quarta-feira, 31 de julho de 2019

Planta-te à porta e deixa-te estar

Gosto de vê-la à porta do meu estaminé, muito embora lembre um lugar vazio de gente. Se por um lado as pessoas passam a vida a fugir umas das outras, por outro passam a mesma vida a querer estar onde todos estão. Não vou arrancá-la, não. A almeida querendo, força nisso 'miga, mas eu não.


2 comentários:

  1. Havia uma parecida num chão de cimento, à entrada do meu velho trabalho. Era um chão todo contínuo, horrendo, e que tinha um buraquinho no cimento. Desse buraquinho crescia uma miniplanta. Eu gostava muito dela, para mim aquela planta minúscula no chão mais inóspito possível (para ela), significava aquilo de que nós temos de ser (também) feitos: resiliência.
    (um dia o empilhador passou-lhe por cima e ela ficou meio esmagada deitada num centímetro quadrado de cimento, mas nem isso a matou)
    Boa tarde, Gina :-)

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    1. Muito bonita, a história da tua plantinha.
      Boa noite, Susana :-)

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