quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Nova temporada

Está aberta a temporada de correr para casa dos clientes. Eu explico. Quando chega o frio e o trabalho se prolonga dia afora, quero eu dizer até e durante a noite, para aquecer quando a caminho do recesso do lar dos caríssimos clientes, corro e incito o meu colega a correr mais eu. E ele corre, mas sob um protesto fingido: 'e agora obriga-me a correr!' 

Lanchinho

O meu colega sentenciou que ao lanchinho a gente ia andar à pêra porque havia uma só pêra na caixa da fruta. Entretanto, em jeito de posta-restante mas sem mudar de parágrafo porque não me apetece, venho anunciar que quem comeu a pêra fui eu, e nem andámos à bulha nem nada. Não foi preciso, ele abalou para tratar de umas coisas e eu pumba. Mas antes de a comer tirei foto, ó:





Eis outra posta-restante, esta com outra roupagem, já comprei frutinha para compor a vazia caixa, e ouvi novamente o nepalês dizer bénanas, querendo dizer bananas, como acho que é fácil de prever. À despedida desejou-me um bueno dia e eu disse que assim não, que bueno dia es en catellano, cariño, em português é bom dia.

Presságio

Ontem disse no blogue que a minha cadela sabe que o raspar da faca no pão pressagia um cair de côdeazinha que a alegrará. Hoje, mal ainda acordara, já eu me lembrava de vir dizer no blogue que a minha cadela sabe, portanto, o que é um presságio.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Vi-me e desejei-me

Como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, sou mulher para ter rascunhos e ideias no bloquinho rudimentar, e até no caderno, que depois transformo em posts com o intuito principal de engordar o blogue. Esse rascunhar é apressado e deveras resumido, acontecendo então que alguns desses rascunhos não consigo traduzir. É. E venho contar que me vi e desejei para lembrar que raio queria eu dizer com:
esfregona, podia ser um sítio mais grácil ou senhoril, mas não, é ali
E já me lembrei, pois claro, e é por isso que ponho este post diante de vós, precisamente um mês depois de a ideia ter aparecido. Foi então assim:
Cá por coisas, eu tinha uma nódoa negra na dobra da mão que acontece onde o polegar e o indicador se juntam, e que é, oh vejam lá, o ponto onde a esfregona assenta. Era só isto. Ou é mais: eu ia escrever que a minha enorme nódoa negra, que me doía aos bués sem nada lhe tocar, doía mais ainda se tinha que segurar na esfregona, que é coisa longe de grácil, e para cumprir uma tarefa nada, mesmo nada, senhoril.

Quando for famosa pessoas vão pedir-me conselhos sobre como singrar no mundo das letras e eu, com enormíssimo saber, responderei que é, meramente, uma questão de não ser esquisita com os assuntos a apresentar. Pois.

Este assunto podia

Este assunto podia ficar no post anterior mas não quero, assim jamais assumiria a importância que lhe quero oferecer. Trata-se da pasta de dentes e do fio dental que anda no meu actual viver. O fio dental... ai perdão, dentário (ui...) não tem cera. Comprei-o assim a seco na sequência de muito me espantar com o baixo preço. Pudera, falta-lhe molho. Nas primeiras utilizações ainda fiquei montes de contente por conta de não me saltar nenhum pedacinho de comida dos dentes que aterrasse no espelho. Só que entretanto isso começou a acontecer também. Tenho portanto dois males existentes na minha vida, 1 , o fio dentário sem cera, que dói que se farta, 2, o espelho da casa-de-banho pejado de pedacinhos de comida. Já a pasta de dentes, comprei também recentemente, atentando igualmente no preço, uma vez que estava em promoção e é uma daquelas de especialidade, pois que um dos componentes é carvão, o qual, em pasta de dentes, e incrivelmente, oh vejam lá, é presença que branqueia. Sim, o carvão branqueia os dentes, só não me alongo nos quês desta contrariedade porque não estudei o suficiente. Ah, é verdade, a pasta sabe a flores, o que contende com o sabonete que está no post anterior. Eu assim ao princípio ainda pensei, ah e coiso, isto é mas é o sabonete que é tão bom que o cheiro anda pelo ar e mete-se no tubo da pasta. Mas não, ora essa, isso já era fantasia a mais e eu sou sempre tão certinha, tão em conformidade com o capazmente. Grata, deveras grata, por terdes lido este post.

Lar meu

Tenho aqui no estaminé uma lâmpada que terá lugar no contentor da reciclagem brevemente, essa e três pilhas daquelas com três ás. Acabou-se-lhes a energia aos quatro. Oh. Sim, é verdade, o mundo precisava mesmo de saber isto. Mas há mais. Há um lugar lá em casa onde coloco coisas a fazer de bibelôs, só por dizer que não o são, sendo, antes, recicláveis, ou, ainda, ai a porra das vírgulas, peças a ser aplicadas em dias vindouros, as quais posso listar: um punho de torneira, um tubo do carro, um pedaço de veda-portas. Com tudo isto e por junto, esse altar contém outrossim, oh vejam lá, um daqueles espécimes do antigamente, composto por dois potes para tinta, duas abas para receber correspondência por entre, e uma espécie de caminha para receber a pena. Sim, podemos levar, ou elevar, a questão para o plano sexual. Quero dizer: eu já elevei. Mas a pena. Se calhar a caminha é mas é para uma caneta, que às tantas aquilo não é assim tãããããão antigo. Contém, ainda, um abre-cartas, rombo que se farta, uma vez que toda a peça não passa de um fingimento a fazer de ser útil mas não se acabrunha nada, qual quê, e faz de enfeite. De volta aos recicláveis, havia um tinteiro de impressora, que é coisa para fazer uma ligação fantástica com o espécime do antigamente exposto acima, e que derramou tinta. Desgraçadamente. Oh. Agora até estou a lembrar-me que os potinhos de tinta do antigamente, portanto: os verdadeiros, também foram coisa para se ter derramado vida afora, uns e, ou, outros. E eu nunca mais acabo este post... Bom. Então. A tinta desse tinteiro derramou-se à vontadinha em cima do móvel, manchando, não só a tal lâmpada, como um sabonete muito cheirosinho, muito bonitinho, que estava dentro de um saquinho muito levezinho. O tinteiro está no lixo porque a pessoa gosta de reciclar mas não quer a casa manchada de tinta preta e penetrante aos bués. A lâmpada está onde já referi. O sabonete pu-lo de utilitário na saboneteira da casa-de-banho. É muito bom, muito cheiroso e cremoso, mas lá por ser de classe elevada não quer dizer que se não utilize, né? Ah, e não, não estava manchado com a tinta. A curiosidade em saber se havia sido é que me levou a pô-lo a uso, dispensando o que, por acaso, até já estava de abalada.

Lençóis

Os anos já são tantos que os lençóis me andam todos desfasados. A juntar aos tingidos por sei lá o quê, há os que já se romperam, o que leva a que outros sobrem e há que os conjugar ao menos por aparência de cor. Há também os que herdei e que já vinham desfasados de outro lar tão velho e baralhado como o meu. De maneiras que o conjunto, por assim dizer, que tenho ao momento na cama é meio flanela meio algodão, com as fronhas a condizer com a flanela. Não está mal de todo, isto se considerarmos (estou na segunda pessoa do plural para me convencer que tenho companhia num post deste calibre) que estamos na fase de transição, acabámos de chegar de um Verão (frio, mas pronto), aterrando num Outono já bem fresquinho. Portanto: este ano é que estou a fazer uma transição mesmomesmomesmo transição, pois que, aos mais anos, era a flanela de rompante e de uma vez e pronto e acabou a conversa. Não acabou nada → Olá Outono. Está tudo bem contigo?





Um dia e meio

Hoje é quarta-feira de manhãzinha e a cada movimento de abertura de qualquer um dos braços lembro a professora de Pilates de segunda-feira à tardinha. Isto de a gente estar em prancha e querer tocar no chão antes de mais com o peito e forçar até ao máximo para que não seja a barriga a ganhar o chão antes do peito... É do caraças. É bem verdade que eu agora tenho as mamas mais elevadas do que a barriga, o que conta como mais-valia, mas não me chega. Ou chega, chega primeiro o peito.

Bolachinha

Se eu tivesse tirado uma foto à bolachinha que um cliente me deixou, vocês iriam vê-la. E não, não é não querer tirar uma fotografia nem é não a verem por já a ter comido, é porque não e acabou a conversa.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia do doce da casa. O Doce da Casa, assim é que é. Há muitos, mesmo muitos, restaurantes que o têm e eu levei muitos, mesmo muitos, anos a fixar o que raio é, de tão básico → natas, leite condensado, bolacha e, eventualmente, doce de ovos. Sei lá, uma pessoa ouve 'doce da casa' e imagina que há-de ser algo maravilhoso, louco, preparado com muita antecedência, rigor, paciência, sabedoria e carinho. Mas não. Há contudo restaurantes que decidem marcar a diferença e arranjam-lhe nomes esquisitos e há até os que arranjam um doce da casa parvo, como uma vez encontrei um que era uma miscelânea de todos os doces que havia na banca frigorífica. Lá que lhe arranjaram um nome para lá de engraçado, arranjaram, mas agora não malembra qual. E pronto, o Doce da Casa é o doce da casa e acabou a conversa.

Capacete

Vou deixar-me de lamúrias por ter que andar com um capacete enfiado nos cornos, já que recentemente, e com um intervalo de dois dias, fui agraciada com duas situações, que relato já a seguir:
Quando parada num semáforo, um motorista de autocarro abriu o vidro e anunciou os seus votos de uma boa viagem para esta que escreve. Assim sem mais nem menos, olhe, tome lá este voto, dou-lho de bom grado, leve-o.
Quando parada num semáforo, uma menina que viajava num carro ao lado, sorriu e acenou-me vivamente. Isto sem que antes eu tenha feito qualquer gesto. Nada.
Então, é ou não é para ficar toda contente por andar de mona presa num capacete?

Bicho-cão

Olívia, a minha cadela, sabe que o raspar da faca na torrada pressagia côdeazinha no bucho. Nesses momentos é toda ela uma atenção. Só. Nem cá festinhas nem cá expressões submissas. Só atenção.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Inox

Dois homens carregavam uma gigantesca folha de inox, a cada um sua ponta, pois claro. Em certa altura um não aguentou a estopada e pediu intervalo ao outro. Depois queixou-se das mãos, que as tinha já 'todas chinadas'. Como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, um chino é um canivete, daí a expressão do homem. Até aqui vou desenxabida, já sei, mas há piada no insólito do facto de o chinado já vir com dois dedos cortados e sarados. Pois, acidente de um outro dia lá longe, que deve ter doído pra caraças, e ele a queixar-se de meros cortezinhos. Isto prova que o passado não move coisa nenhuma.

Lisboa, Lisboa (em letras)

À minha frente caminhava um decerto turista estrangeiro que envergava um conjunto verde na parte de baixo e vermelho na parte de cima. Bandeira de Portugal, em Portugal, na sua capital, em corpo de estrangeiro, olarila.

Estrelinhas

Zero estrelinhas, 'migos. Zero. Entretanto sucumbi aos protestos do rádio, ó Gina tu nunca me passaste o pano, ó Gina passa-me o pano, ó Gina, vá lá. Passei. Ficou lindo. Brilhante que só visto. Tanto o rádio como a caixa do pão, já agora, né? Pronto, dou muita atenção aos objectos. Quem é que ainda não tinha reparado nisso? É preciso estarem aqui pela vez primeira para não terem percebido tal obsessão desta que vos escreve. Mas, para ficar eu um tudo-nada parecida com alguém que é capaz de conviver, antes havia tido uma conversa com a menina. Ela segurava um boneco, que me pareceu uma rena, e fez conversa no sentido de expor os nomes dos dedos, comparando-os, inclusive, com os chifres da rena. Pá, se calhar são comparáveis, eu é que sou uma naba do caraças e não percebo nada de chifres. De rena, claro, que de outros, pronto. Mas a menina. Perguntou-me qual era o polegar e mostrei-lhe um dos meus, orgulhosamente. Sorriu como se fosse a professora e tivesse ficado contente com a minha prestação. Depois seguiu com a questão, mostrando e nomeando o - indicador. Do dedo seguinte revelou apenas a primeira sílaba - mé..., dando ênfase para me encorajar. Percebi que era a minha deixa e avancei – médio. Continuou no comando e ordenou que o seguinte dissesse eu, – anelar, respondi, com pompa, e ela pôs outra vez o sorriso de professora congratulada. Chegadas que estávamos ao mindinho, avançou ela – mindinho! E ainda acrescentou que era este o nome porque é o dedo mais pequenino.
Sempre achei que o mindinho tem um nome com inho precisamente por ser, não só pequenino, como o mais pequenino. Não encontrei uma maneira infantil de transmitir esta ideia à menina, conviver com crianças não é assim tãããããão fácil.

Dias de um Ginásio

Pus-me na passadeira à velocidade cinco ponto um e a inclinação no zero. Em certa altura contei quantos segundos decorreram até queimar uma caloria – catorze. Quando me inclinei aos três ponto zero decidi contar novamente os segundos para uma só caloria queimada – onze. Esta informação é insuficiente para perceber, isto só por exemplo, qual a diferença de passos dados em uma ou outra inclinação, mas percebi logo que, querendo queimar calorias aos bués, o melhor é inclinar-me, mesmo poucochinho que seja.

Luva de banho

Se a luva está na mão direita esfrego o lado esquerdo do tronco e a perna direita
Se a luva está na mão esquerda é a vida em reverse and life goes on and so on
O frio é tanto que a água do chuveiro going trough the antebraços está quase fria quando alcança as mãos
O frio gela não só the air como the forearms

O meu colega, (esta é que é a) primeira vez

O meu colega arranjou uma maneira de brincar com o fmi e a troika: diz que não tem troikos.
|10 maio 2011|


Sim, é outra gaffe. Caraças pá, ando uma tresloucada. Bom. O que aconteceu foi que me esqueci completamente de consultar o meu segundo blogue, indo na pesquisa somente até ao terceiro. Está então a rectificação feita, sendo que o primeiríssimo post onde aparece o meu colega é o supra apresentado. E o post como que errado está aqui.

Nostalgia

Encontrei isto:

A quem me acolher:
Estou habituada a entrar à hora que quero
Estou habituada a sair à hora que não quero
Estou habituada a encomendar mercadoria de grande rotação
Estou habituada a encomendar as novidades do mercado
Estou habituada a dispor de autonomia em noventa por cento da logística que mantém o estaminé
Estou habituada a um lugar escondido para ouvir música
Estou habituada a um pátio para tirar fotografias
Estou habituada a uma secretária de madeira prensada
Estou habituada a uma cadeira giratória
Estou habituada a um computador básico
Estou habituada a escrever no computador
Estou habituada a editar o que escrevo
|28 julho 2017|


… Que é uma lista de regalias a que estava habituada no velho estaminé. Mantenho as horas que quero e que não quero, o computador e a secretária. Estes últimos são, inclusive, os mesmíssimos, não sendo portanto uma mera secretária e um mero computador, são aqueles!, os mesmos! Porra pá, até fiquei desconcertada. Ando para aqui a ver umas coisas no antigamente do blogue, isto por conta de algo que quero apresentar um dia desses e depois descubro textos que já não lembrava de ter escrito, mas é que nem pensar. Bom. Adiante. É para a frente, o caminho. Ah, e continuo também a escrever e a editar o que escrevo, claro, mas isso acho que sempre se percebeu.

Árvores

Há árvores na minha vida que são importantes o suficiente para que rectifique uma informação que avancei erradamente, embora seja um erro que só eu sei que é e está. Mas lá está porra de sempre, o blogue é meu, eu é que mando nisto e, em coisas tão importantes como as árvores da minha vida, não marimbo. Portanto, segue rectificação:
No post das árvores da rua mais bonita de Lisboa, a árvore que apresento não é a sexta que encontra ao lado direito quem desce a dita rua, mas sim a terceira que encontra do lado esquerdo quem desce a mesmíssima rua. Deixo novamente a ultrajada:


Caras




Cresci em Loures e moro em Loures, de maneiras que, não raras vezes, sempre que ando por aqui vejo caras que conheço mais novas, mais magras e mais lisas. Não sei exactamente de onde as conheço mas tenho para mim que será dos tempos de escola. Enfim, eu já não estou nova, e bem que dizem que 'pelas costas dos outros conhecerás as tuas', de maneiras que isso acontece, presumo, também com as caras.
Inicialmente, a foto não foi pensada como ironia para as caras de que falo neste post, mas a vida apresentou-me a ocasião de as ligar e eu ligo-as. Loures é uma cidade de ovelhas, ele é ovelhas nos campos e ele é ovelhas nas estradas, mesmo as mais movimentadas, e de manhã dei com a imagem acima, à qual irresti, clicando. Pode muito bem ser que as ovelhas venham para aqui frequentemente, mas eu não me lembro de alguma vez as ter avistado. Ao cimo do declive, em rebanho, pois que sim, avistei, mas aqui e, ainda por cima, enfardando tão placidamente, que me lembre, não.

O mais difícil é amar como se...

A imagem encontrei nas netes (num storie do Instagram) e decidi alterá-la, acrescentando cores esfumadas. Há o nome Sousa por baixo de tudo, portanto daqui lhe agradeço.

E é, o mais difícil é amar sem restrições, e nem sei se alguém consegue isso, e nem sei se isso é assim tão bom e, ou, desejável.

Já dançar como se ninguém me estivesse a ver, pois que ok, raramente alguém me vê dançar.

De cantar, geralmente não me querem ouvir.

De viver, não conheço outro lugar senão a Terra, de modo que. Pois é.

Manhãzinha

Não vou dizer que é muita giro e bom que a minha cadela ande atrás de mim enquanto me movo em muito à conta de me andar a despachar porque não é. 
Olívia, pára de andar atrás de mim, tá, quida? 
E ela faz que não, e não é com a cabeça, é com as patinhas - tic tic tic.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O Outono na árvore amarela, situação actual

Quando cairem estas folhas (ver foto) a árvore amarela estará completamente nua. Num ramo que não aparece há outras duas ou três, mas muito secas e castanhas, aparentando ser bem velhinhas. Tenho para mim que são de outro ano mas não posso estar certa. Sei lá, parecem muito arreigadas, muito 'daqui não abalo nem por nada', e têm um ar tão provecto que as julgo pertença de outro ano, que não este.





Duas das árvores da rua mais bonita de Lisboa

Este Outono não tenho dado grande atenção às árvores da rua mais bonita de Lisboa. Estas que hoje captei são, a primeira: a oitava que encontra do lado direito quem desce; a segunda: a sexta que encontra precisamente do mesmo lado, precisamente no mesmo sentido. Imprimi-lhes uns quantos filtros, dois, puramente desculpáveis, uma vez que melhorei consideravelmente o tom das folhas, queria-o muito amarelinho e assim consegui pelo menos na primeira. Quero dizer, estou no telefone, lugar de fotos em pequerrucho, mas pronto.

Sonho

Sonhei que andava a lavar os azulejos da minha cozinha. Que pena ser em sonhos, trabalheira por trabalheira, toujours ingrat, ao menos o resultado fosse real.

domingo, 10 de novembro de 2019

Gina, numa relação com a cozinha.

Há que não deixar que o pó do cacau, em pó, aterre, ou empoeire, o salteado de legumes. É que não vai saber bem. Aterrou, ou empoeirou, a asa do tacho, mas essa não era para comer, portanto, coiso. E ai a porra das vírgulas.

Há que não comprar mais ovos. Ou havia que não comprá-los, porque os havia cá em casa, mas comprei. O caso visto isoladamente, não é nada de mais, pois se ovos são ovos que são ovos como os que cá tinha, havia ovos, e há, só que mais, mas, ainda assim, não demais. Demais são, mas é, as vírgulas, oh porra.

Há que não deixar a tampinha do liquidificador dentro do mesmo e meter para lá os tomates, a cebola, os alhos e mais toda a catrefada de especiarias. Não, não deixei, mas ia deixando e, deixando, e ai a porra das vírgulas, a lâmina não cortaria a dita tampinha mas intentaria nisso, ingloriamente, lógico!, e destruiria todo o aparelho, já que a lâmina é o que lhe dá a valência. Sem ela… pois que nicles. A lâmina do liquidificador é como o sangue nas pessoas.

Há que não aproximar os nós dos dedos do raspador de citrinos. Pá, pronto, dói. Não descreio totalmente que o bolo de iogurte tem, para além de raspas de limão e de laranja, pele do meu polegar esquerdo. Só por dizer que não se nota nada. A propósito de nada, neste item não abusei nada das vírgulas. Nadinha.

Poça

O meu vizinho de baixo de todos - e de baixo de todos não é debaixo de todos, bem entendido, é o do rés-do-chão, pronto - tem a frente do carro toda salpicada da água lamacenta que cobre uma poça, e que fica assim conhecida como poça de água. O carro dele está estacionado bem juntinho e a dita poça encontra-se num ponto onde os carros param para inverter a marcha. Então vai que pumba, trava, salpica, roda o volante, sai. Vem outro a seguir e vai que pumba, trava, salpica, roda o volante, sai. E afora. E há dias.


Hum, ok, vá, não tenho melhoras naquilo de ser blogger. Ai não tenho, não. Mas voltarei a insistir não tarda nada. Até já.

A minha cadela tem cheiro

Ui, que afirmação incrível eu coloquei no título deste post, né? Bom. Então. De manhã, apareci penteada ao pé da minha cadela e ela veio cheirar-me para ver se eu era mesmo eu. E era, tanto que me pareceu satisfeita, logo baixando as orelhas para receber festinhas, expressão submissa, cheia de candura e tal e tal. Quando eu não lhe pareci eu, talvez isso tenha acontecido porque quando me penteio puxo o cabelo para a frente, tapando a cara quase completamente e deixo assim. Sério. Quantas vezes já tenho encontrado vizinhos no elevador e pumba e coiso, quero lá saber, viajamos juntos na mesma. Gosto de pôr o 'viajar' juntamente com o 'elevador', é um exagero inócuo. Mas a cadela. Quando foi aquilo de ela vir até mim sem saber se eu era eu, ia falando com ela, instigando-a a caminhar para mim:
Sim, Olívia, é a dona. A dona tem a cara tapada mas é ela. Anda cá cheirar, anda.
E ela veio e cheirou. 
Vês? Sou mesmo eu, não sou? O cheiro não engana, pois não?
Foi aí que 'baixou as orelhas para receber festinhas, expressão submissa, cheia de candura e tal e tal', como já contei acima.


Pronto, é assim a minha vida. Também a de blogger. Pois.

Irresistível

À conta do tal algoritmo, quando mergulho aos bués no Youtube, o dito vai buscar esta canção, à qual irresisto, clicando. Já a pus no blogue, que me lembre, duas vezes. Em todas as vezes que o little drummer boy soa nos versos: 
I have no gift to bring
Pa rum pum pum pum
That's good to give our King
Pa rum pum pum pum
Rum pum pum pum
Only my drums
... Decido que este Natal oferecerei o som do meu digitar ao menino jesus. Pode até calhar de lhe oferecer os teclados, porque não? A gente até se enche de boa vontade e tudo, né? As canetas é que não, ou os papelinhos. Vivo sem digitares e teclados, mas não vivo nada saudavelmente sem canetas e papelinhos. E lá se foi a boa vontade. Pois.

Gina, a pessoa Skeletor

Eia pá, hoje é que o Luís pegou em mim ao colo e me elevou para eu colher, não abacates, como no outro dia, mas laranjas. Elevou-me porque era no cimo que as havia em bom. O chão testemunhava que alguém apanhara e comera algumas debaixo da árvore, havia cascas aqui e ali, portanto essas pessoas haviam colhido as mais à mão. Trouxemos seis. Uma caiu com a força que fiz para arrancar uma outra. Sei lá, devia estar quase desarreigada ou assim, e eu até nem queria usar o verbo arrancar, querendo antes manter-me no colher, é mais leve e portanto it goes whith the subject of the post, mas é o que é. A tal que caiu já eu comi, é ácida, como eu gosto. Lembrou-me o tempo da escola primária, talvez por indução da mente, no seio familiar eu era conhecida por gostar (muito!) da acidez das laranjas. Era assim uma espécie de referência, a Gina está para as laranjas, não importa quão ácidas sejam, como as laranjas estão para a Gina, ela joga-se a todas. Ou então a lembrança vem de serem laranjas não de estufa, não de cativeiro. Well, that's what it is.

Sonho

Sonhei que tinha o cabelo com partes em vermelho esbatido, se é que esbatido liga com vermelho, às tantas não liga, mas vá, o que recordo é um vermelho sem grande vivacidade. Este sonho deve ter descido em mim devido à consulta que fiz à lista de faltas do supermercado, ia eu para aí no meio das compras. Sério, num dado corredor, lembrei num repente que havia construído uma lista, consultei-a, como já vos fiz saber, e dou com a tinta para o cabelo. Que é castanha e no sonho está em vermelho esbatido, mas pronto.

Post bué distinto

Ter uma meia tingida fez-me ver claro e distinto, pois se uma meia é de tom diferente da outra, claramente distingo a do pé direito da do pé esquerdo e, ou, inversamente. E não, não é preciso fixar qual cor para qual pé, basta-me seguir o lado pontiagudo na extremidade fechada da meia, o qual pertence ao dedão. Aí, será essa a distinção.

água


água, se ao contrário e na oralidade, não é áuga, é âugá




de nada, ora essa


sábado, 9 de novembro de 2019

Dizer-vos que a foto abaixo mostra uma folha de louro em forma de coração está muito, mas mesmo muito, àquem da originalidade, se afinal o que estou a apresentar-vos é uma folha de louro que ao crescer se fez em forma de coração. Pá, pronto, às vezes não dou para mais.




E ainda por cima a foto está uma merda, mas vá, não queria deixar o mundo sem isto tudo saber de mim.

Outra novidade

Esta é outra novidade, mas que ainda não assentou praça, anda ainda na recruta - trata-se de um novo Blogger que aí vem. Lá vamos nós, os bloggers do Blogspot, aprender a mexer em botões, que farão as mesmíssimas coisas, só por dizer que terão roupas novas.

Notificações

O Pinterest notifica-me de novidades em temas como Daith Piercing, Saúde Mental, Ideias para Quartos e Receitas Maravilhosas. Nada sei disto, mas mesmo nada. Principalmente de Saúde Mental, claro.

Cadernos

Ando eu toda maluca a pôr na lista de faltas os 'cadernos e isso' quando afinal tenho ali dois, que estavam, oh vejam lá, já descritos neste post. Mas o que se passa? É que ando toda baralhada. Dantes o escrever apurava-me os sentidos, agora fico estróina. Então? Ai. Bom, ao menos lembrei-me de não repor 'cadernos e isso' na lista de faltas.

3376

Já vi três mil trezentos e setenta e seis vídeos
- não meus, melhor avançar com esta informação -
porque há três mil trezentos e setenta e seis 'gostos' numa pasta que o Youtube criou
- presumo porque eu o mandei fazer isso -
para mim. Vídeo que tenha um 'gosto' cá dos meus, é porque o vi até ao fim.

Sábado

É de ontem, o que vou escrever, e bem sei que no título está sábado e ontem era, ai que estranho!, sexta-feira, mas é que afinal hoje é sábado. Bom. Então. No nepalês da frutaria, aquando da despedida, dediquei-lhe o voto de 'bom fim de semana' e ele retribuiu com 'obrigado, ólumente'. O 'br' do 'obrigado' foi muito bem, mas o 'igualmente'... Ó pá foi tóin xiru!

Sábado

Está um ventinho mesmo bom para secar a roupa. Hum-hum, bem sei, já escrevi igual em outro post e em outro sábado... Ok, se calhar era domingo. Mas, e, afinal este post até ficou diferente do outro.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Talão

Encontrado na Picheleira, o! lugar das primeiras vezes da minha vida adulta.
Evocativo de uma época e circunstâncias que não tenho prazer em recordar.
Totalmente absorvido pelo tempo - 1988... Oh porra...
O talão faz também prova de que eu e o meu irmão fazíamos coisas juntos, a rubrica de baixo é dele, e a minha, a de cima, é de uma Gina ainda solteira. Já se notava a bola a fazer de ponto no i da Gina e o ur a parecer um éme de pernas para o ar, levando tanta gente, guichets afora, a chamar-me Amélio, e até Amélia. Actualmente os meus ás maiúsculos são tão bicudos como é o do meu irmão. Afinal a caligrafia muda, tal como a gente. De resto, é bom registar que o talão foi totalmente preenchido por mim.


O aviso que indica

Encontrar um aviso (foto abaixo) colado no lado de dentro de uma porta de prédio indicou que (precisamente) o meu colega foi chamado ao local para proceder à reparação.


O meu colega, primeira vez

Tinha de falar via telefone com o meu colega acerca dum cliente que tinha plantado à minha frente. Ora bem, o homem é coxo e atendê-lo é - geralmente... - penoso, a maneira mais rápida seria elucidar o meu colega com essas características mas na presença do cliente era chato. Dei umas voltas do caraças à conversa, desenvencilhei-me com trocas e baldrocas, arranjei novos adjetivos e situações, umas coisitas inócuas:
«É aquele senhor da fechadura tal que da vez assim tu depois não coiso...»

«A sinceridade não se dá com a sociedade», ouvi eu algures há tempos. É tão verdade…
|16 julho 2012|

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Fantasminha

Hoje já não houve fantasminha da cozinha para a sala e oposto. A semana passada houve uma altura em que não vi os olhos do dito e, por serem dois buracos, hoje imaginei o giro que seria terem-lhos cosido e por isso eu os ter visto. Mas não foi nada disso, foi uma camisa que se movia com a aragem, o que lá vi pendurado. Secava, ou coisa assim. Secava da humidade, lá isso secava, da chuva ou do ferro de engomar.

Era muita inclinação

Um avião ia pós céus. A pique - rabinho pá Terra, narizinho pa sei lá onde. Era muita inclinação, lá isso era.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Diário das expressões

Lisboa, 31 de outubro da 2019
Ontem desconsiderei este post, a maneira como o quero apresentar, e lamento. Agora parece mas é que não tem jeito nenhum. Ninguém vai ler. Os leitores vão chegar aqui, reconhecer as primeiras frases e pensar: oh, este já eu li, e passam à frente. Entretanto já pensei numa espécie de solução: deixo o já publicado no fim do que é a novidade. Vou também publicar cada tema/expressão em seu post, para lhe dar montes de importância. Ainda mais importância, quero eu dizer.
Lisboa, 4 de novembro de 2019
Embora todos ao banco hater? Embora.
O banco hater é de quando a praça mai linda (e agora prevejo mais uma expressão, a 'praça mai linda')
Lisboa, 5 de novembro de 2019
E assim provo uma vez mais que sou de ir escrevendo, já que estamos num outro dia. Bom. Então. Dizia eu da praça, pois que sim, é linda e tem vários bancos de pedra. Aqui há uns anos quase todos tinham um dizer feito a tinta, obra de vândalos, tudo bem, mas eu gosto de pensar que são rufias amantes da comunicação por escrito, para além de ser giro é atenuante. Então aconteceu que me lembrei de cognominar cada um dos bancos e ao hater calhou assim precisamente por conter o 'hater' em si, escrito em grandes letras vermelhas. Apaixonei-me. Exagero. Não exagero nada, daí nasceram centenas de posts, à conta de quê estou a exagerar? Ora... Entretanto limparam as letras 'hater', não só essas como de todos os outros bancos. Fiquei decepcionada com a ideia de já não ter o 'hater', só que o banco ficou sempre a ser o banco hater, posso continuar com este faz-de-conta, se no fim das contas sempre fiz de conta. Neste assunto estou um bocado estéril, sei lá que mais e que mais cerca do banco hater. Talvez dizer-vos que não o explico. Ou seja: quero lá saber se alguém chega aqui e se depara com uma questão destas e não percebe porra nenhuma e vai embora porque não gostou do blogue. É que, notem bem: se de cada vez que falo do banco hater me pusesse a explicar o que é e como apareceu... né?
Lisboa, 6 de novembro de 2019
Pá, venham ler este post, né? No fundo é só um banco dentre uma meia dúzia, de tampo de pedra, quiçá tijolos por dentro, que está numa praça larga e desafogada, sita em Lisboa, que em tempos tinha inscrito 'hater' e eu me lembrei de lhe chamar isso mesmo. Depois ocorre que se mantém no mesmo lugar, que passo lá montes de vezes, que olho para ele, que o cumprimento como se fose meu amigo, e é, que me sento lá se quero rabiscar, que posso sentar-me só a ver passar gente, que já tenho observado o incessante mudar de cores dos semáforos porque era isso o que queria fazer e porque não queria fazer mais nada senão isso, que é lugar de poiso, que é o meu preferido. Que. Boa noite.
Entretanto decidi que não vou anexar as novas entradas às antigas. Oh porra, que a minha vida está complicada! É que quando tive esta ideia estupenda não me apercebi que a dada altura da vida deste post o mesmo ficaria insuportavelmente longo, mantendo assim os posts abaixo mais longe de serem lidos e vistos. Eu escrevo demais, essa é a verdade, e quem me aguenta, garanto que não sei como consegue e que me espanto deveras. Obrigada. E agora é que é boa noite. Ou então é boa noite outra vez. Boa noite, simplesmente boa noite. Boa noite.

Este post é continuação daqui.

Pez louro

Hoje foi dia para o meu colega fazer uma soldadura numa daquelas máquinas de cortar carne para os kebabs. Quando ele esventrou a máquina, o espectáculo ficou ao contrário de bonito e, na hora da ajuda que foi preciso dar-lhe, inventei que não tinha olfacto para suportar o momento, já que de avistar a miscelânea nojenta estava eu livre, por conta da perspectiva me favorecer uma beca. O pez louro consta no título porque foi a matéria usada para a reparação e como não sabia o que fazer para o acrescentar ao post, fica só no título e acabo já com esta conversa.

Estrelinha

Na última entrada, a modos que pelo meio da jornada, encontrei mais uma estrelinha de a menina brincar. Ou festejar, já que estas estrelinhas têm um certo ar de confettis. Depositei-a, simplesmente, em cima de uma cebola. Ao que parece, actualmente estou incapaz de dar sumiço às estrelinhas. Pá, pronto, minudências é - não só mas mesmo - comigo.

Alhadas

Sou, também, falha
Quando calha

A árvore amarela

Atão miga, caje nua né?



É, respondeu ela. E eu conto-vos que folguei por um condutor ter sido simpático ao ponto de parar na passadeira para eu lhe chegar mais rapidamente, que há montes de tempo que não ia lá. Coitadinha, encontrei-a tão despidinha, não pensei que já estivesse tão na penúria como está. Enfim, o março não demora muito a chegar.

De quando quis experimentar uma caneta

Pequeno-almoço

3 pêras grandes
2 punhados mal cheios de flocos de aveia
1 pitada vistosa de canela em pó
1 pressão curta no frasco de mel


Éramos três, e não é costume, unicamente por questões horárias.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

No matter what

Está-se naquela época do ano em que o mundo vai poder mostrar ao mundo que sabe escrever dióspiro. Isto, a juntar a periquito, que ponho eu no mesmo saco, mas este aparece espontaneamente no matter what, ao passo que o dióspiro, no meu blogue, é sazonal. Decidi agora mesmo que, em vindo o meio primaveril ou o estio ou o meio estio, farei um post cheio de dióspiros, só para mudar esta agulha.

Eu bem dizia

Eu bem dizia que aquele estabelecimento tem por trás das vidraças do primeiro andar alguém que pesca as notas de encomenda, pois tive oportunidade de assistir ao vivo ao puxar do fio. Quem o puxou foi uma mulher tão cinquentona quanto eu mas muito mais gira. Desconheço o que terá lido nas notas de encomenda, que puxou para si sem desejo de abraçar (notei falta de carinho no seu semblante, e isso de acarinhar o trabalho era o que faltava, né?), mas conheço o que continha a minha:

só roda com 100 mm (O)
em metal (o aro)
base borracha (igual)
furo M8
8 rodas

Antes, num outro local de vendas por grosso, levava comigo estes dizeres:

transparente
4 mm
60x66 cm

Dias de um Ginásio

Devo estar mais bonita. Aquela minha colega de Pilates fez-me um adeus efusivo do outro lado da sala. Claro que (a eventualidade de) o meu semblante se encontrar capaz de socializar é motivo para um cumprimento da parte da outra gente, tudo bem, mas uma coisinha assim muito ténue, rente à transparência e tal, contudo, uns de um tal entusiasmo, pois que não. É, devo estar mesmo mais bonita.

Dia de (disseram na Radio)

Este post devia ser escrito e apresentado ontem, que ontem é que foi dia de elogiar a sogra, só que não deu mas hoje vai dar. Ora bem, já não tenho a sogra viva, mas, não fugindo ao comum dos mortais, tenho-a viva na memória, sou visitada pelas suas expressões e os seus repentes todos os dias, e não é coisa que eu procure, é que acontece e pronto. Creio firmemente que isto é um elogio que faço à minha sogra, se ademais espontâneo, só pode portanto querer dizer que ela me era, e é, importante. Entretanto, e não querendo comparar a minha mãe com a minha sogra, se há pessoa de quem todos os dias ouço, também através da memória, as expressões e os repentes, é precisamente os da minha mãe, o seu 'ó Gina!' tão característico, com o 'Gina!' ainda mais carregado porque a sílaba tónica é o na, quase dizendo 'Giná!'. Há inclusive muitos posts em que me apoio no modo como a minha mãe fala. Esta manhã, enquanto pensava este post, lembrei-me de um post que escrevi há dias e em que usei 'ápice' e, para designá-lo, a minha mãe diria 'em menos de nada' ou 'é um foguete'. Lembrei-me ainda de uma outra, que significa o passar do tempo ser quase imperceptível, a minha mãe diz que 'o tempo é um cavalo', ou seja: corre velozmente.

Post imprescindível

Há coisas de que não prescindo → café.
Café.
Ah.
Tinha o armazenamento de café em baixo e, como boa fiel de armazém que sou, fui abastecer-me. Continuando no zelo normal e natural de uma boa fiel de armazém, sondei as hipóteses tradicional/comum, novidade/expectativa. Trouxe ambas mas somente a novidade merece destaque no post. Trata-se então de cápsulas de um café que diz ser intensidade 15, portanto augura bombas e isso numa mera chávena de café, uma vez que o número mais mais mais que conheço é o 14. Entretanto já provei o dito 15. Pá, pronto, pode ser indução do número alto, tudo bem, mas o café é muitaa bom.
Acrescento, ainda, que, comprando estas cápsulas,
os portugueses vão poder beber um café com
notas de aroma de cacau, chocolate, nozes torradas e nuances de framboesa que dão origem a um expresso marcante
os espanhóis vão poder beber um café com
notas de aroma de cacao, chocolate, nueces tostadas y toques de frambuesa que dan origen a un expreso que deja marca
os ingleses vão poder beber um café com
notes of cocoa, chocolate and roested nuts featuring fruity nuances that come together to create a distinct espresso
os franceses vão poder beber um café com
notes d' arôme de cacao, de chocolat, de noix grilleés et de nuances de framboises qui sont à l' origine d' un expresso marquant

Pensando bem até nem estou a achar muita piada às notas de aroma, parece tipo assim uma coisa que quase não há e nem se sente, que está véri véri diluído. É que são notas, e notas é algo presente aqui e ali, mal pousando, sem corpo, e aroma é só um cheirinho, um fazer lembrar, e tudo o que faz somente lembrar, não é presença, não tem corpo, lá está. De maneiras que, as notas sendo de aroma... Hum. Mas vá, o café é bom.

Ai que cabeça a minha!

Pela primeira vez in my whole life esqueci-me da marcação com a Carminho. Oh porra.
Ó Gina, então, esqueceu-se...?
Perguntava ela pelo telefone. E eu, sem qualquer dificuldade a fazer de pessoa desmemoriada e já adivinhando:
Ah... Carminho...
Ficámos então para depois, claro. Pensando bem nem foi um esquecimento, baralhei-me, anotei o dia errado no mural da beleza, achei que era a 16 quando era a 9. Sei lá o que me deu na cabeça para a gente ter combinado o 9 e eu anotar o 16! Entretanto, estes dias passados, há mais coisinhazinhas: ia-me perdendo com o dia da próxima visita, que foi hoje, 5, e eu tinha realmente apontado o dia 5 no mural, mas estava convencida que esse 5 era amanhã, quarta-feira. Andas engraçada, andas, ó Gina. Ou engraçadinha, é capaz de ser mais isso. Numa próxima vez já sabes: antecipa-te mas é, sempre transtorna menos.
Posta-restante:
Num entre dos tantos deste dia, já estive com a Carminho e aconteceu algo que quero registar. A porta do gabinete estava encostada e fazia uns barulhinhos. Ela notou-os e espantou-se, afinal ninguém gosta de ouvir barulhos que não identifica de onde ou por que se ouvem. Concluí umas coisas, uma dentro do certeiro e as outras dentro do fantástico, e todas lhas fiz saber:
⚉é a porta que não está fechada e qualquer correntezinha de ar a faz mexer
⚉o dia das bruxas já foi , portanto não pode ser uma bruxa a mexer a porta
⚉agora já elas estão recolhidas, esperando o ano que vem para andarem à solta, resgatarem um gato preto e voltarem a estar felizes ao menos por uma noite
O que vale é que ela gosta de mim na mesma e até me acha piada, ri-se assim: ss-ss-ss-ss-ssss! - como já uma vez fiz registo no lbogue... ai perdão, blogue, é ver aqui.

O blogue e o canal


Olá, o meu nome é Gina, e eu tenho um blogue no Youtube... ai perdão, um canal no Blogspot. Ai perdão, ai perdão. O tube é um canal, o spot é um blogue.






Pá, e não é só vir para aqui dizer que sou bué da gira e podre da boa, há que apresentar uma certa deselegância de quando em vez. E há montes de tempo que não usava a minha varanda para os cliques.






Tenho até upgrade, já envergando o casaco à motard e tudo.







Alicate em pontas

ah, bem me parecia que o 51 não era um número qualquer
ó pá tóin xiru!

Caril

No feed do Instagram apareceu um filme cujo título era algo como 'caril para toda a família' e notei que o filme tinha cinquenta e seis segundos. Caril supersónico, portanto. Sim, é um filme editado, obviamente e bem sei, mas é que, pronto, sou grafómana, das coisas que concluo e que penso que concluo e até umas que penso sem nada concluir, registo não poucas.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Chove em Lisboa

Estava a chover, por certo não em muito, tanto que nem abri o chapéu, preferindo, preferi, prefiro, preferirei e até preferiria estar debaixo da chuva do que debaixo do chapéu. Os tempos verbais contam das vezes que já notei esta preferência.

Todas boas

A maçã é de Alcobaça.
A pêra é do Oeste.

domingo, 3 de novembro de 2019

legenda ou expressão, é do mais Gina que há

desculpem por criar dizeres
desculpem por ter ideias
desculpem por escrever
desculpem por querer escrever
desculpem por escrever tanto
desculpem, desculpem
desculpem por ser desigual
desculpem por querer ser igual
desculpem por vos ocupar
desculpem por não vos querer
desculpem, desculpem


Cronómetro

A cronometrar, se marimbando para a precisão, pode olhar-se para o relógio antes de, fixar a hora e os minutos da hora, olhar de novo para o relógio quando chegados, fixar a hora e os minutos da hora e fazer a conta de quantos minutos decorreram. É fácil. Pode até ser bem mais fácil, se acontecer que o percurso não atinja duas horas diferentes, imagine-se que se começa a andar aos doze minutos das onze da manhã e se pára aos trinta e nove da mesma hora. Fica simplezinho, pois fica? É vinte e sete - dali-ali é vinte-e-sete. Se o percurso fosse bem maior e só se o terminasse aos vinte e três do meio-dia, pá, tinha sido setenta e um minutos no laré. Mesmo que esse laré possa não conter fausto ou prazer. É de andar a pé, somente, o que trata este post. E é um bocado parvo, é. Pensando bem, tudo quanto aluda a certezas, como só um relógio pode aludir, fica insípido, fica. Que não me morram as dúvidas.

É voulez-vous danser, a ver se fica ou vai




E fica.
Qual danser ser com cê, qual quê.
E nem bisou é com dois ésses.
Ora!

Post com título

Costumo preocupar-me com isso de me acharem esquisita, costumo. Se não, jamais me acharia esquisita, antes me achando especial.

Post com título

As contradições aproximam-me perigosamente da estupidez. A luta é, obviamente, não chegar lá.

Palermices

Já atentei algumas vezes naqueles quadros que se encontram vulgarmente nos restaurantes de beira de estrada. Digo aqueles que estão escritos do fim para o princípio e cuja única intenção é chamar palerma a quem lê. Sou essa palerma, ainda há dois ou três dias o fui, e novamente sem pudor. Como tê-lo, ou de que serviria, se me forço a ler tudo para perceber se o escreveram no sentido inverso, se não terão trocado alguma palavra de lugar. Enfim, coisas palermas. Palermices.

Companhia

Nem sempre a Internet isola, já tenho feito pesquisas para me inteirar acerca de assuntos e depois falo com pessoas acerca dos assuntos.

1 e 2

1,
A minha vizinha de baixo, mas ao lado, tem o estendal cheio de panos coloridos. Cá pra mim andou a fazer limpezas em muitas casas e trouxe os panos sujos com ela na disposição de os lavar.
2,
No filme, o bófia chega no fim da briga que estava a acontecer no bar. Cá pra mim não é sempre assim, vezes há em que os bófias já lá estão quando começa o filme… ai perdão, a briga. Sei lá, depende um bocado do guião, ou mesmo da vontade de quem o escreveu.

Negativa

O impasse a negar:
Sei que não é impossível mas não sei se é possível

Quase

Vão-se encontrar se:
Ele vem lá
Ela já se avista

Quase

Doença sintomática é uma doença que é sintoma de outra. Nasceu. Desceu. Derivou. Associaram-se. É uma questão (que era bom ser quase como que) de amigas: aconteceu conhecerem-se e convivem como tal, por vezes até, oh vejam lá, harmoniosamente. Mas o que é que eu estou para aqui a dizer?! Elas são mas é manas! E vivem juntas! Pois! 

Pagar

Contei à rica filha que ultimamente deixo correr os anúncios até ao fim se o vídeo que estou a ver é de algum youtuber que considere e, por considerar que também destas publicidades eles retiram receita, pois que pronto, deixo correr, afinal as pessoas não vivem do ar e mais não sei o quê. A rica filha espantou-se em muito, tipo abanão mesmo, e comentou que era um gesto altruísta da minha parte. Não durou nem meia hora eu estar a ver um vídeo desses de deixar correr os anúncios porque, no fundo no fundo mesmo lá no fundo, sou fofinha, e ponho-me na presença de uma publicidade com dezoito minutos. Não aguentei. Ainda pensei ir lavar o chão enquanto ou coisa assim, tomar banho ou do tipo isso, só que me apeteceu mas foi nada e cliquei no 'ignorar anúncio'. Desculpa Rita, bem sei que não me conheces, mas desculpa lá.

Do clipe número 1

Já dei conta de três receitas que o clipe número 1 agrupa: à tal tarte maçã mas que afinal fiz de pêras (ver aqui) faltou-me acrescentar que fui ainda mais longe nas diferenças de fazer igual ao que manda o papel, pois que não juntei os itens que preparara atabalhoadamente, acresceu que não montei a tarte, era cada coisa em seu prato, isto o creme e a massa, e outra coisa na tigela, isto a fruta. Quem quisesse, e queríamos, juntasse na sua taça o que e a quantidade de que lhe apetecesse, e apeteceu-nos. Das restantes: fiz bolachinhas e bolo turco. As bolachinhas têm umas medidas facílimas de fixar, 100 gramas de manteiga, de açúcar e de farinha e 3 claras. Mexe-se tudo, deixa-se descansar, faz-se bolinhas, põem-se num tabuleiro forrado, guardando algum espaço por entre si porque são do tipo esparramar por conta do calor do forno, e deixam-se lá uns dez minutos. A receita sugeria que se juntasse 100 gramas de amêndoa moída em querendo crocância. Ora bem, eu queria-a e tinha na despensa avelã moída. Juntei. Juntei e fiz bem, o amargo das avelãs foi fixe para amenizar a extravagância da doçura. De resto: não está de resto, pois que já não as há. O bolo parece-me bastante bem, e olhem que segui a receita. Sim, bem sei, ganda maluca, atão tu vais seguir uma receita?! e a tua reputação de pessoa rebelde, como fica?! Não fica, às vezes é bom pensar que o pensar da outra gente é belo e bom certeiro e coiso. O bolo parece-me bem, já lhe comi uma apara, mas como estava ainda quente, o limão não amenizara ainda a extravagância da doçura. Fresquinho deve ser um mimo de bom. E pumba, eis então três receitas despachadas do clipe número 1, é que o pobre já não se aguentava de pé. Ou por outra, já não tinha dentes. Pronto, vá dentes, já que é de comida que falo.

O abacate do meio quilo

Falava eu ontem do meio quilo e venho hoje falar do abacate. O Luís encontrou um no chão, enrugado. Passou-mo para a mão, abanei-o e senti-lhe o caroço de um lado para o outro. Pensei que como estava murcho não teria chicha, abri-o um pouco, junto ao pé, e revelou alguma chicha, que há-de ser comida não tarda, mesmo com o palpite que tenho de não ter uma camada lá muito grossa, alguma tem.

A nespereira do bem

A nespereira tem agora uma vida bem diferente. Ao segundo café era nuvem e nevoeiro como cortinas movidas ao vento bem desgovernado. A nuvem era bem pequenina e o nevoeiro estava bem acima delas, nem bem se tocando, nenhum dos três. E nem mal.

sábado, 2 de novembro de 2019

Áudios

A voz, não a ouço como o mundo. Mesmo que a grave e a ouça. Como se alinda esta ideia? Não se alinda, está de conluio com a minha voz, querem ambas ficar-se.




nota: a foto é antiga


o sofá é amarelo e o quarto é azul

De suma importância

O meu telefone dá-me toda uma catrefada de importantes informações:

são 18:09
estão 19 graus
o céu está geralmente nublado
estou em Loures
às 19:00 há 56% de possibilidade de chover
às 20:00 não choverá
às 21:00 volta a mesma percentagem na possibilidade de chover
e afora e blás e coiso
amanhã o dia estará parcialmente soalheiro
depois de amanhã o dia estará chuvoso

Item

Num item do passado enganei-me e usei a folha que havia usado para rabiscar um texto, isto durante as últimas férias, que posteriormente fotografei e publiquei no blogue 'imprecisões'. Quando o fiz, fi-lo já com essa intenção e, se não usei uma folha sequencial, foi porque não sabia se ia fazer mais do que um texto e publicar no mesmo blogue. Vai daí, apossei-me de um grupo de folhas de um outro separador. Pronto, está tudo explicado. Ora essa, não tendes de quê, eu é que devia pedir desculpa mas não peço, que ninguém me está a ouvir.

Hum, ok, vá

Estou tão magrinha mas tão magrinha que o Luís agora chama-me skeletor. Sou portanto mais ossos do que. Entretanto, ainda há pouco, lembrou que me podia atirar ao ar para eu apanhar os abacates que por ventura estejam no cimo mais cimo do abacateiro da praceta. Ou seja, peso para aí meio quilo ou coisa assim.

Uí da saunde ofe sailance até esqueci uma letra. Tem já a grafómana defeito, ao que parece.

Supermercado

Comprei laranjas, limões, tomates e funchos. Comprei chocolates e a senhora da caixa até comentou: ai eu também tenho sempre chocolates em casa. É muito engraçada, esta senhora, gosto sempre quando me calha ela. Hoje enganou-se no código das cebolas e pôs sei lá qual, o que sei é que a conta final era de uma alta centena, e folgo que o erro tenha sido grande em altura, que assim ficou deveras notório e vai que se rectificou o valor num ápice (sempre quis que o meu blogue tivesse cá a palavra ápice, ai) e por entre divertimento da gente as duas. Comprei fiambre daquele muitaa bom, tipo curado, e outro muitaa bom, tipo fumado. Comprei queijo brie. Comprei cogumelos grandes e castanhos (não sei qual a espécie). Comprei sal para a máquina da louça. Comprei nozes descascadas e em metades. Comprei natas, Comprei mirtilos, framboesas e papaia. Comprei doce de figo, mel, café e dois pacotes com saquetas de preparado para cappuccino, um é de ginger não sei quê e o outro vai ao caramel coise. Ando numa de experimentar todo o sortido de cappuccinos porque aquando das férias bebi um que era tão bom mas tão bom que me afecta não saber se o encontro em terras lusas. O de ginger já eu provei e não relembra o sabor do outro por não remontar à experiência. Hum… Ok, vá, eu quero dizer que bebi hoje o cappuccino com sabor a gengibre e que não viajei até àquele dia.

é mesmo verdade: há menos roupa outonal no meu roupeiro

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Por tudo, pôr tudo

Tudo. Sobre tudo. E sobretudo tudo.

Ouvi num filme, há bocado.
Mais en français, c'est comme ça:

Tout. Sur tout. Et surtout tout.

ser inábil até é giro

passei a tarde a berrar o little drummer boy mas espaçadamente e em repentes
jamais terei a atenção das pessoas, quanto mais amigos
vem aí o Natal na mesma


then he smiled at me
pa rum pum pa pum
me and my drum

Diário das expressões

Lisboa, 25 de outubro de 2019
Este blogue vai conter algo inédito. Trata-se de um post que vai ser construído e publicado, que aumentarei e republicarei tantas vezes quantas as necessárias até o considerar completo. Ora, se é um tão invulgar caso na minha vida de blogger, é bom que explane, não só o plano para a publicação, como o motivo de a querer fazer. Mas começo por explanar o motivo.
Sou dada a expressões...
Sério? Que estranho.
Não é nada estranho, bem sei que, na escrita ou na oralidade, toda a gente tem peculiaridades, mas há um pormenor de suma importância: é que este blogue é meu e quem cá escreve sou eu, portanto... Coiso. Retomando.
Lisboa, 28 de outubro de 2019
Retomo, pois retomo, mas em outro dia.
Lisboa, 29 de outubro de 2019
Retomo afinal noutro dia e assim se vê que é sobretudo por partes que costumo escrever.
Tenho então expressões próprias mas das quais não me aproprio assim tanto porque, a bem dizer, depois de publicadas já não são minhas. Mas quero registar a primeira vez que o fiz, tendo entretanto já publicado a primeira vez do 'bloquinho rudimentar' e a do 'banco hater'. Acresce que quero que um post contenha o que é em essência, por exemplo, o bloquinho rudimentar e, por isso, cá estou.
O bloquinho rudimentar é um aglomerado de folhas provindas do estaminé que reaproveito para usar como depósito de ideias. Se é um reaproveitamento, é claro que o verso das folhinhazinhas onde escrevo têm coisas lá impressas mas também inúteis à data. O que faço é rasgar as folhas, normalmente em quatro, e prendê-las com um gancho. Chamo-lhe o bloquinho rudimentar porque fisicamente não passa disso, é pequeno e mal-amanhado, logo: o bloquinho está para o pequeno como o rudimentar para o mal amanhado. Uso-o frequentemente, costumo até parar no meio da rua, sacar do dito, e ficar de pé a rabiscar. Já fiz esta figura largas centenas de vezes, quiçá ascenda ao milhar, e olhem que não estou a exagerar. Posso também estar numa fila (num qualquer balcão, como, por exemplo, o supermercado) e rabiscar, ou mesmo sentar-me num banco de rua para rabiscar o que se me apresentou na cabeça tão repentinamente e a minha grafomania não deixa escapar. Se quero escrever, pouco me importa onde estou, e não é só no bloquinho rudimentar que aponto coisinhazinhas, não senhoras e senhores, aponto-as também no telefone. Se offline uso o bloco de notas, se online é obviamente em directo no blogue. Escrevo também no caderno mas aí sou pouco produtiva, nem todos os dias me meto nessas andanças e, quando nas outras, pois que já se sabe. Entretanto, devo dizer que, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, o grosso do meu escrever é feito no computador do (e obviamente no) estaminé.
Para terminar deixo dois links: um de um dos posts que mais gozo meu deu escrever, ver aqui e para provar que o desejo de escrever me acompanha para todo o lado, ver aqui. Acrescento ainda que estes dois posts foram criados e publicados a partir do meu telefone, nada tendo portanto a ver com o bloquinho rudimentar, mas é que mostram claramente o que é escrever em directo e numa ocasião especial, isto um, e, o outro, mostra como, esteja eu onde estiver, me é intrínseco escrever coisas.

lista de supermercado

acrescentei laranjas e limões e tomates e funcho à lista de supermercado

Para quê guardar

Para quê guardar receitas se depois não faço como o papel manda dizer? 
Era uma tarte com massa caseira (usei de compra), que se levava sozinha ao forno (aqui obedeci, vá lá) e se recheava com creme de pasteleiro de compra (fiz eu um, não muito bom e, embora tenha usado a balança, não me fui certificar da pesagem, ficando grossalhão e longe de doce) e encimada por rodelas de maçã, temperadas e tal, e era para levar ao forno no fim de tudo durante uns cinco minutos ou assim (tinha pêras, que cortei em quadradinhos e temperei como me deu nos chamiços, com que não encimei porra nenhuma e nem levei a forno nenhum).



Ou seja, pá, coiso. 

Tamanhos

Eu queria o sutiã mas agarrei nos óculos. Diz-me a vida, e a verdade, que as lentes não alteram desde março e, precisamente desde aí, as copas têm apequenado. Não tarda encontram-se em tamanhos, deve vir daí a confusão tamanha que fiz.

Pois é

A minha cadela tem dois sovacos e duas virilhas. Pá, pronto.

Até muito logo

De manhã, a rica filha despediu-se com um 'até muito logo' porque vai chegar depois do seu costume.

1 de novembro de 2019

Olha outro mês… Vem sempre o outro a seguir, nunca o de antes. A vida é para a frente, que é para andar. Hum-hum, pois é, alguém tinha que fazer um post assim, calhou de ser eu.