quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Post de merda, como tantos, mas este é mais, que lhe alude.

O papel higiénico tem sulcados desenhos de balões de ar brincalhões, nuvens fofinhas, florzinhas mimosas, sóis - sem adjectivos, que não lhos encontro -, papagaios de papel sem cordel - também não lhes acho adjectivos mas ao menos rima o papel com o cordel - uns arabescos indecifráveis e umas curvas em pontinhos que, me quer cá parecer, serem as formas que três montanhas desenham num horizonte imaginado. Agora os arabescos, o que eu gostava mesmo era que fossem três semínimas, mas não são porque vai uma para o lado contrário das outras duas, ou então cabos de chapéus-de-chuva. Pode ainda ser aqueles folículos das flores, os que espreitam do seu interior e que deve ser onde está toda a história das pétalas, do caule, das folhas, da raiz. Pode ser mais coisas. Pode ser. Ainda.

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