Entre subir a avenida mais inclinada e a outra menos, optas por subir a que trabalha a caixa torácica. Ora acontece que sobes tanto que para ires ter à praça tens que descer um pouquinho. Isto quer dizer que para o mesmo destino, e neste caso, ou sobes bués e depois desces um tiquinho, ou então sobes quase sem dar por isso, mas sobes, e alcanças a praça sem descer porra nenhuma.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Ó Gina, tu leste?
Sim.
Sim! Sim! Sim! Ia-me esquecendo, olarila, mas sim! Eu li! Quando dei por mim estava de olho nas septuagenárias e o livro ali, em cima da mesa, aberto, inerte, como objeto que é. Mas li, óié, eu li.
Sem título
Ingerindo somente o mainde não sei quê abala-se-me o raciocínio rápido e eficaz, o qual uso para trabalhar e tantas vezes para escrever, parece que alguém me sopra para dentro do cérebro e a informação se põe longe do meu alcance, é eu a esticar a massa cinzenta e ela a não chegar lá.
Se juntar o veinece começo a ficar sem nervos e mergulho na tristeza. É horrível. Horrível. Quero mover-me rapidamente mas qual quê, não dá, o veinece não permite. Não é apatia, é tristeza, apatia é outra coisa, apatia é a ausência de nervos, os nervos espevitam-me, a tristeza trava-me. É como se quisesse chegar a algum lado e estivesse um vendaval a segurar-me os passos.
Se me virar para o óldabádi oh céus caramba que genica ninguém me para a falação é que nem na língua nem no blogue e depois não ponho vírgulas nos meus textos nem nada é uma coisa incrível o meu blogue parece um chorrilho de temas e eu tenho sempre mas sempre uma opinião acerca de tudo mas é que de tudo tipo assim eu a preencher o blogue com breine stormes que traduzo para textos que medem para aí uns trinta centímetros.
Gina, deixa-te disso, não tomes nada. Está bem, então vou ali ser montes de infeliz e dar um tiro nos cornos, depois volto, isto por modo a ir atualizando o blogue, seja lá como for escrevo (quase) sempre muito, principalmente debaixo de sentimentos deveras contraditórios.
Gina, tu consegues, vais ver que consegues. Claro que sim, ora essa, não tenho conseguido nos últimos dois mil quatrocentos e cinquenta e nove dias?
Inventário
Espreitei a caixa para inventariar o seu conteúdo. Poucos são os meus pertences, afinal.
a caixinha cor-de-rosa
o estojo metálico com golfinhos
a cartolina com o número 4
o rolo de fita-cola que dantes habitava no estojo do rico filho
a caixinha cor-de-rosa
o estojo metálico com golfinhos
a cartolina com o número 4
o rolo de fita-cola que dantes habitava no estojo do rico filho
Da vergonha de fazer os vídeos
Ao fim-de-semana:
Posso pôr a mesa lá fora (não vou pôr...)
Posso falar lá fora (não vou falar...)
Não vou ter vergonha de pôr a mesa lá fora (mas pouco me importa!)
Vou ter vergonha de falar lá fora (que me importa isso?)
Posso pôr a mesa lá fora (não vou pôr...)
Posso falar lá fora (não vou falar...)
Não vou ter vergonha de pôr a mesa lá fora (mas pouco me importa!)
Vou ter vergonha de falar lá fora (que me importa isso?)
Palavra do dia (disseram na Radio)
E agora venho fazer ressalvas à ideia que me surgiu e apresentei ontem. Os meus blogues continham para aí uma meia dúzia de posts com a palavra chinfrim, contudo republiquei apenas dois. É que achei demasiado, o post ficaria pesado pra caraças, senti que desencorajaria o leitor. Pronto, então vamos fazer assim: republico não todos os posts que contenham a palavra do dia, mas apenas os que na hora sentir que devo republicar e acabou a conversa. Não acabou nada, falta dizer que são onze e cinquenta e dois e ainda não ouvi qual é a palavra do dia d' hoje. Agora é que acabou a conversa. Não acabou nada, falta dizer que pode acontecer eu não ter a palavra do dia em nenhum blogue, creio que ontem descurei essa importantíssima questão. E assim acabo a conversa.
Antes de mais: Bolo de Feijão Preto e Cacau
(quiçá escrever de coisas doces me acabe com a tristeza)
É um bolo extraordinariamente fácil e rápido de fazer e bom pra caraças, tanto em sabor como em textura. De material precisamos de: um liquidificador, uma forma e um forno. Eu disse que era um bolo fácil... Ademais, é pobre em calorias, principalmente se aderirmos à stevia, que é como o bolo é adoçado na sua origem (programa 'Prato do Dia', apresentado pela Filipa Gomes, passa no canal 24 Kitchen), mas usei açúcar branco, ah ah, tinha de procurar stevia no supermercado e não estive para isso. Para fazer este bolo coloquei dentro do liquidificador:
5 ovos
500 gramas de feijão preto
1 cup de açúcar branco
5 colheres de sopa de manteiga amolecida
3 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato e sódio
1 colher de chá de essência de baunilha
Colocar todos os ingredientes dentro do liquidificador, ligá-lo e deixar até que tudo esteja desfeito, o que demora para aí dois minutos.
Colocar numa forma untada de manteiga e polvilhada de cacau em pó.
Levar a meio do forno a 180º durante 35 minutos.
Desenformar e polvilhar com cacau em pó.
As ressalvas deste bolo são:
»»polvilhar a forma com cacau em pó resulta melhor sob o ponto de vista estético, sendo um bolo muito escuro não se verão quaisquer resquícios de farinha, portanto, e obviamente, a gente pode polvilhar a forma com farinha
»»não deixar o bolo mais do que o tempo que recomendei é altamente recomendável, ah ah, é que este bolo, cozendo demasiado, alcança uma textura seca e longe de saborosa, o forno deve ser desligado assim que o topo do bolo se apresentar luzidio e firme, o que acontece mais ou menos quando decorridos os tais 35 minutos que...recomendei, ah ah
É um bolo extraordinariamente fácil e rápido de fazer e bom pra caraças, tanto em sabor como em textura. De material precisamos de: um liquidificador, uma forma e um forno. Eu disse que era um bolo fácil... Ademais, é pobre em calorias, principalmente se aderirmos à stevia, que é como o bolo é adoçado na sua origem (programa 'Prato do Dia', apresentado pela Filipa Gomes, passa no canal 24 Kitchen), mas usei açúcar branco, ah ah, tinha de procurar stevia no supermercado e não estive para isso. Para fazer este bolo coloquei dentro do liquidificador:
5 ovos
500 gramas de feijão preto
1 cup de açúcar branco
5 colheres de sopa de manteiga amolecida
3 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato e sódio
1 colher de chá de essência de baunilha
Colocar todos os ingredientes dentro do liquidificador, ligá-lo e deixar até que tudo esteja desfeito, o que demora para aí dois minutos.
Colocar numa forma untada de manteiga e polvilhada de cacau em pó.
Levar a meio do forno a 180º durante 35 minutos.
Desenformar e polvilhar com cacau em pó.
As ressalvas deste bolo são:
»»polvilhar a forma com cacau em pó resulta melhor sob o ponto de vista estético, sendo um bolo muito escuro não se verão quaisquer resquícios de farinha, portanto, e obviamente, a gente pode polvilhar a forma com farinha
»»não deixar o bolo mais do que o tempo que recomendei é altamente recomendável, ah ah, é que este bolo, cozendo demasiado, alcança uma textura seca e longe de saborosa, o forno deve ser desligado assim que o topo do bolo se apresentar luzidio e firme, o que acontece mais ou menos quando decorridos os tais 35 minutos que...recomendei, ah ah
Primeiro
Bom dia. São dez e vinte e sete. As horas das fotos (é ver abaixo, querendo) eram sete e vinte e seis (olha, decorreram apenas cerca de três horas e no entanto parece que passou todo um dia, e dos pesados), tanto numa como noutra, obviamente os segundos hão de ser diferentes mas como a máquina não mos diz, não os posso dizer eu também. Não com veracidade.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Palavra do dia (disseram na Radio)
Há umas semanas que a Radio Comercial designa uma palavra como sendo a do dia e depois joga-se a um jogo. Vai daí, a malta querendo fazer uso das regras que os locutores instauraram para se jogar, insere a palavra
(que é sempre especial, gira que se farta - eventualmente fofinha, ah ah - e como não fazendo parte do vocabulário corrente)
numa conversa. Tenho andado tristinha com o facto de não ter ainda encontrado uma maneira de usar a palavra no blogue, desafios de escrita não são o meu forte, queria uma maneira de meter a palavra num post sem me sentir desafiada, o que, como já disse, não me atrai, não me provoca, não me espevita. Entretanto, hoje, num repente cá dos meus, lembrei-me: ah!, pesquisarei nos meus blogues quando e quantas vezes usei a palavra do dia, é isso!, é isso mesmo! Bom, logo depois amainei o fulgor, eh pá, então e naqueles dias em que chego tarde a casa e sem pachorra para pesquisas? Simples, ó Gina
(sim, falo muito comigo, se falasse muito com muita gente punha a palavra nas conversas quiçá muitas vezes... porque se eu falasse muito, possivelmente falaria tanto quanto falo no blogue, só por dizer que quando falo, falo pouco, mas se falo, falo como falo no blogue, por exemplo: quando falo nos vídeos, o que falo, falo igual ao que falo no blogue, só que com gaguezes e pausas para pensar)
nos dias em que não há tempo e/ou pachorra deixas para o dia seguinte, se no dia seguinte também não, deixas para o dia seguinte, se no dia seguinte ao dia seguinte... bom, já se percebeu. O qu' é qu' achas? Acho bem, ó Gina, acho muito bem. Mas notem por favor, e ainda, e muito bem: pode acontecer eu nunca ter usado a palavra, olarila, é que sendo grafómana, que sou sim senhores, não impede o não-uso ou então o total desconhecimento da palavra escolhida. Ora então vamos lá, a palavra d' hoje é chinfrim. Tu queres ver que começo logo com uma palavra que nunca escrevi em blogue nenhum...? Escrevi, escrevi, ó:
Os papagaios verdes na alameda fazem grande chinfrim. Acho que já fiz este registo algures no blogue mas é que hoje está de chuva, Ora, chuva, humidade e trópicos (papagaios) tem tudo a ver, só por dizer que nos trópicos não há esta porra deste frio.
A alameda tem um tapete esverdeado toda ela. Tudo lindo, tudo brilhante, tudo encharcado. |6 de dezembro de 2012|
Duas senhoras passeavam na livraria do bairro. Muito compostas, de braço dado. Mãe e filha, presumidamente. Presumo eu, quero dizer. Mas não presumi que conheço uma delas, a mais nova. Conheço-a, efetivamente. É a senhora doutora do cão, aquele cão que corre pela casa fazendo um chinfrim desgraçado, que o chão é de madeira corrida e muito polido, o bicho escorrega em cada passada e cai em muitas escorregadelas. O cão é giro... E a 'mãe' da senhora doutora também:
– Comissão das lágrimas?! Ai minha nossa senhora!
Exclama ela muito espanta ao ler o título do novo livro de António Lobo Antunes, que se encontra em lugar de destaque, estrategicamente colocado para quase esbarrarmos nele. Que o compremos, é o desejo da gerência, e aqui volto a presumir.
Não deve vir a ler este livro, a dita senhora, presumo uma vez mais, e é a última vez que o faço neste dia na forma escrita.
A 'filha' sorri-me, como que a desculpar-se do grande drama da 'mãe', mas não me reconheceu. |7 de novembro de 2011|
Patamar
Quando fui ao escritório do senhor doutor deixei uma lembrança no patamar que fica ao meio dum andar e outro, pu-la ali assim no parapeito da janela que deita para o jardim. O entusiasmo era tanto que me esqueci de olhar para o jardim. Eia, estou mesmo esquecida das coisas, já vem do post anterior.
Ó Gina, tu leste?
Não.
Esqueci-me. Sério, esqueci-me. Pus-me a beber o café e esqueci-me de ler o livro. Que porra.
Esqueci-me. Sério, esqueci-me. Pus-me a beber o café e esqueci-me de ler o livro. Que porra.
Lugar (que também pode ser) da musa
Estava um pacote de açúcar esquecido na mesa.
Hum.
É daquelas situações: que mal é que tem se eu trouxer o dito comigo?
É daquelas situações: quem vai notar a falta?
Senhoras bem-falantes mandavam bitates acerca das férteis temáticas: a puta da secretária e a merda do serviço. Já se sabe que estes são assuntos inesgotáveis.
A questão entre as septuagenárias e a menina era como colocar dois cafés numa só chávena e o que era um abatanado e em que chávena o fazer. Parece que era duma chávena das pequeninas que todas falavam. Uma dessas cheia até cima é uma bica cheia. Eu cá acho. E acho também que um abatanado é um café que encha até cima uma chávena como que de chá e que geralmente se usa – também – para as meias de leite. Acho. Este acho tem cheiro de presumivelmente.
Ingredientes
O que fazemos com um litro de água, um dedo de gengibre fresco, meio limão e meia dúzia de folhas de hortelã?
Ditóxe.
Diz que é bom para a tripa. Hum, eu depois não dou notícias.
Ó Gina, tu leste?
Ainda não.
Ah ah, mas trouxe o livro, ai trouxe, trouxe. Até calha mesmo bem, tenho que ir ao escritório do senhor doutor receber a fatura e assim levo o recibo dobrado em três às páginas tantas. Percebem a diferença entre deixar e receber a fatura, não percebem, conto com isso. É que no outro dia registei no blogue que a deixava e hoje deixo que a vou receber não tarda.
Primeiro
Bom dia. São dez e vinte. Dia seguinte ao dia feriado não é feriado mas independentemente do dia da semana que seja o dia seguinte ao dia feriado – tinha saudades de me repetir, ah ah – parece uma segunda-feira. Eh pá, só por dizer que não é, não é. É. Este dia seguinte ao dia feriado é quinta-feira. Tinha também montes de saudades de escrever parvamente. Ó Gina, tu ontem não escreveste? Escrevi pois, uma pessoa pode escrever sem despejar num blogue aquilo que escreveu, não é. É. Uma pessoa pode por exemplo e eventualmente atualizar a lista do supermercado sem correr a registá-la no blogue, não é. É. Atualizei ontem a lista porque fui ontem ao supermercado. Coloquei, incrivelmente, açúcar branco na lista, eu que raramente compro açúcar por conta de aproveitar os pacotes que vêm com o café, só que de vez em quando... lá me faz falta, não é. É.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Era uma vez uma empregada de balcão fixe pra caraças
Sou mulher para dizer a uma cliente indecisa acerca dos metros de corda que vem comprar:
A senhora é que tem que saber, essa é a sua parte.
Sou uma mulher aparentemente confiável, quando não cliente nenhum – com falta de vista - me estenderia a carteira cheia de moedas, dizendo:
Escolha daqui as que mais gostar.
eu e ele
eu escrevo como se fosse muito importante
ele segura um saco como se fosse muito importante
ele segura um saco como se fosse muito importante
...
marcar a próxima visita ao cabeleireiro é tarefa a um tiquinho de ser elevada a premente
quando chegar lá, eu aviso o mundo inteiro
quando chegar lá, eu aviso o mundo inteiro
todos juntos
eu sou um bocadinho
tu és um bocadinho
ele é um bocadinho
nós somos um bocadinho
vós sois um bocadinho
eles são um bocadinho
tu és um bocadinho
ele é um bocadinho
nós somos um bocadinho
vós sois um bocadinho
eles são um bocadinho
Árvore amarela, atualização
É de notar que algumas das folhas estão amarelas, sim senhores, já eu tinha dito ontem, mas atualizo hoje que o amarelo me parece desmaiado, creio que ainda não é este ano que lhe verei de novo o amarelo resplandecente daquele ano.
Praça, atualização
Lavaram as letras 'basta' mas nem só, também lavaram, ou aliás, pintaram por cima do desenho do cão basta, aquele que vivia naquela coisa grande e castanha que está no meio da praça. Grande, castanha e metálica.
Dos fogões
Trocar os fogões
Lavar os fogões
Lavar o(s) lugar(es) do(s) fogão(ões)
Não!
Lavar os lugares dos fogões e os fogões. Pois.
O cliente disse: o fogão da família da minha família foi lá para casa em 1967.
Há quase 50 anos, oh céus, ainda eu digo que o meu fogão está velho, é que nem chega à metade da idade do deste senhor. Brevemente vou mudar para um outro mais ou menos da mesma idade, mas com muito menos uso. Mas muito menos mesmo. Tenho que os lavar, aos ditos e aos lugares que deixam. O meu, mas que vai deixar de ser meu porque o vou dispensar ao rico filho, que está precisado, e o meu. São os dois meus. Por enquanto, claro está.
Antiquário nº 48
A minha máquina de costura é quase da minha idade, ah ah: +/- 32 anos
A minha tesoura de costura é ainda mais próxima, ai: +/- 33 anos
A minha tesoura de bordar é ainda mais e mais chegada ainda, hum: +/- 35 anos
Já a fita métrica é bem mais jovem que qualquer um dos ricos filhos: ½ dúzia d' anos, + coisa, - coisa
Quando a máquina chegou lá a casa fiquei maluca com ela. Maluca. Fazia ziguezague nas orlas, caseava, pregava botões, e conseguia vinte pontos, um assim às bolinhas unidas por um fio, outro assim quadriculado, um assim às ondinhas fortes, outro assim às reviravoltas. Bom, eram vinte. Sempre gostei de levantar a tampa da máquina e observar demoradamente todo o mecanismo. Os tais pontos eram escolhidos por meio de discos, uma palheta era acionada e encontrava o disco que eu escolhesse. Uma maravilha. Não continuo a descrição porque não tenho a máquina ao pé de mim e vai que ainda me espalho, era efetivamente uma maravilha na minha vida adolescente e acabou a conversa.
Quando comprei a minha tesoura de costura fui aconselhada a comprar uma com a estrela. É tão velha, tem tantos cortes na sua história, já foi tantas vezes amolada, está por isso tão gasta, a tal estrela tão sumida... Tudo tanto e tão devido ao tempo que tem.
Havia uma loja de máquinas de costura, peças e alguns materiais de retrosaria. Aí uma senhora ensinava a bordar à máquina e a minha mãe mandou-me para lá. Sou tão obediente que fui sem contestar, ademais sentia que precisava de me ocupar, um sentimento muito adulto para pessoas de apenas 13 anos. Ná... O sentimento era incutido, afinal de contas é assim que se educa os filhos, incute isto, incute aquilo. Comprei uma tesoura de pontas reviradas, que é portanto a indicada para cortar as pontas das linhas dos bordados, isto porque quando não, as pontas enfiam-se no bordado propriamente dito e ninguém quer estragar o trabalho que já fez.
A fita métrica é oriunda do estaminé do meu colega. Ah ah. Não malembra se lha comprei eu o se ma ofereceu ele. Pouco importa isso, afinal. Mede um metro e meio em ambas as faces, mas em vez de começar e acabar na mesma ponta, pois que não senhores, começa e começa e acaba e acaba.
Recadinho
Querem saber o que é um recado explícito? É assim, ó:
Boa noite sr. Luís
Moro no 7º esq e preciso que me empreste ou deixasse aberta a porta do R/C onde está a bomba do elevador (aquela amarela junto as escadas) para que os tecnicos da Vodafone possam concluir a instalação na minha casa. Já falei com o sr. Pedro e ele disse-me que deveria ter a chave. Já tentei falar consigo mas nunca encontrei ninguém em casa. De qualquer das formas a minha esposa vai tentar falar consido depois das 20h para arranjar uma solução.
Muito obrigado pela atenção prestada
vizinho do 7º esq
Nota importantíssima:
Omiti somente a rubrica deste cavalheiro (sim, é muito simpático), de resto está tal e qual, copiei inclusive os erros ortográficos, ainda ponderei digitalizar o documento mas por ser manuscrito achei que seria invasivo, é que a caligrafia é uma coisa pessoal, vai daí: desta vez não.
Primeiro
Bom dia. São dez e vinte e quatro. Voltei a esquecer-me da porra do livro em casa, o que significa +1dia100ler.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Diálogo irónico
1. A senhora faz-me uma chave?
2. Faço.
3. Bem feita?
4. Sim. Ficava estranho dizer-lhe que não...
5. Mas eu só poderia ficar surpreendido se me dissesse que não, há-de concordar.
6. Não posso supreendê-lo dessa maneira, não me convém.
7. …
8. Mais alguma coisa?
9. Pagar. Parece-lhe bem?
10. Muito. Deseja número de contribuinte na fatura?
11. Não, deixo essas complicações para outra altura, se não se importa.
12. Não me importo nada, ora essa.
2. Faço.
3. Bem feita?
4. Sim. Ficava estranho dizer-lhe que não...
5. Mas eu só poderia ficar surpreendido se me dissesse que não, há-de concordar.
6. Não posso supreendê-lo dessa maneira, não me convém.
7. …
8. Mais alguma coisa?
9. Pagar. Parece-lhe bem?
10. Muito. Deseja número de contribuinte na fatura?
11. Não, deixo essas complicações para outra altura, se não se importa.
12. Não me importo nada, ora essa.
(Parece um diálogo demasiado aprumado para que da boca dos intervenientes tenha saído tal e qual isto. Ah, querem ver que a Gina romanceou exageradamente uma cena do seu quotidiano? Garanto que não. Nos números ímpares são as frases do meu cliente, nos pares são as minhas, sendo que o número 7 corresponde à pausa para duplicar a chave.)
Ó Gina, tu leste?
Não.
Não li porque me esqueci do livro. E tenho pena, que ando montes de encegueirada com a leitura, até sinto uma saudadezinha da história, vejam só, o que para mim é para lá de invulgar. Eu gosto de ler, quero dizer: eu não gosto sempresempresempre de ler, como escrevo bués tenho a cabeça mais ocupada com a escrita.
Do intervalo grande
A cada dia que passa a árvore amarela está mais amarela, contudo permanece ainda mais verde do que amarela. Agora já não me posso sentar lá debaixo, levaram o velho banco e ainda não voltaram de lá com o novo. Oh. Portanto já não me deixo estar, a cabeça inclinada, observando e observando, imbuída daquele sentimento que dita 'posso-estar-aqui-infinitamente', sem que na verdade possa, mas o sentimento está cá. E a árvore amarela está lá. E eu transporto-a para o blogue.
A cor das árvores da rua mais bonita de Lisboa não têm muito de amarelo em si, a essas o outono dá-lhes com o castanho. Já há umas quantas muito acastanhadas, mas observando minuciosamente a primeira que encontrei ao meu lado esquerdo porque descia a rua, concluí que não está assim lá muito castanha, quiçá a clorofila ainda vigore por conta das milhentas folhas que tem essa árvore. Sério, é enorme, todos os dias me despeço dela, que qualquer dia aqueles senhores que mandam nos senhores jardineiros destinam-lhes como tarefa urgente cortar os ramos à pobre, é que realmente já incomoda os transeuntes, caso estes queiram ter uma visão alargada. Mas eu cá não quero nada disso, está bem. Está. Dou-me bem com ramos que sejam largos em baixo e incomodem a passagem. Não cortem a árvore, ó senhores que mandam nos jardineiros, vá lá. Obrigadinha.
Limparam o banco que continha a palavra 'basta'. Isto há dias, é que andei pouco grafómana, portanto ainda não tinha registado esta questão sumamente importante. A praça esvaziou um pouco com essa limpeza. As árvores da praça têm também as suas folhas envelhecendo. Na verdade estão mas é morrendo, mas pronto, compreendo que dizer que envelhecem traz poesia, a morte é fim, depois dela não há.
Peuqneo-almoço
Sim, pequeno-almoço, é o que é, e eu sei que no título digitei mal a palavrita. Deixo estar porque não sei que verdade acarreta o facto de eu trocar letras cosntantemente... ó, olhem lá as letras que troquei ao constantemente... Seria tão célere se não me trocasse constantemente, tão célere.
Mas o pequeno-almoço, vá. Foi chá de alfazema com pão feito por mim.
Ontem, domingo, e a par com tantos outros domingos da minha vida, fiz pão. O pão é um alimento de simples confeção, porém bastante influenciável, tanto pelos estados do tempo como pelos da alma de quem amassa, uma vez que basta a esfregadela não ser tão longa ou tão capaz e logo a massa se ressente, isto já para não falar do forno, que é algo crucial no resultado final do pão, só por dizer que acontece não ter forno de lenha nem tão despachado como o duma padaria, o meu é doméstico, portanto tenho o cão, tenho sim senhores, e estou a falar no sentido literal, mas caço com o gato, e aqui falo no sentido figurado. Mas sei que com a prática melhorarei consideravelmente os pães, olarila. Experimentei, uma vez mais, pôr um tiquinho de azeite, tanto na massa como no fundo da taça onde a pus a levedar e também no topo da mesma, e o que aconteceu foi uma massa mais despegada da mesa e das mãos, creio que isso foi obra da gordura, contudo sei lá se foi, ora essa, não pesco nada de pães, e lá estou eu no sentido figurado outra vez. Ah... Ficaram tão bons, oh céus. Lembrei-me de os cobrir com uma mistura especial, uma que aqui há tempos, muitos e muitos tempos, vi fazer num programa de culinária. Eh pá... Só por dizer que nem sei se foi assim que vi fazer, mas foi assim que fiz: duas colheres de sopa de farinha e um bocado de água, ora aí é que está, não medi o tanto de água, mas é um bocado, pronto, até se obter uma pasta assim mais ou menos como quando a gente faz gesso para tapar buracos e não se pode pôr muito gesso quando não a massa engrossa rapidamente, é essa consistência assim, vá. Pincelei o topo dos pães e tal e por cima toca de lhes pôr sementes de papoila e de sésamo. Nalguns experimentei o seguinte: uma folha de manjericão. Note bem, nada de pôr folhas de manjericão seja lá em que alimento for e levar ao forno, ok, é que queimam, sério, mas eu a estas cobri-as com a tal mistura e só depois então as polvilhei com as sementes que já referi. Ficou bom, mas não ficou tão melhor, dá realmente para perceber um sabor a manjericão, mas é uma coisinha assim muitomuitomuito suave, quase nem vale a pena pôr.
A receita
1. quinhentos gramas de farinha T65
2. dez gramas de fermento de padeiro seco
3. uma colher de sopa rasa de sal
4. uma colher de chá de açucar
5. duzentos mililitros de água morna
6. cem mililitros de azeite
misturei a água, o açúcar e o fermento numa tacinha
coloquei a farinha na bancada, abri um buraco ao meio, pus o sal na borda de fora
deitei o azeite e a mistura de água e fermento no buraco aos poucos
amassei vigorosamente mais ou menos o tempo que durou a canção que estava a dar na Radio
coloquei dentro duma taça com o fundo untado com azeite e passei o azeite também no topo da massa
cobri com montes de cobertores e deixei levedar para aí umas três horas
retirei a massa levedada da taça e amassei brandamente um pouconhinho de tempo
dividi a massa em doze, estendi um pano limpo por sobre os pãezinhos e deixei descansar mais uns dez minutos num tabuleiro muito bem preenchido de farinha
cobri os doze pãezinhos com a mistura e as sementes que já mencionei acima
levei a cozer a meio do forno que estava a cento e oitenta graus, durante mais ou menos meia hora
Um muito bom e grande apetite!
Primeiro
Bom dia. São dez e um. Capicua nas horas outra vez – 10:01 - a mesmazinha que da outra vez, ah ah, ó pá tóin xiru! No início, quero eu dizer aquando da criação da expressão com que termino a frase anterior, punha acento no u do xiru porque queria que todas as palavras da expressão tivessem acento, mas entretanto achei melhor começar a escrever com deve ser, ah ah, porque a tónica está no i. Olhem: agora são dez e três. Que lentidão, não é. Não. Podia o minuto um estar no fim e o três no princípio, ah ah, portanto vamos todos pensar que sou montes de rápida a escrever coisas, está bem. Vai ter que estar.
domingo, 2 de outubro de 2016
sábado, 1 de outubro de 2016
Nas moscas
Esmaguei uma mosca na janela do quarto azul. Limpei. Nisto aparece outra, esmaguei-a, limpei a janela. Foram os momentos mais emocionantes do dia, que ainda não acabou. A esperança está sempre no porvir.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Encontro com o destino
Encontrei uma caneta no chão, junto à nona árvore que encontrará do seu lado direito quem descer a rua mais bonita de Lisboa. Criaria uma imagem romântica da minha existência como escrevente se dissesse que o destino quer que eu volte a escrever tanto quanto dantes.
(tanto quanto dantes, parece um trava-línguas, que ironia...)
Imperdível
Ó vós, neste post mostro em que palavra secou a caneta verde. Não percais, lede na íntegra, porquanto ocorreu um momento excecional.
Dia de (disseram na Radio)
Hoje é dia de contar o que se vai fazer no fim-de-semana. Ah... Vou conjeturar, está bem. Vai ter que estar. Vou limpar a casa, tratar da roupa, ir às compras, fazer um bolo e gravar filmes, editá-los e publicá-los.
(este post faz prova de quão distante estou da grafomania, que sucinta, não?)
Primeiro
Bom dia... ai perdão, boa tarde. É meio-dia e dezanove. Isto de escrever pouco, pá... Ultimamente não tenho sido lá muito grafómana, quando assim é começo a achar-me pouco ligada ao nome que dei ao blogue. O que se tem passado é que as molas do trampolim que uso para saltar das ideias para o blogue enfraqueceram. Ou seja, vejo as coisas lá fora, acontecem ou fixam-se num ponto, tanto faz, e falta-me o ânimo para as depositar no blogue porque às molas se lhes falta a pujança. Não estou inteiramente viva, é o que é, isto sem ironias. Claro que posso tentar escrever na mesma, no fundo é o que estou a fazer neste momento, esperando que as molas revigorem por conta disso. O 'tentar' pu-lo em itálico porque estou efetivamente a escrever.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Grande novidade
Tenho uma camisola nova para andar aqui no estaminé. É verde e verde. Verde assim de alface e verde assim de tropa. Verdes que formam (quero eu crer...) um padrão tribal. Quem daqui por uns quinze dias assistir aos meus vídeos conseguirá vê-la e sentirá um prazer enorme logo após.
Postais de Natal
Os postais de Natal estão ali, dentro da caixa, já os fui espreitar. De saúde, é o que estão, aguardando esta que escreve, porém não tão ansiosamente como ela aguarda a época natalícia.
A saúde é o que mais se deseja no Natal: 'muita saúdinha, é o que desejo, que é o mais importante, havendo saúde...'
(mais não se pode pedir)
É proibido, o pedir. É o pedir e o queixar, são coisas de gente pobre, vá. Depois acontece que todos instalamos a pobreza no espírito. Ah, pedinchices e lamúrias é coisa de gente sem tino.
Ó Gina, tu leste?
Não.
E já me ia esquecendo de referir que há uma quarta voz dentro do livro que ando a ler. Há dias fiz mal as contas, é ver aqui, querendo inteirar-se deste assunto. A quarta voz é a da cozinheira Nelly Boxall, num registo pessoal mas escrito ô puã, o que contrasta vivamente com as partes que, supostamente, foram retiradas do seu diário, tal como está escrito. Supostamente, continuo sem saber se há algo de real no livro ou é todo ele ficção.
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| 'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett |
Primeiro
Boa tarde. São dezasseis e dezoito. Tem estado umas tardes muito quentes, mas é outubro que está à porta. É que nem rima com junho, o outubro.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Caneta
Aos vinte e oito de setembro de dois mil e dezasseis a caneta verde secou. Passo mesmo a vida a escrever e vou mesmo dedicar-me à fotografia.
Lápis
Os lápis de cera têm quase todos as pontas rombas. Quanto mais alegre a cor do lápis, mais romba a sua ponta, o que prova a minha incessante procura do alegre colorido. É a terceira vez que abalo do blogue para me dedicar à fotografia, a ver se é desta.
Agrafos
Estive a misturar os agrafos todos numa só caixinha, agora estão para lá os cromados e os bronze à mistura, oxalá se dêem todos bem e me deixem governar a minha vida. Vou então dedicar-me à fotografia.
Passo a vida a escrever
A caneta verde é britânica e permanece no estaminé há tanto tempo como eu. Eram muitas canetas verdes e britânicas, dezenas, resta esta, que quando acabar, acabou. Era algo que a britânica dizia amiúde, 'quando acabar, acabou'. Passo a vida a escrever, é melhor dedicar-me à fotografia.
Raramente
A beleza não é rara quando facilmente alcançável. É que eu às vezes fico a pensar: caraças pá, então quando é que a beleza é rara? E vai que me respondo: a beleza é rara quando a gente não lhe pode jogar a mão.
TI
Ama o que já existia antes, se governa sem, se manterá além.
Pois.
Não podes alterar a Natureza, não é. É. Então ama-a.
Pois.
Não podes alterar a Natureza, não é. É. Então ama-a.
As horas que são
São onze e cinco. Estou quase a deixar de escrever, quase a deixar estar tudo como está, quase a deixar o blogue. É na vida que há fora do blogue que está o alento, o que nunca existiu por dentro do blogue, não senhores, foi, e é, sempre do lado de fora que está a graça, o blogue funciona como depósito e para ali ficam as minhas considerações. Portanto: caso não encontre alento ou graça na vida lá fora, não encho o depósito e eu é que para aqui fico.
Primeiro
Bom dia. São dez e vinte e quatro. Aproveito este bocadinho para me esconder atrás do ecrã e escrever umas coisas enquanto falam e falam e falam e falam...
becabecabecabecabecabeca...
Violinos e bandolins e a juventude no passado. Tenho um balde+espremedor para pendurar lá em cima e um rolo com duzentos e cinquenta gramas de fio cisal para pôr na gaveta. Vá, andem lá com isso, pá.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Cortinados
Já no outro dia deixei um post revelando o meu (quase) desprezo pelos cortinados. Sério, só tenho cortinados na minha casa porque, quando não, a vizinhança assistiria à minha vida, em vertentes como domesticidade e lazer, e eu cá gosto de resguardar certos temas. Contudo, eu não gostar de cortinados mas dar-lhes guarida - pronto, vá, venham lá daí, cortinadozinhos fofos da mamã... - há algo relacionado com a sua permanência no meu lar que me dá cabo da cabeça: comprá-los. Eh pá, chateia-me. Note bem: não me chateia lá muito fazê-los, chateia-me que se farta comprá-los. E brevemente vai ter que ser... É que o quarto laranja precisa efetivamente duma coberturazinha na janela, a menos que eu ache apropriado a vizinhança conhecer a cor do meu sutiã ou ver-me enfiar as cuecas, e não acho. Mudo agora de divisão e passo para a cozinha, que está também precisada dumas cortinas coloridas, que as que lá estão penduradas, além de serem bembembem velhas, com as remodelações que temos levado a cabo adquiriram pontos de tinta aqui e ali e, sinceramente, não vale a pena pôr-me à procura das tintinhas aqui e ali e esfregaresfregaresfregar. Ora acontece que já tirei as medidas à janela do quarto laranja e à porta da cozinha (branca? ah ah) e já ando carregada com um papelinho cá dos meus onde apontei os números.
Dia de (disseram na Radio)
Dia Mundial do Turismo, hoje. Pediram aos ouvintes que ligassem para lá ou usassem uma das redes sociais para declarar o que fizeram e o que gostariam de fazer em termos de turismo. Disseram ainda que o Turismo é uma coisa fixe porquanto é sempre bom de termos e fazermos e obtermos.
Eu gostei muito da Provença.
Eu hei de voltar à Provença.
Daí se depreenderá, depreendo, que gostei bués e à brava do lugar, que admirei as vistas e as flores e as árvores e os campos e, pasme-se, até as pessoas. Sério, nunca em lugar nenhum, isto no estrangeiro, me vi tão bem tratada como na Provença. Também há sabonetes e lavanda e oliveiras, que é o que a gente vê na têvê e nas netes, mas as pessoas são efetivamente educadas e afáveis. E há pêssegos, trouxe de lá uns pêssegos... Hum. E da comida em geral também gostei muito, os restaurantes são simples mas elegantes, os Pirenéus são... Deslumbrantes. Mas o Bonaparte. Certo dia de turismo aventureiro, entrei numa pensão/restaurante para reservar um quarto. Quando estamos em França quem fala sou eu, até parece, ah ah, mas pronto: bon-jour madame, je veux un chambre pour trois, s' il vous plaît, e arranjaram, merci bien, madame. Mas quando entrei, entrei sozinha, os outros dois ficaram no carro, e eis-me num lugar mítico, vazio de gente, apetrechado de objetos que reportavam ao passado, um lugar cheio de alma e pressentimentos, e nisto dou de caras com o busto do Bonaprte, o que me fez formigueiros cá por dentro e assim. Estaquei e admirei, mesmo com os formigueiros a mandar-me embora dali. A meu ver, formigueiros não é sinónimo de medo. Bom, diz que o homem era mau - é morto, está bem, mas era mau - nada do que envolve a sua figura e a sua história é agradável, nada, a não ser o amor pelas mulheres... Mas esse não leva a melhor, a ruindade elimina quaiquer vestígios dum coração mole e apaixonado. Decerto não faltarão livros acerca de, mas. Mas não os conheço.
Então ó Gina, conta lá à gente que raio fazia um busto do Bonaparte numa pensãozinha à beira duma estradinha da Provença?
Bonaparte pernoitou naquele lugar, escondido das gentes que o queriam ver morto. A história está sucintamente escrita no menu do restaurante da pensão, não recordo pormenores, mas usando o sucinto eu também, é isso: Bonaparte escondeu-se ali, por entre algumas daquelas paredes. Teriam sido as mesmas onde pernoitei eu também...?
Mas ver o busto do Bonaparte foi qualquer coisa de especial, acho que tenho fotos, só não as ponho aqui porque teria de gastar muito tempo à procura, fica para outro dia, caso malembre disso.
Ah, e lá para junho, ou que é, vou à Provença.
Anúncio na Radio
A Radio anda a anunciar que esta é a semana do elogio e mais não sei o quê e a incentivar as pessoas nessa onda e mais não sei o quê. E mais não o quê. O mais não sei o quê é o que sei, pois sei, sei que sou muito boa a fazer coisas, algumas, só algumas, calma aí. Claro que isto sou eu a dizer de mim e não alguém a dizer-me, mas, vendo bem, ou então por outro prisma, porque não substituir o elogio doutrem pelo meu, ora essa. Haverá alguém que me conheça melhor as capacidades? É que os outros podem também conhecê-las, não duvido, mas reconhecê-las e ainda por cima dizer-mas... Hum.
Entretanto, vejam só, calhou ontem ver um vídeo no Youtube acerca da positividade. Sei lá, apareceu em forma de sugestão e eu anuí, clicando e ao depois pumba e coiso. É um filmezinho para aí com um quarto de hora de tamanho, cujas primeiras cenas são passadas num parque de estacionamento onde há um posto para validar o bilhete dos usuários... é ver aqui o resto. É muito emocional mas é muito bonito. Tudo em muito. Tem é que se abrir o coração e destemer completamente a lamechice.
Post do passado
No sábado publiquei um vídeo* montes de longo, não fiquei esperando vistas e visitas, mas ainda assim pois que também, reconhecendo que o dito é longo demais, mas ora bem contudo quiçá. Fazer um vídeo assim era algo que eu queria fazer há meses, só não tinha ainda feito exatamente por isso de ser longo e o mais certo era os leitores não o verem na íntegra. Este vídeo foi assim, mas assim como, ó Gina? Então, em vez de escrever posts, falei-os, daí o ror de tempo que somei.
Primeiro
Bom dia. São dez e um. 10:01, capicua, ah ah, há muitas capicuas que não registo as capicuas que o número de posts forma. E é que nem saudades disso tenho, cá pra mim chupei tudo e agora não sai nada. Este é o post 1763, há capicua não tarda.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Perspetivas
Desespero
Se o mainde não sei quê me acabasse com a tristeza eu ia ser uma mulher muito alegre.
Esperança
Quando o mainde não sei quê me acabar com a tristeza eu vou ser uma mulher muito alegre.
Moedas
Encontrei uma moeda no banco mãozinhas. Encontrei uma moeda junto ao muro de pedra. Estou fartinha de ganhar dinheiro à conta da merda de vida que levo.
Desinteresse, ou então habituação
Ninguém até hoje perguntou: ó Gina, o que tanto escreves tu nesses papelinhos?
Golfinhos
Tenho um estojo metálico para pôr canetas e lápis e borrachas e afias mas não tenho lá nada. Ainda. O fecho não é fecho nenhum, trata-se de saliências na tampa e rebaixos na base, vai daí encaixam uns nos outros e pumba e coiso. É a velha questão: o côncavo e o convexo, aproxima-se um do outro, dá-se o clique e o encaixe. São dez os golfinhos, todos em salto, no ar, o céu lá atrás e por junto o oceano e a linha que os separa. Os golfinhos são dez, já disse, e todos estão fora d' água, mas as rodelas de espuma são apenas seis. Eu até percebo que desenhando dez rodelas ia ficar confuso, uma coisa é nuvens, outra coisa é rodelas de espuma. Como se chama o contrário de mergulho? Salto. Uns (quatro) estão virados para a direita, outros (seis) para a esquerda.
Recinto
Muitas senhoras
Muitos senhores
Muitas escadas
Muitas bugigangas
Muitas plantas
Muitos ares no centro
Muitas partes esconsas
Muito:
Aprumo
Vaidade
Sujidade
Desleixo
Tónus
Flacidez
Muitos senhores
Muitas escadas
Muitas bugigangas
Muitas plantas
Muitos ares no centro
Muitas partes esconsas
Muito:
Aprumo
Vaidade
Sujidade
Desleixo
Tónus
Flacidez
A rua é a subir
Subi a rua dos quarenta e oito jacarandás. Não sei se da outra vez disse isto: Há uns quantos que têm o tronco muito fininho, são ainda jovens.
Post do passado
Era sexta-feira, fui ao Banco e a senhora do Banco comentou que eu estava com cara de segunda-feira e que cara é essa que traz hoje e que eu costumo estar sempre tão bem disposta mas naquele dia não. Bom, acho que já se percebeu. Sorri com a cor amarela a liderar e lembrei-me logo: olha, mas que tema tão engraçado para fazer um post. Pois. É que a senhora do Banco ainda acrescentou que era sexta-feira e portanto o normal é o ânimo sentir-se e não se ver a cor amarela. Daqui depreendi que o comum nas gentes é imperar a boa-disposição e esquecer o trabalho e inclusive as mágoas. Pois. Depois fui andando pensamento afora, que em ideias sou profícua e célere. Pois. E pus-me a pensar que na verdade à sexta-feira estamos bem próximos da segunda-feira, o que pode, quiçá, deprimir este ou aquele. Há o fim-de-semana de permeio, ok, vá, o que é uma bengala robusta, mas a segunda-feira está tão perto... Ou seja: quando a segunda-feira se deixa sentir, que é hoje, está mais longe da próxima sexta-feira do que essa sexta-feira estará da próxima segunda-feira, vai daí os fracos de cabeça deprimem e não é pouco.
sábado, 24 de setembro de 2016
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Ó Gina, tu leste?
Sim.
O livro do momento 'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett' tem três vozes:
a da autora, escrita na primeira pessoa, descrevendo a saga em busca da verdadeira relação que existiu entre Virginia Woolf, a escritora, e Nelly Boxall, a sua cozinheira, apoiada nos diários de ambas
a da cozinheira, assim como que escrita à pressa e sem brio: ausência de vírgulas e pontuação mal-amanhada, os textos são escritos obviamente na primeira pessoa para vincar o registo diarista, escrito pobremente para parecer uma cozinheira que tem o gosto pelas memórias
a da autora, em modo romance, idealizando, julgo eu, a relação entre as duas criadas (há uma outra, Lottie) e os patrões, estes excertos têm as vírgulas todas, ah ah, e uma pontuação excecional, ah ah, é que nem eu fazia melhor, ah ah, contém inclusive diálogos mas sempre sob o ponto de vista das criadas, é portanto uma voz escrita na terceira pessoa
Estas são as vozes, portanto é um livro algo confuso, mas bom, muito bom. O que ainda não consegui descortinar é se todo o livro é ficção, ou então não. Deixo agora um excerto da voz da criada Nelly Boxall a comprovar a minha segunda consideração.
«Escrevo para dizer uma coisa importante a mais importante e é a que na segunda-feira eu e a Lottie fomos ver a senhora e despedimo-nos. Eu não queria fazer isso de maneira nenhuma mas no fim acho que a Lottie tem razão e que não temos ajuda de nenhuma mulher-a-dias e pagam-nos pouco.»
Este post é
Este post é para dizer que ontem, o derradeiro dia de verão, o número um de outono... olha, estou a lembrar-me que o verão e o outono não só se despedem amigavelmente, presumo, como ainda repartem um dia entre si. Mas o resto, é que eu vinha falar dum cheiro que cheirei ontem logo de manhãzinha, que foi o cheiro do inverno, o qual confesso que não sei descrever. Sei lá, parecia que cheirava a pelo de casaco e a lama. Talvez as pessoas já andem com roupas mais peludas e haja mais humidade. Hum, pois, é isso, as pessoas já se encasacam e a humidade é muita nestas manhãs de setembro e cheirou-me a isso, a inverno, e gostei. Ainda que a época gélida não combine comigo, devo dizer que sou mulher para gostar dalgumas das suas inerências. Um dia despacho uma listinha de prazeres gelados, não hoje, que o tempo se me escasseia muito.
Falta ainda dizer que este é o primeiro dia inteiro do outono de dois mil e dezasseis, aos vinte e três de setembro. De nada, ora essa.
Primeiro
Bom dia. São onze e cinquenta e cinco. Pois são, ah pois são. Estive a trabalhar, muito, claro está, daí serem as horas que são, quase meio-dia, oh céus, e ainda não ter dado notícias ao mundo de que estou viva, obrigadinha.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Adoro explicar coisinhas
O que foi, peguntou ele. E eu...
… É que ouvi o som do elétrico e fez aquele barulho normal dele mas entretanto eu estava a olhar para o carro do lado e notei que fez assim umas ondas como se tivesse passado por cima duma tampa de esgoto e calhou o barulho do elétrico coincidir com as ondas do carro e eu fiquei a pensar que o barulho era o carro a passar por cima duma tampa de esgoto mas quando o carro passou vi que não havia aí tampa nenhuma...
Ahhh, fez ele. E eu:
Gostaste da explicação? E eu agora nem ando a tomar aquela coisa do mainde não sei quê, imagina se andasse!
Visita esperada
Fui ao escritório do senhor doutor deixar uma fatura. Deixar. O fundamental da transação é receber, mas eu fui deixar, que há transações um bocado lentas. Depois, claro está, espreitei o jardim do costume através da janela do costume. Gosto daquele cheiro a pó. Pois. A janela tem pó, pouco, mas tem, de maneiras que o vento que entra e rodopia no átrio do prédio só pode trazer com ele o pó porque é o que está mais perto de mim, mas à mistura também vem cheiro a flores e a folhas. Um dos vidros da janela estava partido e solto, de maneiras que a fresta hoje era menor. Agora o que mais interessa é dizer que o sentimento é o de sempre no lugar de sempre, ele é o cheiro, ele é o vento, ele é o jardim, ele é o espreitar, ele é o prazer tolo.
Ó Gina, tu leste?
Sim.
«Seja como for, os patrões ajudaram-nos. A senhora atou um pano à cabeça para se proteger do pó. Levantava o espanador no ar e estatelava-o depois sobre a pesada perna de uma das mesas, morta de riso. Estranha mulher que tanto chora como ri.» 'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett
Entretanto, li tanto que, note bem, cheguei à página (96) onde guardo as faturas que já descrevi neste post.
As horas que são (chegou o outono!)
Chegou o outono!
São quinze e vinte e três.
Eis chegado o outono de dois mil e dezasseis,
oitenta e nove dias de outono,
temos nós pela frente,
disseram na Radio.
Não vou fazer as contas,
tenho tanto para escrever,
oxalá consiga.
São quinze e vinte e três.
Eis chegado o outono de dois mil e dezasseis,
oitenta e nove dias de outono,
temos nós pela frente,
disseram na Radio.
Não vou fazer as contas,
tenho tanto para escrever,
oxalá consiga.
Dias dum Ginásio
Ontem um pugilista fez Pilates com a gente. Chegados à parte da linha do sutiã, não se aguentou e toca de perguntar exclamando: a linha do sutiã?!, e vai que tudo o que era fêmea não aguentou o riso e ah ah. Tudo que é macho, e portanto não usa sutiã, sempre que é novato na sala, aguenta-se e não diz nada, imagina onde fica a linha do sutiã e fica-se.
É melhor esclarecer o que é isto da linha do sutiã. A linha do sutiã é onde quem usa sutiã o apoia, é mesmo aí. Pois. É também assim que o professor define a parte que temos de mandar para baixo, isto no sentido de manter as costas apoiadas no colchão e assim conseguir uma respiração mais estável, eficaz e inclusive prazerosa. Até aqui macho nenhum se tinha indignado com a expressão, só por dizer que ontem foi dia. Vai daí, foi também dia para o professor lhe responder com grande à vontade: não tem sutiã mas de certeza que sabe onde fica!
Fotos antigas
Olhem, nem queiram saber, então não é que tenho duas fotos há mais ou menos duas semanas por publicar no blogue?! Estavam no cartão da máquina fotográfica não tão montes de espetacular assim.
Uma: a cinco de setembro, o dia de anos da rica filha. Lembrei-me desta perspetiva, as velas que usámos para os parabéns, usadas, e uns rolos de pintura em espuma, ainda por.
Duas: a oito de setembro, uma manhã em que olhei para as formas que o sol formava na parede do quarto laranja e achei-as tão lindas que.
Sonho
Não me lembro dos sonhos d' hoje, o que lamento, mas sonhei sim senhores, e lembro-me que ao acordar tinha montes e montes de imagens na memória dos sonhos, as quais na altura não conseguiria descrever de todo, o que lamento, e lamento mais ainda que as imagens presentes na memória seja tão voláteis, quer isto tudo dizer que as imagens se foram embora, o que lamento.
Pacotes de açúcar
Pode dizer-se que faço coleção. De há uns meses para cá não faço assim tantos posts acerca dos pacotes de açúcar, ponho-me a falar para a câmara acerca do que dizem esses pacotes, junto clipes até conseguir um vídeo longo e pronto. Au eva, este post vai conter uma achega, é que a marca de cafés Christina (que nos vídeos* refiro sempre ser aquela marca que tem o agá entre o cê e o érre, porque a bem dizer os espetadores não estão a ver a marca em modo escrito e eu acho imprescindível realçar este pormenor) lançou recentemente mais umas coisinhas fofas que me estão a fazer falar e fazer mais vídeos. Sério, são imensos, os vídeos, tenho até uma lista de reprodução só com essa temática. Uél, deixo já alguns que digitalizei e que gostei tanto de digitalizar e dos quais gostei ainda mais de falar acerca.
*...
Primeiro
Bom dia. São dez e quarenta e...oito. Eram seis, mas estive à espera do oito. De nada, ora essa. O ruim-ratinho roeu os revestimentos do raticida. Creio que é melhor opção eu calar a novela por uns dias, visto não haver novidades. Na verdade, e por ora, espero o dia em que o rato resolva recusar roer o revestimento do raticida. Nesse dia, no dia em que não aviste vida por aí, é morto, o ruim-ratinho, e depois venho fazer obituário. Velório, cerimónia fúnebre e enterro é que não, está bem. Vai ter que estar.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
O quarto
Tenho mais um, iei!, termino o dia com mais um triângulo! São quatro, agora, e este quarto triângulo chega ao meio do papelinho que contém janeiro último. Ontem marcando o futuro, hoje o passado. O passado é passado, fazer o quê, não é. É.
Cola
Acho muito bem uma marca de feltros dizer que se chama gomagom e que os seus feltros aderem perfeitamente sobre madeira, metal e cristal, isto dentre outros materiais que já não copio, estaquei no cristal porque se me afigurou uma intenção subtil de parecer um artigo de alta qualidade. E é, ok, olhem que é.
Ó Gina, tu leste?
Sim.
« - As moças que lá vão, Lottie, na verdade não sabem quase nada da vida nem pensam por aí além. Acho que nós, seja por que motivo for, acabámos por nos tornar diferentes delas.
– Suponho que sim, e a verdade é que não sei se isso será bom para a nossa vida.» 'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett
Tem custos, as diferenças entre nós, é quantas vezes um fosso. Bem sei que é o único modo de nos distinguirmos, mas às vezes dói tanto que só queremos ser iguais, ser igual é como uma companhia que se tem, algo assim.
Dia de (disseram na Radio)
Hoje é dia Mundial da Gratidão. Fica bonita, a maiúscula na gratidão, Gratidão. Olhem, obrigadinha por estarem a ler este pedacinho de texto. É que daqui para a frente não sei se manterão o vosso olhar por sobre o resto. Ó pá, a sério, e olhem que é mesmomesmomesmo a sério, não concebo a ideia de haver paciência em alguém para ler o blogue, acredito que é preciso uma quantidade enorme para tal, e depois quem é que. Poucos, e aos poucos: Obrigadinha. Há quem diga obrigadão, o que, no fundo, é igual, inha a parecer pequenininha e ão a parecer grandão, é tudo em muito.
(Questiono-me – tantas vezes! - se devo agradecer os elogios, particularmente os que recebo enquanto blogger e youtuber. É que posso ser poucochinho se estiver sempre a agradecer e a agradecer e a agradecer e a agradecer, caio inevitavelmente na lamechice. No entanto posso parecer desligada e até altiva se não fizer menção à atenção recebida. Pagar com atenção parece um bom caminho, uma boa troca, mas.)
Trinta e cinco
Duma ponta à outra, na minha casa, dou trinta e cinco passos. Estou desejosa que chegue o próximo fim-de-semana e não é para recontar os passos que dou, é para ter o fim-de-semana, e não é para fazer um bolo ou um doce, é para ter tempo de fazer um bolo ou um doce. Até já sei qual é: bolo de feijão preto e cacau. É estranho, não é. É. Mas deve ser bom. Pronto, ok, vá, é um bolo feito a pensar nos diabéticos, portanto não contém açúcar refinado nem farinhas, tendo contudo manteiga. Pois. Vou fazê-lo no sábado, creio, pelo menos é esse o plano, só tenho que comprar o feijão e os ovos, já a stevia ('a' ou 'o', sei lá, como acaba num á, ponho 'a'...) nem sei se compre ou então não. Bom, logo vejo. Às tantas ponho mas é açúcar mascavado e acabou a conversa. Não acabou nada. É que a receita diz que use meio cup de stevia, e eu sei lá como transformar essa quantidade em açúcar! Por outro lado, sendo este é um bolo para diabéticos, tem obviamente uma quantidade reduzida do ingrediente que adoça. Por um outro lado, o bolo levando cinco ovos, é muito ovo, precisa pelo menos de dois cups de açúcar. Pois. Bom, na verdade, sempre que experimento uma receita não faço grandes desvios, cinjo-me ao que leio e vejo, muito embora me dê uma vontade imensa de me armar em sabedora e fazer como faria se a receita fosse minha. Mas é que assim, caso corra mal, posso dizer que fiz como me mandaram.
Sonho
Sonhei que estava a fazer o bolo de feijão e cacau. Daqui a pouco já faço o post alusivo ao plano doce para o fim-de-semana.
Sonhei que estavam dois bancos no recinto onde se encontra a árvore amarela. Era tal e qual como no antigamente das nossas vidas, um debaixo da árvore, outro no canto cruzado, mas eram novos, lisos, pretos e baços. Pareciam de plástico, se calhar eram porque isto era um sonho e nos sonhos, já se sabe, a gente põe lá o que quiser.
Primeiro
Bom dia. São dez e... e... e... doze! Estou aqui que não posso, tal é a vida que tenho, pertubadoramente magnífica, e/ou assim. É. É, é. Ah, é verdade, o ratinho-ruim roeu revestimentos dos raticidas. Hoje está no plural, é que as pastilhas são várias.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Triângulos
Deixo três triângulos, hoje, ali assim no rebordo da secretária. Acho que a minha dinastia findou, amanhã já não seguro o barco bai mai selfe. Quero ainda deixar registo abaute sâmetingue veri impórtante: decidi deixar os triângulos mesmo encostados ao papelinho que dita o próximo dezembro. É que o futuro está cheio de surpresas infinitas e de esperanças várias, portanto uso uma das esperanças para esperar que as surpresas sejam boas.
+pessoas=+e+pessoas
as pessoas que se dão com (muitas, muitas) pessoas são mais pessoas que as pessoas que não, o que tem um bocado a ver com a soma que isto dá, quanto mais pessoas, mais pessoas as pessoas são
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