sábado, 23 de outubro de 2021

Obituário

O Freitas morreu. Seu Freitasse, como lhe chamava no blogue, o sempre alegre, o sempre bem disposto. É estranho que uma pessoa da minha idade morra, é como se fosse aqui ao lado, e não estou a ser literal. É perto, percebem? Tão perto que arranha. Mas o Freitas. Comecei por lhe chamar seu Freita-se aqui no blogue e, num próximo post, uns meses depois, esqueci-me como redigira o 'nome' e toca de inventar mais um Freitas, o Freitasse. Era assim que o cumprimentava porque ele era brasileiro, daí o «seu Freita-se!», ao que ele respondia «dona Gina!», e isto apesar de nos tutearmos. Era um ritual que a gente os dois tínhamos - eu sem vergonha nenhuma, ele sem nenhuma vergonha, bem alto, bem articulado, quantas vezes no meio da rua. Enfim, gandas malucos, é o que foi. Olha: fim.

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