terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Lisboa, Lisboa

Assim como a pessoa que rabisca estas mensagens pela Lisboa que melhor conheço não supõe que lhas leio interessadamente, mesmo que as não descodifique, também eu jamais saberei se alguém leu as mensagens de pedidos de socorro que eu rabiscava em papelinhos e colocava por entre roupas empilhadas em lojas ou em caixas de correio. Deveras esquisitas, essas minhas mensagens, tinham tanto de escarrapachado como de subtil, ademais, se sem remetente, como conseguir socorro?


A foto acima tem vários dias, e bem sei que na verdade não se percebe a ponta dum corno, mas é o que há. Já a de baixo, pois que é d' hoje, além de fresca apresenta-se nítida, porém, nada bela, e vai daí, né? Lá me encontrei uma vez mais com uma actualização do anúncio que esta pessoa faz. Hoje pensei que a caligrafia é um tanto ou quanto infantil. Ah, estas mensagens distam uma da outra uns bons quarenta minutos, se a pé. Um dia ainda conto os passos. Ah (outro), a foto de cima tem filtro, naquela de 'melhorar' e tal, a ver se se via pelo menos a ponta do corno, a de baixo não, zero.

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