segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

domingo, 6 de janeiro de 2019

Armários

De manhã estive a limpar alguns armários da cozinha. Não pus nada no lixo.

No lixo

Balança branca, leia-se amarelecida, com visor que atingiu a opacidade há anos. Media aos dez gramas. Tinha uma pipeta rotativa que almejava acertar o ponteiro com os zeros. E acertava, só por dizer que desacertava em cada pesagem. A propósito de pesagem, o recipiente para onde eu jogava o que queria pesar, de tantas lavagens a quente, partiu e pumba, toca de pôr no lixo. Mas já foi há qu' anos.
Frigideira vermelha, leia-se coral, antiaderente apenas na primeira vez que usei, que no mais mostrou-se aderente. E como! Quando a pus no lixo estava sujinha, com pedaços de coisas aderidas, pois claro. Foi a vez usa-e-deita-fora, a vez descartável.
Saquinhos de alfazema. A alfazema estava gasta. Não sei se se lhes gasta o cheiro, digo de tanto odorizarem as gavetas, de tanto serem cheiradas, mas andei de roda das gavetas e afins, isto por conta da tal mudança de que vim falar num domingo desses, e achei por bem pô-las lá. No lixo. Tudo bem que cheiravam, ainda, a alfazema, mas também cheirava a pó e a amaciador de roupa com muitos meses por cima. Ná.


sábado, 5 de janeiro de 2019

Eu dantes gostava



Eu dantes gostava de ir ao supermercado mas não sabia que não gostava.

Ando com dois

Ando com dois pedaços de embalagem de cartolina no porta-moedas que são referentes à cor de tinta para pintar o cabelo. Uma diz que é a cor 4.6 e outra a 4.3. Se bem percebo esta lógica de tintas para cabelo, o 4 é um tom de castanho e quanto mais alto for o número mais clara é a cor. Pensando nisso, desta vez comprei o número 5.3 que é para aclarar e aligeirar a coisa.

E adorei o titulo deste post. Quando me meto nisto de intitular com as primeiras três palavras do post é por conta de me estar a falhar a imaginação, ou pode também ser falta de tempo. Medo, também. Às vezes também é medo de ficar mal, feio, pequeno.

Estive a ver

Estive a ver vídeos meus cujo tempo de permanência no espaço virtual está para aí nos quatro ou cinco meses. Isto de editar vídeos tem umas quantas questiúnculas. Por exemplo: se os vídeos forem mais recentes, tipo um mês ou dois, e se forem de dias então é ui!, têm montes de defeitos, estão mal preparados, produzi-os sem norte, cautela, pejo, Gina Maria, como foste capaz de pôr vídeos assim no ar?! Depois há uma outra vertente, que é o sentimento de pertença: os vídeos são meus, dói-me que os vejam, não vejam! Que está ligada à vertente anterior: oh porra pá, aquilo tá uma merda, não!, não vejam!


Bom.



Então.


Ter visto vídeos meus, e antigos, como está referido acima, fez-me bem. Pareceram-me bem. Estão bem. São bem. Está tudo bem. São vídeos. Eu não sou perfeita. A vida é para aproveitá-la. Eu gosto de fazer vídeos.


E pronto.

plano & desejo

cheesecake com base de alperces e avelãs e chocolate branco e raspas de laranja

vou fazer trufas de chocolate negro



Ontem tinha estes ideais de adoçar de bocas. Hoje dei vida somente ao plano. Convinha por vários motivos, primeiro tinha uma embalagem de queijo-creme encetada, segundo havia natas pra caraças no frigorífico, que eu sofro de ansiedade á éNe __antes do Natal__ e compro um sem-fim de mantimentos, a que vou dando uso para aí até ao virar do inverno, terceiro queria experimentar novos sabores na base. Não usei avelãs mas nozes, considerei que calhava melhor com os alperces, e no resto apoiei-me nesta receita. Mas fiz uma outra substituição, a de açúcar mascavado por açúcar de coco __que me andava para ali também esse, oh céus__ omiti o cacau e acrescentei duas colheres de sopa de granola de compra. Está um cheesecake d'a gente morrer por ele. O chocolate branco faz bingo! com os alperces... __ah, é verdade, demolhei os ditos em sumo de laranja, estiveram nesse banhinho cerca de dez minutos__ a farinha de amêndoa e as nozes dão humidade, o chocolate branco, sendo coisa extra doce, equilibra a acidez dos alperces, pronto, fica tão bom mas tão bom que me estou a repetir. Façam. Este cheesecake de que falo é um __presumo que__ abrasileirado, sabem?, aquele feito a frio, nada de ovos, folhinhas de gelatina e tal... Façam.

Agora há umas

Agora há umas farinhas todas paneleiras, como por exemplo, oh vejam lá, de cereais e sementes. Estou desejando de experimentar. Aqui há tempos comprei foi uma de aveia. Na embalagem estava uma sugestão para batido: leite, pêras, canela e a tal da farinha. Olhem, só vos digo: é tão bom!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Toma

Toma lá dois dos papelinhos rascunhados pela grafómana e rasgados ao meio, que te ofereço eu. Não queres? Olha que um dia mais tarde vais arrepender-te, isto terá um valor além da estima. Diz que o estrelato é alcançado quando morre o artista, passando a sua obra a valer milhões. A sério que não queres? Olha que passado meio ano a obra atinge os ziliões. Não? Ok, tu é que sabes, mas nota bem: na posteridade poderias dissertar acerca de pequenos nadas da vida da grafómana, como por exemplo esta peculiaridade de rabiscar em papelinhos e coiso. Não...? Ok.

Desejo

Desejo que até pode ser de ano novo: não trocar a palavra 'passear' por 'estacionar'. Não dizer 'vou estacionar a cadela', portanto.
Isto de eu trocar palavras com alguma (vamos ficar assim em poucochinho) frequência não é cansaço na tola, é escrita aos bués. Na tola, claro.

Reciprocidade

Elisabete Maria, a esotérica, deseja bom ano a Gina.
Gina deseja bom ano a Elisabete Maria, a esotérica.
Contente ficam ambas, portanto e pois.

Que ingenuidade...

Presumo que seja uma resolução de novo ano. Não sendo, não faz mal, a gente gosta uns dos outros na mesma.

#semfiltro

Alguém que ainda

Alguém que ainda transporte consigo o generoso espírito natalício que se aproxime de mim com uns auscultadores daqueles com uma rodela que apoia em cada a orelha, não com um bocado de plástico que se põe dentro dos ouvidos.

Leitura terminada em 2018, pois sim

Sim, terminei a leitura do livro – Assobiar em Público, Jacinto Lucas Pires - ainda em 2018, a pouco mais de uma hora da chegada do novo ano. Acabei por cumprir o meu intento, sim senhoras e senhores, mas ia-se-me escapando.
Este livro é de contos e são quase todos a atirar para o depressivo, há muitas referências a morte e a maior parte dos personagens são mostrados de maneira a parecerem loucos sem o serem totalmente. Está bem que todos somos assim, todos temos loucuras a que damos vazão ou então não. Né?. É. Está bem que pode o autor ter querido mostrar tontices várias de pessoas variadas e avariadas e acabou a conversa. Né? Não. Quero só registar que gostei de ler este livro, mas ainda assim não exultei, estarreci ou levitei.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Votos de um bom ano

Encontrei a dona Genoveva na rua e parámos para falar, com a iniciativa tomada por ela porque queria desejar um bom ano para mim e para a minha família. Depois vim no caminho a pensar em como, mesmo a dona Genoveva sendo um tanto ou quanto snob, se mostra sincera. É que o snobismo contende com o fingimento, penso eu. Mas, com os votos a serem estendidos à família, lembrei-me, ainda no caminho, de vos vir dizer:
Olhem, a dona Genoveva desejou-vos um bom ano com muita saúde e paz.
E isto porque, e é sem fingimento que o digo, vocês, os leitores assíduos do meu blogue, são uma espécie de família, e das boas. No mais sincero que há em mim vos digo que não sei onde raio vão arranjar paciência para vir cá todos os dias ler o que escrevo e ver as minhas fotografias. Bom, estava eu nestas deambulações comigo mesma quando me deu um baque:
Pá! quando escrevi o post do aniversário do blogue não agradeci aos leitores a sua presença, tanto no próprio blogue como na minha vida! Ai!
Mas sabem o que é?, é que me esqueci desse agradecimento porque não construo o blogue com base na presença de pessoas e menos ainda na sua apreciação. Não sou o tipo de blogger que permanece na esfera virtual pelo impulso da companhia que lhe é feita, quero eu dizer que continuaria, como continuo, a publicar as minhas coisinhazinhas, apesar de, tanto os leitores assíduos como os outros, se manifestarem na minha caixa de comentários de longe a longe. E é bom frisar que isto não é reivindicação nenhuma.
Desculpem lá isto tudo, bem sei que existem pessoas do outro lado, ou de um outro lado, que são pessoas mesmo pessoas, não são um lbogue...ai perdão (neste post ainda não me tinha enganado...), blogue ou um número e que estão aí. E que gostam de mim. Bem hajam. Obrigada.







Acima deixo uma foto tóin xira, que tem a ver com o novo ano, que foi o tema com que comecei este post. São teclas de uma calculadora. Sério. Um dia a pobre caiu ao chão e separou-se toda por peças. depois fui comprar uma nova e aparecei com duas, está neste post, vejam lá o tempo que há. Sim, é isso mesmo, guardei as peças da calculadora espatifada para qualquer eventualidade. Como esta de hoje, pronto. Vá, adeus.

Que sonho de vídeo

Sonhei que estava no velho estaminé e o meu sogro me dizia com a branda voz do costume: - Ó Gina, está aqui a cair água, vê lá se na casa-de-banho está alguma torneira a pingar. Olhei para o sítio para onde ele apontava e vi uma goteira onde a parede faz um canto convexo. Apareceu uma cliente. Na vida real de quem trabalha ao balcão é plausível deixar para depois tarefas que numa primeira instância pareçam extremamente urgentes. Nos sonhos não sei, ou sei, nos sonhos é o que se quiser sonhar, e neste sonho sei que já não fui ver da torneira, talvez porque deixei para depois para dar a primazia à cliente, talvez porque me esqueci, talvez porque marimbei para o que me estava a ser pedido, ou então talvez porque quis sonhar assim. A cliente queria a cópia de uma chave, que reconheci como sendo uma A-4, código que, agora que estou acordada, não conheço.
Vi uma fileira de clientes à janela, janela essa que afinal era uma parede envidraçada. Os clientes ficavam ali enquanto esperavam ser atendidos. Havia uma ribanceira e era giro quedar-se, admirando as vistas deslumbrantes. É de notar que as pessoas ficavam de costas para o balcão, portanto: para mim (o meu sogro desaparecera do sonho).
Depois vi-me completamente sozinha no mundo e sem vontade de pedir ajuda. O sentimento do sonho era esse, o de ir buscar ajuda, mexer-me, fazer coisas e em simultâneo não queria nada disso, queria era continuar assim, sozinha. Muito embora agora, que estou acordada, este sentir seja um bocado parvo, procurar ajuda para quê e por quê, pois se não havia ninguém no mundo, quem me socorreria? E se eu queria era continuar sozinha para quê e por quê procurar pessoas?
O sítio desta parte do sonho é o troço da Rua da República, em Loures, aquele pedaço que vai da estátua à antiga mercearia do Adrião, e que é uma descida pouco acentuada. Sim, de repente já não estamos em Lisboa, no ponto exacto onde o velho estaminé se situava, estamos em Loures, onde moro actualmente e que é também a cidade 'grande' da minha infância e juventude, uma vez que morava a uns quatro ou cinco quilómetros daí.
Recebi um telefonema da minha cunhada e em som de fundo ouvia-se 'alê-alê', como se ela estive num estádio de futebol, cheio de gente, durante um jogo importante. O motivo do telefonema era a minha sogra ter sido atropelada. Estranhei a notícia, como assim atropelada se há semanas que ela não sai de casa? Enquanto a conversa decorria, com ela a explicar-me as circunstâncias do acidente, ia-se ouvindo o 'alê-alê' lá longe no telefone.
Não sei em que parte do sonho há um aluimento de terras, sei que é quando as pessoas estão em frente à grande parede envidraçada, mas estou em crer que essa imagem me aparece neste ponto, ainda que essa cena esteja lá atrás, tanto neste texto como no próprio sonho. Vai tudo por ali abaixo, por conta da tal água que pingava. Sério, as pessoas ficam soterradas, inclusive o meu sogro, há gritos e horror, eu faço o que posso para me agarrar, e quando me esforço por salvar pessoas e artigos e um sem-fim de coisas do velho estaminé, uma aflição enorme, a única coisa que consigo salvar é a minha máquina fotográfica montes de espetacular.
É claro que este sonho tem uma série de incongruências, a maior das tais é a que apresento no parágrafo acima, o certo seria o aluimento ter-se dado quando conto das pessoas a ver as vistas frente a uma enorme parede envidraçada e tal. Mas pronto, é um sonho. Que culmina no resgate da minha máquina fotográfica. Que gravou centenas de vídeos e fotografou centenas de fotografias dentro do velho estaminé. Pois. E não, não estou a exagerar no número. Sabem o que é? É que o velho estaminé já não existe mas está nos meus vídeos. Querem ver? Ó:






quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Tomar o comprimido

Ando há duas semanas a tomar um comprimido para me aliviar de umas coisas que não quero para mim. A caixa diz que a validade expirou em Abril de 2017.

Tenho sentido umas melhoras do caraças.

Lavagem

Já tratei das nalgas, manápulas e chispes do pessoal maior e menor que sobrevive neste estaminé. É que lambi aquela merda toda. Que venha a vistoria, vá. Ah, e do resto do estaminé também lambi, mas já não fui tão fundo, que tinha a língua dormente. Venha de lá então a vistoria.

All the leaves are brown and the sky is grey
I've been for a walk on a winters day

Ouvi na Radio uma das versões da canção
__ que apurei via netes pertencer ao  grupo Mamas&Papas e o nome da canção é California Dreamin', lá isso é __
onde constam os versos do título deste post e achei que o destino ou as energias que comandam impulsos de relatividade ou lá que é, pá, é uma porra qualquer, pronto, o que sei é que achei relação entre os versos da canção e o meu passeio acabado de ter no primeiro dia de trabalho do ano, hoje, que 
fui aos sítios do costume...
banco hater,
árvore amarela,
rua mais bonita de Lisboa
… Sendo que, nesta última, notei novas folhas nas árvores. Fiquei siderada no mais que podia, quero eu dizer sem me transformar em estátua de sal ou cair no redondo chão 
__se não se cai redondo no chão no sentido literal também se pode cair no redondo chão em sentido figurado__
Bom, vamos lá a ver, pode até nem ser uma primavera precoce, mas lá que as folhas que aparecem na foto são verdinhas, lá isso são. Tudo bem que eu não sei de árvores e seus costumes, mal me sustenho no saber de quantas são as estações do ano e enumerá-las por ordem, tudo bem que pode ser uma segunda leva de folhas que tenham nascido às tenças de um outono disparatado. Ou não. Contudo, lá estavam elas, ó:



#semfiltro



Nota:
Agora que vi a foto em grande não me parecem assim tão verdinhas as folhas. Para me redimir, como miminho ou assim, deixo uma foto da nua árvore amarela, tirada também hoje.



#semfiltro

2/365

Li algures que o composto 1/365
__que significa |como presumo que sabem| que é a primeira parte de um todo que foi dividido em trezentos e sessenta e cinco, vulgo ano comum__
se apresenta assim e somente nesse dia, acabando por morrer logo ao segundo dia de Janeiro, mostrando assim que o único dia que importa é o primeiro e mais não sei o quê. Não duvido que hoje, segundo dia do ano, pouca gente se lembrará de registar o composto que expus no título deste post, mas também é certo que as pessoas se aborrecerão de ouvir os votos de bom ano dos amigos e conhecidos durante o passar dos próximos cinco ou seis dias. É que a coisa chega a muito e começa a tornar-se uma seca do caraças e a perder o viço. Coisa indesejável, expressões sem viço. Bah.

Sonho


Sonhei que tinha entrado no consultório de Marió para lá estar dois ou três minutos. Ela fez-me duas perguntas, a primeira porque é que está tão triste, a segunda porque é que se vestiu de verde-escuro. 
Saí.

Clientes de 2019

O primeiro cliente do ano saía-lhe o 'bocadinho' (falado, ok, é de falado que estou a falar) tão depressa mas tão depressa da boca que se ouvia só um 'buquinho'. Ca xiru.

O segundo cliente do ano ficou alarmado quando lhe disse que tinha que medir a sua peça para mandar vir uma igual. Passo a explicar: é que na sua prespectiva, quem sabe parvamente sabedora, o que interessava era a medida, nada mais. E logo eu, mais parva ainda, pois claro, queria medir a sua peça. Ca porra.

Há pessoas assim, atão.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

✨O blogue tem três anos✨

Normalmente faço juízo dos anos com base na minha entrada na blogosfera, que foi ocorrência de há três blogues atrás. Este não é portanto o meu primeiro blogue, mas é um blogue com três anos. Parabéns, ó blogue.


A foto ao lado ocorre no blogue aniversariante antes de mais, porque quero que assim seja, seguidamente porque sou eu que lá estou, por fim porque ultimamente me tenho relacionado bastante com o Snapchat.
O Snapchat aconteceu na minha vida porque houve aí um dia em que me foi sugerido instalar o WhatsApp e eu, expedita como sou com estas coisas, toca de instalar o Snapchat e quando dei pela falha toca de instalar o WhatsApp. Basicamente foi isto, e desde aí temos andado os três bastante felizes, eu com eles dois, mas eles dois não um com o outro. Enfim, enquanto houver memória no móves está tudo bem, ademais eu até tenho espaço.
Ora acontece que o meu amigo Snapchat hoje de manhã tinha uma prenda para mim: um filtro exclusivo e somente disponível durante vinte e quatro horas, aludindo ao novo ano que hoje se instalou entre nós. Tratei logo de usá-lo mas, para não ser tal e qual me saiu do móves e entrou no computador mai lindo e bom do mundo, quero eu dizer tipo assim virgem e coiso, pus a foto a preto e branco.
Que linda coroa no alto da cabeça. 2019. Era 2016. Três anos. Muita alegria sentida, muitos caracteres digitados, muitos cliques, muitos pixéis carregados. Ter um lbogue… ai perdão, blogue, é fixe. Vão por mim que é fixe. Claro que é um mundo igual ao mundo, né? Tem coisas boas mas também… né?

Posta-restante:
Eh pá, começo logo no primeiro dia do ano com quatro - quatro! - etiquetas novas. E olhem que me ia esquecendo, ai ia, ia. ('ai ia, ia' fica tão engraçado…)

Primeiro post de dois mil e dezanove

A passagem de ano foi como é costume ser há seis anos. Começou no ano em que fomos buscar a cadela ao canil, 2012, é portanto a sétima vez que é assim:
Às onze e meia vamos por aí acima, por caminhos de cabras (literalmente) até uma das rotundas que há próximas ao Hospital. O caminho é a subir, nele há pedras, pedregulhos, declives, entulho, vegetação baixa e alta, ou então assim-assim, regos e lama se o tempo estiver chuvoso. É uma selva à moda saloia, é o que é. Este ano não havia nada de chuva, estava era cá um frio… Chegamos ao ponto que já referi quando faltam mais ou menos vinte minutos para a meia-noite. Escolhemos este lugar, que é um alto mesmo muito alto, porque se avista grande parte daquilo a que eu chamo 'saloiada', e consegue-se portanto ver e ouvir toda a festa que as pessoas são (felizmente) capazes de fazer quando um ano dá lugar a outro. Enquanto esperamos a meia-noite cirandamos por ali, nós e a cadela. Ontem, inclusive, demos duas voltas à rotunda para fazer tempo. Quando faltam para aí dez minutos para a meia-noite o burburinho aumenta, nem preciso consultar o relógio para saber as horas, passados outros dois, é uma algazarra do caneco e à meia noite o bruaá é enorme, durando uns bons dez minutos. E neste meio tempo acontece, ainda, o bater em tachos e panelas, bem como os foguetes e o fogo de artifício. Há-os das mais diversas maneiras, em termos de cores e barulhos. Tanto vêm sons e cores de um lado como de outro, não sabendo eu exactamente de que zona, mas vamos pensar que vem por exemplo de Bucelas ou da Malveira, do Tojal ou de Salemas, já para não falar de pequenas aldeias onde as pessoas se reúnem tendo já os seus fogozinhos e foguetezinhos para atirar, enchendo o ar de luz, cor e júbilo. É lindo, em suma. Não vale a pena esta para aqui com mimimis, que aquilo só visto. Olhem, é tanto e tanto que quando acaba há nuvens de fumo no ar e um cheiro imenso a pólvora.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Feliz Noite de Ano Novo







Sim, este é também - como não? - um clique de 2018, o último, tanto que é de hoje. Sim, os filtros que tenho à disposição falseiam o meu aspecto em mais que muito, fico lisa, luzidia e até maquilhada, coisa que não sou nem estou. Contudo, e neste caso, foi exactamente por ser tão irreal que resolvi publicar, ainda assim, esta foto. Reparem nos olhos que o filtro tem em si, não coincidem com os meus, que olhava para o lado, e o filtro não tem essa brecagem. Logo: não me acompanhou e assim percebe-se à distância que esta foto é uma macacada do caraças e é aí que ponho o seu valor.



Tenham um feliz ano de 2019.


Post vulgar

A populaça das netes, vulgo bloggers, youtubers, instagramers and some other people, anda neste dia, que é o último do ano, compilando fotos que, de algum modo e segundo critérios pessoais, demonstra como foi 2018. Eu, não querendo parecer diferente dos demais mas, contudo e todavia, sendo-o, vou despejar as fotos que por aqui me andam - não, não sobram, andam - e que quero ver publicadas no ano a que pertencem.

As primeiras fazem parte de um conjunto, ou momento, em que me propus captar a beleza interior, isto no caso de o leitor querer vê-la, é que essa parte é mesmo! convosco, eu não mando nas vossas cabeças. E, se habitualmente, chamo ao post onde apresento fotos deste tipo, pura e simplesmente de 'beleza interior', hoje resolvi abrir este precedente. É que ninguém tinha percebido que, as fotos sendo uma merda, só me resta esperar que o leitor desfrute da minha beleza interior.











A segunda é uma simples montagem barra filtro de um mesmo clique que o móves faz e que se chama Arte Pop. Num repente, considero que se chama pop a tudo o que seja colorido, alegre, intenso, exagerado. É um pouco, talvez, não sei, como ser pindérico, infantil, poucochinho. Digo poucochinho no sentido do facilitismo, isto porque, também num repente, parece longe da originalidade agarrar numa imagem, colori-la e quadruplicá-la.







A terceira, e última, é eu mais bicho-cão no dia em que comprámos a peça de carne de vaca que nos proporcionaria parte da Ceia de Natal. Lembrámo-nos de fazer Bife Wellington e fizemos. A peça era enorme, de modo que hoje à noite cearemos o pedaço que entretanto pusemos a congelar. Já está ali assim em cima do fogão, embrulhado em massa folhada, que não fui eu que fiz, esperando. Presumo que em ânsias seja a espera, é que um bife é uma existência cheia de sentimentos, como se sabe. E agora o bicho-cão, que eu quero crer que tem sentimentos. Como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, a minha cadela é preta, de maneiras que mal se vê, coitadita, e foi por isso que travei a publicação desta foto, mas deste ano não passa, ó:








ano velho; calçado velho

Vem aí o Verão 💛👙🌊🍉🌡🌞




(é esperar quê, cinco meses, e pronto)

Doces

Estão os sonhos feitos mas não por mim. O Luís é que embarcou nessa demanda. Para tal foi buscar um calhamaço* que a gente tem ali há que anos! e escolheu uma receita que lhe pareceu bem. Tem ingredientes um tanto ou quanto diferentes, é uma variante da básica receita de sonhos, uma vez que leva duas farinhas, a de trigo e amido de milho, leva água que se farta, se considerar o pequeno monte de farinha, já de manteiga é que se assemelha ao usual. A coisa não correu lá muito bem, o amido de milho tem outras propriedades, empolou, as bolinhas, vulgo grumos, não desapareceram totalmente e a tão característica bola no fundo da panela não se conseguiu alcançar. Ainda assim os sonhos foram fritos. Contudo, mesmo os sonhos empolando ao serem fritos, não se viravam sozinhos, como é costume nos sonhos, devido ao diferente teor de farinhas, presumo, e, também por isso, presumo também, os sonhos achataram. Lá saborosos estão eles, e no fundo é o que importa. E fofinhos.

*Mestre Cozinheiro, Coleção Laura Santos. Foi-nos oferecido, juntamente com uma catrefada de calhamaços, por uma cliente que se estava a desfazer do espólio barra herança da irmã. 

**********************************************************************

Fiz um bolo-rei todo catita, receita daqui. Acabei o peso de frutos secos com sementes de girassol. Faço sempre alterações. Às vezes penso para comigo que sou uma seguidora fiel de receitas e ideias, sei, ou ouço dizer, que as receitas doces são para serem respeitadas religiosamente, qualquer coisinha que saia fora da lista de ingredientes ou do modo de preparar dá mau resultado, só que eu, eh pá, pronto. Tenho a mania. Mais: tenho a mania que tenho a mania. Já me disseram eu não tenho nada a mania que sei fazer doces, o que tenho é vergonha de dar nas vistas e portanto protejo-me com a capa do eu-sei! como se faz e mais não sei o quê. Enfim, uma pessoa quer brilhar e ópois é isto, simplesmente não deixam, é o que é.


domingo, 30 de dezembro de 2018

amanhã é 31 de Dezembro?!
2018 está no fim!
ai ó pá, o que é que ainda não fiz este ano?!









Doces


Este fim-de-semana estive pouco dada à feitura de doces. Sei lá, não me apetecia. 

Ontem, por via de querer comer um docinho, que tenho o corpo habituado a isto de o adoçar ao fim-de-semana, obriguei-me a fazer um crumble de maçã, pois que, para além de ser o meu doce preferido, é também muito fácil e ademais sei-o de cor, é que nem é preciso ir buscar os óculos para ler a receita, posso portanto fazê-lo de cabeça erguida, armada em boa. Que até sou, nisto de fazer doces, ai sou, sou. Mas deixei o crumble queimar. É. Não todo mas às bordas, podendo ainda aproveitar o meio, que não estava tão bom como é meu hábito conseguir. Sei lá. Isto vem provar o não-sei-quê, aquele dito de quando a gente não lhe apetece fazer algo, não faça. Isso é um não-sei-quê.

Hoje fiz um doce acerca do qual conheço o paradeiro (frigorífico), mas desconheço o sabor (ainda não provei). Passava do meio-dia, a sirene dos Bombeiros já tinha alarmado os visitantes (que os moradores estão habituados ao toque, é meio-dia e pronto, se a sirene toca a desoras e longamente é que há fogo ou assim, que de resto, pronto, já se percebeu, né?) e eu ainda não tinha levantado a mesa do pequeno-almoço e do jantar, quer isto dizer que a mesa da cozinha e as bancadas estavam apinhadas de louça suja e pedaços de comidas várias e também de toda a parafernália que convém existir numa cozinha… E vai que mesmo assim, mesmo a mesa cheia de coisas, me pus a fazer um doce com o que havia. Havia quatro claras, havia uma lata de leite condensado e cozido, havia um pacote de natas encetado, havia bolachas de chocolate, havia leite e havia chocolate em pó. Ora e o que é que eu fiz? Preparei, por entre toda a espécie de coisas que já mencionei acima, um caos do caraças, mas dizia eu,  fiz um doce tipo assim às camadas.
Bati as claras em castelo
Bati o leite condensado e cozido
Juntei duas colheronas de natas
Bati
Juntei as claras
Envolvi
Amornei o leite
Diluí o chocolate em pó no leite
Embebi as bolachas no leite
Dispu-las no fundo de uma taça
Joguei-lhes o creme de leite condensado
E procedi como está descrito nos três últimos itens até se me acabar as bolachas e o creme. Rendeu três camadas. Será que está bom? Presumo que sim, afinal o conteúdo do que está naquela taça tem tudo para maravilhar qualquer um, e eu não sou lá muito esquisita em matéria de doces.

Posta-restante
Ou às tantas sou uma esquisitinha do caraças, que já provei o doce e não está assim tão bom. As bolachas são rijas que se farta, portanto o tempo de repouso no leite morno foi aquém, o sabor das ditas é um tanto ou quanto antiquado, estão a ver o cheiro do guarda-fatos da vossa tia já muito velhinha?, pois é um cheiro desses mas em sabor, que vai-se a ver e é a mesma coisa, boca, nariz, tudo, é tudo igual em sensações. Não é nada, mas vá. As bolachas que usei são as shortcake (acho que é este o nome do tipo delas) de chocolate. São uma bolachas rectagulares, com as bordas riscadas e, quando são de manteiga, as originais, são amanteigadas, lá está, portanto crocantes. Pá, só por dizer que estas que escolhi, e comprei, são para lá de crocantes, de modo que o tempo de repouso no leitinho achocolatado foi aquém, como já disse. E acresce o não muito bom sabor, como também já disse mas reforço agora porque me apetece. Aquilo usam baunilha que não é baunilha mas sim aquele composto que a faz lembrar, se levado a processos não-sei-quê. Não consigo lembrar-me do nome da substância que é usada para substituir a baunilha, isto por conta de se lhe assemelhar depois dos tais processos. Sério que não me lembro, já pesquisei e tudo. Mas pronto, aquelas bolachinhas, as minhas, que são de marca branca, são ruins de sabor e rijas que eu sei lá. E não, crocância não é sinónimo de rijeza. Crocância é um clique especial que uma massa cozida em forno faz, ao ser trincada com os dentes da frente. Rijeza é um estalo que a gente leva nos maxilares ao trincar, porque é com os dentes de trás que o fazemos, que com os da frente não conseguiríamos. 

Coisinha gira do Windows 10


A coisinha gira é que a gente seleciona um texto e pode ouvi-lo. Escolhi um e a parte que mais gostei foi a entoação dada à palavra 'bicho'.






Notazinha:
Desculpem-me pela má qualidade de imagem, a par com a tremura. É que o editor que uso actualmente não tem estabilizador, ou, se tem, ainda não o descobri.

Do quartinho de dormir

Ontem esqueci um dos passos que também dei. Foi assim: pensei colocar uma das mesinhas-de-cabeceira, a cabeceira e a cómoda, tudo numa só parede. Claro que isso eliminaria uma das mesinhas-de-cabeceira, mas isso já ontem tinha ficado assente, só não malembra se pus este facto no post. Pá, pronto, tenha eu masquecido ou então não, vocês gostam de mim na mesma. Mas olhem: não deu. E não deu à conta da porra das tomadas. Ca raio, pá, quem inventou a electricidade, hã?

Nestes entretantos todos, o de hoje e o de ontem, andei às malucas com a porra da cómoda, a maldita percorreu todo o quarto, pus-lhe um tapete debaixo de um dos lados e ala moço. Ai.

Fiquem então sabendo que a estrutura já está no lixo. Ainda pensei que o Luís oferecesse uma resistênciazinha, 'ah e tal queres mesmo deitar fora e coiso?', mas não, e foi ele que alancou com ela o percurso quase todo. Notem bem: quase. Aliás, é até justo, porra pá que fiz o que fiz e fiz tudo sozinha. Agora falta as gavetas tomarem o mesmo destino. Só por dizer que por ora tenho mais que fazer. Tipo lavar o chão e as bancadas da cozinha. Também tenho que ir estender a roupa, a máquina já me chamou. 
Terlão, terlão... tararan!
Faz ela, o que traduzido é: 
Ó Gina! já terminei! agora vem fazer a tua cena! 
E eu vou.

Sim, andei a brincar com os filtros do Snapchat



Ópois também temos assim…






E assim…






Ou, ainda, assim…




Sim, andei a brincar com os filtros do Snapchat







… E se este post fosse um jogo do Tetris que eu teria forçosamente que ganhar, estava lixada. Mas pronto, é a tal coisa, de certeza que vocês continuam a gostar de mim. Na mesma. Pouco importa que as fotos não formem um rectângulo. Presumo.



Bom dia!




sim, andei a brincar com os filtros do Snapchat


sábado, 29 de dezembro de 2018

Boa noite




sim, andei a brincar com os filtros do Snapchat

Ponho-me a fazer a cama de lavado e depois é isto...





Ocupei a manhã toda com a tentativa de melhorar a funcionalidade do meu quarto. Tal como contei no blogue, há tempo fui forçada a mudar a cabeceira da cama por conta do frio que chegou. Contei também que aos mais anos não me dera grande abalo ter a cabeceira encostada à janela, mas este ano a coisa estava do piorio. Posto isto, rodar a cama fez exceder uma das cómodas, que tem estado num lugar estranho, cortando parcialmente o acesso à sua congénere. E isto era um problema a resolver. Ideias não me faltavam, embora as paredes livres fossem (e são) duas.
Pensei pôr a cómoda incomodativa a fazer de mesinha-de-cabeceira, rodando a cabeceira para o oposto, ainda que eu saiba a loucura que é mudar de lado de cama. Sério, uma vez deu-nos para isso e tivemos que voltar ao costume, mas pronto, eu estava disposta a tentar novamente. Mas não deu. A cabeceira impedia o acesso à tomada.
Pensei voltar a pôr a cabeceira de encontro à janela, mas afastada, de modo a não me chegar o frio à tola, e encostar aí a cómoda, semelhantemente ao passado, vá, pois que dantes a dita cómoda acomodava-se aos pés da cama. Não deu. A abertura das gavetas ficava pela metade e o espaço a fazer de corredor para os convivas revelou-se minúsculo e agente mover-se ali seria um desconforto desnecessário.
Entretanto tomei uma decisão montes de importante: deitar a cómoda no lixo. Afinal eu nem preciso dela. Ademais está velha que se farta, toda riscada, cantos roídos (pelo tempo, não pelo bicho-cão). Tem trinta anos, é o que é, para mobília está caquética. Já está prontíssima a sair à rua, por mim esquartejada, ele é gavetas empilhadas na sala e ele é estrutura no corredor.

Foi muito bom

Ri-me com gosto e Laurent comentou 'adoro a sua gargalhada, é tão bom de ouvir'. Bom, fiquei contente, é sempre bom ser notada em bom.

I care about the presents underneath the Christmas Tree





o título deste post é uma brincadeirazinha com este, digamos que sou eu a meter-me comigo própria

Bom dia!

Mãe, podes fazer sumo também para mim, astag... - Astag sei lá eu, que já não malembra.

#sumodelaranja
#sermãepodeserfantástico
#sermãeatééfixe
#grupetamãesporreiraças
#bomdia

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Por conta de uma pesquisa que andei a fazer num dos meus blogues, encontrei um post que tem a ver com o post anterior. Ou então estou pitosga ou lerda. Mas que neste momento vejo relação, lá isso vejo. Chamei-lhe: 'Post nas horas' e escrevi-o em 22 de Fevereiro de 2010.

10:11
Vim de transporte público, o que até pode ser fantástico. E foi. Pior é ter-se acabado o caminho...

10:43
Estou desejando que chegue alguém para eu assumir a seguinte forma de egoísmo: focar a atenção nas questões doutra pessoa de modo a esquecer o que me atormenta.

11:04
O homem do gás pregou com todo o meu stock de alguidares e floreiras no chão. Ele chateou-se mas eu cá não, eu cá consegui sentir atempadamente que não valia a pena chatear-me.

11:38
Uma senhora queixou-se de falta de ar que a asma lhe provoca e do ar a mais que tem na carteira devido à escassez de numerário.

11:56
O cesto e o mini-tanque por obra do acaso, ou assim, caíram ao lado do Sô Ventura. 'Fui eu?' perguntou ele preocupado.
Não, Sô Ventura. É isto que é mesmo assim... Deixe estar, eu arrumo. Ele não fez caso e arrumou.

12:23
Devia distrair-me. Tenho de distrair-me, aliás.
Ontem, o passeio prolongou-se um pouco mais do descrito ontem.
A meio da rua começa o descampado. Ali não há casas, há hortas e uma fábrica que em tempos foi próspera. Digo foi porque não sei se continua a sê-lo.
Dentro do recinto que pertence à fábrica estava um cão preso, suponho que de guarda. Viu-me e permaneceu calado. Não ladrou como os outros. Não atentei nele, a não ser quando lhe vi uma tristeza no olhar de dar dó. Desisti das minhas fotografias e chamei-o, incentivei-o a vir ter comigo. Tudo em vão, não consegui mais que um rodar de pescoço que captei com um clique.
Pobrezinho, queria sair dali. Queria a liberdade, justamente. Depressa percebeu que eu não estava ali para o libertar. Aquele olhar transmitia um desengano e uma tristeza tal que, pareceu-me, desistira da vida.
Poucas coisas serão tão boas e tão belas como a liberdade.

12:41
Estou aqui estou ali mas conto voltar assim que se me acabe o tempo.

14:40
Custo a suster os pés fincados no chão, tal a força do vento. Não chove nem o raio a ver se isto pára!

16:26
Entrou um senhor. De notar serão talvez os óculos escuros. Notou-se porque não está sol.
Queria cola-vedante. Tenho cola, não tenho vedante e depois de inspecionar descobri que tenho cola-vedante.

16:31
Coitadas das pessoas na e da Madeira. As vivas, claro. As mortas não são coitadas porque já não são nada para além disso.

16:32
O Pedro Abrunhosa tem um novo disco.
Sim, é verdade, e também caiu noutro dia em directo nos Ídolos e deixou escapar um 'foda-se!' e o João Manzarra saltou graciosamente direito a ele e já agora acrescento que acho que se safaram ambos muito bem, dada a circunstância. Eu não teria feito melhor figura, a cair e a praguejar ou a saltar graciosamente. Não teria, não.
Mas dizia eu, o Pedro Abrunhosa tem um novo disco. Está a dar na radio. Acho que não é grande coisa, o disco. Não sei, digo eu. Continue a cair, senhor Pedro Abrunhosa. É muito mais criativo assim e impulsiona outros a sê-lo também.

17:12
Agora entrou um galifão de t-shirt justinha evidenciando o peito inchado.
Esta gente anda toda doida! Mas está algum calor?!

17:28
Tirar os restos de verniz das unhas devia fazer bem a qualquer coisa mas não faz.

17:41
Eu tenho tiques. Muitos. Mas aquele de assoprar pelo nariz como tem o senhor que acabou de sair daqui, esse tique não tenho eu. É assim como se estivesse a assoar-se mas sem mãos e sem lenço, ou o dos mocados da cocaína, esse mesmo. Esse não tenho.

18:42
As pessoas irritam-me e fascinam-me. É uma coisa incrível, esta.
A escrita é um processo solitário. Pergunto-me se não devia acabar com isto de escrever. Escrever transforma-me em algo não necessariamente bom e coloca-me num mundo à parte, estou sempre sozinha. A ideia é partilhar mas estou sempre sozinha.
As pessoas irritam-me, vivo num mundo à parte delas e possuo um interesse desmesurado por tudo isso.

19:01
Será que o motorista consegue ouvir as notícias? Com este burburinho parece-me que não. Por que raio terá ele o radio ligado se não se ouve?
Há crianças aqui aos montes. Que me lembre nunca tinha viajado numa camioneta que tivesse tanto miúdo. Vinham ao despique a ver quem sabia mais de contas de somar números redondos ao milhar.
Cheira a pó de talco. Hum...

19:32
O senhor doutor ficou chocado com a minha nódoa negra. Quando soube que quem a provocou, de certo modo, foi o meu marido, o senhor doutor ficou doente. Foi o que ele disse...

...
Daqui para a frente, é por pouco que o meu dia não merece ser revelado. Tenho uma vida cheia de coisas tão diferentes que me sinto um bocado embaraçada. Chego sempre muito tarde, janto a altas horas da noite e depois venho aqui escrever umas coisas. A ideia é partilhar mas eu estou sempre sozinha porque as pessoas me irritam. É capaz de ser isso.

Queixinhas

Dona Arminda apresentou um discurso com duas nuances, a despachada e a queixosa.
A primeira foi que enterrou a irmã ontesdontem, coitadinha estava num Lar e já tinha mais de noventa anos.
A segunda foi que a seguir ia ao médico, para ele ver a crosca da cabeça, que não havia meio de lhe cair.

Netes afora, dou por vezes com desafios disto e daquilo e no outro dia vi um que constava de estar precisamente trinta dias sem nos queixarmos. Hum, ok, vá, muitas vezes a gente queixa-se sem necessidade, conseguindo apenas ficar tristes e sós - mais tristes e sós, quero eu dizer. Mas pronto, eu cá gosto de deixar as pessoas serem coisas, porque o que é preciso é não pedirmos para ser coisas – eh! pá! porra! deixem-me! ser! pessoa! -, creio convictamente que o desabafo pode ser salutar e até terapêutico, mas por vezes exageramos e blás, já se percebeu. Ora bem... Encontrar aquele desafio fez-me lembrar dos anos que passei sem me queixar, fazendo o supostamente bom e bem. Só por dizer que deu merda. Pois.

Prendas de Natal

As prendas de Natal que mais gosto de oferecer são as que faço com as mãos, as que exigem esforço e principalmente dedicação. Posto isto, há dias tive uma ideia muito boa...
Só que não.
A ideia consistia em agrupar todos os textos que escrevi até hoje acerca dos bichos-gato e mostrá-los à sua dona.
Eh pá, que ideia espectacular!
Mas ao pesquisar notei:
um post onde refiro a senhora dona como estando num sonho meu – notem bem, num sonho! - com cara de gozo a pedir-me que pusesse comida no pratinho dos bichos
um post onde digo que espero encontrar braços e pernas de pessoas dentro da banheira dela, e isto todas! as vezes que lá vou, e isto não! é sonho nenhum
Hum, ok, vá, é eliminar esses posts e pronto, né? É. Contudo... quando revi estes posts um tanto ou quanto parvos já fiquei receosa, afinal pretendo (ou pretendia) divulgar o endereço do meu blogue, pois, quando não, ficaria uma prenda assim meio dada, a pessoa que escreve mostra onde faz os seus depósitos literários. Lá se é despretensiosamente que o mostra, é uma coisa, agora que é despudoradamente, ai isso é. Ou devia, vá.
Mas, com tudo e por tanto, concluo que não sou uma pessoa que escreve, sou uma pessoa que tem um blogue.

Lisboa

Eu e o meu colega íamos para a Rua da B... ai ó pá, olha aí aquela coisa dos dados pessoais. Mas digo, isso digo, que na Praceta António Sardinha havia uma daquelas Árvores de Natal armadas de ferro em forma cónica e luzes, todas azuis. O brilho das lâmpadas confere brancura à luz, acho eu. E na Rua dos Sapadores havia enfeites (talvez) banais porquanto brilhavam luzinhas azuis em cima de uma estrutura metálica. E redonda.

Esta é aquela altura do ano em que os votos são 'continuação de boas festas!'

Resolução

Esta é uma resolução de fim de ano e não de início, trata-se de acabar a leitura do livro do momento, - 'Assobiar em Público', Jacinto Lucas Pires – e depois arranjar maneira de acabar com a sua existência na minha vida, contando eu, para isso, deixá-lo à sua mercê num banco da rua mais bonita de Lisboa.


Adenda:
Trouxe o livro para casa. É que segunda-feira não há estaminé para mim, de modo que será cá em casa que o terminarei - prevejo - afinal falta-me um único conto.

Pessoas, nada temeis, qualquer dúvida é pesquisar o Pinterest, que está lá tudo. Mas é que tudo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O senhor doutor

O senhor doutor passou uma parte da manhã a lixar as letras que dizem 'consultório' por cima da janela – e os números por cima da porta – e, numa outra parte da manhã, pintou estes dizeres de verde escuro.
O velho estaminé apresenta agora a porta e as grades num verde tão escuro como as letras do 'consultório' do senhor doutor. Lá dentro há dois espelhos com floreados em relevo e uma planta que me pareceu pender do tecto. Se está ou então não, um dia alcançarei saber.


A rua está muito mais bonita.

Está o ano


Está o ano a acabar e já tenho o plano executado. Deixei o bloquinho pequerrucho junto da árvore amarela.





Entretanto tirei fotos à árvore arredondada, que na próxima primavera já não conseguirá a forma redonda porque lhe cortaram ramos. Tudo bem, é preciso, essa árvore estava já muito pesada aos lados, quase pedia que lhe retirassem os ramos... E eu estou com a sensação que já contei isto no blogue. Recentemente, quero eu dizer, que ao longo dos anos o que mais há neste blogue são posts acerca das árvores que amiúde avisto e sinto e observo. Dos ramos cortados à árvore amarela, bem sei que já anunciei no blogue, agora da arredondada estou na dúvida e quando a ideia persiste no 'sim' parece que em simultâneo esse 'sim' vai para pensamentos que já tive e não ideias que tenha realmente posto no blogue. Sabem o que é? é que eu passo a vida a escrever cá por dentro e depois confundo-me. Ah, pois, está bem, a realidade é uma coisa, o pensamento é outra e se eu falasse com mais pessoas acerca das minhas vivências não era preciso escrevê-las e mais não sei o quê. Tenho foto da árvore arredondada.






Sim, no blogue esta será a árvore arredondada para sempre. Afinal um nome ou cognome existe para haver distinção entre iguais.



Lisboa, 26 de Dezembro de 2018


Olá a todos!

E é o Natal passado! Ontem vi um documentário a explorar o ponto de exclamação! E às vezes venho para aqui dar vazão ao espanto! Com as mais diversas coisas! Ah! Oh!
Do que vi recordo que os espanhóis inverteram o ponto de exclamação e ainda se atreveram a colocá-lo também no início da frase que queriam ver ao rubro; um outro povo que já não recordo juntou-lhe graciosamente o ponto de interrogação, algo do tipo dois-em-um, resultando numa figura interessante; houve ainda quem juntasse duas e três linhas para um só ponto, o que se revelou uma figurinha risível, mas também não registei de que ponto do planeta se lembraram disto.
O ponto de exclamação é uma existência mal-amada no meio literário, parece um bocado pimbalhão, uma vez que serve para intensificar e demonstrar sentimentos, o que acaba por ser especial, afinal é o único com essa função, os demais mostram paragens, mudanças de rumo e entoações. São assim mais sérios e sábios. Contidos. Cá agora animarem-se. Ná!
Eu gosto do ponto de exclamação, tento não abusar porque me parece deveras meloso, fofinho, quiçá acriançado. E gostei muito deste documentário. Tudo o que tenha a ver com Línguas, gosto muito. E não gosto de vírgulas. Ah... Nem de reticências.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Foi ontem à noite

Num filme, dois cavalos que se tinham tornado amigos foram separados. Um deles, o mais bonito, olhou de lado para o outro, viu-se o branco dos olhos e tudo, tal a virada.
Ontem foi a noite mais silenciosa do ano. Na noite de Natal o recolhimento é de percentagem elevada, não só de pessoas como de carros, e é daí que vem o maior silêncio.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Boa Noite de Natal






Feliz Natal
Boa noite



Não é um tronco

O Tronco de Natal não passou de torta de chocolate recheada com queijo fresco (que devia ser mascarpone mas cá em casa não havia…) e açúcar em pó e natas e raspas de chocolate e pedaços de avelãs torradas. A ideia primária era a malta pôr-se a cortar a torta na diagonal e juntar as duas partes de modo a fingir que compunha um tronco muito lindo, tão lindo principalmente por conta do creme de chocolate e toffee, no qual desenharia linhas onduladas a imitar os seus veios, não esquecendo, claro está, de aparar as pontas para se ver muito bem o interior da torta, que, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, é uma espiral. Mas não. Saltei essa parte. Contudo, como intencionara completar a receita, o toffee já eu tinha preparado e agora está-me ali. Bem que podia tê-lo despejado no recheio mas esqueci-me. 

Vez em que sim

Acho que já em tempo pus no blogue a vez sim vez não em que calha bem a maionese. Pois hoje foi uma vez sim. Agora nem quero fazer outra vez, não tão depressa, porque ainda me lembro da vez sim. Fiz com a varinha mágica (terei sido bafejada pela magia da varinha?), adicionando o fio de azeite ao ovo inteiro e ao alho sem o veio. A sério que engrossou e ficou maravilhosa. Nem pus mais nada senão sal daquele cor-de-rosa, sabem?, o dos Himalaias, esse mesmo, que salga poucochinho, e hortelã, mas tudo após o engrossar da coisa. E olhem, depois desta demanda, foi posto nas gemas cozidas e esmagadas e atum e mais hortelã e poejos aos pedacinhos. Uma maravilha.

Ligações

O supermecado onde me abasteço deve saber que falo dele pra caraças, acabou de me enviar uma SMS com votos de um feliz Natal

(é assim, pois é? o feliz minúsculo e o Natal sempre em grande? ou o Natal também pode aparecer em pequeno? neste caso será natal? e as Festas Felizes? é com grandes só quando não se fazem acompanhar de texto? que se inseridas no mesmo é mantê-las pianinho, né? eu tenho tanto medo de escrever, 'migos, tanto medo...)

e mais a sugestão de eu reenviar a mesma e tal. Ca xiru. Só que é uma SMS assim meio coisa, destemperada, vou lá eu agora usar as palavras de outros a fazer de minhas.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Medida

Se os enfeites de Natal que se se colocam às portas de casa se medissem aos bonecos, vamos então supor que o meu enfeite media boneco e meio para zero vírgula três de boneco da minha vizinha da frente. Para aí. Coisa assim.

ó:

No post anterior

No post anterior esqueci-me de mencionar que os segundos docinhos serão rebolados em cacau em pó e que os gramas para perfazer as 'partes' dos ingredientes são, neste caso, de 250 de tâmaras para 125 de oleaginosos. Está tudo entendido então, não é verdade? Pois claro que está.

Doces

Fiz três tipos de docinhos. Digo docinhos porque são realmente pequeninos. Um, levou bolacha maria, chocolate em pó, gemas e um licor que eu tinha, e tenho, para ali. A receita pedia whiskey, mas eu não me apeteceu esse, então...pronto. Ah, e levou também manteiga, para ligar tudo, se não totalmente, e pois que não, ao menos parcialmente. E porra para as vírgulas. Dois, levou tâmaras e uma mistura de frutos secos e oleaginosos. Bom, a bem dizer, a mistura trazia já, também, passas, o que não foi motivo para andar à escolha, quis lá saber, fiz as contas à maluca e siga! A receita manda duas partes de tâmaras e uma de oleaginosos, mais duas colheres de sopa de flocos de aveia, uma de cacau e meia de canela, ambos em pó. Estas duas receitas foram feitas no processador. A primeira foi porque me apeteceu, olhei para o descritivo e pumba e coiso, toca de mandar tudo lá para dentro, que iria parar ao mesmo resultado. Só que deu um bocado de trabalho a lá chegar, possivelmente por conta de ter de fazer o esmigalhamento por fases, primeiro a bolacha e depois a manteiga e as gemas e depois o licor e depois o chocolate. Assim, sim, talvez o processo fosse mais rápido. A segunda é porque é mesmo para fazer assim. É também processo para demorar, a gente chega a esmorecer, oh que caraças atão mas isto não aglomera? Mas aglomera, garanto eu. Três, levou leite de coco condensado. Não sei se está a dar para perceber… leite de coco, ok, tudo bem, avança, mas condensado? A sério?! Leite de coco mas conden… Sim. Estava-me na prateleira da despensa há meses, creio até que fiz post a contar a novidade, creio, também, num registo de espanto imenso. Usei-o para fazer brigadeiros. É que nem me pus à cata de receitas nas netes nem nada disso, pus ao lume as coisinhas do costume e vá. As coisinhas são uma colher de manteiga e duas de cacau em pó, é levar ao lume até fazer estada no fundo do tacho e pronto. Ficou bem. E bom. É de fazer um bocadinho mais de fio quando a gente puxa a mistura arrefecida, o que, não sendo por mim esperável, por desconhecer o produto, acredito que leite de coco não é leite de vaca, logo: usando o mesmo método, tem diferenças no resultado. Bom, para já, para já, estes são os meus docinhos, os meus bombons. Ah, então e as coberturas? Nos primeiros, usei açúcar branco, nos segundos… ainda não os enrolei, ah ah, e nos terceiros usei granulado de chocolate branco.