Parece que os candeeiros estão acesos, mas não, é a luz natural que lhes incidia e as lâmpadas reflectiam essa luz. É a rua mais bonita de Lisboa, ao entardecer de ontem - 16:49 eram as horas e 21 de Janeiro o dia. De resto, para mim não é novidade que um dos globos se destaca, mas quem sabe seja para outros.
sábado, 22 de janeiro de 2022
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
Sonho
Sonhei que abria o blogue e lhe virava as páginas do passado (portanto, e afinal, era um caderno) e encontrava três em branco de seguida.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Dias de um Ginásio
E lá continua esta gente, nós todas, as Ginas, treinando modalidades variadas, fazendo o melhor que sabemos quase sempre. Hum, agora que penso nisso, eu, a Gina que mais pondera, percebo que exercício físico é das questões em que mais me empenho e persisto. Mas bom, comecei este post com a ideia de que continuamos, nós as Ginas, com treinos variados, apesar do frio. Poi zé.
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
Dias de um Ginásio
Daquilo das contradições - sou capaz de no seguimento de um ataque de pânico no wc dispor-me a atravessar o enorme Ginásio como se isso não tivesse acontecido. Se calhar é porque me libertei. Se a pressão é muita vai rebentar em qualquer altura e agora escolho onde posso fazer bum mas nem sempre foi assim. A parte boa é aquela do caminho para a sala de aula, sinto os olhos húmidos e o pingo no nariz
mas sigo confiante, queixo em cima, ombros em baixo. Não sei onde vou buscar essa confiança mas sei que é minha.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
cor-de-laranja
Cor-de laranja
Notei que a publicidade ao espaço era em tons de preto e rosa chocante, num fundo de branco. Pensei, Oh! E eu de cor de laranja! Segui neste pensamento porque, sei lá, acho sempre que não faço parte. Se quero, e por vezes quero colaborar, muito embora gaste a maioria do meu tempo a pensar em como me livrar disso, por vezes quero. Mas, intrinsecamente, não quero e por isso é que sujo os momentos em que quero.
Toques
Há algum tempo que queria mudar de toque de chamada no telefone e um sonho que tive aqui há atrasado acionou a mudança. Escolhi uma canção fofa, cantada por voz de mulher, 'Hello ya', em sussurro. Gostei e escolhi. Esquecido que tinha o assunto, no dia primeiro de me chamarem pelo telefone, não gostei nada do toque, parecia roufenho, desagradável. Logo que pude mudei para uma canção que já vinha no telefone e da qual gosto pra caraças, tanto que já consta em alguns dos meus vídeos – Beiijing Bass. E agora, em cada chamada recebida, o que é que acontece à pessoa que escreve neste (e este!) blogue? Atrasa o atendimento, claro!
domingo, 16 de janeiro de 2022
Árvores. Arbusto. Plantas. Flor.
Eu bem disse que ia tirar fotos ao abacateiro... Claro que poderia a coisa não ter calhado e tal e tal, mas calhou, e tirei fotos até sob duas perspectivas, ao estilo «frente e trás».
Urtigas e não sei que mais. E flores, mais abaixo. Todos tão vibrantes e tão belos como o arbusto acima.
Esta é a minha amiga nespereira, acerca da qual já em tempos falei no blogue, anunciando que a cortaram. Mas passou algum tempo e o certo é que ela já lá vem outra vez. Qualquer dia como-lhe as nêsperas outra vez. Dantes eram boas e tenho esperança que o corte tão radical que sofreu não lhe tenha alterado essa característica, a não ser que seja para me saírem melhores do que a encomenda. Não se vê lá muito bem, bem sei, repare-se naquelas folhas mais claras, lá atrás. Pronto, é a nespereira.
Este é o arbusto que já aparece na foto acima. Achei-o mui belo, em tons de berrante contido. É sempre bonito ver cores despertas mas ostentadas subtilmente, como se, neste caso o arbusto, quisesse passar despercebido. Mas não consegue. A mim, e agora, não, tamanha é a beleza.
Urtigas e não sei que mais. E flores, mais abaixo. Todos tão vibrantes e tão belos como o arbusto acima.
Quebrado. Deitado.
No patamar das escadas de serviço do meu prédio encontrei um espelho redondo, com metade de si às tiras. Quebrado, portanto. Deitado. Hum. Se encostado, não baralharia, mas, deitado, baralhou. Fiz na rua o que tinha a fazer, concretamente: pôr o lixo no contentor, e quando cheguei ao meu andar já não me encontrei com o espelho.
Havemos de ir ao Liechtenstein
Ligaram-me da Alemanha mas não atendi, presumindo que fosse algo absurdamente desinteressante. Bem que podia ser algum dos meus primos aí emigrantes, mesmo que a gente se não aviste há décadas, quem sabe algum deles me quisesse dar conta de particularidades da sua vida. Mas isto foi só uma tola lembrança. E dizia eu que ligaram, país e número exposto no ecrã e pâ pâ pâ e vai o Luís e alvitra que me estavam a ligar porque me querem ver por lá. Ora isto tem toda uma história - há para aí uns dois anos estipulámos que a próxima grande viagem seria ao Leichtenstein porque eu considerara amoroso e digno de ser visitado um pequeníssimo país dentro de outro país sem ser o Vaticano (se calhar há mais, sou ignorante no tema, e não, não vou pesquisar). A porra da pandemia é que nos atrasou, mas havemos de lá ir. Eu depois vou dando notícias, mais ou menos como faço com os meus primos da Alemanha. E eles comigo, já agora.
Abacateiro
O Abacateiro vive agora menos acompanhado, aqui há dias cortaram as três palmeiras que lhes estão junto. Acho engraçado que em vez de ter ganho corpo, o abacateiro mirrou. Mas isso é do frio de Inverno, bem sei, acontece o mesmo à árvore amarela. Certo é que tenho que subir lá acima para ver como ficou aquele pedaço, estou curiosa. Posso até tirar fotografias. Talvez. Uma que quero tirar é cá de baixo, lente inclinada para ficar esmagada com a imagem do abacateiro.
Saco do pão; Trela do cão
A vizinha traz numa mão o saco do pão e na outra a trela do cão. A visão (e continuo rimando) lembrou-me aquilo do ovo e da galinha (quem terá nascido primeiro e pâ pâ pâ) só que em fome e passeio. Id est: será que o pão foi comprado porque o cão precisa de ar livre e já agora abastece-se o saco, ou precisamente o contrário ?
what I eat and drink in a day
A
1 copo com água; 1 chávena com chá; 1 torrada com manteiga; 1 chávena com café
B
1 copo com água
1 chávena com café
C
3 dióspiros
D
1 copo com água
E
1 tigela com sopa; 3 colheres com arroz; 2 dentadas na chicha; 1 chávena com café
F
1 copo com água (que podem ser eventualmente 2 mas espaçados)
G
1 banana; 1 punhado de frutos secos; ½ chávena com café (que pode contudo não acontecer)
H
1 copo com água
I
1 tigela com sopa
🍎🍐🍑🍒🍓🍔🍕🍗🍡🍠🍟🍞🍝🍜🍛🍚🍙🍘🍢🍣🍤🍥🍦🍧🍨🍩🍪🍫
Dei exemplos de alimentos que habitualmente ingiro, por isso esta nota letra a letra:
A
O chá pode ser disto ou daquilo e pode até nem ser chá e ser sumo de laranja ou, por alturas do tempo quente, batido de bananas, de peras, ou de frutos vermelhos. O pão, esse sim, mantenho, o que não significa que, havendo bolo, não coma 1 fatia. Ou 2.
B
1 copo com água é 1 copo com água e 1 chávena de café disso não passa. Não neste post.
C
Os dióspiros, não há engano, são mesmo 3. Não querendo desculpar-me por ser alarve mas desculpando-me à mesma, certo é que os dióspiros que normalmente compro são assim para o pequerrucho. E vai que pumba, 3.
D
1 copo com água é o quê?... É 1 copo com água.
E
A sopa tanto me faz do que é, contanto seja sopa, estou no ir. Eu até já como sopa de feijão-verde e dantes não o podia nem cheirar, portanto, olha, mudei. A chicha não tem de ser chicha, pode ser peixinho, molusquinho ou crustáceozinho, mas como três garfadas. Ou ovos. Mexidos é como mais gosto. Às vezes, não muitas, nem como nada disso e não lhes sinto a falta. E pode nem ser arroz, quiçá seja massa, ou então feijoada.
F
Copos de água podem ser de vidro e blás.
G
Digo 1 banana mas podia dizer 1 maçã, às vezes é o que marcha, e, os frutos secos, tem calhado de haver baixa de armazenamento. Também, o Natal está ainda aqui tão perto, né? Poi zé.
H
Água e blás. Expliquei quase tudo na letra B, deixando o resto para explicar na letra D.
I
O meu mais comum jantar é sopa daquela que faço ao domingo. Au eva... Em algumas semanas da vidinha fantástica desta que aqui escreve, janto sushi. Caraças. Que bom. Fico satisfeita. Descobrimos recentemente um restaurante de sushi – Terasu – que é, simplesmente, puramente, francamente... Bom! Depois, em outros dias que não janto de sopa... Hum, nem sei. É, janto sopa quase sempre, 'migos.
sábado, 15 de janeiro de 2022
Novidade
A novidade que consta no post anterior aconteceu por via de uma novidade melhor e maior, que exponho agora. Trata-se de um gadget há muito apetecido, uma ring light, oferecida pelo rico filho e rica nora neste Natal. Uma ring light, um aro luminoso, faz maravilhas na imagem de um vídeo e, se até aqui me tenho cingido à gravação de vídeos enquanto a luz solar existe, tenho-me também cingido a cenários onde esteja em frente a uma janela. Ainda não experimentei como 'fico' se me puser de lado para a luz do dia e contrabalançar com o aro luminoso, mas tenho para mim que é eficaz. Ainda só gravei dois vídeos com o dito: um apresentando-o ao mundo e outro apresentando um quadro especial que há na minha casa, mas ainda não editei nenhum deles. O print que aparece no post anterior (link acima) é portanto resultado de uma dessas gravações. Bom, que mais dizer? Dizer que na embalagem também vinha uma pecinha que clica à distância, posso portanto posicionar o telefone e clicar para tirar fotos ou dar início à gravação à distância. Vai ser montes de fixe, tenho até já toda uma montagem na minha cabeça acerca de como a vou usar para experimentar. E estrear. Num dos papelinhos que acompanhavam tudo isto vinha a sugestão de um editor de fotos (e vídeos, se na versão paga), que é o tal Camera360 (link acima). Ao início, julgando que o remote shutter (a pecinha) precisava desse editor para funcionar, tratei logo de o instalar no telefone. Bom, assim se vê o que eu percebo destas cenas, né? Poi zé. E não, não tem nada a ver, era uma mera sugestão do fabricante. Mas, como adorei o editor, ficou cá dentro. Dentro do meu telefone, quero eu dizer. E entretanto tenho estado a brincar, como se pode ver, querendo descer ou aceder ao link acima, e tenho mais uma foto para publicar, que é um outro print de um daqueles vídeos que ainda não editei. Quando o visionei percebi que a luz filtrada pelo estore iluminava a minha cara como nunca me tinha calhado ver e, em certa altura, um dos pequenos rectângulos incidiu sobre o olho esquerdo de maneira tal que lhe alterou a cor. Então, eu, que já se sabe que gosto pra caraças de brincar com estas merdices, envolvi-me em plumérias, não deixando porém nenhuma inteira porque senti necessidade de cortar a foto e acabou por ficar como se pode ver. Ah, assegurei-me que as flores são plumérias mediante aquela opção que Mr. Google oferece - por assim dizer, pois claro, que a gente pagar, paga - de pesquisar por meio de imagens. Pá, eu ter-me cruzado algures com estas flores, cruzei, agora saber o nome delas é que não sabia. Eis-me então, faladora e brilhante.
Novidade
Tenho um novo editor de fotos no meu amado telefone. Que é lindo. Lindo. Camera360, diz-se ele. Entretanto já há no blogue algumas fotos que editei com sua a ajuda – uma; duas; três. Sendo que, na segunda, desse editor tem somente o emoji, que o filtro é LunaPic, e, na terceira, acrescentei somente aquelas bolinhas coloridas. E sim, sucumbi àquilo de ter etiquetas para os editores, que são três, neste momento, ao Camera360 acresce o LunaPic e o do meu telefone. Este post serve, não só para o que já disse, como para o que direi (ai a graça quê tacho!), e direi que agora já tenho onde pendurar o paninho de limpar a cara. Dantes punha-o a secar na borda do lavatório mas, como calhou de encontrar um antigo cabide de aparafusar na caixa de ferramentas, achei logo que ambas ficaríamos libertas: eu porque dei uso ao cabide, a caixa porque já não tem de lhe amparar o desgosto de estar retido, asfixiando e sendo completamente inútil. Mas as fotos. As próximas fotos, quero eu dizer, foram então editadas da seguinte forma: filtro Eiffel (que é um dos de preto e branco, no total são três) do telefone e Sparking New Year (que são duas das versões, no total são quatro). A primeira mostra o paninho pendurado e, a segunda, o pó que o furo no azulejo deixou em cima do lavatório. Ah, lá em cima digo que sucumbi àquilo de ter etiquetas para os editores, sim, o que não significa que todas as fotos eu registe no lbogue... ai perdão, blogue como cheguei àquele resultado. Estas têm esses comentários, outras não sei se terão. Deixo esta questiúncula para o momento da publicação. E pronto, é isto tudo: de nada, ora essa.
Malta: tenho um colchão novo e venho mostrar-vos as suas cores.
O colchão é um bom bocado mais alto que o anterior, de modo que, pá, andei umas semanas em maus lençóis, acordávamos todos enrolados e mais não sei o quê e, entretanto, comprei um jogo de bom tamanho, compra essa que foi uma estreia porque quando casei já trazia lençóis, que não fui eu que comprei, foi a minha mãe, ciente que estava que eu havia de levar um enxoval farto. Outros lençóis que vieram depois também não fui eu que comprei, portanto: estreei-me nisso de comprar lençóis. Sabem lá, há toda uma catrefada de temas e de texturas e de composições e, como a funcionária não se acanhou em mostrar tudo o que tinha nas prateleiras, em certo ponto da nossa relação havia toda uma confusão de tecidos e cores em cima do balcão. Porém, dificuldade nenhuma tive na escolha, qual quê, vai estes aqui, 'miga, ó. Perguntou-me se eu queria um saco para levar e respondi «Deixe estar, levo-os debaixo do braço.» E lá vim eu, exibicionista que sou, mostrando a cor e a paisagem dos meus novíssimos e enormíssimos lençóis. E lindíssimos, já agora. Entretanto, quando os estendi, percebi que a vizinhança com vista sobre a minha varanda também os vai conhecer. Quiçá apreciar. Enlevar-se com a visão extraordinariamente bela. Isto da vida privada é afinal para meio mundo saber como é que são as coisas da outra gente, e este post está até a servir para mostrar as cores do meu colchão novo ao mundo inteiro.
O quadro
Nunca registei no blogue a existência deste quadro na minha casa porque sempre adiei este assunto. Dói-me um bocadinho, pronto, mas jogo-me hoje a isso. Eis:
Querendo, pode ver-se o nome do velho estaminé e o seu (pelo que apurei) segundo número de telefone. Se bem que este esteja desfocado, não é de todo propositado, esta foto é um print de um vídeo, calhou assim. Isto das linhas telefónicas tem toda uma piada, eu cá acho. Esta composição numérica tem seis dígitos mas em tempos eram cinco e, por entupimento no tráfego devido ao crescimento exponencial de assinantes, houve necessidade de acrescentar uma linha, daí os seis dígitos deste número de telefone que remonta (pelo que, também, apurei) aos anos cinquenta. Depois os dígitos passaram a ser sete, ca bem malembra eu, depois a nove, ca bem malembra eu e com mais nitidez, e, o giro mas mesmo giro, é que quatro dos dígitos nunca tenham alterado. Então pronto, cá estou eu, expondo temáticas desconhecidas e tal e tal, mas das quais gosto bastante. Digo: as linhas telefónicas. Mas o quadro, vá, que desse sei que, o que sei, sei-o by hand e in loco. Nunca o conheci a honrar o velho estaminé, mas não duvido que em tempos tenha permanecido à vista do freguês, apelativo como é seria uma pena não ser aproveitado, conheço-o de estar enfiado no tecto falso da casa-forte, e na horizontal, que na vertical não daria. Conheço-o desde sempre e sempre ali. Por vezes, empoleirada no escadote para retirar mercadoria que era necessário repor nas prateleiras, aproveitava para desviar o empoeirado papel manteiga que o cobria e admirava a papoila e a espiga (que também estão desfocadas...), bem como a boneca lindíssima. Caramba, se as mulheres ficam assim se lavarem o rosto com aquele sabonete... E achava um piadão ao número de telefone, claro. E este quadro está exposto numa das paredes da minha casa porque, aquando do espólio do velho estaminé, escolhi trazer esta relíquia (não é ironia) porque simboliza uma época limpa, brilhante e cheirosa que eu gostava tanto de ter conhecido que, olha, tenho o quadro e pronto.
Querendo, pode ver-se o nome do velho estaminé e o seu (pelo que apurei) segundo número de telefone. Se bem que este esteja desfocado, não é de todo propositado, esta foto é um print de um vídeo, calhou assim. Isto das linhas telefónicas tem toda uma piada, eu cá acho. Esta composição numérica tem seis dígitos mas em tempos eram cinco e, por entupimento no tráfego devido ao crescimento exponencial de assinantes, houve necessidade de acrescentar uma linha, daí os seis dígitos deste número de telefone que remonta (pelo que, também, apurei) aos anos cinquenta. Depois os dígitos passaram a ser sete, ca bem malembra eu, depois a nove, ca bem malembra eu e com mais nitidez, e, o giro mas mesmo giro, é que quatro dos dígitos nunca tenham alterado. Então pronto, cá estou eu, expondo temáticas desconhecidas e tal e tal, mas das quais gosto bastante. Digo: as linhas telefónicas. Mas o quadro, vá, que desse sei que, o que sei, sei-o by hand e in loco. Nunca o conheci a honrar o velho estaminé, mas não duvido que em tempos tenha permanecido à vista do freguês, apelativo como é seria uma pena não ser aproveitado, conheço-o de estar enfiado no tecto falso da casa-forte, e na horizontal, que na vertical não daria. Conheço-o desde sempre e sempre ali. Por vezes, empoleirada no escadote para retirar mercadoria que era necessário repor nas prateleiras, aproveitava para desviar o empoeirado papel manteiga que o cobria e admirava a papoila e a espiga (que também estão desfocadas...), bem como a boneca lindíssima. Caramba, se as mulheres ficam assim se lavarem o rosto com aquele sabonete... E achava um piadão ao número de telefone, claro. E este quadro está exposto numa das paredes da minha casa porque, aquando do espólio do velho estaminé, escolhi trazer esta relíquia (não é ironia) porque simboliza uma época limpa, brilhante e cheirosa que eu gostava tanto de ter conhecido que, olha, tenho o quadro e pronto.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2022
quinta-feira, 13 de janeiro de 2022
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
Post de enchimento
Tenho a cabeça cehia... ai perdão, cheia de merdices para escrever, as quais tenho vindo a alongar, sim, sem que contudo as considere prontas, por isso hoje tão parca. E digo isto não considerando de todo que o mundo se importe com esta escassez, mas que me importo eu, importo, daí o registo. Ah, e sim, o título é uma brincadeira com o posto de abastecimento.
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
Um dia atrás do outro
Noite quase escura, despede-se o Xano da gente aqui:
Então até à demain bastante!
Então até à demain bastante!
Demais
tudo o que excede, transborda e tudo o que transborda, pode, eventualmente, transcender, o que pode, por sua vez, ser bom
Mereceu realce. E, ou, isolamento, agora me lembro. Como pôde um realce amigar-se com um isolamento é coisa incrível, mas por ora, e na minha cabeça, pôde.
Demais
A propósito de um post aí abaixo: Tinha idealizado que logo no primeiro dia do ano contaria que a canção das Doce que mais gosto é a 'És demais'. Não sei se é porque tudo o que excede, transborda e tudo o que transborda, pode, eventualmente, transcender, o que pode, por sua vez, ser bom, se pelo que é, mas sei que é.
Clínica Veterinária
Depois desse dia vi que a senhora vet saía da sala de cirurgia com uma pressa um bocado estranha. Não fosse ela comentar «esqueci-me de a pesar» enquanto percorria o corredor e não conheceria o motivo. Segurava o gato amarelo pelo peito - neste caso a gata amarela – de maneiras que o bicho, já anestesiado, pendia, as patas de trás quase roçando o chão. Parecia uma língua morta. Mas em grande. E em amarelo. Amarela, vá.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
São Pedro do Estoril, 1 de Janeiro de 2022
A imagem acima, se não desceu do primeiro clique do ano, desceu seguramente de um dos do primeiro momento em que decidi fotografar, calhando portanto de ser eu. Como não gostei da foto original, achei por bem alterá-la usando o filtro Impacto no mínimo, o qual habita o editor de fotos do meu telefone. Intitulei este post como se pode ver mas, antes, havia-me lembrado de intitular como 'Areal de Inverno', só que achei desfasado da imagem, quando alterada, aquilo vê-se lá agora que é um areal, né? Poi zé. Ficamos, então, a gente todos, assim. Hoje estou uma beca inclusiva, lá isso.
O meu colega
O meu colega estar num cliente que mora em frente ao estaminé faz com que eu perceba instantaneamente quando o serviço está terminado. Ca xiru, né? Poi zé. Quando vir a porta abrir, vejo-o surgir. Só não digo que o ouço a despedir-se do cliente porque isso daria azo a que os leitores percebessem que este cliente mora no rês-do-chão. Ou cave. Pode ser eventualmente indesejado que o cliente venha a saber que mora em frente a um estaminé onde uma mulher se lembra de ir escrevendo um blogue.
Somos colegas
Eu e o meu colega cruzámo-nos com um colega de profissão e aquele brincou com este:
Então, vais fazer de dentista?
Que respondeu o que não importa reportar mas adianto que meteu pingos, cuba e borracha. Reporto, isso sim, é que o colega de profissão levava consigo um alicate e, um dente a arrancar, é coisa para dar uso a um alicate. Só não deslindo é porque une esta categoria de ferramenta o arrancar de dentes e borrachas que não vedam.
Sonho
Sonhei que ia subindo a Alameda e me cruzava com muitos carros em fila de espera. Dentro desses carros estava muita gente, eufórica, claro, portanto havia barulho, e por junto o meu telefone fazia soar o seu whistle, o que me mantinha de sobreaviso sobre qualquer coisa, só não sei o quê. O facto é que o assobio ecoava por todo o lado e eu ia subindo sem que o toque do telefone me importunasse.
domingo, 9 de janeiro de 2022
Numerar é bom
Comprei daqueles papelinhos em que uma das partes é colante (post-it, yay!). Vêm em quatro cores e são piriris, têm para aí 25x25mm, e hão-de servir para numerar os meus cadernos. Há anos que quero fazer isso, em certas situações dá-me um jeitão. Estou até curiosa de saber quantos cadernos terei preenchido ao longos destes anos (22). Não preenchi um por ano, não, desde que tenho blogue é o que mais uso para diário. Ainda tenho que estudar como vou colar os papelinhos nos cadernos, se os corto e colo só a parte que cola, se ponho cola na parte que não cola. Corta-e-cola. Cola-e-não-corta. Enfim, é daquelas questões a ver no momento. Há dias andei de roda desse rol, o dos cadernos (não, eu não gosto de parágrafos) e fui dar com um montão de folhas vazias. Numa das últimas folhas preenchidas eu referia que abandonava o caderno brevemente porque o tinha muito cheio de colagens e por isso estava deveras pesado para andar com ele para todo o lado. E abandonei mesmo. Mas, neste dia em que o abri, deu-me pena ver as folhas vazias e pensei usá-las para engordar o bloquinho rudimentar. Detive porém o ímpeto de rasgar as folhas porque iria tomar como incoerência o que havia registado atrás, pois se dissera que abandonava o caderno com muitas folhas em branco, como é que num futuro longínquo eu perceberia aquilo? Então resolvi escrever no mesmíssimo caderno (que é de 2018) todas estas questiúnculas – que era não sei quantos anos depois; que vira as folhas em branco; que me dera pena deixá-las assim; que as rasgaria e transformaria em bloquinho rudimentar.
Música
Abri o Youtube e escolhi um daqueles canais que passa música sem parar - e em directo, dizem eles, pois que seja, quero lá saber se mentem - e que neste caso é música para conseguir concentração. Eles dizem que é para estudar, ora eu venho escrever coisas no blogue, não sendo igual, que não é, dá no mesmo. Não sei me concentra, mas sei que é fixe ouvir. Nunca soube o que me concentra e sempre soube que escrever me desconcentra. Podendo ficava horas a ver as imagens. Acho até que vale mais as imagens que acompanham a música do que a própria música. São deveras relaxantes. Bom, vou escrever acerca de coiszinhazinhas, não sei é se chegarão ao blogue neste dia.
Boas Festas!
Sexta-feira, sete de Janeiro, mesmo ao sair de casa retirei o boneco da porta de casa, considerando logo que no dia seguinte trataria da retirada dos enfeites de Natal por completo. Lembrei-me porque o ouvi roçar com o abrir da porta.
Sábado, oito de Janeiro, mesmo ao sair de casa desliguei as luzes da Árvore porque olhei para ela. Depois fui à minha vida, saindo e entrando um montão de vezes sem sequer lembrar de semelhante tal, provavelmente porque as luzes já não piscavam.
Domingo, nove de Janeiro, que é hoje, descolei as figuras de Natal da janela da casa de jantar ← e vai casa de jantar, que é à alentejana, qual sala de jantar, qual quê!, e continuando → e já as instalei na caixinha própria. Que bem, oh mas que bem!
No mais, quero eu dizer: amanhã e outros dias, a ver se vou dando conta deste recado que é aborrecido pra caraças de cumprir. A dez uma fita, a onze um laço, a doze uma bola, a treze uma pinha. Já me lembrei de deixar a árvore montada, não para o Natal que vem, mas para que os enfeites sequem muito bem. Parece uma boa opção. Camufla até, e muito bem, a preguiça.
Há que fazer
Aquilo das novas etiquetas que há que fazer no blogue e pâ pâ pâ rendeu tanto mas tanto que fui dar com um rascunho no bloquinho rudimentar. Se bem sei fazer as contas, estava lá há três dias. Se bem me lembro senti uma vontade indomável de escrever, tanto que me deixei de frases sucintas, costume meu no bloquinho rudimentar, acabando por escrever 'como deve ser', assim, ó:
Ponderei aventurar-me em descrições acerca da transformação de cada foto. Ora bem, não vou ter tempo para isso. Não gosto assim tanto destas regras. Ademais, parece que, expondo como cheguei até à imagem apresentada, a ofusco. Ela já não brilhará. Por outro lado, gostava imenso de ter esses registos. Enfim, a vida leva-nos a escolher, e isso é que não é escolha nenhuma.
Em resumo, digo eu agora, «o escolher temo-lo sempre».
Dias de um Ginásio
Os ténis e os chinelos costumo tê-los em sacos de pano. Os primeiros precisam de respirar, os segundos idem e acho que os cheiros e humidades se libertam rapidamente se os conservar em sacos dessa natureza. Bom, há anos que introduzo estes pertences no mesmíssimo saco, nunca os troco. A não ser um dia destes aí em que estava azamboada e, tendo notado a troca na hora, marimbei. Entretanto, como desde aí já vivi mais dias de Ginásio, já tenho tudo conforme está estipulado desde os primórdios dos meus dias de um Ginásio.
Sopas
Vi numa revista uma ideia muito boa: ir fazendo 'o saco da sopa'. Todas as vezes que sobrar uma ponta de cenoura, um resto de batata, caules de couves, amanhar tudo, meter num saco e pôr no congelador. Quando voltarem a aparecer 'desperdícios' é aprontar, ensacar, congelar. Que giro. Também percebi que a sopa necessita somente de descansar uma hora depois de pronta, logo que passe esse tempo pode viajar até ao frigorífico e permanecer lá até ser necessária. Ah, e não convém demorá-la nesse poiso mais do que três dias. Pronto, eu aqui não sou igual, a sopa que faço ao domingo costuma durar até sexta-feira. Mas vá, se ainda cá moramos todos, mal não tem feito.
sábado, 8 de janeiro de 2022
Dias de um Ginásio
Desde que é noite, aquando das aulas de Pilates, a professora escolhe uma das duas séries de iluminação, quando poderia escolher ambas. Giro é eu não ter ideia de alguma vez ela ter optado por iluminar a sala fracamente. Chegado o Outono, deve ter assumido que o ambiente melhora quando a sala está no lusco-fusco. Mas, giro giro giro, é que, em certo dia, ela tenha escolhido a série que escolheu, pronto, e calhou de um dos focos estar sobre mim, depois, num outro dia, sei lá eu por conta de quê, calhou de escolher a outra série, a qual não teria foco algum sobre mim, isto no caso de eu não ter mudado de posição, mas mudara. É mesmo giro que estas escolhas me tenham iluminado, parecia mesmo que, o Acaso, queria-me debaixo de luz.
Decalques
No meu bloquinho rudimentar mora uma folha (de planta) estreita e comprida. É existência que já consta no blogue, aqui, e que vai constar outra vez porque a encontrei com decalques do meu manuscrever. Consegui obviamente decalques que são apenas rabiscos descoordenados, que não se pense que a dita folha tem ali um texto do caraças.
Há que fazer
Chegado o 2022 há que fazer etiqueta das aplicações, queria eu. Há até muito tempo que quero mas com o intuito de, não só registar a aplicação a que se deve cada uma das fotos (ou imagens) apresentadas, como como cheguei lá, id est: que filtros usei, que intensidades. Não temo que seja uma tarefa inglória, marimbo para isso, temo é usar o tempo para escrever coisas somenos. Escalo portanto o prazer em escrever, que eu há coisas que me dá mais prazer escrever do que outras. Assim a frio pareço-me miserável por não abarcar tudo com o mesmo entusiasmo, sei lá, apregoo amiúde que não distingo assuntos, que tudo me serve e afinal tenho escala para um prazer. Enfim, já se sabe que eu, né? Poi zé.
Entretanto fica também neste post dois anúncios, ou quiçá meras ressalvas tu mai selfe, quando instalada num futuro qualquer. Trata-se de agrupar etiquetas em anos, coisa aliás já encetada. Por ora tenho a 'Directamente 2022...' e a 'Das fotos 2022...', mas conto estender a lista, fazer um lençol do caraças. O outro anúncio (ressalvas tu mai selfe e pâ pâ pâ) é que há etiquetas que agrupo por anos há qu' anos, como, por exemplo, as de 'Lisboa'. Foi desde logo que me pareceu bem saírem os posts em fornadas que cheirem a época. Depois também gosto, e não é pouco, de perceber quantos posts criei em que ano(s), se foi mais, ou menos, num ano, ou noutro. Eis os números à data actual:
'Lisboa 2020...' - 223 posts;
'Lisboa 2021...' - 308 posts;
Não listo as deste ano porque a meu ver não carece exposição, afinal o ano ainda não terminou. Ah, e sim, tenho outras etiquetas em cheirosos molhos de época, as '#semfiltro', os 'Cliques', as 'Férias', os 'Natais', mas essas, pá, gritam por separação de épocas, é que nem sequer ponderei fazer de outra maneira. Mas aquilo de criar etiquetas para distinguir que aplicações usei está a deixar-me com vontade de. Claro! Poi zé! Posso criar etiquetas para dizer ao mundo que aplicações usei! (Será que já tinha dito isto?) [Fui ver...] {Pois, já consta acima.} «Ai isto de escrever longamente, pá...»
Lisboa, Lisboa
Estava um raminho da árvore amarela caído na calçada. «Eu até te apanhava 'migo, colava-te à árvore e tudo, mas a Natureza, e até o Acaso, sabem o que fazem.» Mais à frente encontrei raminhos fazendo sombra na parede de um prédio e há ervas muito verdinhas que brotam onde o prédio se junta à calçada. Foi por uma questão de 'diferentes entre iguais' que achei isto tudo muito belo, tão belo que não quis fotografar.
Dias de risos nossos
A menina fée ri-se frequentemente das minhas respostas e eu temo que seja por enjoo. Um pouco à semelhança daquilo de a gente não perceber o que dizem os estrangeiros e rirmos aos bués para compensar os silêncios. Obviamente o enjoo não cabe neste exemplo mas foi o melhor que arranjei, quem sabe daqui a nada traga outro.
TPC
Trabalho
Para
Casa
A menina fée recomendou-me que agarrasse nas cordas vocais e as puxasse para desinchar, mas eu, quem diria, receio emudecer.
Comprinha
Comprei uma mochila que na etiqueta diz ser em cem por cento feita de PVC. É daquele tecido acolchoado, pespontado em losangos. Coisa de somenos, pronto, l' important c'est le sac à dos.
ordem alfabética
e vai que sim:
banana
café
gengibre
leite
limão
porco
e vai que não:
arroz
dióspiro
frango
maçã
massa
sopa
banana
café
gengibre
leite
limão
porco
e vai que não:
arroz
dióspiro
frango
maçã
massa
sopa
Sonho
Sonhei que estava muito magra. Pronto, há coisas que só em sonhos. Caraças.
A imagem acima é uma junção de quatro, agrupei-as eu, que haviam sido catrapiscadas do Pinterest quando ensaiava o primeiro post deste ano, no qual pus então uma outra. Nele queria anunciar que neste ano, não só optava por ser colorida, item que efectivamente publiquei, como acrescentaria que optava por continuar a ser magra. Porém não senti coragem de publicar este último item, o medo de voltar a ser gorda é tanto que me sinto a mentir se me digo magra. O sonho expresso acima dá conta desse medo.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
De bolsos vazios
Entrou um, alegadamente, cliente que se apalpou em todos os bolsos. Depois disso concluiu em surdina «ah, não trouxe» e saiu sem mais coisas. Clientes há que trabalho nenhum dão, o que vale é que é só de vez em quando.
da íngliche pipâle ende mi
«Oh, don't worry, your english is better than my portuguese» é o que ouço dos clientes sempre que me apresento com um «sorry, my english is very bad» Sempre. E também sempre por entre risos da gente todos.
quinze e quarenta e nove
Toquei em algum botão para que o relógio-despertador da senhora optasse pelas sete e cinquenta no mostrador ao invés de manter as horas do momento. O meu despertador (-telefone) diz que vai soar dentro de catorze horas e cinquenta e três minutos. No título está as horas a que consultei o telefone para saber os meus números. Diz-me tantas coisas boas, este meu amigo.
Lisboa, 7 de Janeiro de 2022
Olhem: estavam umas quantas septuagenárias sentadas numa mesa do lugar da musa, cinco (5!), e nenhuma era uma das outras quatro (4). Os tempos mudam rumos, lá isso.
Recadinho
Rico filho:
Mãe precisa de carro em sábado próximo.
Grata agora já.
Mãe enviará recadinho este para seu blogue, que em ele encontrou gireza grande.
Grata mais.
E mãe perdoa outrossim erro de digitação. Mãe compreende ser 'Yoda' o que rica filha quer dizer e teclado inteligente assume 'yoga'. É parvo, em fim de contas. Mãe, e mãe é comandante de blogue este, pede encarecidamente perdão a audiência por desfasamento em medidas de fotos. Mãe não sabe já o mais que fazer para alinhar post este. Fica mãe assim. Fica blogue a estar como está. Fica audiência mãe não sabe como, mesma ela diga, em querendo.
Mãe precisa de carro em sábado próximo.
Grata agora já.
Mãe enviará recadinho este para seu blogue, que em ele encontrou gireza grande.
Grata mais.
E mãe perdoa outrossim erro de digitação. Mãe compreende ser 'Yoda' o que rica filha quer dizer e teclado inteligente assume 'yoga'. É parvo, em fim de contas. Mãe, e mãe é comandante de blogue este, pede encarecidamente perdão a audiência por desfasamento em medidas de fotos. Mãe não sabe já o mais que fazer para alinhar post este. Fica mãe assim. Fica blogue a estar como está. Fica audiência mãe não sabe como, mesma ela diga, em querendo.
ai quem me dera
viver como a Severa
viver amor pela cidade
cantando o fado com vaidade
Canções na cabeça. Cá continuam. Há link para quem quiser ser contextualizado, é clicar aqui. Mesmo que tenha desistido de ouvir rádio ao adormecer. Durante anos pensei que era essa actividade que despoletava o aparecimento das ditas logo ao acordar mas olhem: afinal não. Então resolvo-me a registar um dos primeiros surgimentos do ano: a Mara, com a canção 'Severa' (o título deste post é um dos versos). Não é que não a tivesse ouvido recentemente, mas não foi na noite imediatamente anterior, foi para aí com três dias dias de intervalo, vá.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2022
6 de Janeiro
A minha mãe faria hoje 89 anos. Este é o seu primeiro aniversário sem estar viva e quero registá-lo porque me parece evento. Talvez não registe o dia em anos vindouros, a memória sempre vai perdendo a estampagem.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2022
Conversão
Converti o mostruário manuscrito, singelo apresentador das válvulas de borracha, em papelinhos. Compõem, agora, estes, o, de sempre, bloquinho rudimentar. E ai a porra das vírgulas, poi zé. (mas ficou compostozinho o texto também, lá isso)
estrela-do-papel
terça-feira, 4 de janeiro de 2022
fortalecimento
sou boa a ver pessoas porque falho, pois, falhando, apuro a capacidade
não era uma coisa assim muito coiso mas talvez fosse uma outra coisa
segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
Boneca de brincar
A boneca soltou-se-lhe a mão e a menina deixou-a no estaminé para o meu colega compor. Fotografei a boneca, como se pode ver, e realcei o suporte que em tempos já havia fotografado.
domingo, 2 de janeiro de 2022
fui diarista por uns dias
Lisboa, 30 de Dezembro de 2021
{11:19}
Quando percebo que não tenho assunto, falo do estado do tempo – hoje está farrusco, acordou este dia assim. Posso adiantar os graminhas de Fim de Ano, os quais vão, indubitavelmente, estar presentes aquando do Ano Novo. Por estes dias de finais e começos vive-se na expectativa. Pelos dias disto e daquilo também. Mas os graminhas:
oitocentos e dez gramas de tomates
cento e vinte gramas de alhos
mil quatrocentos e cinco gramas de laranjas
novecentos e cinquenta e cinco gramas de maçãs
setecentos e cinquenta gramas de dióspiros
seiscentos e quarenta e cinco gramas de cogumelos
{11:32}
{11:32}
Isto é portanto um diário que construirei nos próximos dias. Pá, cenas. Deixo para o ano que vem alguns rascunhos que apontei este ano. Isso não é novidade nenhuma, desde quando não deixo rascunhos de um dia para o outro? Porque não deixá-los então de um ano para o outro, já que afinal é um segundo que os separa, né? Poi zé.
Ainda o estado tempo: ontem esteve um sol lindíssimo em Lisboa, achei até particularmente engraçado ver os bancos da praça mai linda cheios de gente, e feliz. Foi este momento que me fez surgir a vontade de fotografar a luz solar incidindo nas árvores da outra praça, a pasteurizada (foto).
{11:56}
Na última consulta a menina fée perguntou «2022 vai ser um ano mesmo bom! Não sente isso?» Quedei-me toda eu, devo ter feito a cara 'desculpem, desculpem'. Respondi que «Não.» e justifiquei: «Passei tantos anos a aceitar o mesmo que me é difícil sair daí.» Sou uma pessoa pouco interessada no futuro a longo prazo.
{12:21}
Capicua nas horas, iei! O sol abriu, iei! Sempre quero ver se nos dias a seguir me ponho com isto de registar o estado do tempo. Quem sabe. Quem sabe não quer saber, lá isso.
{12:31}
Tenho tantos mas tantos vídeos para gravar. Não me apetece. E já gravei. Um, apenas. E está uma merda porque não me apetecia gravá-lo. Até gravei dois, agora me lembro, um a dizer que há muito tempo que não gravo vídeos e que me sinto esquisita, id est: sou a mesma Gina mas numa vida diferente, explicando que este ano - 2021 – foi cheio de cortes, daí a esquisitice.
Loures, 31 de Dezembro de 2021
{9:42}
Ontem já não vim engordar este post, que auguro comprido e que, já ontem, augurava. Quando a pessoa tem tempo para escrever, tem, quando não tem, pois que.
{13:24}
Tenho o almoço no forno. É uma mistura de pizza com tarte e com almofada. Vi por aí nas netes uma receita que levava massa de bolacha por baixo, doce de ovos e amêndoas no meio e massa folhada por cima. Ora eu resolvi aproveitar a ideia mas em salgado. Então, o que pus no meio foi: molho de tomate, cogumelos, salmão e bacon. Esta é uma receita que grita por queijo, só por dizer que masqueceu completamente de lho colocar. Posso porventura guarnecer com queijo a fatia que me calhar. Como está quente, o queijo derrete. Fica o modo diferente, e o aspecto também, já o sabor não sei se diferirá assim tanto.
Ontem amandei-me práqui cu tempo, hoje amando-me cas comidas. Mas olhem que tenho uma coisinhazinha do tempo, e é de hoje. (vou ver a mistura de que falei aí atrás, está no forno e esqueci-me de pôr temporizador, ainda masqueço daquilo...)(já fui, ainda não está, pus três minutos no temporizador) Mas a coisinhazinha. Hoje, logo pela manhã, dei de caras com um céu cheio de viagens. Achei tão bonito, ficou desenhos mesmo giros no céu. Tirei uma foto mas não sei quando a vou publicar no blogue. Nem sei se publicarei. Gravei também um vídeo, dizendo que o céu está lindo e pâ pâ pâ, e que as viagens são imensas porque as pessoas vão de viagem neste dia, que é um dia especial. (está o temporizador a apitar, já venho)(já vim, mas, antes, desliguei o forno) Mas dizia eu que o dia é especial e este ainda é mais porque as pessoas andam todas aos testes e na iminência de não poderem viajar e mais não sei o quê.
{18:48}
O ano a acabar. O 2021, o chato, o que se montou inteiro na pandemia.
Gravei vídeos, isto para além do que já mencionei, achei giro ir gravando coisas de casa, comidas e assim. Já agrupei todos os clipes e publiquei no Youtube. Também os publiquei no Instagram mas foi por partes.
Hoje é sexta feira e foi dia de folga, não fui para o estaminé.
Loures, 1 de Janeiro de 2022
{15:08}
E chegou-se o ano. Novo. E bem novo ainda que ele é, pouco mais de quinze horas tem. Deitei-me quando tinha meia hora, mais ou menos. Não sou de grandes badaladas nocturnas, tampouco noctívaga, sendo que normalmente custa-me bastante ficar acordada para viver, acordada, a passagem de ano. Este ano até foi diferente porque estive entretida a ver um programa de televisão. Um daqueles feito com o propósito da passagem de ano e para, lá está, entreter as pessoas. Às vezes penso no entretenimento que produzo quando apresento coisas no blogue, seja lá o que for - texto, imagem - e sinto-me a mergulhar num vedetismo, presumindo que entretenho alguém. Enfim. Uma vez, lá bem longe no tempo, um leitor disse-me que eu era uma máquina de escrever e, uma outra leitora, uma locomotiva. Não sei porque me lembrei disto. Aliás: sei. Tenho uma foto tirada no ano passado, há coisa de duas ou três semanas, que retrata a máquina de escrever do sô Frederico. É uma máquina que por vezes o meu colega muda a fita. Não é a primeira vez que lá fica para a mudança e nem é a primeira vez que falo nesta máquina aqui no blogue (há link três linhas acima). Desta vez, o meu colega comentou que viu nas netes uma imagem com um puto a dar de caras com uma peça jurássica como esta e comentar em êxtase: «eia ca fixe! uma impressora que imprime directamente!» Que tempos estes, não?! Às vezes ponho-me atónita também eu, ou mesmo extática, vá, com a evolução - as voltas que o mundo deu, oh porra! e nem foi das de parar no mesmo sítio!
{20:09}
Olá a todos! Desejos de um bom ano para vocês. Há pouco vi nas netes alguém dizendo que se esqueceu de pedir coisas aquando da passagem do ano e que lamentava esse esquecimento. Pus-me a pensar se em algum momento da minha vida fiz o mesmo. Concluí que fiz, sim, quando jovem. Quando muito! jovem, aliás. Cedo percebi que quem me faz a vida boa é o próprio. Exceptuando algumas coisas, que obviamente se não controlam, tudo, que na verdade é quase tudo, está nas mãos do próprio obter. Na cabeça, aliás. Quase tudo nesta vida é uma questão de orientação, de procurar a melhor rota. Decerto não instruo ninguém mas conhecem aquela frase «não é o que te acontece é o que tu fazes com o que te acontece»? Então pronto, é isso.
De manhã fomos à praia do Estoril. Nos últimos dias a temperatura tem estado acima da média para a época, o que fez com que permanecer na praia fosse prazeroso. Se tivesse levado biquini tinha-me molhado um bocado, ou quase toda eu. Não, quase toda eu não, assim que sentisse a temperatura da água não deixaria que subisse muito, não. Sou uma friorenta da porra, eu.
Loures, 2 de Janeiro de 2022
{13:14}
Ai tantos doises nesta data também... E daqui por um mês, o que será? Mais doises ainda...? Ai.
O dia está farrusco. Pronto, aí está ela a debitar estados de tempo por mor de assunto nenhum ter. É que nem uma coisinhazinha, pá...
Não tarda ouço o toque do telefone a mandar-me reservar a aula de amanhã no Ginásio. É um toque militar. Quero dizer: escolhi um toque militar sem que contudo houvesse considerado o propósito das nuances militaristas, falo daquelas em que se segue regras sem pensar nada nada nada senão a obediência imediata. Já pus no blogue esta questão de ter um alarme para me lembrar de re (está a tocar... ah ah)(já reservei!) dizia eu: reservar a aula mas não me lembro se referi a questão musical. Não vou pesquisar. Não queria pesquisar mas pesquisei, está aqui, e não, não falei de militarismos nenhuns. Isso foi coisa notada mais tarde.
{18:03}
Bom, estou de saída deste post. Deixo a foto de que falei há dias, ou seja: aí acima, aos 31 de Dezembro, no pedaço das 13:24. É portanto uma foto do ano passado, pois é, e tenho mais, que surgirão proximamente, conto que amanhã. Logo que tenha essas publicadas, não tenho mais fotos de 2021 em rascunho. Estou cansada deste meu escrever de coisa nenhuma, preciso, e não é pouco, de achar importante aquilo que escrevo.
{18:03}
Bom, estou de saída deste post. Deixo a foto de que falei há dias, ou seja: aí acima, aos 31 de Dezembro, no pedaço das 13:24. É portanto uma foto do ano passado, pois é, e tenho mais, que surgirão proximamente, conto que amanhã. Logo que tenha essas publicadas, não tenho mais fotos de 2021 em rascunho. Estou cansada deste meu escrever de coisa nenhuma, preciso, e não é pouco, de achar importante aquilo que escrevo.
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sábado, 1 de janeiro de 2022
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