as quais registava antes ou depois da visita, era conforme me abrissem logo a porta, ou então não. E foi isto que intensificou a ideia 'mais do mesmo' – clique de eu na escada do prédio, preferencialmente em posições diferentes e filtro ao estilo pintor de quadros (LunaPic) no seguimento. Não escondo... quero dizer: agora não, que os últimos cliques já me estavam a aborrecer um bocadinho, por isso resolvi parar com a questão, o que não invalida um regresso, se calhar daqui por um tempo volto a este mesmo mais do mesmo.

Reciclar

Tenho mais um jogo de lençóis novos, com túlipas amarelas. É as túlipas, é os ramos, é as folhas, é o padrão à volta, tudo amarelo e com fundo branco. Agora já não preciso mesmo de outros lençóis acanhados em tamanho. Entretanto já tenho como reciclar todos os velhos e, portanto, inúteis lençóis. E acanhados. Oh pobres, tantos adjectivos dos ruins de se ser. Bom, estou a fazer a reciclagem do seguinte modo: toalhas de mesa. Pois. Cada lençol dá para duas, no mínimo. Rasgo, estendo, sujo, enrolo, deito no lixo. Este alívio, este em particular, é maravilhoso. 

Adenda:
Por ter procurado o post linkado veio este por arrasto, lembrando-me que afinal já em tempos fiz uma reciclagem do género. Nesse post não descrevo se a reciclagem foi do género usa-e-deita-fora-ai-tão-bom mas não duvido que tenha sido.

ai

vêm e vêem

o meu colega diz que é boa ideia as pessoas virem aqui ao estaminé porque os seus dias correrão melhor se me virem



(pá, atão, né, é aquela)


Lá isso.

Se a vida não me corre como (julgo que) devia, tendo a viajar para recantos já passados, porém, felizes. Lá isso. Esses, são movimentos feitos inconscientemente até há pouco tempo, concretamente: no dia em que vi escrito algures que é um dos mecanismos que a mente procura para se livrar de aflições e preocupações. E é. Está portanto concretizado. Só que agora talvez já não tenha tanta graça passear-me por mim no passado. Os concretos destroem os sonhos. Parece até que isto tem a ver com o sonho descrito no post anterior.

Sonho

Sonhei que tinha o cabelo mais comprido do lado esquerdo. Não tenho na memória grande descontentamento com a diferença, assim como não o tenho na vida real. É, este sonho está muito de aocrdo... ai perdão, acordo com a realidade dos meus dias, está. Dias de uma pouco sonhadora grafómana. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

a porra e o morro (tantos)

O tantos que está no título, neste caso, é rascunhos. São aos montes. Há montes de meses. Não sendo os mesmos, que não são, vou publicando dois ou três, ou mesmo um, e escrevendo cinco diariamente. Ou seis, vá. E deixo-os estar em rascunho porque não me apetece publicá-los e é assim que se tem dado esta acumulação. Penso até, e amiúde: porra, qualquer dia morro e as coisinhazinhas não estão a descoberto, justificando o propósito com que escrevo. Mas pronto, eu amanhã estou aqui outra vez.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Lisboa, 10 de Fevereiro de 2022

A árvore amarela continua nua. Em Fevereiro, o que já floresce é as árvores do jardim, tenho que ir ver delas. A árvore amarela é que continua nua. Eu sei que foi assim que comecei, queria era repetir o 'continua nua'.

Isto anda tudo desligado, lá isso.

Sim, faço parte daquele grupo de pessoas que tem lidado com a falta de redes móveis e fixas do momento, id est: o bum informático. Era só para fazer o registo, pronto. Era também para se lamentarem comigo, já agora.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Clínica Veterinária

Não sei se por ausência da senhora vet do costume e por, portanto, estar a ser substituída por uma outra senhora dessa categoria, a verdade é que estavam dois estetoscópios em cima da bancada. Dois! No mais, fui mexida pra caraças, foi desde tombar o braço do candeeiro sobre a pipeta da laca em spray, a armar-me aos cucos clicando no X da impressora porque considerei que a desligava. Estes deslizes deram azo a que o espaço ficasse cheiroso, e também com o penteado fixo, e a impressora cuspiu um papel A5 em branco, quando podia muito bem dizer-me coisas que eu quisesse ler.

Tem aí a casa-de-banho

Quem me abriu a porta do consultório foi um cavalheiro que, depois de me cumprimentar e me indicar que aguardasse pela menina fée, se meteu no seu gabinete. Não chegou a fechar a porta, segundos depois apareceu para me lembrar: «Tem aí a casa-de-banho, se quiser usar.» Sinto uma enorme curiosidade em saber que expressão eu teria quando entrei. Alvitro que lhe pareci contida, é o que mais me faz lembrar o lembrete do cavalheiro contido neste post.

Escrever

A menina fée surpreendeu-se quando lhe contei que escrevo quase sempre em pé. Contei-lhe que, das vezes em que escrevo sentada, há umas em que a vontade é tanta que não me aguento e levanto-me num pulo. "'O mundo tem que saber isto!'" teatralizei, acrescentando que só assim me faz sentido, de outra maneira jamais publicaria o que escrevo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Vacinas em dia? Claro que sim!

É isso ou ser (mal) fodida nas narinas em cada morada onde queira (ou precise) parar. A imagem abaixo é de um post-it que encontrei por aí, eu que em tantas secretárias passo a imunda mão, sem desleixo ou pudor.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

pelos passos às centenas de milhar, rompi as meias nos calcanhares

{diz o meu telefone}

Sonho

Sonhei que água agradavelmente quente me corria pelas mãos e que a espuma com que as lavara era demasiado fria.

Gina, numa relação com o supermercado.

arranque 
Marco se n' è andato e non ritorna più 
E il treno delle 7:30 senza lui 
curva estreita, porém, com avistamento 
Chissà se tu mi penserai 
Si com i tuoi non parli mai 
rotunda da farmácia
Piangi i non lo sai quanto altro male ti farà 
La solitudine... 
entrada na estrada principal 
Marco nel mio diario ho una fotografia 
Hai gli occhi di bambino un poco timido 
a curva mais temida 
Tuo padre i suoi consigliche monotonia 
Lui com il suo lavoro ti há portato via 
rotunda das pedrinhas brancas a rasar os lancis 
Non è possibile dividere la vita di noi due 
Te prego aspettami amore mio... ma illuderti non so! 
subidinha das tampas de esgoto 
La solitudine frai noi 
Questo silenzio dentro me 
rotunda das pedrinhas brancas em cogulo 
È l' inquietudine di vivere la vita senza te


Há meses que não ouvia a minha canção de, e a, caminho do supermercado. Nem sabia que lhes tinha saudades.

Assim de esquisitices compradas, só mesmo uma embalagem de couves-flor coloridas. Enfim, paneleirices. Pelo menos num repente é ganda paneleirice, que de sabor ainda não sei nada. Mas já tenho foto, ó:
Entretanto percebi que a couve verde é uma -romanesca, não -flor. São tão bonitas, pois são?

A primeira parte deste post inclui excertos da canção 'Solitudine' de Laura Pausini e já figura no meu blogue desde Outubro passado.

Bom, vamos lá

Bom, vamos lá a ver: a flor de que falei ontem é uma túlipa, e está tudo bem na mesma, mas o caramelo líquido que fiz revelou-se demasiado grosso para deixar que a túlipa se estampasse no pudim. 
Oh. 
Sim, oh, mas está tudo bem na mesma, e fica o registo, ora.

O limão, as tangerinas e os pixeis

O rico filho deu-me limões e tangerinas. Um dos limões é tão bonito que o retratei, não conseguindo porém que a boniteza ficasse nos pixeis. Então abrilhantei-os todos: o limão, as tangerinas e os pixeis.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Laranjas

Através da revista 'O Farinhas' fiquei conhecedora de que antes dos Descobrimentos só cresciam laranjas amargas em Portugal. Fiquei logo toda contente de não ter sido pessoa nessa longínqua época, eu que tenho uma preferência por este fruto bem próxima à adoração. Era um pertence da Ásia, diz também o artigo, lá é que as havia doces e os bravos portugueses é que no-las trouxeram. Estou mesmo contente, parece-me até que gosto ainda mais de laranjas.

Gravações

Eu dantes gravava vídeos, não só explanando os planos para as comidinhas e docinhos que faria no fim de semana, como o que realmente fizera – se cumprira com os planos, se não, e, caso não, por conta de quê me havia desviado do que intentara e tal e tal. Dantes. Às vezes dá-me saudades mas actualmente seria bastante difícil encontrar soluções para gravar durante a semana e, especialmente este tipo de conteúdo, tem de ser gravado no antes e no depois de um fim-de-semana. Bom, vou mas é ao que aqui me trouxe. No outro dia calhou de cair num desses vídeos e deixei-me fazer vaza de narcisa, ou a sê-lo realmente, acabando por me ouvir dizer que fizera sopa de castanhas e cogumelos e que, oh vejam lá, a sopa ficara com um intenso sabor a castanhas, quiçá tivesse abusado do ingrediente e mais não sei o quê. E agora é que vem o fulcro do assunto: e não é que dias antes havia feito essa mesma sopa e o sabor predominante era precisamente o das castanhas? Mais: o vídeo tem cinco anos de publicado. Hum-hum, isso mesmo, Janeiro de 2017 (sim, bem sei que estamos em Fevereiro mas este assunto anda no bloquinho rudimentar há semanas), e não que a fome seja a mesma, que não é, mas presumo que não fazia esta sopa desde aí.

Os fins-de-semana, os bolos, o pudim e, até, o bolo-pudim

No fim de semana passado fiz bolo de beterraba e a decisão deu-se sem demora porque havia assado toda uma catrefada delas. Mas havia estado indecisa, mesmo que por pouco tempo, porque me anda a apetecer bolo de cenoura. Como as minhas pessoas vinham almoçar cá a casa e, em termos de cobertura deste bolo, as opiniões não são iguais no todo, pensei cobri-lo pela metade, ou seja: ganache de chocolate e mistura de sementes e mel. Fica para uma próxima vez, decerto chegará. Oh, quão positiva me encontro por ora...
Este fim de semana fiz pudim inventado. Quis usar a mítica forma para pudins que era da minha mãe. É daquela marca montes de conhecida em questão de utensílios de plástico para armazenamento de comida, variados em cores, feitios e tamanhos, que nos anos setenta comercializava (pode até ser que ainda se comercialize) uma forma para pudins cuja base se despegava em a gente querendo. Parecia uma tampinha. E era. E havia três, fazendo cada uma o seu desenho – uma flor, que é a que tenho, e, por exemplos, um coração e uma estrela. Acho mesmo que era isso, é que já não as tenho. Bom, aqui há anos a minha mãe deu-me essa forma - usando o melhor argumento do mundo: 'eu já não a uso, filha' - mas não malembra se depois daí lhe fiz alguma coisa para além de a mudar de sítio, tenho para mim que não. Inventei então um pudim – natas maricas e elites... ai perdão, leites de duas espécies, um comum e o outro maricas, ovos e açúcar. De ovos sei que pus três inteiros e três gemas, de açúcar é que não sei converter as colheradas em gramas, bem como já não malembra quantas colheradas pus, não pus foi a baunilha porque, simplesmente, masqueceu. O procedimento foi o do comum crème anglaise, só que, lá está, sem a baunilha. Depois, achando que queria a consistência de um pudim instantâneo, juntei cindo folhas de gelatina, já demolhadas, quando a mistura fervia mansamente. Toda esta trama aconteceu porque o que eu queria mesmo era um pudim a imitar o flan instantâneo e usar a forma já referida. Neste momento o pudim encontra-se no frigorífico, a arrefecer e a solidificar. De sabor pareceu-me bem, quando lambi a colher. Ah, e o caramelo foi o que fiz para o bolo-pudim de aqui há atrasado. Já tem semanas de pronto, mas está óptimo. Copiei de uma receita que, até ver, é infalível. Também ainda só a fiz duas vezes, mas pronto. Estava era a esquecer-me de dizer que a base da forma é com desenho porque, quando desenformado o pudim, o que fica à vista é a base e, se a vista for bonita, melhora a vista, né? Poi zé.

Post com título

O post 11011 também é catita! E é uma capicua. Pois. Já agora deixo dito. Ah, este é o post 11011, ah ah.

Post com título

Ninguém muda pessoas, as pessoas é que se mudam, e, as mudanças mais duradouras - e apreciadas pelo próprio -, são as que aparecem espontaneamente, o que oferece a dúvida: vale a pena lutar?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

intervalo

estou no intervalo do 'mais do mesmo'
podia ser por isso que a imagem difere das demais desta grupeta mas não é, calhou de me acontecer outro caminho, só isso

uma por sem

Não fazer parte é essência, não encontrar utilidade na minha presença é, no mínimo, não bom. O mundo giraria sem mim, portanto. Às vezes nem a merda do blogue me interessa, mas esse eu sempre soube que não faz falta ao mundo, a mim é que faz, e, ademais, não julgo que sei escrever, nada disso, portanto: como fazer falta ao mundo, né? Poi zé. Uma vez disseram-me que eu nunca conseguiria escrever assim (e o assim era uma maneira 'boa'). Fiquei meio que desapontada, óbvio, ouvir não foi fixe, mas não doeu lá muito porque não tenho a mania. Já agora deixo dito que para aí umas quatro ou cinco pessoas me disseram que não percebem nada do que escrevo, mas isso tem toda uma gireza. Empolga quase sempre. Adoro na maioria das vezes.

Sonho

Sonhei que gemia devido a um qualquer sofrimento e que um transeunte me perguntou 'porque não te matas?'

e agora vou ser exorcizada

linchada esquartejada [ou só] abandonada [vá]

tenho saudades da chuva

mas da chuva, não deste tempo baço que tudo tem a postos, prometendo e segurando simultaneamente
foto captada em Lisboa, a 1 de Fevereiro último, um dos dias desta vaga tão estranhamente soalheira

a menina não fez uma cópia


nunstantgrama


designa Instagram e foi inventado lembrado de manhãzinha

ajeitando os óculos debaixo de milhentas florzinhas

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Lisboa, 3 de Fevereiro de 2022

Papoilas. Vi-as hoje pela primeira vez este ano. Costuma ser evento acontecido no pino do Inverno mas junto à minha morada saloia, não em Lisboa. E lá estavam elas, num vermelho clarinho, em boa parte do pedaço da 2ª Circular que percorro em muitos dos meus dias (de grafómana [rindo com o trocadilho]). Não se mostram em grandes tufos, vão surgindo em fila, despontando na parte de fora da divisória. Surpreenderam-me, pronto. Quem quiser ver o mesmo que eu é seguir a norte e atentar quando ladear o aeroporto.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Lisboa, 31 de Janeiro de 2022

E quase se acabava o mês sem eu anunciar que já há uma certa penugem nas árvores da avenida e que sobre a permanência do poeta no pedestal já passaram tantos anos como os que completarei daqui por seis meses. (tamãe há o 31 de Janeiro num mercado, ficá li pó Saldanha)

domingo, 30 de janeiro de 2022

este blogue também aguenta fotos virgens

sou só eu

Quando publicar as fitas é fazer as fitas.

Quando publicar as fitas é fazer as fitas. Pois, porque eu é que fiz as fitas, eu é que as pus assim. Houve colaboração, é certo, e nem ninguém se livra de parcerias, ora ca porra! Pus-me um emoji e pintei as fitas com um estilo de que já não recordo o nome. Daqui envio os meus pesares ao artista - é que já não malembra 'migo, desculpe lá.

Este assunto das fitas vem de longe, do Natal passado. Tinha ficado de as jogar no lixo e já joguei há dias, não sem antes captar esta imagem, pois claro. Agora que fui buscar o link é que percebo que afinal esta questão tem apenas uma semana. O tempo passa a correr, diz o povo, e passa, mas também sinto que este tipo de distância parece maior do que realmente é. Uma semaninha é igual a para aí quê, dezoito dias...? É.

Imitadora

Fotos a imitar, apontei no bloquinho rudimentar. A imitar o quê, perguntei-me, depois, no mesmo papelinho. A imitar as poses da outra gente, respondi-me, logo que e lembrei, no mesmo papelinho. Fora isso tudo, e não contra mim, que é lá isso, redijo agora que a outra gente é sempre algo mais em algo.

Cartãozinho

Então e um cartão que fui dar com ele no caderno anunciando já aí que era giro para fazer a transição de ano...? Oh, já não vou a tempo, a não ser daqui por onze meses, vá. Já tenho retido pensamentos, ou mesmo posts preparados, durante meses, mas onze, hum, descreio que.

Lenços de assoar

Ah, tanto que tenho a escrever acerca dos últimos lenços de assoar que comprei... São de uma marca branca, o que não lhes retira valor algum nisto de registar coisinhazinhas acerca, qual quê.

têm quatro folhas extra suaves
são compostos de pasta de celulose cem por cento virgem
vêm nove lenços em cada pacote
as dimensões são de duzentos e dez por duzentos e dez milímetros cada um
a gramagem reside nos sessenta gramas por metro quadrado

e era isto

dis-moi; peux-tu me dire; qu'en penses-tu

querendo o mundo ouvir de mim as minudências
título mediante pesquisa
portanto: ressalvei

sábado, 29 de janeiro de 2022

Escrevi, e depois sou só eu, percebem?

Este é o post 1968 em que escrevo acerca de escrever e, por considerar o número especial, anuncio. Gosto de escrever acerca de escrever e até sei que é o assunto de que mais me desvio porque sinto que escrever sobre escrever é uma espiral concêntrica - afogo-me. O título deste post é uma frase que escrevi há anos e, não tendo assim tanto a ver com o afogamento, tem principalmente a ver com a companhia que me dou enquanto escrevo - é tanta que, logo que termino, me vejo sozinha, sempre, e infeliz, muitas vezes. 

Formas de bolo

Tenho duas formas de bolo assim para o novo, ainda, e ainda que tenha passado algum tempo por sobre o que vou contar, conto.

A primeira é redonda e sem buraco, de alumínio e com dezasseis centímetros de diâmetro, medida de que já possuía igual... Não, minto, desta não tenho igual, quero (queria, mais à frente explico) é comprar igual, ou então o diâmetro acima, de vinte centímetros. É para fazer bolos às camadas e recheados sei lá eu de quê, sei é que será com o que me aprouver na hora. Se as camadas forem cozidas separadamente a probabilidade de não desmoronar tudo é menor. Imagine-se um bolo alto que eu queira dividir, jamais conseguirei partes similares o suficiente para que não tombem, se, para mais, recheadas de um creme de diferente textura e peso. Pronto, ajudada por cozeduras em separado terei mais hipóteses de não dar cabo do bolo. Entretanto fui ponderando acerca da medida de forma que queria repetir e, passado todo este tempo, ainda não me decidi (por isso é que ocorreu aquele parêntesis acima, bem como este mesmo). Se por um lado a forma de dezasseis centímetros dará um bolo pequeno para os dias de festa, a de, sei lá, vinte, resultará num demasiado grande, mesmo que em dia de festa. Resta a de dezoito. Só que dessa não tenho ainda nenhuma, o que significa que teria que comprar duas e, pá, o que não me falta na despensa é formas para cozer bolos, de maneiras que. Ah, há ainda outra questão prendida com a forma de dezasseis, é que o bolo pequeno e alto desafia muito mais a gravidade. Só mais uma coisinhazinha, e isto no caso da forma de vinte, é que presumo que não me caibam as duas no forno e eu chateia-me aquela porra do troca-troca de prateleira no forno, aquilo tudo a escaldar e tal e tal.

A segunda é uma forma de buraco, daquele material anti-aderente e com vinte e seis centímetros de diâmetro. Isto medindo a borda, que medindo a base não sei e nem vou medir. Ou esperem lá, vou vou. Tem vinte e dois. Esta forma é cónica, portanto. Convém avisar. Tudo o que é cónico, pronto, já se sabe. Mas a forma. Houve necessidade de a comprar porque, a anterior, fui dar com ela furada. Foi assim: ia fazer um bolo-pudim e, como sou desastrada, coloquei logo a forma que o cozeria dentro da forma com água porque assim já não teria de manusear uma forma barrada com caramelo acabado de fazer, portanto: consideravelmente quente. E toca de fazer o caramelo e, por entre, o pudim. Terminados os processos, viro-me para a forma e vejo-a cheia de água. Toda eu me admirei.
Ohs!
Em muito. E também:
Então mas como...? A forma está furada...? Onde...?
Perscrutei toda a base da dita senhora e não encontrei furo nenhum, havendo, seria(m) mínimo(s). Mesmo reconhecendo que a forma poderia deixar entrar água mas não deixar sair massas de bolo, não quis arriscar fazer o bolo-pudim, os ingredientes de um pudim são mais líquidos, a visão de um forno inundado de massas meio que cozidas desagradou-me. Mas havia os passos já dados, como raio faria o bolo-pudim?! Fiz só o pudim. Tenho uma forma mais pequena, indicada para pudins, onde não caberia o bolo do bolo-pudim mas caberia o pudim. E foi assim. A receita deste bolo-pudim pode ser vista clicando aqui. Caraças, os anos que há... Não tenho é ideia de onde retirei a receita mas deixo já dito que não é invenção minha. É do tempo em que combinava a cor de letras com as cores das fotos. Eia, quanto tempo...

Graminhas

Mil duzentos e quarenta gramas de maçãs
Setecentos e vinte gramas de dióspiros

O nepalês da frutaria vai de férias para o seu país daqui por uns tempos e anda a ensinar as tarefas a um homem de turbante azul. Estou desejosa que passem muitos dias a ver se o turbante muda de cor.

mas porém e todavia e contudo pode o turbante mudar 
mas porém e todavia e contudo não mudar a cor

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

dis-moi

Venho construir um post daqueles a falar de fotos que não há meio de publicar e dizer o que quero acerca. Ou então este é um post atrasado e acabou a conversa. (Só por dizer que continuo.) E, já agora, divulgo que o título me apareceu por conta de considerar que o mundo quer ouvir de mim estas minudências. Eis-nos então, eu e as fotos:

É a perspectiva que por ora tenho quando estou sentada no primeiro banco que encontra quem desce a rua mais bonita de Lisboa. De há uns tempos para cá essa zona tem sofrido alterações por mor da construção de um edifício e, se há paredes que se levantam, há também as que se derrubam, o que pôs a descoberto este 'olá', quando no ponto que já referi. E noutros também, mas pronto. Pus filtros porque, quando em bruto, não é uma perspectiva evidente, e acabei por gostar de ver os 'olás' como se quadros fossem. Anoto ainda que a foto é só uma, os filtros é que são dois. Ora isto perfaz então duas imagens (pá, não vá não se perceber, e este cuidado exagerado não é só para quem chega, é também para a Gina do futuro).


Encantei-me com a planta pendendo. O encanto está principalmente na sua horizontalidade que, oh ca pena, a foto não deixa perceber tanto quanto deixa in loco. Ao chegar o telefone ao motivo de tanto encanto e, precisamente por ser tanto, é deitado que o posiciono, toldado que tinha o pensamento. Ora, quisesse eu fotografar o céu, pois está bem, mas não, era a planta. Pá, uma pessoa baralha-se, atão.


Não é a primeira vez que acho um piadão a esta planta toda espigadota, há até meses que a noto quando por aqui passo. É estranha, parece até incompleta. De comprida e fina que é, move-se com qualquer brisa que se faça sentir. Quando escolhi a perspectiva não sabia que ia gostar tanto das fotos. Este é um bom exemplo para aquilo que por vezes sinto quando fotografo: gosto do que vejo, quero perpetuar sem querer que fique bem e, sei lá se por isso, fica. Parece-me que há algo de exponencial na simplicidade. Mas quem sou eu, né? Poi zé.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

mais do mesmo

Os tios

Entrou uma cliente que questionou acerca de um dado artigo. No seguimento da conversa confessou que entrara ali nem só por isso mas porque:
«Esta loja era dos meus tios.»
Depois contou como recordava o espaço, que é precisamente como recordo, se bem que a carcaça do meu estaminé não tenha mudado assim tanto, o que mudou foi o recheio. Ora, recheio que se faz diferente, diferentes vistas proporcionará. Nas fundas prateleiras, nesses tempos idos, espreitavam rolos de flanela e de fazenda para vender a metro e, nos expositores, pendiam batas, camisas de dormir e peúgas, presas por alfinetes. As gavetas continham elásticos, cordões e linhas de alinhavar. Como é que sei isto? Porque comprei estes aviamentos algumas vezes e já na altura observava o mundo com interesse. Bom. Então. Ao presente temos nas nossas prateleiras desentupidores de canos, presença da velha guarda, e álcool isopropílico, aquisição recente; os expositores mostram discos para rebarbadora e brocas HSS e as gavetas guardam todo um mundo, desde argolas para cortinado a tesouras de poda, ou eléctrodos. Abraçadeiras. Limas. Alicates. Isto são só 'por exemplos', quisesse eu listar por completo o armazenamento geral e tinha posts até ao ano dois mil e sessenta e oito.

Particularmente pessoas

Eles não se conhecem, conheço-os eu, e são iguais na faixa etária, tipo físico e profissão. Isso fá-los-ia muito iguais, e podem umas pessoas serem mais iguais a umas do que a outras, mas, e, sempre serão diferentes.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

mão → geladáissane
ombro → escaldadáissane

... tão bonito!

a terceira dose e o pijama

os efeitos da terceira dose da minha Moderna podiam ser males para quem não eu - vidros embaciados, horizonte difuso, tempo esgotado
nota secundária e, não obstante, gritante (rimou, caraças!):
as fotos não foram clicadas nem editadas com o propósito de ilustrar o dito acima, tampouco são de hoje, mas lá que me deram um jeitão agorinha mesmo, deram - é, por vezes a vida acontece-me, mesmo que eu esteja dentro do blogue

domingo, 23 de janeiro de 2022

Domingo

Desmanchar a Árvore de Natal e pô-la na arrecadação, de hoje não passará. Às fitas, o que há a fazer é pô-las no lixo e esperar que as levem e as queimem. Já não as quero. Não é por estarem desgastadas, é porque há anos que me é difícil enrolá-las na Árvore sem me parecerem deslocadas do seu propósito. Sei lá, acho-as sempre mal postas. Ou mal dispostas, pronto. (Que ficou giro, ficou.) O que agora vou passar a fazer, e o Natal de 2022 está aí não tarda, é enrolar fitas de embrulho que vou arrecadando consoante apareçam na minha, já de si, lustrosa vida, imagine-se com fitas! Já tenho umas quantas e deixo até retrato de uma, por sinal cheia de lustro.

a somar

banana, coco, queijo, peixe, chocolate
resultado...?

Post eliminado

Fiz confusão e eliminei um dos posts que tinha publicado ontem. Como era pequerrucho e estava ainda fresco na memória e, ainda por cima, no dia anterior tinha andado com a ideia na cabeça, consegui repô-lo (é este aqui por baixo) sem diferença alguma. Quero dizer: não tenho como compará-los, mas. De resto: nunca tal me tinha acontecido.

jamais se cairia tantas vezes

aprende-se a andar quando ainda não se conhece o medo
pois quando não desistia-se logo logo

... bom dia!

sábado, 22 de janeiro de 2022

22 do 01 de 2022

a não esquecer:
de hoje a um mês há capicua

Organização

Há vídeos em que as influencers se dizem apaziguadas por terminarem tarefas domésticas, o que, atenção muita atenção, considero deveras louvável e aceito, oh se aceito!, que seja prazeroso assistir ao fim de um caos. Digo até que me enleva perceber que a arrumação é um caminho para a felicidade. Bom. Então. Sou um bocado desorganizada, e não é só das ideias, qual quê, ainda no outro dia, em compras têxteis, chegada a hora de pagar toca de pôr em cima do balcão o que ia levar (uma camisola rosa bombom), e o que não ia levar (um casaco de malha grossa), e pus também o saco com cenas necessárias ao recado a fazer logo a seguir, o porta-documentos aberto, o porta-moedas aberto. Enquanto isso, a funcionária da loja dirigia a venda e eu ia vestindo o casaco e pondo o cachecol, que também tinham estado em cima do balcão e só depois é que arrumei tudo. Atabalhoadamente. Ora eu acho que isto tem piada, tem bem mais piada ver do que ler, só que não arranjo quem me queira filmar as piadas, sabem? Poi zé.

Lisboa, Lisboa

Terminaram as obras ao rosto do prédio em frente ao estaminé. Foram retiradas as redes e os andaimes. Pena é a cor, que a acho delambida. Mas pronto, se não fosse por mor das cores delambidas como se encontrariam as vistosas, né? Poi zé.

Mãe recordou que blogue traz possibilidade em alongar e encolher imagens.

Poi zé. Falo daquele post em que apresento uma conversa tida no WhatsApp. Havia cortado os prints todos, muito embora mais uns que outros, por considerar que mantinham informações desnecessárias ao assunto e também para que reduzissem o tamanho, pois, sendo tantos, perfaria, como perfez na mesma mas ok, um longo post. Desculpei-me logo ali com o diferente tamanho das imagens e mais não sei o quê, sem sequer me lembrar que podia acertá-las, bastando passar o rato por sobre o canto, deixar que aparecesse o símbolo setinha com setinha, este: ↔, e esticar a imagem até bater certo com a de baixo. Pois foi o que fiz assim que pude e depois senti-me muito bem. Ainda sinto.

Vezes

Quantas vezes não aponto a lente ao que quero ver fotografado toda uma catrefada de vezes, na maioria três?
Quantas vezes não é o primeiríssimo clique o escolhido?
Não todas, bem sei, mas quase.
Considero deveras curioso este facto. O primeiro clique destrona os seguintes, mesmo que nesses eu use de apuramento. Ou o invente, vá. A imagem abaixo não é um desses exemplos, cliquei quatro vezes e a foto escolhida foi a segunda. É só naquela de ser diferente e tal... Não é nada, calhou assim. Entretanto pus capinhas, como presumo que dê para se perceber –

¨¨¨¨ usei o marcador digital do editor do telefone na cor preta, fiz várias impressões, cada cubo difundido mais ao meio do que às pontas (tal como faz um marcador de mão) em alguns lugares da foto mais, noutros menos, a ideia principal era tapar zonas que não queria mostrar
¨¨¨ continuei no editor do telefone para lhe dar um toque mais difundido, isso traria uma certa coerência ao todo da imagem, como aliás trouxe
¨¨¨¨ cortei a imagem em quadrado e achei que estava pronta, e acho

E o que é que a foto retrata? Da esquerda para a direita: uma bobine de fita de embrulho e um pacote de anilina vermelha. São pertences do velho estaminé. A bobine nada lhe acrescentei, já ao pacote acrescentei uma etiqueta manuscrita que atei com fita de embrulho, mas cor-de-rosa.